Que sentença o juiz Bretas, de dois auxílios-moradia, daria a um casal de pobres que recebesse dois Bolsas Família?

Copia de twitter do deputado Wadih Damous com a pergunta para Bretas

A pergunta é do deputado e ex-presidente da OAB-RJ Wadih Damous. Minha resposta está na afirmativa que fiz ontem aqui: Se Lula fosse juiz e não o maior presidente da história do Brasil, teria sido absolvido, receberia o triplex de presente e ainda ganharia auxílio-moradia, como Bretas.

O casal de pobres do Bolsa Família estaria, como o ex-presidente Lula, lascado.



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Gilmar Mendes é processado por uso excessivo de agrotóxicos e transgênicos em área de preservação

Gilmar Mendes

A lei, ora a lei. O que é a lei para os supremos ministros do STF, que a usam e desusam conforme o alvo ou a conveniência do momento? Lula não pôde ser ministro, mas Moreira Franco pôde. Delcídio foi preso, ainda sendo senador, e Aécio continua solto, por ser senador, mesmo sendo flagrado cometendo inúmeras irregularidades, inclusive ameaçando de morte o portador de suas propinas.

Agora é o ministro Gilmar Mendes que é acusado de despejar quantidades descontroladas de agrotóxicos em duas fazendas de sua propriedade, de cultivar alimentos transgênicos sem autorização, com o agravante de ser em área de preservação ambiental.

Já foi notificado, tentou-se um acordo, mas o ministro e seus sócios continuam ignorando solenemente as ações dos órgãos públicos. Afinal, quem tem coragem de enfrentar o homem que afronta inclusive seus pares do STF impunemente?

O Ministério Público de Mato Grosso propôs duas ações contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, por uso descontrolado de agrotóxicos e plantio irregular de transgênicos.

Os processos se dividem entre duas fazendas localizadas na cidade de Diamantino (190 Km de Cuiabá). Somados, os valores das causas superam o montante de R$ 8 milhões.

Segundo o órgão ministerial, a fazenda São Cristovão, propriedade de aproximadamente 700 hectares, e a fazenda Rancho Alegre, de aproximadamente 600 hectares, estão tomadas de irregularidades.

Os imóveis estão em nome de Gilmar Mendes e dois de seus irmãos: Francisco Ferreira Mendes Júnior e Maria Conceição Mendes França.

O solo das fazendas recebe o plantio de soja e milho. Ocorre que fiscalização empreendida pela Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA) constatou o uso abusivo de agrotóxico.

Como agravante, as áreas estão localizadas na área de proteção ambiental Nascentes do Rio Paraguai, localidade protegida por lei e que desempenha função crucial na sustentabilidade do bioma do Pantanal.

Segundo o Ministério Público, foi elaborado Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta para tentar sanar os problemas. Contudo, não houve êxito nas tratativas.

Os autos afirmam que a família Mendes apenas tentou descaracterizar o relatório que demonstrou irregularidades.

Além do uso descontrolado de agrotóxicos, Gilmar Mendes sofre a acusação de plantio indevido de transgênicos (organismos geneticamente modificados).

Conforme o Ministério Público, o plantio de transgênico só é autorizado mediante Plano de Manejo junto a Secretaria de Meio Ambiente. Ocorre que a área de preservação Nascentes do Rio Paraguai não possibilita tal especificação.

As nascentes do Rio Paraguai apenas comportam práticas agroecológicas e lavouras convencionais, que geralmente demandam um uso menos intensivo de agrotóxicos e fertilizantes químicos.

O próprio órgão ministerial instaurou inquérito civil para investigar contaminações causadas em humanos pelo uso excessivo de agrotóxicos. O procedimento, iniciado em novembro de 2017, versa sobre problemas urinários e no sistema digestivo.

Os dois processos foram formulados em agosto de 2017 pelo promotor de Justiça Daniel Balan. Além de Gilmar Mendes, foram acionados Francisco Ferreira e Maria da Conceição. [Fonte: Olhar Direto]



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Se Lula fosse juiz e não o maior presidente da história do Brasil, teria sido absolvido, receberia o triplex de presente e ainda ganharia auxílio-moradia, como Bretas



Alguém tem alguma dúvida disto? Juízes são os novos mandatários da capitania hereditária Brasil. Um já mandou prender porque não foi chamado de excelência. Outro, agora, faz pouco caso da opinião pública, quando pede na Justiça pagamento duplo de auxílio moradia, já que é casado com uma também juíza, o que é declaradamente ilegal, segundo o Conselho Nacional de Justiça (ver imagem acima, com detalhe em azul).

O juiz autor do pedido, Marcelo Bretas, é o genérico do juiz Moro no Rio de Janeiro e mostra a moral totalmente particular dos novos heróis da mídia.


Pois é, Bretas foi à Justiça com seu pedido ilegal... e ganhou! O que não é nada estranho, já que um dos juízes que iria julgar sua ação se declarou impedido por ter feito pedido igualzinho anteriormente, também com sucesso.

Ou seja, leis são para serem utilizadas contra todos nós que não pertencemos à casta do Judiciário. Por isso, não tenho dúvida de que se Lula fosse juiz e não o maior presidente da história do Brasil, teria sido absolvido, receberia o triplex de presente e ainda ganharia auxílio-moradia, como Bretas.



