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Anitta bloqueia Bolsonaro de pegar carona em sua rabiola

A cantora Anitta deu uma lição de uso das redes sociais à campanha e aos apoiadores de Lula ao bloquear Bolsonaro no Twitter. Jair já ia pegando carona no prestígio e nos milhões de seguidores da cantora, quando recebeu um block pela frente.

Além do block, Anitta explicou o porquê dele e o objetivo do ainda presidente em agarrar-se à rabiola dela e de todos os artistas e influenciadores ligados ao público jovem. 

"Eles estão com uma equipe de redes sociais mais jovem e descolada para justamente passar essa imagem dele, fazer o público esquecer as merdas com piadas e memes da internet que faça o jovem achar que ele é um cara maneirão, boa praça."

"Então, nesse momento, qualquer manifestação contra ele por meio dos artistas vai ser revertido em forma de deboche pelas mídias sociais dele. Assim o artista vira o chato mimizento e ele o cara bacana que leva tudo numa boa."

"As pessoas acabam esquecendo o que realmente importa, que é a forma como o país está caminhando, para votar pela identificação de fã que você tem pela pessoa. Aquela sensação de: queria ser amigo dele... logo, você votaria no seu amigo gente boa. E por aí vai a estratégia."

"Já passa a ser mídia boa quando você cita o nome dele, não faz diferença se você citou de forma negativa ou positiva. Porque quanto mais você cita de forma negativa, mais mídia ele alcança e usa essa mídia para destinar ao que ele quer. Já usei essa estratégia algumas vezes por isso sei bem o que está rolando (risos)."

Anitta fala com conhecimento de causa. Afinal, ninguém pode negar que de presença em redes sociais Anitta entende, e muito. 

A ideia, portanto, é não dar corda ao inimigo (ele é mais do que adversário) e tratar de fazer campanha para nosso candidato, o único com chance real de acabar de vez com o pesadelo em que nos encontramos.

#LulaPresidente13

 

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Guerra PGR-Lava Jato expõe as duas faces da mesma moeda podre e antidemocrática


A guerra entre o Procurador-geral da República Augusto Aras e a turma da Lava Jato, tendo à frente o procurador de deus Deltan Dallagnol, está diariamente na mídia, cada lado com sua torcida.

A Globo e os fãs de Sérgio Moro estão do lado da turma da Lava Jato. A turma de Bolsonaro torce para o Procurador-geral.

Tudo começou quando Aras pediu livre acesso a toda a documentação amealhada pela turma da Lava Jato, que reclamou, alegando segredo de Justiça.

A Lava Jato se nega a entregar o material, quer que continue em segredo no seu feudo da República de Curitiba, com investigação sobre mais de 38 mil pessoas, sem que se saiba o porquê.

Aras quer trazer tudo para ele e controlar todas as operações do Brasil a partir de Brasília, lógico que sob os interesses do presidente Bolsonaro, a quem Aras busca agradar para conseguir sua vaga no Supremo, na disputa cabeça a cabeça com o ministro da Justiça André Mendonça.

Aras e Lava Jato são as duas faces da mesma moeda podre e antidemocrática que colocou o Brasil nas mãos de um homem que já confessou que sua meta é desconstruir o Brasil.

Entre os dois, a Lava Jato é mais perniciosa, pois tem projeto de longo alcance, o de lançar Moro à presidência, com o apoio da Globo e da mídia corporativa.

Aras é mais fácil de resolver. Ou ele consegue o que quer e vai para o STF agora, ou não consegue a vaga e aí pode voltar o pote de mágoa contra Bolsonaro.

Ganhe quem ganhar, quem perde é o Brasil.



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No aniversário de Lula, esquerda vence na Argentina e no Uruguai. Parabéns, presidentes!


No aniversário de Lula, Argentina volta à esquerda e Uruguai vai pelo mesmo caminho


Não poderia haver melhor presente de aniversário (74 anos) para nosso presidente Lula do que os resultados das urnas em alguns de nossos vizinhos na América do Sul — além das mudanças exigidas nas ruas do Chile e do Equador, em protesto contra governos neoliberais.

Na Argentina, a chapa Alberto Fernández-Cristina Kirchner venceu em primeiro turno. No Uruguai, as pesquisas de boca de urna indicam um segundo turno, mas com grande vantagem para o candidato do atual governo de esquerda, que vem de Mujica e passa por Tabaré Vásquez, Daniel Martínez.

