quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Oposição na Venezuela descobriu como não ser derrotada nas eleições municipais como foi nas estaduais. Não vai disputá-las


Não é a primeira vez nem será a última. Quem abre mão da disputa já perdeu. E a oposição na Venezuela, pelo menos os líderes de alguns de seus principais partidos, resolveu que não vai disputar as eleições municipais em dezembro.

Já havia entre eles a dúvida sobre se deveriam disputar ou boicotar as eleições para o governo no mês passado. Como disputaram e perderam em 18 dos 23 estados, agora não têm mais dúvidas e preferem perder por WO.

O problema é que esses líderes falam "para fora" - a mídia e seus financiadores internacionais, que pregam desde sempre a derrubada do chavismo para abrir o petróleo da Venezuela (a maior reserva mundial de petróleo) à exploração das multinacionais, como está acontecendo no Brasil sob golpe.

Boa parte da oposição já não aceita mais o comando dos líderes, o que ficou claro quando quatro dos cinco governadores recém eleitos aceitaram ser diplomados pela Assembleia Constituinte e assim dialogar com o governo central.

Com a oposição rachada, líderes dos partidos pregam o boicote, assim vão continuar a dizer que na Venezuela não há democracia, exatamente como fez há doze anos o secretário-geral de um dos partidos, conforme publiquei aqui, em dezembro de 2005 [é, o Blog do Mello já existia naquela época].

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Após as eleições de ontem na Venezuela, o secretário-geral do Copei (partido que já governou aquele país por três vezes), César Pérez Vivas, que é oposição ao presidente Chavez, deu a seguinte declaração:
 

- Teremos um Parlamento totalmente entregue à esquerda radical venezuelana. Os setores democráticos de centro-esquerda, centro-direita, centro-centro, que fazem a vida da sociedade venezuelana, não terão representação nesta Assembléia Nacional.
 

Em seguida disse que iria protestar na justiça venezuelana e em tribunais internacionais.
 

Só que, como se sabe, a oposição a Chavez boicotou as eleições, retirando todos os seus candidatos. Como poderia então ter representantes no Parlamento?...
 

E, no Brasil, o "golpista" é Chavez. 

Vale pra hoje o mesmo roteiro.

O presidente Maduro acusou os três partidos que pregam o boicote [há outros partidos de oposição, mas que ainda não decidiram se participam do boicote ou não] de fazerem "ataques criminosos ao sistema eleitoral" do país.

"Quando perdem dizem que há fraude e quando sabe que estão em desvantagem, em vez de lutar, se retiram."

E os acusou de seguirem "ordens de Washington". "Precisamos de uma oposição que rompa o laço com Washington, Madri, Bogotá e Miami, e que pense com a própria cabeça e ande com seus próprios pés."[Fonte: Folha, que só chama a Venezuela de ditadura (mas queria chamar de ditabranda a brasileira) e só chama Maduro de ditador, enquanto dizia que o ditador Médici fazia um governo sério, responsável, respeitável.]

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