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1º jurista a denunciar que nomeação de Gilmar Mendes seria um desastre para o STF, agora diz que Moro e TRF-4 são a degradação do Judiciário

Desembargadores do TRF-4 que condenaram Lula

Jurista, professor emérito da Faculdade de Direito da USP, Dalmo Dallari foi o primeiro a denunciar, em célebre artigo publicado na Folha em 2002, o desastre que seria a nomeação de Gilmar Mendes para o STF.
Se essa indicação [de Gilmar Mendes para o STF] vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional. (...)
A comunidade jurídica sabe quem é o indicado e não pode assistir calada e submissa à consumação dessa escolha notoriamente inadequada, contribuindo, com sua omissão, para que a arguição pública do candidato pelo Senado, prevista no artigo 52 da Constituição, seja apenas uma simulação ou "ação entre amigos". É assim que se degradam as instituições e se corrompem os fundamentos da ordem constitucional democrática.
Agora, em artigo publicado no Jornal do Brasil, Dallari critica a condenação de Lula, os descaminhos do Judiciário já no título (Condenação sem prova: degradação do judiciário) e lembra que "nenhum jurista fez declarações ou publicou qualquer depoimento manifestando concordância com a decisão condenatória ou sustentando a regularidade do julgamento. Ao contrário disso, deixaram clara sua convicção de que a decisão foi antijurídica e injusta, pois houve uma condenação sem prova".

Leia trechos do artigo, cuja íntegra você pode acessar aqui.
O Estado Democrático de Direito é ostensivamente negado e deixa de ser uma realidade quando o Poder Judiciário, contrariando seu papel constitucional de guarda da Constituição e garantidor do Direito e da Justiça, decide arbitrariamente, condenando sem que tenham sido apresentadas provas objetivas comprovando a culpa do acusado. Como tem sido ressaltado por eminentes teóricos do Direito, o conceito de Estado de Direito, como complemento necessário do Estado Democrático, foi uma conquista da humanidade. Com efeito, é de fundamental importância que o comando do poder político seja democrático, expressando a vontade e dando prioridade aos interesses reais da maioria dos governados. Mas para que isso tenha clareza e eficácia é absolutamente necessária a ordem jurídica, que estabelece direitos e obrigações e define os meios para garantia e efetivação dos direitos de todos, sem exclusões e discriminações. A formalização dessas exigências caracteriza o mais avançado constitucionalismo, sendo oportuno lembrar que a Constituição brasileira de 1988 tem sido reconhecida e exaltada em eventos jurídicos e políticos como das mais democráticas do mundo.
(...) Por todas essas razões, é inaceitável a atitude do julgador que ao participar de uma decisão judicial coloca em primeiro lugar, como diretriz para a decisão, suas convicções e preferências políticas, ignorando, ou mesmo contrariando frontalmente, os preceitos jurídicos consagrados na Constituição e na legislação vigente. Pois foi isso, precisamente, o que fez o Tribunal Regional Federal da 4a. Região, o TRF-4, no julgamento de Lula, como tem sido claramente demonstrado por eminentes juristas, em análises objetivas e muito claras, confrontando os argumentos invocados pelos julgadores com os princípios e as normas fundamentais de Direito, expressamente consagrados na Constituição e na legislação penal brasileiras.
(...)É oportuno assinalar que essa prática, que o TRF-4 está criminalizando ao condenar Lula não com provas, mas com um ataque direto a atividades de caráter político-administrativo, são prerrogativas inerentes ao cargo de Presidente da República. Sarney, Collor e Fernando Henrique nomearam para cargos de diretoria muitas vezes ouvindo reivindicações de várias origens, assim como se beneficiando de financiamento privado para suas campanhas e as de seus partidos. A par disso, pode-se ainda acrescentar que nenhum elemento concreto de prova foi obtido ou juntado aos autos, resultando disso uma condenação sem prova , por isso mesmo ilegal e injusta. E deve-se assinalar ainda que o aumento da pena imposta ao ex-Presidente Lula para mais de oito anos pelo crime de corrupção passiva só ocorreu para evitar a prescrição retroativa. Com esse aumento da pena o processo continuará em aberto até o momento da inscrição de candidatos para a próxima eleição presidencial, fazendo supor que o objetivo final imediato tenha sido criar obstáculos para a candidatura de Lula à Presidência da República.
Aí está, em síntese, o que foi o julgamento da TFR-4 que culminou com a condenação de Lula. Outros aspectos negativos poderiam ser apontados, mas o que aqui foi exposto é suficiente para deixar evidente que houve uma decisão manifestamente contrária ao Direito e à Justiça e, por essa razão, degradante para o Judiciário.



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FARCs criam hotel na selva colombiana para que ricos possam viver como guerrilheiros. Bienvenidos al hotel Casa Verde

Obras do futuro hotel Casa Verde

O capitalismo de tudo se apropria e transforma em oportunidade de lucros. Agora, um grupo de ex-guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) resolveu construir um hotel em plena selva colombiana para hospedar quem queira viver uma temporada como guerrilheiros, sem o risco de levar tiros do exército de lá.

Segundo esses ex-guerrilheiros, essa é uma forma de conseguir ganhar algum dinheiro para quem passou a vida com um fuzil na mão para derrotar o capitalismo.

Quem quiser frequentar o Casa Verde (o hotel que está sendo construído, veja imagem) vai ter que enfrentar a experiência de viver como autênticos guerrilheiros, sem ter que entrar em combates.

