Ataque de sincericídio. Mulher estrangula a mãe na frente das filhas e confessa no Facebook: 'Sei que não fui uma filha exemplar'



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Roxanna Elvira Contreras Mendez, de 28 anos, estrangulou a mãe, Glenys Mendez, de 64 anos, diante de suas netas, filhas de Roxanna, de dois e três anos. Aconteceu no sábado passado, dia 24, em La Candelaria (Aragua, Venezuela).

Elas discutiram, se agrediram e Roxanna acabou estrangulando a mãe. Depois foi ao Facebook, disse que se sentia deprimida e pediu perdão.

Almodóvar perde.

Fonte: RD


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Raquel Dodge dá 3 passos na direção de livrar Temer das acusações de corrupção na JBS/Friboi e nos portos

PGR Raquel Dodge

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  1. O primeiro passo foi quando Raquel Dodge pediu ao STF que o diretor-geral da PF, Fernando Segovia, seja proibido de comentar o inquérito dos portos. Quando abriu a boca, Segovia, que dizem ser da cota de Sarney, mostrou à sociedade que é mais um defensor de Temer que um policial investigador: disse que uma mala não prova nada (mas olha que a mala tinha R$ 500 mil reais e até agora não se sabe a quem Loures a entregaria...) e que a investigação da corrupção de Temer no porto de Santos não havia conseguido provas contra o presidente por golpe. Calar Segovia é bom para espantar a mídia do assunto e manter a investigação no máximo da discrição.
  2. O segundo passo foi dado ontem, quando rescindiu a delação premiada de Wesley, da JBS/Friboi (a do irmão já havia sido rescindida pelo PGR anterior, Janot), o que é meio caminho andado para toda aquela gravação com Temer (e também com Aécio, em que ele diz "tem que ser um que a gente mata ele antes de delatar"), na base do "tem que manter isso aí"...
  3. O terceiro passo foi a negativa que acabou de dar ao pedido da Polícia Federal de quebra do sigilo fiscal e bancário de Temer, na investigação da acusação de corrupção no porto de Santos (aquela que Segóvia disse que não tinha nada). Como investigar se Temer levou dinheiro sem verificar sua movimentação bancária e fiscal?

Tudo isso pode não significar nada. Apenas infelizes coincidências. Mas é como eu sempre digo por aqui: rabo de porco, orelha de porco, pé de porco, costela de porco, pode ser que seja feijoada. Mas pode ser que seja porco.



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Pode um juiz que é fã do réu (Moro), o considera um exemplo de 'coragem e honradez', julgá-lo de forma isenta?

Sergio Moro

Tempo estimado de leitura: 45 segundos

Este mês está completando nove meses que o ministro João Otávio de Noronha retirou da pauta o julgamento do juiz Sergio Moro no CNJ e até hoje não voltou com ele. Dava pra ter nascido um bebê, mas do processo não saiu nada.

O processo contra Moro pedia sua condenação por haver divulgado uma conversa privada da presidenta Dilma com o ex-presidente Lula, o que nos Estados Unidos tão querido de Moro levaria até a sua prisão. Aqui no Brasil o processo se arrasta há dois anos, paradão, como costuma acontecer com processos que envolvem tucanos...

E está pardão até porque o ministro responsável pelo processo, que teoricamente poderia levar à demissão de Moro, já se declarou fã do juiz:
O Brasil precisa de muitos Moros e nós do Judiciário temos que garantir a justiça de primeiro grau. [Temos que ] saudar o juiz Moro pela coragem e honradez. [Fonte: Folha]
Como pode um fã julgar com isenção seu ídolo? Só no Brasil sob golpe...

Leia também:


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Dado concreto. Augusto de Campos. Poeta brasileiro ganha 'Nobel de Poesia'

Poeta Augusto de Campos

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O poeta, pesquisador, tradutor, letrista, artista visual Augusto de Campos recebeu em setembro de 2017 na Hungria o Grande Prêmio Janus Pannonius, considerado pelo New York Times o "Nobel da Poesia". No Brasil, silêncio...

Fiquei sabendo da premiação pelo argentino Pagina12, que publicou neste domingo reportagem e entrevista com o poeta e reproduziu seu discurso na ocasião do recebimento do Prêmio.

Figura importantíssima das letras brasileiras, Augusto de Campos, junto com seu irmão Haroldo e o também poeta, professor e ensaísta Décio Pignaratti fizeram a cabeça da mesma geração de Gil e Caetano.

Augusto continua produzindo aos 87 anos e, sempre crítico, na contramão das mesmices e sem medo de dizer o que pensa.

