segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Brasil e Venezuela. Uma comparação entre o processo de votação daqui e o da 'ditadura' na Venezuela

Maduro votando na Venezuela


A Folha, que queria chamar nossa ditadura de ditabranda, só chama o regime político da Venezuela de ditadura. E Maduro, de ditador. Ao mesmo tempo em que chama o golpista Temer de presidente, e não de golpista.

Mas, vamos ver como é que funciona a ditadura num país, a Venezuela, em que há eleições quase todo ano. Em alguns, mais de uma. Ainda este mês, vamos para a terceira em 2017. De 1999 até aqui foram vinte e duas eleições.

Aqui no Brasil, para votar, você tem que levar um documento de identidade ou o título de eleitor, assina a lista de presença, digita os números na urna eletrônica, pega o comprovante de que votou (não o comprovante de seu voto) e vai embora. Se você é você mesmo ou alguém se passando por você, isso vai depender do olhar do mesário.

Na Venezuela, o processo para evitar fraude torna o procedimento de votar mais complexo. O eleitor se dirige a sua seção, mostra um documento. Depois, há a biometria, o reconhecimento eletrônico de sua digital. Ok, tudo certo? O eleitor se dirige à cabine, vota na urna eletrônica, que emite um recibo de papel com o voto que ele deu. Se ele confirma que o voto é aquele, vai até uma urna e deposita esse voto. Depois ele pega seu documento e uma tinta que não sai por um tempo é pincelada em seu dedo mindinho, para que ele não possa votar de novo em lugar algum.

Ao final da eleição, 30% das urnas, por amostragem estatística, sofrem auditoria para conferir se os votos eletrônicos batem com os impressos.

Estranha ditadura, não?

No Brasil, a impressão do voto, que vale como garantia do eleitor, só vai começar este ano. Mesmo assim, apenas em 30 mil das 600 mil urnas eleitorais do país. Nas outras 570 mil, você vota e acredita em Temer que o resultado foi aquele.

Estranha democracia, não?



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