A experiência mais radical inclui dormir na selva, comer a gororoba que eles comiam e viver a disciplina espartana da guerrilha.

Não sei. É uma tentativa. Mas acho que eles deveriam radicalizar a experiência e oferecer pacotes virtuais. Garanto que seriam um sucesso. O sujeito pagaria para receber fotos e relatos de sua experiência, sem nem ao menos se dar ao trabalho de ir até a Colômbia, muito menos viver na selva em condições precárias.

Guerrilheiros de gabinete receberiam montagens de fotos em que estariam em ação na sela, sem nunca terem pisado por lá. Com direito a carteirinha de guerrilheiro e certificado de conclusão de vários cursos: Alimentação na selva, montagem e desmontagem de fuzis e outras, armas, e também de acampamentos, equipamento de contrainformação etc.

Fica a sugestão.

Fonte: BBC Mundo



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O macaco, o mosquito e a metáfora






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Como manter uma colônia ou eliminar um concorrente, em 15 passos. Por Mauro Santayana

Moro dando palestras nos Estados Unidos, com a bandeira dos EUA atrás

Do jornalista Mauro Santayana, em seu blog:

Inspirados pelo livro de 1937, de Dale Carnegie, “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, e por personagens recentes de nossa história, subitamente elevados à condição de celebridades, ousamos, como no caso do Pequeno Manual do Grande Manuel, nos aventurar no atrativo mercado das obras de auto-ajuda, em 15 passos (três a mais que os alcoólatras anônimos) com o tema “Como manter uma colônia ou eliminar um concorrente”. Sem mais preâmbulos, vamos à receita: 

1 - Comece por cortar a sua possibilidade de financiamento, apoiando a criação de leis que impeçam o seu endividamento, mesmo que ele tenha uma das menores dívidas públicas entre as 10 maiores economias do mundo e centenas de bilhões de dólares em reservas internacionais, que você esteja devendo muito mais do que ele com relação ao PIB, e que ele seja o seu quarto maior credor individual externo. 

2 - Apoie, por meio de uma mídia comprada cooptada ideologicamente e também de entrevistas de "analistas" do "mercado", estudos e "relatórios" de "consultorias de investimento" controladas a partir de seu país e da pressão de agências de classificação de risco, às quais você não daria a menor bola, um discurso austericida, privatista e antiestatal para a economia do seu concorrente. 

3 - Com isso, você poderá retirar das mãos dele empresas e negócios que possam servir de instrumento para o seu desenvolvimento econômico e social, inviabilizar o seu controle sobre o orçamento público, e eliminar a sua liberdade de investimento em ações estratégicas que possam assegurar um mínimo de independência e soberania em médio e longo prazo. Companhias estatais são perigosas e devem ser eliminadas, adquiridas ou controladas indiretamente. Elas podem ser usadas por governos nacionalistas e desenvolvimentistas (que você considera naturalmente hostis) para fortalecer seus próprios povos e países contra os seus interesses. 

4 - Aproveite o discurso austericida do governo fantoche local para destruir o seu maior banco de fomento à exportação e ao desenvolvimento, aumentando suas taxas de juro e obrigando-o a devolver ao Tesouro, antecipadamente, centenas de bilhões em dívidas que poderiam ser pagas, como estava estabelecido antes, em 30 anos, impedindo que ele possa irrigar com crédito a sua economia e apoiar o capital nacional, com a desculpa de diminuir - simbólica e imperceptivelmente - a dívida pública. 

5 - Estrangule a capacidade de ação internacional de seu adversário, eliminando, pela diminuição da oferta de financiamento, o corte de investimentos e a colocação sob suspeita de ações de desenvolvimento em terceiros países, qualquer veleidade de influência global ou regional. Com isso, você poderá minar a força e a permanência de seu concorrente em acordos e instituições que possam ameaçar a sua própria hegemonia e posição como potência global, como o é o caso, por exemplo, da UNASUL, do Conselho de Defesa da América do Sul, do BRICS ou da Organização Mundial do Comércio. 

6 - Induza, politicamente, as forças que lhe são simpáticas a paralisar, judicialmente - no lugar de exigir que se finalizem as obras, serviços e produtos em andamento - todos os projetos, ações e programas que puderem ser interrompidos e sucateados, provocando a eliminação de milhões de empregos diretos e indiretos e a quebra de milhares de acionistas, investidores, fornecedores, destruindo a engenharia, a capacidade produtiva, a pesquisa tecnológica, a infraestrutura e a defesa do país que você quer enfraquecer, gerando um prejuízo de dezenas, centenas de bilhões de dólares em navios, refinarias, oleodutos, plataformas de petróleo, sistemas de irrigação, submarinos, mísseis, tanques, aviões, rifles de assalto, cuja produção será interrompida, desacelerada ou inviabilizada, com a limitação, por lei, de recursos para investimentos, além de sucessivos bloqueios e ações e processos judiciais. 

7- Faça a sua justiça impor, implacavelmente, indenizações a grandes empresas locais, para compensar acionistas residentes em seu território. Se as ações caírem, quem as comprou deve ser bilionariamente compensado, com base em estórias da carochinha montadas com a cumplicidade de “relatórios” “produzidos” por empresas de “auditoria” oriundas do seu próprio país-matriz, mesmo aquelas conhecidas por terem estado envolvidas com numerosos escândalos e irregularidades. Afinal, no trato com suas colônias, o capitalismo de bolsa, tipicamente de risco, não pode assumir nada mais, nada menos, do que risco zero. 