Segundo o poeta, um dos motivos de seu "esquecimento" no Brasil foi seu posicionamento contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

O intelectual no Brasil ainda é "um pobre diabo", como afirmou Oswald de Andrade. É o Brasil, "o país com a cabeça para baixo", de que falava Tom Jobim. Qualquer reconhecimento inteligente é criminoso, e o poeta, culpado. 
"A burrice está na mesa", já dizia Tom Zé, em tempos melhores. Adicione a isso a perseguição política. Eu me tornei "persona non grata" dos jornais desde que ousei protestar contra o glorioso impeachment da presidente Dilma, uma variante civil do golpe de 1964, que, como então, os grandes meios apoiaram, agitando o verdeamarelismo abobado da "lumpenosa" família paulista. 
Mas eu avisei, termine como termine, sobre o que está acontecendo. Nossa democracia desmoralizada, a perspectiva de eleições fraudulentas e o retorno à milicocracia. Inquisidores com super salários politizando a justiça, desmoralizando-se e terminando por descaracterizar o que seria uma luta contra a corrupção, e que está se transformando numa corrida persecutória contra a esquerda brasileira.

Leia a reportagem completa e a entrevista no Pagina12.

Assista também a este vídeo com o poeta, após o prêmio.




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Por que insistir na candidatura Lula? Porque a verdade é uma força da natureza, como água mole em pedra dura

Lula nos braços do povo
Imagem Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

Tempo estimado de leitura: 1 minuto e 50 segundos

Diz o dito popular que água mole em pedra dura tanto bate até que fura. A pedra parece intransponível, irremovível, como disse um ministro, "imexível", mas a água insiste e a pressiona sem cessar, até que um dia a pedra cede.

Assim tem que ser a insistência na luta contra um processo que tem como objetivo não apenas afastar Lula do julgamento popular pelo voto, mas enlamear sua trajetória e, ao final, apagar o legado de seus governos da História.

Porque o objetivo é fazer o povo brasileiro esquecer que durante os governos do presidente Lula milhões de brasileiros saíram da miséria. Milhões de brasileiros passaram a ter o direito (como se comprometera Lula, no início de seu mandato) a três refeições por dia. O Brasil bateu recordes na criação de empregos. De faculdades. De cisternas. Iniciou-se a transposição do São Francisco para combater o flagelo da seca. O Brasil acabou com a histórica dívida com o FMI. O Brasil passou a ser respeitado internacionalmente.

Tudo isso sob o comando de um pau de arara, um nordestino, como milhões de brasileiros que sempre foram lembrados apenas como "mão de obra barata, ignorantes, trabalhadores braçais".

Ninguém acreditava em Lula. Ninguém acreditava que um nordestino, um operário, de pouca instrução formal, "que não falava inglês" (né Frias?) poderia governar um país do tamanho do Brasil, sua complexidade de problemas e dívidas (não apenas econômicas, mas principalmente históricas e sociais) imensas. E Lula foi lá e fez.

É isto o que querem apagar. Do Lula, que foi chamado de "O Cara" pelo presidente da nação mais poderosa do planeta, recebido com orgulho por reis e rainhas, condecorado por inúmeras e prestigiosas Universidades pelo mundo, querem apagar a memória, que deve ser substituída pelo Luladrão.

Por isso está montado todo esse circo midiático, político e jurídico, com essa única finalidade: Delenda Lula, como antes Delenda Cartago.

Temos que insistir na candidatura, porque o triplex não é de Lula, nem o sítio em Atibaia, ou o apartamento vizinho ao seu em São Bernardo. Como a Oi não é nem nunca foi do filho do Lula. Nem a Friboi. Nem a Mercedes de Ouro.

O que é de Lula, e só do Lula, é o reconhecimento de dezenas de milhões de brasileiros, que insistem em querer votar novamente em Lula para presidente, porque guardam ainda na memória que ele é o melhor presidente da História do Brasil.

Não podemos desistir, porque seria aceitar o processo espúrio como justo, a trama jurídica farsesca como letra da Lei. A mentira como verdade.

Por isso devemos insistir na candidatura Lula. Porque acreditamos que a verdade é uma força da natureza. E água mole em pedra dura tanto bate até que fura.



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Em despacho, Moro faz afirmação que pode anular sua sentença em que condenou Lula no caso do triplex

Moro se explicando

Tempo estimado de leitura: 35 segundos

Em despacho assinado ontem, dia 23, o juiz Sergio Moro negou mais uma vez ouvir em depoimento o advogado Tacla Durán.

