quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Ministro da Justiça reafirma associação de comandantes da polícia com o crime organizado no Rio. 'Se estou errado, que me provem'


Em entrevista ao jornal O Globo (publico trechos a seguir, mas a íntegra está aqui), o ministro da Justiça Torquato Jardim reafirmou sua avaliação de que o crime organizado está associado ao comando das polícias e políticos no Rio de Janeiro, que publiquei aqui ontem.

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De onde vêm as informações que o senhor mencionou em entrevistas sobre a associação de comandantes da PM do Rio com o crime organizado?
Da própria história da instituição. Em algum momento, este ano, de uma única vez, foram presos 93 policiais de um batalhão em São Gonçalo. Alguns dias mais tarde, mais alguns. E qual foi a consequência disso? A polícia tem que revelar, tem que contar. (Tem) a questão de vazamento de informações. Havia uma operação (em conjunto com as forças federais) planejada num morro, sabia-se que todo sábado de manhã uma das figuras mais perigosas do Rio jogava bola com a gangue dele ali naquele momento. A turma chegou escondida, secreta, silenciosa. O sujeito naquele dia não foi jogar bola onde joga bola todo sábado. Para mim, é muito curioso que o Roberto Sá (secretário de Segurança) não tenha encontrado entre os oficias da ativa um comandante-geral da PM. E foi buscar o coronel Dias que já estava aposentado. Então são essas circunstâncias todas que causam essa dúvida. Lamento a repercussão e extensão que teve (as declarações feitas). Fiz uma crítica institucional pessoal. Mas se estou errado, que me provem.
A corrupção então chegou aos postos de comando?
Há toda uma linha de comando que precisa ser investigada, (que está) sendo analisada. Nós temos informação: R$ 10 milhões por semana na Rocinha com gato de energia elétrica, tv a cabo, controle da distribuição de gás e o narcotráfico. Em um espaço geográfico pequeno. Você tem um batalhão, uma UPP lá. Como aquilo tudo acontece sem conhecimento das autoridades? Como passa na informalidade? Em algum lugar, voltamos à Tropa de Elite 1 e 2. Em algum lugar alguma coisa está sendo autorizada informalmente.
Políticos do Rio querem que o senhor apresente nomes sobre a conexão entre deputados, crime organizado e a polícia que mencionou.
Não é questão de apontar nomes. Isso é secundário. No mapa eleitoral do Rio de Janeiro, você tem cerca de 840 zonas mais perigosas onde moram um milhão de cariocas. Pelos dados oficiais, você sabe quem são os mais bem votados. E isso está sendo estudado pelo TSE com a participação do Ministério da Justiça, do GSI, da Defesa, da Abin e da PF.
A boa votação faz desses candidatos suspeitos de envolvimento com crime?
É isso que está sendo investigado: por que há predominância de certos candidatos vinculados a quais instituições nas zonas de perigo. Há um estudo ainda em curso.
 

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