8 - Concomitantemente, faça com que a abjeta turma de sabujos – alguns oriundos de bancos particulares - que está no governo, sabote bancos públicos que não estão dando prejuízo, fechando centenas de agências e demitindo milhares de funcionários, para diminuir a qualidade e a oferta de seus serviços, tornando as empresas nativas e o próprio governo cada vez mais dependentes de instituições bancárias - que objetivam primeiramente o lucro e cobram juros mais altos - privadas e internacionais. 

9 - Levante suspeitas, com a ajuda de parte da imprensa e da mídia locais, sobre programas e empresas relacionadas à área de defesa, como no caso do enriquecimento de urânio, da construção de submarinos, também nucleares, e do desenvolvimento conjunto com outros países – que não são o seu - de caças-bombardeiros. Abra no território do seu pseudo concorrente escritórios de forças "policiais" e de "justiça" do seu país, para oferecer ações conjuntas de "cooperação" com as forças policiais e judiciais locais. Você pode fazer isso tranquilamente - oferecendo até mesmo financiamento de “programas” conjuntos - passando por cima do Ministério das Relações Exteriores ou do Ministério da Justiça, por exemplo, porque pelo menos parte das forças policiais e judiciais do seu concorrente não sabem como funciona o jogo geopolítico nem tem o menor respeito pelo sistema político e as instituições vigentes, que são constantemente erodidas pelo arcabouço midiático e acadêmico – no caso de universidades particulares - já cooptados, ao longo de anos, por você mesmo. Seduza, "treine" e premie, com espelhinhos e miçangas – leia-se homenagens, plaquinhas, diplomas, prêmios em dinheiro e palestras pagas - trazendo para "cursos", encontros e seminários, em seu território, com a desculpa de "juntar forças" no combate ao crime e ao “terrorismo” e defender e valorizar a "democracia", jornalistas, juízes, procuradores, membros da Suprema Corte, “economistas”, policiais e potenciais "lideranças" do país-alvo, mesmo que a sua própria nação não seja um exemplo de democracia e esteja no momento sendo governada por um palhaço maluco, racista e protofascista com aspirações totalitárias. 

10 - Arranje uma bandeira hipócrita e "moralmente" inatacável, como a de um suposto e relativo, dirigido, combate à corrupção e à impunidade, e destrua as instituições políticas, a governabilidade e as maiores empresas do seu concorrente, aplicando-lhes multas bilionárias, não para recuperar recursos supostamente desviados, mas da forma mais punitiva e miserável, com base em critérios etéreos, distorcíveis e subjetivos, como o de "danos morais coletivos", por exemplo. 

11 - Corte o crédito e arrebente com a credibilidade das empresas locais e o seu valor de mercado, arrastando, com a cumplicidade de uma imprensa irresponsável e apátrida, seus nomes e marcas na lama, tanto no mercado interno quanto no internacional, fazendo com que os jornais, emissoras de TV e de rádio "cubram" implacável e exaustivamente cada etapa de sua agonia, dentro e fora do país, para explorar ao máximo o potencial de destruição de sua reputação junto à opinião pública nacional e estrangeira. 

12- Dificulte, pelo caos instalado nas instituições, que lutam entre si em uma demoníaca fogueira das vaidades por mais poder e visibilidade, e pela prerrogativa de fechar acordos de leniência, o retorno à operação de empresas afastadas do mercado. Prenda seus principais técnicos e executivos - incluídos cientistas envolvidos com programas de defesa - forçando-os a fazer delações sem provas, destruindo a sua capacidade de gestão, negociação financeira, de competição, em suma, no âmbito empresarial público e privado. 

13 - Colha o butim resultante de sua bem sucedida estratégia de destruição da economia de seu concorrente, adquirindo, com a cumplicidade do governo local - que jamais teve mandato popular para isso – fabulosas reservas de petróleo e dezenas de empresas, entre elas uma das maiores companhias de energia elétrica do mundo, ou até mesmo uma Casa da Moeda, a preço de banana e na bacia das almas. 

14 - Impeça a qualquer preço o retorno ao poder das forças minimamente nacionalistas e desenvolvimentistas que você conseguiu derrubar com um golpe branco, há algum tempo atrás, jogando contra elas a opinião pública, depois de sabotar seus governos por meio de simpatizantes, com pautas-bomba no Congresso e manifestações insufladas e financiadas de fora do tipo que você já utilizou com sucesso em outros lugares, em ações coordenadas de enfraquecimento e destruição da estrutura nacional local, como no caso do famigerado, quase apocalíptico, esquema da “Primavera Árabe” ou a tomada do poder na Ucrânia por governos de inspiração nazista. 

15 - Finalmente, faça tudo, inclusive no plano jurídico, para que se entregue a sua colônia a um governo que seja implacável contra seus inimigos locais e dócil aos seus desejos e interesses, a ser comandado de preferência por alguém que já tenha batido continência para a sua bandeira ou gritado com entusiasmo o nome de seu país publicamente.


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Condenam Lula por um triplex que não é dele, enquanto embolsam R$ 4,3mil/mês de auxílio-moradia para morarem em apartamentos que são seus – com escritura e tudo

Moro com ar cínico

Boa parte da frase peguei do Brito, em seu Tijolaço. Numa postagem em que reproduz manchetes de jornais dos EUA  da França, o jornalista mostra que o Brasil voltou ao passado e isso se refletiu na plateia vazia para o discurso de Temer e na pouquíssima representatividade do Brasil no Fórum Econômico de Davos de agora, tão diferente dos anos Lula-Dilma.