Na Colômbia, onde não houve eleições presidenciais mas municipais, Bogotá e as principais cidades do país elegeram candidatos de centro-esquerda, em oposição ao governo direitista.


Em sua vitória na Argentina, o presidente eleito Alberto Fernández, enviou sua mensagem de aniversário ao presidente Lula, via Twitter [imagem acima]:
Também hoje faz aniversário meu amigo Lula, um homem extraordinário que está preso injustamente há um ano e meio.
Parabéns pra você, querido Lula. Espero vê-lo em breve.
Mas o grande presente para Lula está guardado para o dia de sua liberdade, quando cairá nos braços do povo, como na foto que ilustra e encabeça esta postagem.


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Com 100% das urnas apuradas, Evo Morales vence no 1º turno

Print de gráfico com vitória de Evo Morales

Em apuração cercada de polêmica, Evo Morales vence Carlos Mesa por diferença que lhe garante a eleição em primeiro turno


Com 100% das unas apuradas, foi confirmada a vitória de Evo Morales [imagem acima, que é print da página do TSE da Bolívia].

Evo Morales 47,08% e Carlos Mesa 36,51%, uma diferença de 10,57%, bastante para a eleição.

Na Bolívia, a eleição é definida em primeiro turno quando o vencedor consegue 50% mais um voto ou mais de 40% dos votos com uma diferença de mais de 10% sobre o segundo.


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Declaração de Carlos Bolsonaro contra a democracia não foi 'mal interpretada'. Ele aprendeu com o pai

Bolsonaro criticando a democracia

Declarações contra a democracia são uma tradição da família Bolsonaro


O vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, filho do presidente (eleito mediante fraude) Jair Bolsonaro, escreveu em seu Twitter:
Por vias democráticas a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade que almejamos... e se isso acontecer. Só vejo todo dia a roda girando em torno do próprio eixo e os que sempre nos dominaram continuam nos dominando de jeitos diferentes!
Com a reação crítica esperada, ele se disse mal interpretado e mereceu até discurso do irmão Eduardo na Câmara em sua defesa, alegando que ele queria apenas dizer que na democracia as coisas acontecem mais devagar. 

Mas é mentira. Reparem nas declarações do papai Bolsonaro a seguir, que são de década de 1990, em que defende um golpe de Estado.





"Através do voto, você não mudar absolutamente nada no Brasil. Só vai mudar quando tivermos uma guerra civil aqui dentro" - Jair Bolsonaro.

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Dilma, não alimente o PIG, pois ele quer devorá-la

Em sua coluna Painel, na Folha, Renata Lo Prete (conhecida por alguns de seus mui amigos da redação como Renatardada) informa que não seria boa a situação de Franklin Martins na campanha de Dilma.


Sem ambiente
Já foi melhor a situação de Franklin Martins na campanha de Dilma Rousseff. Vem de longe a má vontade da máquina do PT com o ministro da Comunicação Social. A novidade é que agora ele está em baixa também com os "pragmáticos" integrantes do núcleo decisório da candidatura. Alega-se que Franklin, com sua atitude permanentemente combativa em relação aos veículos da grande imprensa, não ajuda num momento em que é preciso "construir pontes" para Dilma, notadamente com a Rede Globo, emissora de maior audiência do país. O ex-ministro Antonio Palocci tem sido encarregado dessa tarefa. Antes de integrar o governo Lula, Franklin trabalhou na Globo, de onde saiu em circunstâncias pouco amistosas.


Espero que a notícia seja furada, que o presidente Lula e Dilma continuem mantendo Franklin na cabeça da campanha e não entrem nesse lero-lero de “construir pontes”, notadamente com a Rede Globo, cujo porcalismo é dirigido por Ali Kamel, notadamente serrista. É como o sapo tentar acordo com a cobra. As Organizações Globo põem em risco a democracia no Brasil.

Curioso é que o ex-ministro Palocci teria sido o indicado para a missão. Logo ele, que enquanto foi dócil e útil à frente da gestão econômica do governo Lula recebia elogios diários da mídia porcalista, para imediatamente ser defenestrado quando seus serviços já não eram mais necessários, pois a gerência já estava “dominada” pelo mercado, via presidente do Banco Central.

A imensa maioria dos brasileiros (hoje, em torno de 80%) sempre esteve ao lado do presidente Lula, contra a manipulação das Organizações Globo e seus aliados, notadamente Veja, Folha e Estadão. Estes nunca desistiram de manter o governo Lula sob fogo cerrado (com duplo sentido, por favor).