Em sua negativa, Moro faz uma afirmação que simplesmente põe abaixo todo o edifício em que construiu sua sentença em que condenou o ex-presidente Lula a nove anos e meio de prisão, aumentada em segunda instância para 12 anos [destaque meu]:

No despacho, o juiz argumenta que Tacla Duran não é digno de credibilidade. "É certo que criminosos podem ser ouvidos em juízo (...) Mas, neste caso, normalmente após terem celebrado um acordo de colaboração e assumido o compromisso de dizer a verdade." [Fonte: Folha]

Só que Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, que fez a afirmação de que o triplex era de Lula, depôs como réu, sem compromisso de dizer a verdade, e foi sobre esta afirmação de Pinheiro que Moro construiu toda a base de sua sentença.

Tem que anular tudo. Ou ouvir Tacla Durán. O que vai dar na mesma.



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São loucos. 4 dias após massacre de 17 em colégio nos EUA, em Megafeira de Armas, 'Todo mundo quer um AR-15', arma usada pelo assassino

Homem com AR-15 na Feira

Tempo estimado de leitura: 40  segundos

Quatro dias após o massacre num colégio em Parkland, Florida, quando um jovem de 19 anos matou 17 pessoas, a maioria estudantes, aconteceu uma Megafeira de Armas no estado, em que a principal atração foi o rifle AR-15, usado pelo jovem no ataque.

Foi um sucesso de venda. Todo mundo queria o seu AR-15, com medo de que sua comercialização viesse a ser proibida ou sofresse maiores restrições. O que não ocorreu até hoje. Nem parece que vá ocorrer. Pelo contrário.

O AR-15 é um velho conhecido do público americano.
Foi com uma arma desse tipo que Adam Lanza matou 20 crianças em 2012 na escola Sandy Hook, em Connecticut, e que, no mesmo ano, James Holmes deixou 12 mortos e dezenas de feridos em um cinema do Colorado durante uma exibição de um dos filmes da série Batman.

O mais recente foi Nikolas Cruz, responsável pelo ataque do colégio de Parkland. O próximo poderia estar ali na feira comprando a sua e preparando seu show.

Fonte: BBC Brasil.



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Trump defende programa 'Cada professor uma arma', como forma de combater violência nas escolas

Professora com arma na mão


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Respondendo com um pensamento típico estadunidense, o presidente Trump tem a solução para o problema dos ataques de insanos a colégios naquele país: os professores devem se armar. Todos devem portar armas e para isso receberiam um treinamento especial.

Amparou seu raciocínio no fato de um professor de futebol americano ter morrido no ataque, ao defender alunos. Ele não estava armado. Então, Trump chamou o Tico, que ligou para o Teco, e chegaram à conclusão: Se o professor estivesse armado, teria atirado no atirador e evitado mal maior.

No entanto, na contramão do raciocínio trumpista, e sem se dar conta de sua incoerência, Trump criticou o segurança do colégio, armado, por não ter interceptado o jovem que matou 17 pessoas no colégio de Parkland.

Mas Trump não parou por aí. Ele não quer apenas armar todos os professores. Ele quer acabar com o "conceito de escolas como lugares livres de armas", o que, em tese, permitiria que alunos frequentassem as aulas armados, até com suas AR-15...

Fonte: BBC




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'Trump está louco e é burro'. Uma entrevista com Michael Wolff, autor de 'Fire and Fury', biografia não autorizada que enfureceu Trump

Exemplares de Fire and Fury

Tempo estimado de leitura: 7 minutos e 40 segundos

Entrevista publicada no Huffington Post, Espanha. Tradução do Blog.

Um dos homens que mais irritou Donald Trump nos últimos meses espera impassível, sentado em um sofá, enquanto pede um café, para começar a entrevista. É o contraponto perfeito à hiperatividade e perda de controle do presidente dos Estados Unidos. O jornalista Michael Wolff (New Jersey, 1953) pode se vangloriar de que Trump não quer que seu livro Fire and Fury seja lido. Exatamente por isso, o trabalho, que narra as entranhas da Casa Branca durante os primeiros meses da Administração Trump, está sendo um dos mais lidos e vendidos nos Estados Unidos.

Para a elaboração do livro - com o qual se estima que o jornalista poderá ganhar mais de sete milhões de dólares -, Wolff fez mais de 200 entrevistas, inclusive com o próprio presidente. "Trump disse que tudo o que aparece no livro é falso, mas isso só confirma que tudo no livro é verdadeiro", ele enfatiza calmamente.


HP - Trump assegura que só falou com você uma vez e por apenas alguns minutos.

É totalmente falso. Estive cara a cara com Trump por três horas durante o período de transição presidencial. Gostaria de salientar que, literalmente, tudo o que Trump disse sobre este livro são pura recreação da realidade. É o que acontece com a maioria das coisas que diz.

HP - A partir da leitura do livro se fica com a certeza de que Trump vive em outro mundo, em uma realidade paralela.

Sim. Não reconhece o contexto. Ele é um homem sem controle sobre seus impulsos. Vive o aqui e agora. O que ele sente em um determinado momento é o que ele acha que é o certo.