Em Davos, as poltronas vazias, parte delas ocultas por biombos,  eram dois terços da audiência de Michel Temer, para dizer, com intenção reversa, uma verdade.
O Brasil voltou.
Sim, voltamos ao que estávamos deixando de ser, uma imensa, gigante, continental nulidade no mundo.
A visão do mundo, por mais distante, é mais nítida.
E lambamos os beiços se não voltarmos mais, com o vórtice do fascismo aberto à nossa frente, pelas obsequiosas mão de senhores togados, prontos a ver “vantagem indevida”em que não recebeu coisa alguma, mas que não veem vantagem indevida para si, quando embolsam alguns milhares de reais de auxílio-moradia, todo mês, para morarem em apartamentos que são seus – com escritura e tudo. [Fonte: Tijolaço]
Lula foi condenado a 12 anos de prisão por uma turma de faculdade e de cursinhos de Curitiba pela posse de um tríplex que não é dele. No entanto, todo mês, no Brasil, milhares de juízes, procuradores, desembargadores, recebem milhares de reais em seus contracheques como auxílio-moradia, mesmo que a imensa maioria more em apartamento próprio, causando um prejuízo, só nos últimos tempos, de R$ 2 bilhões aos cofres públicos.

Quem é o bandido? Quem são os bandidos?


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Lula: 'Não abaixem a cabeça! Nada de ficar com 'coitadinho do Lula'. Levantem a cabeça! Pobre deles que pensam que prendendo o Lula acaba a luta'


Do Facebook do meu amigo Hayle Gadelha:

Declarações de Lula em gigantesca manifestação realizada na noite desta quarta-feira, 24/01, no centro de São Paulo:
- as pessoas podem sair com a impressão de que esse ato aqui é de campanha. Esse ato é infinitamente maior que um ato de eleição. É um ato em defesa da soberania nacional e do Brasil!
- depois da decisão do TRF-4, sinto que as pessoas vêm me cumprimentar como se eu estivesse sofrendo...
- eu, primeiro, nunca tive nenhuma ilusão com a decisão do tribunal. Nunca!
- nenhuma ilusão com o comportamento dos juízes na Lava Jato
- porque houve um pacto entre o Judiciário e a imprensa e resolveram que era hora de acabar com o PT e com a nossa governança
- eles já não admitiam mais a ascensão social dos mais pobres
- eles não suportavam mais a escolaridade, da creche à universidiade
- não suportavam mais o Ciência sem Fronteiras
- não suportavam mais o crédito para habitação e agricultura popular
- era muita gente com carro na rua! E a culpa era da desgraça do PT que ajuda o pobre a comprar carro! Pra nós, só ônibus lotado!
- quero dizer: a decisão de hoje qualquer advogado vai dizer que eu tenho que respeitar
- até respeito a decisão. Mas não aceito a mentira pela qual eles tomaram a decisão!
- eles sabem que eu não cometi crime!
- me dispus a ficar com os juízes um dia inteiro, televisionando ao vivo, para ver se eles me mostram algum crime
- não estou preocupado se vou ser candidato ou não! Quero que eles peçam desculpas pelas mentiras que estão contando sobre mim!
- estou condenado outra vez por um desgraçado de um apartamento que não tenho!
- se me condenaram, me deem pelo menos o apartamento! Aí justifica!
- já pedi para o Boulos mandar o MTST ocupar aquele apartamento!
- já que é meu, ocupem!
- não quero que ninguém fique preocupado apenas pelo Lula. Quero que a gente tenha uma preocupação com 210 milhões de brasileiros
- quero que tenham clareza de que tudo tende a piorar, quando eles consagrarem a reforma da Previdência
- o FIES está acabando
- o ProUni está diminuindo
- a massa salarial está diminuindo
- o trabalho com carteira assinada vai deixar de existir
- vai sair dos nossos direitos o que conquistamos há 60 anos
- quem tá no banco dos réus é o Lula, mas quem foi condenado é o povo brasileiro!
- um ser humano pode ser preso. Mandela ficou preso 27 anos. E nem por isso a luta dele diminuiu
- ele voltou e virou presidente da África do Sul
- aqui no Brasil, um dia um alferes chamado Tiradentes ousou pensar na independência do País. Não só o Governo o condenou, como o enforcou e o esquartejou. Penduraram sua carne nos postes para que ninguém nunca mais quisesse pensar na independência
- em 1889, Tiradentes foi o único herói nacional na Proclamação da República!
- eles têm que saber de uma vez por todas: parem com essa bobagem de achar que o Lula tem que ser condenado. O Lula é insignificante. Mas o povo brasileiro começou a mostrar que não aceita subserviência!
- hoje falaram 10 horas seguidas e não tem um crime!
- com essa história de condenar quem não cometeu crime, apenas com convicção ou com domínio do fato (ou seja, prevaleceu no mensalão... "eu não quero saber se você roubou, mas é o chefe e vai pagar o preço"), quero dizer: não sou radical; sou até moderado demais. Mas eles não estão acostumados a julgar o inocente. Pra mim, esse julgamento é uma oportunidade de viajar o Brasil e começar a discutir com o povo o que a gente já teve e pode voltar a ter!
- eu nem queria mais fazer política. Mas estou percebendo que tudo o que eles fazem é para evitar que eu seja candidato
- essa provocação é de tal envergadura que me deu uma coceirinha
- e eu agora quero ser candidato à Presidência da República! Tenho vontade de ser!
- eles podem cassar esse direito. quero disputar com eles na consciência do povo, não na caneta!
- e se eu cometi um crime, me apresente esse crime. Se me apresentarem, eu desisto de candidatura
- eu desafio eles!
- a PF, o MPF, o Moro... e desafio também os três que me julgaram: apresentem um único crime!
- esse processo está subordinado à Rede Globo, à Veja, ao Estadão, à Folha...
- eles não admitem a ascensão social
- quando criei o ProUni, eles diziam que eu iria rebaixar a Educação.
- que iria colocar gente despreparada na Universidade
- depois, os testes mostraram que os pobres bolsistas eram os melhores alunos
- acham que FIES é gasto, mas emprestar para as empresas não é...
- o melhor investimento que se pode fazer é na Educação! Para garantir a soberania!
- eles nunca se conformaram com a gente ter mandado a Alca embora e fortalecido o Mercosul
- nunca se conformaram com a nossa visita a 39 países africanos!
- diziam: o Lula deveria visitar os EUA e não a África!
- eles são complexados! Amanhã, 1h, embarco para a Etiópia para discutir o combate à fome na África
- porque o Brasil tem exemplo!
- nunca toleraram um metalúrgico entrando na História como o Presidente que mais fez Universidades! Esse analfabeto ser o que mais fez escolas técnicas, que mais fez casas, mais deu aumento de salário...
- eles não podem prender o sonho de liberdade! não podem prender as ideias. o Lula é um homem de carne e osso. Podem prender o Lula, mas as ideias já estão na cabeça da sociedade brasileira!
- as pessoas já sabem que é gostoso comer bem, morar bem, viajar de avião, comprar carro novo, ter uma casa com TV, PC, telefone...
- eles pensam que nós queremos continuar comprando coisa de segunda?
- queremos nossos filhos com a mesma oportunidade dos deles! o filho da empregada tem que estar no mesmo banco de escola que a filha da patroa!
- isso eles não vão conseguir prender
- não abaixem a cabeça! Nada de ficar com "coitadinho do Lula". Levantem a cabeça! Pobre deles que pensam que prendendo o Lula acaba a luta...
- a hora não é de desistir. É de continuar a nossa trajetória para o futuro!
- eles se preparem: os partidos de esquerda vão se unificar durante a campanha
- vamos voltar não a governar, mas a cuidar desse povo com o respeito que ele merece
- cansamos de preconceito! de inveja! de ódio! queremos um país de paz
- só tem um jeito de me tirar da luta: só no dia em que eu morrer!
- enquanto esse velho coração bater, podem ter certeza de que a luta pelo povo brasileiro vai continuar!
- não desistam nunca!
- um aviso à elite: espere! Porque nós vamos voltar!
E vamos voltar a provar que esse país vai ser respeitado. Sem complexo de vira-lata. Vamos provar que o pobre não é problema, mas solução