Para a vitória de Dilma basta que o povão a identifique como a candidata do governo do presidente Lula. Deixem o PIG falando para seu público, cada vez menor, e que os advogados façam sua parte, fazendo andar os inúmeros processos que existem contra eles, como, por exemplo, a compra pelas Organizações Globo de sua afiliada TV Globo de São Paulo com documentos falsos.


Espero por você no Formspring. 


Sugestão para a campanha de Paulo Skaf à presidência

Todo mundo sabe que existe um movimento muito forte em favor da candidatura do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, à corrida presidencial de 2010.

Claro que esse “todo mundo” e esse “movimento muito forte” deve ser relativizado. É um todo mundo, é um movimento do mesmo pessoal do “Cansei”. Só que agora parece que eles descansaram e resolveram lançar o nome de Skaf (não confundir com Estafa, que é coisa do antigo Cansei), na base do “se colar, colou”. É só um motivo a mais para fumar charutos, tomar uns uísques.

Mas eu levo a sério essa candidatura. Como acho que Skaf é um excelente candidato para atrapalhar o tucano José Serra (o político mais perigoso do Brasil) dou aqui minha modesta contribuição para a pré-campanha.

Para tornar seu nome mais palatável para o povão, Skaf deveria se apresentar como um igual a quaisquer de nós, que somos sem-indústria. Porque isso é absolutamente verdadeiro. O presidente da Federação das Indústrias do estado mais industrializado do Brasil é um sem-indústria. A que teve (há muito tempo) faliu e deixou um espeto violento em dívidas no INSS, dinheiro que recolheu de seus funcionários e não repassou ao Instituto, conforme reportagem que você pode ler aqui. Eis um trecho:

Mergulhando mais fundo nos anais do INSS, descobre-se que, ao tempo em que mantinha quadro regular de funcionários, a Skaf têxtil acumulou dívidas com a Previdência. Em abril de 1999, quando o débito somava R$ 918,6 mil, o governo, então sob FHC, decidiu bater à porta dos tribunais.

Em agosto de 2000, a Justiça expediu mandado de penhora dos bens da indústria Skaf. Era tarde. Cinco meses antes, a empresa aderira ao Refis, o programa de parcelamento de débitos fiscais. Além da dívida com o INSS, Paulo Skaf reconheceu um passivo com a Receita. Tudo somado, o total parcelado foi a R$ 1,074 milhão.

Sancionada por FHC em abril de 2000, a lei do Refis abriu uma janela de oportunidades. O pagamento dos tributos em atraso foi atrelado a um percentual do faturamento (1,5% no caso da indústria Skaf). Sem prazo para a quitação.

Entre março e dezembro de 2000, a Skaf têxtil recolheu ao fisco R$ 360 mensais. A partir de janeiro de 2001, passou a pagar R$ 12 por mês.

Ou seja, com o pagamento de R$ 12 por mês, Skaf vai precisar de quase 90 mil anos para pagar o que deve ao INSS. Está endividado pela próximas gerações. Como nós. Ou seja, é gente igual à gente.

Não é uma boa ideia?

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Pelados, pelados, nuzinhos, nuzinhos, em frente à Petrobras


Aposentados e pensionistas da Petrobras ficaram nus, em protesto em frente à sede da empresa no Rio. De quebra, fizeram um enterro simbólico do presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, e do gerente de RH, Diego Hernandes.

- Aprovamos este protesto em assembléia para mostrar o estado de penúria em que os aposentados da Petrobras se encontram, ficando pelados na frente da empresa - diz o secretário-geral do Sindipetro, Emanuel Cancella. (leia mais)

Clique aqui se tiver dificuldades para assistir ao vídeo

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O Globo, Estadão e Folha contra Lula

A discussão é antiga, vem desde antes do primeiro turno das eleições do ano passado. Afinal, a mídia era neutra ou a favor de uma das candidaturas, na eleição presidencial?

Mostrei aqui em setembro uma pesquisa do Observatório da Mídia, com a tendência antiLula da mídia. Agora, uma pesquisa muito mais ampla, publicada na Carta Capital, confirma o que sempre se afirmou aqui, que a grande mídia tentou empurrar goela abaixo da população a insípida candidatura do chuchu Alckmin.

O quadro abaixo resume o circo.

Quadro comparativo da pesquisa

Agora eles continuam afirmando que são neutros, apenas dão a informação. Exatamente como no ano passado. Quem acredita?

