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Heróis de Lula, usineiros continuam desrespeitando trabalhadores

Mais uma vez, trabalhadores do setor sucroalcooleiro foram resgatados, porque se encontravam em situação de trabalho degradante. Desta vez foram 421 deles, que o grupo móvel do Ministério do Trabalho libertou ontem em Quirinópolis, no sul de Goiás. A informação está na Folha, em reportagem de Felipe Bächtold (aqui, para assinantes).

Isso vai durar, enquanto a Câmara não votar a PEC 438, que, entre outras coisas, prevê a tomada pelo Estado de terras onde haja trabalho escravo. A PEC esteve para ser votada no dia 12 passado, mas foi mais uma vez empurrada com a barriga.

Aí, parodiando o samba do Almir Guineto, enquanto não aprovam a jibóia, jararaca deita e rola.

O setor sucroalcooleiro é campeão na utilização de trabalhadores em situação degradante. É o que informa a reportagem:

No ano passado, o setor sucroalcooleiro concentrou resgates de trabalhadores em condição degradante. Mais da metade -53%- dos 5.877 dos empregados encontrados trabalhava com cana-de-açúcar.

Quem diria. Logo eles, que numa de suas mais desastradas declarações, o presidente Lula chamou de heróis nacionais e mundiais...

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Os novos heróis de Lula deixam trabalhador sangrar para economizar combustível

"Minha mão ficou cheia de sangue. Não tinham nenhum remédio ou equipamento para fazer o curativo. Um dos chefes disse que era para eu ficar no ônibus, pois eles não gastariam combustível para me levar ao hospital."

Foi o que disse o trabalhador rural Ezequiel Antônio Araújo. Segundo ele, "Os colegas improvisaram e amarraram uma camisa para conter um pouco o sangramento, mas não adiantou muita coisa". Ele somente foi atendido no final do dia, quando o ônibus que transporta os trabalhadores voltou para a cidade.

O nome da Fazenda em que trabalha Ezequiel (do hebraico: a força de Deus) é um primor de ironia: Porta do Céu. Deve ser porque o herói do presidente quer que o trabalhador alcance rapidamente a graça suprema do encontro pessoal com Deus.

Fiscais do Ministério do Trabalho encontram problemas em usina dos heróis de Lula

Não precisou o galo cantar três vezes. Não deu tempo de cantar uma. Enquanto o presidente Lula afirmava que os usineiros são os novos heróis do país, fiscais do Ministério do Trabalho encontravam trabalhadores rurais atuando no plantio da cana em condições consideradas "degradantes".

Talvez por serem heróis, os usineiros não imaginam o que nós, pobres mortais, necessitamos para sobreviver com alguma dignidade. Por isso a fiscalização descobriu uma série de irregularidades na Usina Renascença, em Ibirarema, a 390 km a oeste da capital).

Os trabalhadores atuavam sem equipamentos de proteção, sem banheiro, sem água potável e sem equipamento de primeiros socorros, entre outros problemas.
Os fiscais também constaram que os trabalhares são levados ao campo em dois ônibus sem condições de transporte. Um deles não tinha freio nem retrovisor.

Os heróis da Usina Renascença são os coreanos Yung Soon Bae e Hei Suk Yang, que também são donos do Grupo Star BKS.

Usineiros: Os novos heróis de Lula

Discursando hoje em Goiás o presidente Lula saiu-se com esta:

“Os usineiros de cana, que há dez anos eram tidos como se fossem os bandidos do agronegócio neste país, estão virando heróis nacionais e mundiais, porque todo mundo está de olho no álcool.”

Pesquisando o arquivo aqui do blog, descobri que eu e o presidente não compartilhamos o conceito de herói. Veja esta postagem minha do ano passado:

O Bagaço

Os alagoanos estão mesmo na moda. Os presidentes da Câmara [na época da postagem, Aldo Rebelo] e do Senado são alagoanos. Domício Diniz também é. Ou melhor, era.
Domício foi o décimo bóia-fria a morrer na região de Ribeirão Preto, desde o ano passado. Era cortador de cana.
Suspeita-se que a morte dele tenha sido causada por excesso de trabalho. Ele cortava, em média, 12 toneladas de cana por dia. O que dá, segundo estudos da USP, aproximadamente 12 mil golpes com o podão, utilizado para derrubar a cana.
Essa é a média dos trabalhadores rurais hoje em dia, 50% a mais que a média da década de 1980, que era de oito toneladas diárias.
Para quem procura um exemplo prático de "mais-valia absoluta", taí a prova de que se extrai trabalho do empregado até o bagaço.

São esses os novos heróis do Lula. Aliás, anotem aí, já já os novos heróis do presidente vão cobrar sua parte em espécie. Com a chegada da entressafra, o preço do álcool vai subir para manter a margem dos heróis.