HP - Antes de ser eleito presidente, a frase "Trump is Trump" foi usada como um mantra,  uma maneira de justificar tudo o que ele faz ou diz. Mas na realidade, quem é Trump?

Não sei se a frase "Trump is Trump" é usada mais para justificar do que para explicar o que acontece. E o que significa é que ele vive em uma realidade paralela, ele não se sente vinculado à lógica, à verdade, à experiência. Em parte, tem sido assim toda a vida e funcionou para ele: pensar que ele está sempre certo e que sua realidade é o que ele pensa ser, contra o que realmente é. Suponho que é fácil fazê-lo se você herdou uma fortuna e se seus negócios se tornaram um negócio de ilusões. Isso acaba transformando você em pura ilusão. A "realidade" de Trump não é esta. Ele não foi um homem bem-sucedido, ele não era um empresário imobiliário de sucesso, nem é um homem rico no nível que pretendia. Que não fosse nada disso, não era importante, apenas fingi-lo era suficiente. Em termos de marketing, ele se tornou o melhor ator de um reality show.


    Perguntei a Trump qual era o seu objetivo e ele me disse que era tornar-se o homem mais famoso do mundo



HP - A ideia de força de "Fire and Fury" é que nem Trump nem sua equipe queriam ganhar as eleições. Que o objetivo final era que a derrota eleitoral os tornaria mais famosos, mais poderosos. É uma tese que a priori não faz muito sentido.

Durante a campanha, perguntei a Trump qual era o seu objetivo e ele mesmo me disse que era tornar-se o homem mais famoso do mundo. Apresentar-se em uma eleição presidencial [dos EUA] é uma maneira muito eficiente de se tornar o homem mais famoso do mundo, inclusive economicamente, é uma forma bastante barata, já que outras pessoas lhe dão seu dinheiro para alcançar esse objetivo. Portanto, nos termos de marketing do "Mundo Trump" foi uma ótima idéia. A vitória revelou que ele não estava preparado, que ele não tem a experiência nem a formação necessárias, que nem sequer fez as coisas como deveria: ele não se protegeu ante tudo a que estaria exposto se ganhasse as eleições, como seus assuntos financeiros, a questão da Rússia, seus problemas com as mulheres ... O mais curioso é que de repente se cumpriu uma espécie de piada cósmica que afetou a todos, também Trump.

HP - O entorno de Trump não estava preparado para a vitória, faltava-lhes contatos em Washington e experiência política ... Como foram os primeiros cem dias da Administração Trump?

O problema é que o mundo estava em suas mãos. Você nunca poderia identificar as pessoas ao seu redor como uma Equipe A, mas em termos relativos eram profissionais. O desapontamento que vi neles nos primeiros sete meses que eu estive ali estava relacionado ao fato de que tínhamos uma pessoa que não sabia nada de nada, que não estava em condições de tomar decisões, que de fato não tomava decisões, que não ouvia ninguém, que não podia canalizar informações. E mesmo assim, de forma muito literal, era a pessoa que estava no comando, que impunha a centralidade em todos os aspectos. Era o Deus Sol.

HP - Como foi possível se tornar presidente dos Estados Unidos um candidato que, dois meses antes das eleições, se ouve dizer que se você é famoso "pode ​​pegar as mulheres pela vagina"? Na Espanha, é difícil compreender isso.

Também dos EUA é difícil de entender. Não há quase nenhuma lógica política para explicá-lo. Todos os que estavam ao seu redor pensavam que Trump não iria ganhar as eleições, e a revelação dessas conversas foi o que garantiu definitivamente que, de forma alguma, ele alcançaria a vitória. Para tentar encontrar uma certa lógica, as gravações geraram espanto e uma rejeição expressa da mídia, do establishment político e cultural, de todos os centros de poder tradicionais. De alguma forma, isso confirmou a seus seguidores que Trump era seu homem, um político fora do establishment. É o única coisa que me ocorre, uma explicação deve existir, mas não sei qual seja.

HP - O empresário Tom Barrack disse sobre Trump que ele não está louco, mas que é burro, estúpido. Está de acordo?

Bem, ele realmente disse que ele não é apenas um louco, mas também um estúpido [Risos]. Sim, eu concordo, Trump está louco e é estúpido.

HP - Reince Priebus, ex-chefe do gabinete de Trump, acaba de denunciar o caos e a desorganização da Casa Branca durante os meses em que esteve no cargo. "Pegue tudo o que você ouviu e multiplique-o por 50", ele disse.

É verdade, e mostra que descrevi Trump corretamente e com precisão. De qualquer forma, a realidade não é melhor do que o meu retrato.

