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WikiLeaks dá como certo que justiça britânica irá aprovar extradição de Assange para os EUA

Em publicação fixada em seu perfil no Twitter, o WikiLeaks informa que a justiça britânica decidirá, no próximo dia 20, pela autorização da extradição de Julian Assange para os Estados Unidos.

A partir daí o caso vai para a ministra do Interior, a conservadora Priti Patel, que todos apostam que vai dar o Ok para que o líder do WikiLeaks seja extraditado e apodreça numa solitária nos Estados Unidos pelo "crime" de ter denunciado crimes de guerra dos EUA e aliados —entre eles o próprio Reino Unido.A defesa de Assange tem até o dia 18 de maio para recorrer à Suprema Corte. 

Assim Julian vai sendo mantido preso, isolado do mundo, em Belmarsh, Londres, UK, ou numa prisão de segurança máxima dos EUA, para servir de exemplo para que ninguém mais se atreva a revelar crimes de guerra do "Ocidente democrático e cristão".

Até divulgação de imagens atuais de Julian Assange estão proibidas. Ninguém teve acesso a fotos de seu recente casamento com a mãe de seus dois filhos Stella Moris, simplesmente porque foram proibidas. O que se sabe de Assange é o que Stella informa. E é triste.

Ativistas, médicos, advogados já enviaram cartas a Priti Patel, em favor da liberdade de Julian Assange.

#FreeAssangeNow

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No dia do casamento de Assange, sua noiva denuncia tentativa de apagamento de sua imagem

Hoje é finalmente um dia feliz para Julian Assange. Ele vai poder realizar seu desejo de se casar com sua noiva e mãe de seus dois filhos, a advogada Stella Moris.

Sofrendo o que vem sofrendo há mais de dez anos, privado de sua liberdade, primeiro como refugiado na embaixada do Equador em Londres, e agora como prisioneiro (sem que tenha cometido crime algum) no presídio de Belmarsh, também em Londres, Assange pena, literalmente, por ter denunciado crimes de guerra dos Estados Unidos e aliados.

Mas, hoje, no presídio de Belmarsh, eles vão finalmente se casar, após ultrapassarem todas as dificuldades impostas pela direção da prisão. Dificuldades que são denunciadas por sua noiva em artigo publicado hoje no britânico Guardian [aqui, a íntegra, em inglês].

No artigo, Stella fala de seu amor por Julian e de todas as dificuldades que estão passando juntos: 

"Hoje eu vou me casar com o amor de minha vida.

(...) "Na hora do almoço de hoje, vou passar pelos portões da prisão de segurança máxima mais opressiva do país e me casar com um preso político, o fundador do WikiLeaks, Julian Assange.

(...) "Este não é um casamento na prisão, é uma declaração de amor e resiliência apesar dos muros da prisão, apesar da perseguição política, apesar da detenção arbitrária, apesar do dano e assédio infligidos a Julian e nossa família. Seu tormento só fortalece nosso amor. "

Stella narra que proibiram padrinhos que eles escolheram, com a alegação de que eram jornalistas. O mesmo aconteceu com o fotógrafo, também proibido por ser um repórter fotográfico. 

(...) "Belmarsh permite regularmente a fotografia. Tommy Robinson e outros prisioneiros condenados foram autorizados a serem entrevistados diante das câmeras quando a ITV filmou dentro da prisão de Belmarsh. 

"Mas para Julian, que nem está cumprindo pena, parece haver um conjunto diferente de regras. Do que eles têm tanto medo? Estou convencida de que eles temem que as pessoas vejam Julian como um ser humano. Não um nome, mas uma pessoa. 

"Seu medo revela que eles querem que Julian permaneça invisível ao público a todo custo, mesmo no dia do casamento, e especialmente no dia do casamento. Para ele desaparecer da consciência pública. 

"A imprensa não tem permissão para fotografar Julian desde 2019. A última vez que ele foi fotografado pela imprensa foi através das janelas de uma van da prisão Serco a caminho do tribunal, logo após sua prisão em 11 de abril de 2019. Após a publicação dessas imagens, as autoridades mudaram seu transporte para vans com persianas automáticas de aço, que impedem até mesmo esse tipo de fotografia pela imprensa. 

"Julian não é visto pelo público há três anos. Recentemente, ele nem sequer foi autorizado a estar no tribunal para suas próprias audiências. Em outubro, ele sofreu um ataque isquêmico transitório (TIA), ou mini-derrame. A forma como ele está sendo tratado é cruel e desumana, e o público não gosta disso. Então as autoridades escondem isso do público.

"Julian está sendo transformado no prisioneiro X, uma abstração que não é vista nem ouvida e, portanto, inexistente. Julian está desaparecendo porque sua prisão é uma vergonha nacional, uma vergonha para o estado britânico e um movimento perverso e autoritário.

"Julian não é acusado de nenhum crime no Reino Unido. As acusações que ele enfrenta nos Estados Unidos são, segundo a Anistia Internacional, politicamente motivadas. E de acordo com todas as grandes organizações de liberdade de imprensa, as acusações também são um ataque ao próprio jornalismo, porque criminalizam o jornalismo e abrem as portas para prender jornalistas por fazerem seu trabalho.

"O desejo das autoridades de silenciar e desaparecer Julian nasce do medo. Temos a força de nosso amor e convicção justa. A família de Julian lutará por sua liberdade e por sua vida, até que ele seja livre. Amor acima do medo. Junte-se a nós."

No horário do casamento está agendada uma manifestação / celebração do lado de fora de Belmarsh.

#FreeAssange. Felicidades à família.


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E o Assange, como está? Quem responde é a companheira dele, Stella Moris. Veja como você pode ajudar


Embora a juiza distrital tenha recusado a extradição de Julian Assange aos Estados Unidos, ela negou também estabelecer uma fiança a Julian. Ele ainda está detido numa solitária na Prisão de Belmarsh, como um prisioneiro não condenado, em condições terríveis, segundo sua companheira e mãe de seus dois filhos, Stella Moris. Assange está preso, repito, sem qualquer condenação, há quase dois anos.
"Por causa do bloqueio da Covid, ele não tem permissão para receber visitantes e não tem acesso direto a seus advogados", diz Stella.

Os advogados de Julian já começaram a trabalhar em sua resposta ao governo dos Estados Unidos e estão se preparando para conseguir nova vitória de Julian no Tribunal Superior contra o pedido de extradição do jornalista, que divulgou ao mundo crimes de guerra dos Estados Unidos e aliados. Se vencerem novamente, ele estará livre.

Stella Moris está arrecadando fundos para a defesa de Assange neste site.

Quando finalmente Assange estiver livre, os Estados Unidos já terão passado sua mensagem a todos os jornalistas que buscam levar a verdade a seus leitores: Se essa verdade for contra os interesses dos EUA, você pagará caro por isso.

É essa a lição que dá ao mundo o país que se propaga defensor mundial das liberdades democráticas.

Quanta hipocrisia.




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