- até a vitória!



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Principal jornal do México destaca o que jornalões brasileiros escondem: Condenação de Lula é para afastá-lo das eleições

Em sua edição de ontem o jornal mexicano La Jornada (o mesmo que mostrou que Temer agiu como informante dos Estados Unidos) destacou no alto de sua primeira página e em editorial que a decisão pela condenação do ex-presidente Lula pelo TRF-4 é política e com o intuito claro de afastá-lo da disputa presidencial, onde é favorito destacado, segundo todas as pesquisas.

O editorial deixa claro a intenção política do julgamento ao destacar que não se destacavam ali a distinção entre acusador e julgador, a desproporção da sentença e o predomínio da retórica sobre os argumentos. Clique na imagem a seguir para ler o editorial na íntegra.





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Nassif desmonta a falácia da condenação de Lula no TRF-4 e denuncia retórica midiática de defesa da condenação

Desembargadores na sala de julgamento de Lula no TRF-4

Na mais recente postagem de sua série Xadrez, o jornalista Luis Nassif analisa o julgamento em segunda instância do presidente Lula pelos desembargadores do TRF-4 e mostra o comportamento parceiro da mídia corporativa no golpe jurídico-midiático.

Por baixo dos data vênias, do latim, das citações, o direito, assim como a economia, tem que obedecer à lógica. Às vezes, há temas complexos, exigindo desenvolver conceitos mais sofisticados. Em outros casos, são situações corriqueiras, que exigem apenas decifrar os pontos centrais do que está em julgamento. É o caso do julgamento de Lula.
Nele, havia um conjunto de indícios e duas narrativas possíveis.

Peça 1 - Os fatos

Marisa Lula tinha uma cota em um apartamento da Bancoop cooperativa que entrou em crise.
Anos atrás, OAS assumiu o edifício e negociou com os moradores a transformação das cotas em apartamentos.
Marisa tinha um apartamento menor. Na divisão foi-lhe facultado adquirir um maior.
O triplex foi reformado pela OAS de acordo com o gosto do casal.
Em determinado momento Lula desistiu do apartamento e Marisa pediu o dinheiro de volta.
Esses são os fatos.