HP - A conivência com a Rússia, o conflito com a Coréia do Norte, seus problemas com as mulheres ... Todos esses fatores podem acabar com a presidência de Trump?

Sim, tudo isso poderia acabar com ele. Se você olhar de cima, e este é um aspecto que confirma sua falta de preparo para ser presidente, tudo o persegue. Eu acho que, desde o início de sua carreira política, se prenuncia um acidente de trem. Estamos no trem e vemos o muro, mas não sabemos se está perto ou longe. O que temos claro é que em algum momento o trem atingirá o muro.


    Trump tinha talento para jogar com a mídia



HP - Acaba de dizer que para Trump todos [os meios de comunicação] o perseguem. Na verdade, essa é uma das principais queixas do presidente em relação à mídia. Ele sustenta que é criticado por tudo, quer faça bem, mal ou regular. Em que medida a mídia entrou nessa dinâmica, essa mesma mídia que, no início, levou Trump como uma piada, um chiste?

É uma pergunta muito boa, e a resposta não é inteiramente clara, pois ficou claro que Trump e a mídia mantiveram um relacionamento simbiótico porque Trump tinha o talento para jogar com a mídia, para manipulá-la. E esse jogo foi baseado em "conflito, conflito, conflito". Quanto mais conflito você cria, mais atenção você recebe. Esta é uma ideia que é realmente contra-intuitiva na política. Antes, o objetivo da política era buscar consenso e reduzir o conflito o máximo possível. Era o que os eleitores queriam e o propósito da política. Trump tem essa idéia isolada, é a expressão por excelência da equação conflito mais mídia, igual a atenção. E isso significa triunfo político, o que é o mais louco de tudo.


HP - Qual o papel da família Trump, Melania, Ivanka e Jared Kushner no dia a dia da Administração?

Ivanka e Jared são os dois principais conselheiros do presidente. É outro aspecto de quão absurda e caótica é esta Administração. Além do fato de que eles não têm experiência em política, o fato de que sejam parentes garante o caos na Casa Branca porque você não pode ter nenhum tipo de estrutura de gestão profissional. Quase todos os altos funcionários do presidente reconheceram esse problema desde o primeiro dia. Mas o pior é que eles não têm experiência. A respeito de seu casamento é outra coisa trumpiana muito óbvia: é claramente o que parece ser. Isto é, Melania e ele não têm relacionamento. Ele a apresenta de forma carinhosa como sua esposa troféu. Eles viviam separados, algo que é possível quando você é um magnata imobiliário, mas os quartos da Casa Branca são muito menores e eles têm que viver mais tempo juntos. Isso pode representar um ponto de ignição, talvez.

HP - Ivanka Trump poderia ser o primeiro presidente dos EUA?

[Risos] É totalmente ridículo, mas provavelmente menos ridículo do que a idéia de que Trump chegasse a ser presidente dos Estados Unidos. Pelo menos, se a Ivanka o conseguir, ele terá um pouco de experiência.

HP - Poderia dizer algo de bom sobre o Trump?

Sim, que é um bom vendedor.

HP - Quero dizer, como presidente dos EUA.

Sim, sim, de alguma forma é uma qualidade: o presidente dos EUA também deve ser um bom vendedor. Seu problema é que ele é apenas um vendedor. Só se interessa por você se acha que pode ajudá-lo a fechar uma venda, mas se perceber que não conseguirá lucros suficientes com você ou você resistir, então você já não importa. Você é apenas merda.

HP - Existe no dia de hoje alguma chance de que Trump provoque uma guerra?

Eu lhe dou outra perspectiva. É muito complicado ir à guerra. Você precisa mobilizar um governo inteiro, você precisa de muita informação, há muitos dados, você tem que prestar muita atenção ... Sabemos que o Trump está cercado por generais que, se lhes apresentam um Power Point, ele abandona a sala porque se entedia. Temos uma certa segurança, sabendo que a guerra é complicada e chata.

HP - Mas se o único que o preocupa é o seu ego, seu eu, a fama, que outra razão poderia ser melhor para conseguir isso do que ir à guerra?

Sim, vejo isso, mas a realidade é que a guerra é complicada. E você recebe o mesmo benefício apenas por ameaça, com isso você recebe a atenção. O fogo e a fúria.


    Vargas Llosa diz que ler meu livro é uma perda de tempo? Nunca consegui terminar um livro dele. Eu tentei.



HP - Trump tem duas obsessões: Coreia do Norte e China. Qual é a pior e qual pode desestabilizá-lo?

Nenhuma delas é obsessão para ele, nem penso que lhe interessem. A China era a obsessão de [seu ex-conselheiro] Steve Bannon, e não de Trump. Todos esses aspectos o interessam tão pouco, estão tão longe de sua realidade limitada ... Na verdade, não lhe interessam nada.

