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10 de agosto: Dados das caixas-pretas mostram informações conflitantes da Airbus

No cruzamento dos dados das caixas-pretas do Airbus A320 da TAM, realizado pela reportagem da Folha citada aqui, há um desdobramento que mostra comportamento contraditório entre o que diz o manual do Airbus e a aeronave.

Na leitura da caixa-preta há registro de erro num outro pouso em Congonhas cometido pela tripulação que antecedeu a do comandante Kleyber Lima à frente do Airbus, no mesmo dia do acidente. Só que o erro teria sido cometido após o avião tocar a pista.

Segundo os dados registrados, os pilotos desse vôo anterior colocaram ambos os manetes em "idle" (ponto morto) corretamente antes de pousar. Mas, depois, o piloto, identificado como comandante Felga, acionou o reversor apenas da turbina esquerda e deixou o manete direito, da turbina com reversor inoperante, em "idle".
A norma da Airbus, em vigor há cerca de um ano, é para acionar ambos os reversores, inclusive o que está inoperante.
Nesse momento, haverá um alerta de falha do reversor do lado afetado, além de um comando do computador de bordo para retornar o manete para "idle" temporariamente. Isso deve ser ignorado, segundo a orientação do fabricante.

Entenderam? O computador emite um comando e o manual diz que ele deve ser ignorado. E depois a culpa ainda é do piloto...É um absurdo!

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Manual de guerrilha de O Globo ensina a matar sem fazer barulho

Um absurdo a primeira página de O Globo no domingo. Ilustrando a matéria “Alemão usa manual de guerrilha feito por militar”, o jornal publica informações contidas no tal manual, dando dicas, por exemplo, de como “matar sem fazer barulho” e “matar na mão”.

Se anteriormente essas informações estavam restritas às forças armadas e aos traficantes do complexo do Alemão, agora ficaram ao alcance de todos.

A Nota da Redação do jornal publicada hoje, em resposta a cartas de leitores indignados, é um primor de cinismo (vejam na reprodução).

Dizer que o jornal está contribuindo para a solução do problema, quando apresenta técnicas de assassinato “na mão” e “sem fazer barulho” é uma mistificação sem limites. No máximo pode estar contribuindo para diminuir a poluição sonora.

O caso é, no mínimo, de um Erramos bem grande na primeira página, com um pedido de desculpas (alô, advogados de plantão, alô, OAB, não seria o caso de um processo contra o jornal?). Só não peço a demissão do irresponsável, porque o mercado de trabalho não está fácil. Mas que ele merece uma temporada como piloto de provas de lutadores de jiu-jitsu, como forma de treinamento na aplicação das técnicas divulgadas por ele, ah, isso ele merece...

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