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Segundo a Folha, base governista vai barrar CPI da TVA

Esta é ótima! Segundo a Folha de hoje “A base governista tenta evitar a CPI, na Câmara, que investigaria a venda da TVA para a Telefônica”.

Não vejo a hora de chegar o próximo final de semana. Quero ver a Veja (a brava Veja, a destemida Veja, a investigativa Veja, a acusadora Veja, a denuncista Veja) estampar esta manchete na capa: Governo manobra para barrar mais uma CPI.

Duvi-de-o-dó. Essa não, não é, Veja?

Anotem a frase (é copyleft):

- CPI é como videocassetada: só é divertida quando acontece com os outros.

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Divulgação dos dados das caixas-pretas do Airbus da TAM pode virar um show

Ficou para amanhã, dia 1º, a sessão secreta da CPI do Apagão para analisar os dados das duas caixas-pretas do Airbus da TAM que caiu em São Paulo há exatas duas semanas. Os dados estão com a CPI desde as duas da tarde de hoje.

Portanto, somente amanhã os excelentíssimos decidirão se o conteúdo das caixas-pretas será ou não divulgado à imprensa. No entanto, segundo o G1, "numa reunião fechada, a maioria dos deputados defendeu a divulgação de todo o material".

Ligeiro, o presidente em exercício da Comissão, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), lacrou as caixas e trancou-as num cofre. Tem medo de vazamento. Pelas suas declarações, é fácil entender o porquê:

"A minha posição é de que tudo deve ser divulgado. Se aprovar a divulgação, será em entrevista coletiva para toda a imprensa."

Adivinhem quem vai comandar a entrevista coletiva...

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O dia mais importante do mundo da falta de notícias importantes

Finalmente é hoje o dia tão esperado. Dia daquele acontecimento que rendeu capas e páginas principais. Que consumiu análises e mais análises de especialistas os mais variados. O dia da eleição para a presidência da Câmara. No Brasil, só se fala em outra coisa.

Durante boa parte do tempo, os analistas dos jornalões tentaram vender a história de que o grande derrotado dessas eleições seria o presidente Lula, seja lá quem fosse o vencedor. Bobagem. Nesse tempo o presidente tirou férias, pescou, discursou, viajou, e viu a oposição se dividir. Viu, principalmente, o PSDB se dividir. Num racha tão grande quanto a cratera do metrô paulista. Mas sobre esse racha os jornalões passaram batidos.

O negócio deles é procurar divisões na base governista. Depois das eleições para a presidência da Câmara, talvez descubram que a base de Lula está dividida. Quando começar o Brasileirão 2007. Há os gremistas, os atleticanos, os santistas, os botafoguenses, e até os flamenguistas - porque ninguém é perfeito.

Mas projetar futuras votações a partir de análises da eleição de hoje é forçar demais a barra. Essa eleição tem uma importância interna. Ali se negociam vagas na garagem, mordomias de todo tipo, viagens internacionais, representações, o escambau. Na hora de votar projetos do Congresso e medidas do governo, a história é outra.

O que se tentou foi confundir o u com as alças. O centro e seu entorno, se é que me entendem.