HP - Trump é uma pessoa mentalmente capacitada para ser presidente dos Estados Unidos?

[Silêncio] Eu não posso responder a essa pergunta, eu não estou capacitado. Mas eu posso descrever o que eu vi. E quando você fala com ele, você percebe que suas conversas não têm nexo, é realmente alarmante.

HP - Mario Vargas Llosa escreveu que ler seu livro é um "desperdício de tempo".

Uma perda de tempo?

HP - Sim, está cheio de fofoca e estupidez.

Eu nunca consegui terminar um livro de Vargas Llosa. Eu tentei, lutei, mas nunca consegui.



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Secretário de Segurança de Fleury, Temer recomendou ao comandante da PM 'repouso e meditação' para os PMs assassinos do Carandiru


Tempo estimado de leitura: 50 segundos

Reportagem publicada no Estadão, em 8 de outubro de 1992, destaca uma entrevista com o recém empossado secretário de Segurança de São Paulo no governo Fleury, Michel Temer. Ele assumira o cargo cinco dias após o que veio a ficar conhecido como "o massacre do Carandiru", chacina de 111 presos por PMs no Pavilhão 9 da Casa de Detenção de SP.

Questionado sobre o massacre, a resposta de Temer foi inacreditável. Veja o destaque na imagem acima (clique nela para ampliar) ou leia a seguir:

Estadão: - Como o senhor analisa a ação dos policiais militares?
Temer: - Os militares envolvidos em confrontos como os do Pavilhão 9 da Casa de Detenção, em casos de perseguição, cercos, tiroteios, merecem repousar depois de ações como essas e ser submetidos a tratamentos psicológicos. O choque do dia a dia é uma tarefa ingrata e eles precisam de repouso e meditação. Vou recomendar ao comando-geral da Polícia Militar esse tratamento.

Estadão: - O senhor acredita que os PMS vão aceitar esse tratamento?
Temer: - Eu tenho esta ideia. Sei que quando um militar sai de seu quartel para um confronto como o da Detenção deve voltar combalido, abalado e deve merecer o tratamento.



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Novo nome para ministério da Segurança de Temer é Fleury. Não o torturador do Dops, que está morto, mas o do Carandiru, quando chacinaram 111

Fleury com Temer

Tempo estimado de leitura: 50  segundos

Não é apenas Beltrame que está na mira de Temer para o comando do futuro ministério da Segurança. O ex-governador de São Paulo Fleury Filho também. A informação é de Andrea Sadi, da Globonews.


Fleury e Temer se conhecem há muito tempo. Temer foi secretário de Segurança de Fleury,  quando este era governador. Nomeado cinco dias após o massacre do Carandiru, quando PMs chacinaram 111 presos daquela penitenciária.

Mas já se conheciam de antes, num episódio que tem a marca do golpista Temer.
Fleury foi secretário de segurança pública no governo do peemedebista Orestes Quércia (1987-1991), quando foram realizadas as importações superfaturadas de equipamentos de Israel para as polícias estaduais e para as universidades.
A importação –sem licitação– somava US$ 310 milhões. O negócio foi feito com triangulação, envolvendo uma empresa de papel registrada no paraíso fiscal de Dublin, na Irlanda. Os pagamentos deveriam ser feitos em bancos na Suíça, em Londres e em Nova York.
Procurador-geral do Estado no governo de Fleury Filho –que sucedeu a Quércia– Temer aprovou a operação suspeita. Assumiria, depois, a secretaria da Segurança Pública. [Fonte: Blog do Frederico Vasconcelos, na Folha]



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Intervenção militar no Rio. Exército é treinado para combater inimigos. E nós não somos os inimigos. Ou somos?

Passo a passo da chacina

Tempo estimado de leitura: dois minutos

Em julho de 2008, o morro da Providência, no centro do Rio, estava ocupado por forças do Exército. No dia 14, um tenente, um sargento e nove soldados prenderam três jovens negros, que os teriam desacatado, segundo o tenente. Os jovens foram levados ao capitão, que mandou que fossem liberados.

O tenente não se conformou com a decisão do capitão e levou os três jovens (24, 19 e 17 anos) ao Morro da Mineira e os entregou a traficantes de lá (rivais dos da Providência), para darem "um susto neles", segundo o tenente em depoimento à Justiça. Os três jovens foram barbaramente torturados (o tenente confessou que chegou a assistir ao início das agressões), assassinados e jogados num lixão [veja na imagem acima o passo a passo da chacina].

Na época, comentei o assunto aqui no blog:

Não sei sua opinião, mas essa história do frio assassinato de três jovens do morro da Providência, no Rio, com a participação de soldados e oficiais do Exército está muito mal contada.