Os pontos de dúvida

1.     Qual a motivação da OAS reformando o apartamento para o casal Lula?
2.     O casal chegou ou não a ter a propriedade do imóvel?

Peça 2 - A narrativa lógica

1.     Na política econômica dos campeões nacionais, as empreiteiras foram o setor mais beneficiado. Ao mesmo tempo, Lula saiu do governo como o mais popular estadista do planeta, com imagem pública e relacionamentos consolidados nos países de interesse da empreiteira.
2.     Por tudo isso, a OAS pretendeu oferecer um mimo a Lula, turbinando a cota de apartamento que tinha no edifício Solaris.
3.     Após duas reuniões, Lula desistiu do apartamento. Ou porque se deu conta da exploração política que poderia advir do episódio, ou porque se desinteressou do apartamento.

Peça 3 - A narrativa da Lava Jato

1.     A OAS tinha uma conta-corrente de propina com o PT proveniente de contratos com a Petrobras.
2.     Descontou da conta R$ 3 milhões para fazer as reformas do apartamento.
3.     Passou o apartamento para Lula, mas manteve em seu nome para esconder o novo proprietário.

As evidências apresentadas

Ponto  1 - O tratamento diferenciado concedido a Lula, em relação aos demais condôminos.
Ponto 2 - Vários depoimentos dando conta de que o apartamento estava sendo preparado para a família Lula.
Ponto 3 - Depoimento de Léo Pinheiro, presidente da OAS, de que a diferença entre o que foi gasto e o que foi recebido da família Lula saiu da conta do PT.

Peça 4 - Sobre a relevância das evidências

Entre as três, apenas o terceiro ponto tem relevância para o processo.
Ponto 1 – se em lugar de Lula fosse uma atriz de novela da Globo, o tratamento seria igualmente diferenciado. Uma personalidade pública é, por definição, uma personalidade diferenciada. Qualquer empreendimento gostaria de ter o casal Lula como condômino.
Ponto 2 – nunca houve a menor dúvida sobre o interesse inicial do casal Lula pelo tríplex durante determinado período. O ponto central é se o casal ficou ou não com a posse.
Ponto 3 - Esse é o cerne da acusação. As dezenas de evidências recolhidas pela Lava Jato se referem apenas aos Pontos 1 e 2, que não são condições suficientes para confirmar o Ponto 3.
A lógica canhestra da manipulação consiste em juntar uma enxurrada de depoimentos que apenas reafirmam dois pontos incontroversos: Lula estava sendo um tratamento especial; e em determinado período, a OAS estava preparando o apartamento para o casal Lula. Morre aí, totalmente insuficiente para a condenação.

Peça 5 – a prova definitiva

Aí entra o depoimento de Léo Pinheiro, trazendo a prova considerada definitiva pelos juízes: uma mera declaração de que o apartamento era de Lula e o valor foi descontado das propinas devidas ao PT.
A prova decisiva: uma conversa entre Léo Pinheiro e o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.
Coloco em negrito e sublinhado porque toda a construção da acusação se baseia nesse ponto.
A denúncia de Léo Pinheiro obedeceu à seguinte trajetória:
1.     01/06/2016 Delação de Léo Pinheiro trava após inocentar Lula (https://goo.gl/kp3whZ).
2.     23/11/2016 recebeu sentença de 26 anos de prisão confirmado pelo TRF4 (https://goo.gl/qFEvgB).
3.     12/07/2017 por ter ajudado no processo contra Lula, Sérgio Moro reduz a pena de Léo Pinheiro a 10 anos e 8 meses.
4.     21/09/2017 Procuradoria Geral da República não aceita a delação de Léo Pinheiro por não ter apresentado nenhum elemento de prova (https://goo.gl/4kn7tF).
5.     Mesmo assim, Moro mantém o depoimento de Léo Pinheiro e o TRF4 reduz sua pena para três anos e seis meses. Como já cumpriu uma parte, deverá ser solto em breve (https://goo.gl/TaY6kp).
E toda a acusação se baseou apenas nisso, declarações de Léo Pinheiro, de que o gasto foi descontado da conta de propina do PT, claramente, nitidamente em troca da redução da sua pena. Sem o acerto, ele passaria o resto de sua vida na prisão.
O tal acerto teria sido combinado em uma reunião com o tesoureiro do PT João Vaccari Neto. Apenas duas pessoas poderiam confirma a conversa: ele e Vaccari. Vaccari não foi ouvido. Léo não apresentou um documento sequer. No ano passado, declarou não possuir documentos porque Lula teria aconselhado a se desfazer deles.
Nem se entre em outros detalhes, como a desproporção entre a suposta propina ao suposto chefe maior do esquema e o que era pago ao terceiro escalão da Petrobras.
O ponto central foi esse.

Continue lendo no Blog do Nassif no GGN.


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Não houve 2ª instância. Raciocínio central da sentença de Moro foi escrita por Gebran, relator do julgamento de ontem


Eu já havia escrito aqui que achava estranho um juiz citar em sua sentença sete vezes o desembargador que iria julgá-la em segunda instância.

Mas resolvi voltar à sentença, após a condenação de ontem, e me surpreendi, porque o relator e "amigo pessoal", colega de Faculdade etc de Moro João Pedro Gebran Neto, não foi apenas citado: a sentença de Moro usou como base de sustentação decisões anteriores de Gebran. Como poderia então Gebran votar de forma diferente da que fez ontem?