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Serra e a crise na USP

É incrível como José Serra, que foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) em 1964, perdeu completamente o jeito de lidar com estudantes.

O que teria o ex-presidente da UNE a falar com o atual governador? Provavelmente nada.

Serra deixa crescer a seus pés uma crise que o ex-presidente da UNE resolveria em algumas horas de conversa.

Com essa crise, que a cada dia se agrava, Serra pode estar colocando a pá de cal em suas pretensões de um dia chegar à Presidência. Como alguém que se mostra despreparado para resolver uma questão simples, como essa da USP, conseguiria se manter à frente do país, onde os problemas são incomensuravelmente mais complexos?

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Sarkozy, o novo presidente da França



A eleição francesa está decidida em favor de Nicolas Sarkozy. Ele deve vencer com boa folga a socialista e charmosa Ségolène Royal, para tristeza de todos nós que gostamos do socialismo e das mulheres.

Desde segunda-feira, quando vi no Blog do Gadelha a pesquisa telefônica que repito acima, percebi que era praticamente impossível que Ségolène conseguisse uma virada na reta final da campanha, mesmo com um debate entre os dois no meio do caminho.

A pesquisa daquela oportunidade, na minha avaliação, era catastrófica para Ségolène.

Responda, sinceramente, em quem você votaria: num candidato sólido, com um projeto de verdade para seu país, coerente e com capacidade de unir; ou numa candidata simpática e mais perto de suas preocupações (embora neste último quesito, Ségolène tenha apenas um ponto de diferença sobre Sarkozy: 44 a 43)?

De lá para cá, a distância que separa Sarkozy de Ségolène só cresceu. E deverá crescer ainda mais até amanhã, porque os indecisos geralmente escolhem os prováveis vencedores para despejar suas indecisões.

Simpatia não é bom nem para ganhar concurso de miss. A simpática geralmente fica com um prêmio de consolação. Ainda mais num país com uma população racional e em geral mal humorada.

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Cai o presidente do Metrô de São Paulo

Já é alguma coisa. Antes estava caindo o metrô. Mas eu quero ver o que vai acontecer com as empreiteiras responsáveis pelas obras. São as cinco maiores do país.

Reportagens da TV Globo têm mostrado problemas e mais problemas nas obras comandadas pelo Consórcio. E na hora das respostas e soluções as empreiteiras são mooooles como o concreto que estavam usando na linha 4, aquela que desabou.

Reportagem exibida no Fantástico mostrou que o Consórcio usou material fora de especificação e demorou a dar respostas exigidas pelo Metrô. Problemas apontados em maio tiveram resposta em outubro, e por aí vai. Ou melhor, foi. Para o buraco.

Agora cai o presidente do Metrô. Parece uma resposta do governo tucano. Foi-se o anel. Quero ver o que vai acontecer aos cinco dedos: Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.

Trocadilhando o presidente Lula:

- As empreiteiras têm que mostrar o dado concreto.

O dia mais importante do mundo da falta de notícias importantes

Finalmente é hoje o dia tão esperado. Dia daquele acontecimento que rendeu capas e páginas principais. Que consumiu análises e mais análises de especialistas os mais variados. O dia da eleição para a presidência da Câmara. No Brasil, só se fala em outra coisa.

Durante boa parte do tempo, os analistas dos jornalões tentaram vender a história de que o grande derrotado dessas eleições seria o presidente Lula, seja lá quem fosse o vencedor. Bobagem. Nesse tempo o presidente tirou férias, pescou, discursou, viajou, e viu a oposição se dividir. Viu, principalmente, o PSDB se dividir. Num racha tão grande quanto a cratera do metrô paulista. Mas sobre esse racha os jornalões passaram batidos.

O negócio deles é procurar divisões na base governista. Depois das eleições para a presidência da Câmara, talvez descubram que a base de Lula está dividida. Quando começar o Brasileirão 2007. Há os gremistas, os atleticanos, os santistas, os botafoguenses, e até os flamenguistas - porque ninguém é perfeito.

Mas projetar futuras votações a partir de análises da eleição de hoje é forçar demais a barra. Essa eleição tem uma importância interna. Ali se negociam vagas na garagem, mordomias de todo tipo, viagens internacionais, representações, o escambau. Na hora de votar projetos do Congresso e medidas do governo, a história é outra.

O que se tentou foi confundir o u com as alças. O centro e seu entorno, se é que me entendem.