Por que eles levariam os jovens para serem assassinados por facção rival do crime organizado, em outra favela, em vez de eliminar os jovens simplesmente, como parece ter sido a intenção?

Uma resposta a essa questão é capaz de horrorizar aqueles que defendem que o Exército deve participar ativamente do confronto com os narcotraficantes: o tenente, os três sargentos e os sete soldados estavam a serviço dos traficantes do morro da Mineira, e foram até lá entregar-lhes a encomenda.

Outra resposta deixa mal o Exército: na verdade, os militares assassinaram os jovens e a história dos traficantes foi criada apenas para livrar a farda do crime.

A terceira história – a contada por eles – pode até ser a verdadeira, mas é completamente inverossímil. Como um tenente, insatisfeito com a ordem do capitão para que libertasse os jovens, comenta com seus subordinados que quer castigá-los, um dos soldados tem a idéia de entregá-los aos traficantes da favela rival, isso é feito, e depois os corpos são encontrados longe dali, num lixão na Baixada Fluminense?

Qualquer que seja a alternativa, ela só vem reforçar a tese de que não é papel do Exército combater o tráfico de drogas.


Imagem da primeira página de O Globo informando ocupação do Borel pelo Exército


Em 1994, houve outra ocupação, esta no Morro do Borel, na Tijuca, Zona Norte do Rio. O Globo, como sempre, comemorou a ocupação e informou, erradamente, que o cruzeiro que se vê no alto do morro fora colocado lá pelos traficantes.

O jornalista Marcelo Auler conta o que viu um dia após a tomada e derrubada do tal cruzeiro por tropas do Exército: tortura, violência e muito sangue. E a informação, dada pelo padre da região, de que o cruzeiro não era obra dos traficantes mas dos fiéis da igreja e da comunidade.

O Exército, como também fez em 2008, reconheceu seus erros, prometeu punir torturas e reconstruir o cruzeiro derrubado. [Leia reportagem completa deste caso de 1994 no Borel no Blog do Marcelo Auler]

Quanto ao caso de 2008, o  que aconteceu com o tenente, segundo o Comando Militar do leste ao Conexão Jornalismo:

Declaração do Comando Militar do Leste



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Temer vai criar Ministério da Segurança Pública e quer Beltrame no comando. Tudo a ver

1ª página de O Dia com acusação de improbidade contra Beltrame

Tempo estimado de leitura: 70 segundos

A notícia começou pela Folha e se espalhou pelo restante da mídia corporativa. O golpista Temer vai criar o Ministério da Segurança Pública (mas ele não chegou ao poder, por intermédio de um golpe de Estado, prometendo enxugar o número de ministérios?) e mandou sondar José Mariano Beltrame para ver se ele topa o cargo. Tudo a ver.

Beltrame foi secretário de Segurança do Rio durante 10 anos: nos dois governos Cabral e nos primeiros dois anos de Pezão. Saiu quando sentiu o cheiro de borracha queimada se aproximar de sua cadeira. Antes, havia sido chefe da Inteligência na PF e da Interpol.

Por que digo que Beltrame é o nome certo de Temer para o cargo? Porque ele passou 10 anos à frente da Segurança no Rio, com todas as informações da inteligência das polícias civil, militar, rodoviária, federal à sua disposição e não viu nada da escandalosa corrupção do governo Cabral.

Em momento algum ele sentiu que havia algo de errado naquela movimentação de dinheiro (a quadrilha de Cabral chegava a usar carro-forte de transporte de dinheiro) pra lá e pra cá. E Beltrame não viu nada.

Há ainda a acusação de desvio de verbas de sua secretaria, que ainda não chegou até ele, mas vai chegar, no aluguel de carros para a polícia do Rio.

Junto com o novo diretor da Polícia Federal nomeado por Temer, que disse que uma mala carregada com R$ 500 mil não é prova de nada, Beltrame vai completar o time, agora sob a batuta de Moreira Franco, o homem que prometeu acabar com a violência do Rio em seis meses, quando foi governador, e o que fez foi começar o desmonte dos CIEPS (os populares "brizolões", escolas em tempo integral), o que contribuiu, e muito, para alavancar a violência que impera hoje no estado.



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Fazendo cortesia com chapéu alheio, Huck pensou que chegaria lá, mas foi abatido por dois tijolaços


Tempo estimado de leitura: 40 segundos

Luciano Huck desistiu mais uma vez da candidatura a presidente da República. Desta vez parece que para sempre.

O comunicador e empresário, que se apresentava como o novo na política, foi derrubado em pleno voo (de seu jato comprado com dinheiro do BNDES) por dois tijolaços do jornalista Fernando Brito.