Veja a seguir trechos da sentença de Moro (páginas 10, 11 e 12) citando decisão de Gebran (as palavras são de Gebran):

1. Não gera impedimento do magistrado, tampouco implica em
antecipação do juízo de mérito, a externalização das razões de decidir a
respeito de diligências, prisões e recebimento da denúncia, comuns à
atividade jurisdicional e exigidas pelo dever de fundamentar estampado
na Constituição Federal.
2. A determinação de diligências na fase investigativa, como quebras de
sigilo telemáticos e prisões cautelares não implica antecipação de mérito,
mas sim mero impulso processual relacionado ao poder instrutório.
3. A ampla cobertura jornalística à investigação denominada de 'Operação
Lava-Jato', bem como a manifestação da opinião pública, favoráveis ou
contrárias, para as quais o magistrado não tenha contribuído, ou, ainda, a
indicação do nome do excepto em pesquisas eleitorais para as quais não
tenha anuído, não acarretam a quebra da imparcialidade do magistrado.
4. Eventuais manifestações do magistrado em textos jurídicos ou
palestras de natureza acadêmica, informativa ou cerimonial a respeito de
crimes de corrupção, não conduz à sua suspeição para julgar os
processos relacionados à 'Operação Lava-Jato'.
5. Considerações do magistrado em texto jurídico publicado em revista
especializada a respeito da Operação Mãos Limpas (Itália), têm natureza
meramente acadêmica, descritiva e informativa e não conduz à sua
suspeição para julgar os processos relacionados à 'Operação Lava-Jato',
deflagrada, inclusive, muitos anos depois. De igual modo e por ter o
mesmo caráter acadêmico, não autoriza que se levante a suspeição do
magistrado ou mesmo o seu desrespeito às Cortes Recursais.
6. O art. 256 do Código de Processo Penal prevê que a suspeição não
poderá ser declarada nem reconhecida, quando a parte injuriar o juiz ou
de propósito der motivo para criá-la, evitando assim ações deliberadas
com o objetivo de afastar o magistrado da causa. Hipótese em que a
representação do excipiente em face do excepto perante a Procuradoria-
Geral da República por crime de abuso, não será suspeição.
7. A limitação de distribuição de processos ao juízo excepto diz respeito à
administração da justiça da competência do Tribunal Regional da 4ª
Região e não guarda correspondência com as causas de suspeição
previstas no CPP ou implica em quebra de isenção do excepto.
8. Exceção de suspeição a que se nega provimento." ." (Exceção de
suspeição 5032531-95.2016.4.04.7000 - Rel. Des. Federal João Pedro
Gebran Neto - 8ª Turma do TRF4 - un. - j. 08/03/2017). 
Não soa familiar? Agora vejam mais isso. As cinco imagens a seguir são reproduções das páginas 160, 161, 162, 163 e 164 da sentença de Moro, todas escritas por Gebran).

Com mais um detalhe, que destaquei em vermelho na imagem da página 162 (imagem 3), onde a base do raciocínio do uso da convicção como prova vem de ninguém menos que a ministra Rosa Weber, a quem o juiz Moro auxiliou por um ano, em 2012, no processo do mensalão, e que tem a famosa decisão sobre Dirceu, que muitos acreditam ter sido escrita por Moro: "Não tenho prova cabal contra Dirceu, mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite”.

Ou seja: talvez Moro tenha influenciado Weber, que influenciou Gebran, que veio dar base à condenação de Lula...

Eis as páginas da sentença de Moro escritas por Gebran. Clique nas imagens para ampliá-las. Verifique se não está aí o centro da argumentação de todos eles (Moro e os outros desembargadores de ontem).




A decisão de Gebran ontem parecia um requentado dos textos citados por Moro, que foram ampliados para não dar bandeira, mas que poderia muito bem ter sido resumido nas páginas mostradas aqui.

Quando julgou a sentença de Moro ontem, Gebran estava julgando Gebran e, não sem modéstia, se absolveu e condenou o réu a pena ainda mais dura. Pode isso?

No Brasil sob golpe, essa é a norma.


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Retrato do Brasil sob golpe: Lula condenado e Serra tem processo de corrupção arquivado por prescrição. No mesmo dia

Serra sorrindo e Lula sério

Alguns flagrantes resumem o momento. A notícia do arquivamento de mais um processo contra José Serra, acusado de corrupção desde a época do Escândalo das Ambulâncias e impune até hoje, no mesmo dia em que Lula é julgado a jato e tem a pena aumentada em três anos é um desses.

A procuradora-geral da República Raquel Dodge pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) o arquivamento, por prescrição, de um inquérito aberto em maio do ano passado para investigar o senador José Serra (PSDB-SP) a partir de delação premiada de Joesley Batista.
O dono da empresa de carnes JBS afirmou, no acordo fechado com o então procurador-geral Rodrigo Janot, que combinou pessoalmente com Serra uma contribuição de R$ 20 milhões para a campanha presidencial do tucano em 2010, dos quais cerca de R$ 13 milhões foram doados oficialmente, e o restante, via caixa dois. 
O parecer de Dodge, de duas páginas, data de 19 de janeiro, mas só veio a público na noite desta quarta-feira (24). Segundo a procuradora-geral, a prescrição ocorreu por volta de 2016. [Fonte: Folha]



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Ok, não é o fim. O fim é o STF. Veja aí quem são e me diga o que você acha




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