Num, Brito denunciou a compra do jato de R$ 17,7 milhões com dinheiro do BNDES (Empresa de Huck pegou R$ 17,7 mi no BNDES para comprar seu jatinho).

No outro, denunciou o bom mocismo de Huck com o chapéu alheio, já que todos os que colaboravam com sua ONG o faziam com dinheiro abatido dos impostos pela Lei Rouanet (“Ação social”com dinheiro público: R$ 20 milhões da Lei Rouanet para Huck).

A Globo, que também levou uma tijolada, quando da denúncia de que a famosa mansão irregular numa ilha em Paraty era da família Marinho, deve ter retirado o brevê de Huck e mandado o apresentador voltar pra Angélica de táxi.

Se há vida após a morte e se a gente fica sei lá de onde observando o que se passa por aqui, imagino o riso largo de Brizola com essa tijolada de seu antigo companheiro de Tijolaço na Globo.



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Quem vai demitir o general se a intervenção militar não resolver o problema da segurança pública no Rio?

General Braga Netto

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Forças federais, inclusive o Exército, já estão no Rio de Janeiro há muito tempo. Agora, o golpista presidente Temer anuncia uma intervenção militar no Rio, sob comando do general Braga Neto, comandante da 1ª Região Militar e que participou da segurança pública durante os Jogos Olímpicos de 2016 aqui no Rio.

Se, antes, a falta de resultados na área de segurança era resolvida com a substituição do comando da Secretaria de Segurança no Rio, quem demitirá o general, caso a intervenção não dê em nada, como deve acontecer?

O problema do Rio, como o do Brasil, é de falta de um comando legítimo. Temer está no poder mediante um golpe de Estado contra sua companheira de chapa. É acusado de corrupção em vários processos e governa cercado de outros tantos acusados de corrupção, como ele. Sua aprovação popular é próxima de zero e sua desaprovação, na casa dos 90%.

O mesmo se pode falar do governador do Rio, Pezão. Com a diferença de que Pezão ao menos tem a legitimidade do voto popular. No entanto, só está no cargo graças a recurso na Justiça, pois teve seu mandato cassado pelo TRE por abuso de poder econômico. Fez parte ativa do governo Cabral, de quem foi vice e secretário de Obras (aquelas onde Cabral levava 5% do total). Está tão desmoralizado quanto Temer.

Brasil e Rio de Janeiro estão sem comando real, por desaprovação popular e falta de credibilidade de quem nos governa. A intervenção militar, com a entrega das chaves de segurança do estado a um general, não muda isso.

Apenas novas eleições diretas para presidente e governador poderão trazer esperança à população. Enquanto isso, troca-se o comando. Só quero saber quem vai demitir o general quando nada der certo...



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Trabalhadores alemães conquistam aumento salarial e redução da jornada para 28 horas. É a indústria 4.0. No Brasil, é a escravidão reloaded

Balão com destaque para as 28 horas


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Metalúrgicos alemães obtiveram uma vitória histórica, após paralisações pontuais e intensas negociações com Porsche, BMW, Airbus e Daimler: aumento salarial de 4,3% e a redução da jornada semanal de 35 para 28 horas.

No passado recente, quando da grande crise, trabalhadores tiveram redução de jornada e de salários. Agora, com a automação e a retomada da economia, o sindicato conseguiu virar o jogo.

Segundo o brasileiro Valter Sanches, secretário-geral da IndustriALL, entidade mundial dos trabalhadores do ramo industrial, "a produtividade conquistada com tecnologia precisa ser partilhada com a sociedade".

“No passado, as empresas demandaram flexibilidade para os trabalhadores, sem outro caminho. E isso foi ativado. Dar aos trabalhadores o direito de encurtar as horas de trabalho e poder determinar o próprio balanço entre vida privada e trabalho é uma excelente resposta para a indústria 4.0”

"Novas tecnologias significam que a produtividade continua a subir. O direito a trabalhar menos horas, enquanto se mantém o mesmo salário, é uma resposta essencial. A produtividade conquistada com a indústria 4.0 precisa ser partilhada com a sociedade e os trabalhadores", diz o metalúrgico, funcionário da Mercedes. "Reduzir a jornada é um caminho para evitar a concentração de renda no bolso de poucos", afirma ainda Sanches. "O aumento salarial vai ajudar a estimular a economia alemã." [Fonte: Rede Brasil Atual]

Enquanto isso, no Brasil sob golpe, os direitos trabalhistas foram sequestrados, a automação e os avanços tecnológicos trazem apenas desemprego e redução salarial, com intensa precarização do trabalho.

O mesmo cenário com respostas distintas. Enquanto na Alemanha a indústria 4.0 aumenta salário e reduz horas trabalhadas, no Brasil sob golpe temos a escravidão reloaded.



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