'Condor, como as ditaduras do Cone Sul se uniram para sequestrar, torturar e assassinar. Documentário premiado completo



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Também para "comemorar" o golpe militar de 64, assista na íntegra ao premiado "Condor", de Roberto Mader, que mostra em depoimentos o que foi essa ação entre militares golpistas das ditaduras do Cone Sul.

Condor levou o Prêmio de Melhor Documentário no Festival do Rio de 2007 e os Prêmios Especial do Júri e  Qualidade Artística para a trilha e direção musical de Victor Biglione no Festival de Gramado. 

Como Mader e Victor Biglione são meus amigos, passo a bola da apresentação:

A Operação Condor foi um dos episódios mais sombrios da era das ditaduras militares que comandaram os países da América do Sul na década de 70. Aliança político-militar entre os regimes militares do Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Bolívia e Uruguai, ela foi apontada como responsável por casos de tortura, assassinatos, sequestros e tramas políticas. É nesse vespeiro que o documentarista Roberto Mader lança seu olhar em "Condor", premiado documentário de 2007.

O trabalho de Mader reúne depoimentos e imagens históricas para buscar uma perspectiva atual da operação. Por "perspectiva atual" entenda-se um olhar menos condenatório e mais compreensivo. Devido a essa postura, Mader consegue depoimentos esclarecedores daqueles que estiveram no lado dos algozes, como Jarbas Passarinho, ministro em três governos do regime militar; Manoel Contreras, homem forte do ditador Augusto Pinochet que comandou a polícia secreta chilena; e Augusto Pinochet Hiriart, filho do general Pinochet.

Mader também recolhe falas das vítimas, como Hebe de Bonafini, líder do movimento argentino "Mães da Praça de Maio"; Sara Mendez, que teve o filho Simón, de poucos meses de vida, retirado de sua vida e que só foi reencontrá-lo 25 anos depois; e Victoria Larraberti, uruguaia que foi tirada de seus pais, sequestrados e mortos na Argentina, e entregue a uma família adotiva no Chile. Apesar dessas histórias tocantes, a câmera de Mader evita o sentimentalismo fácil.

Para isso ajuda também a rica pesquisa feita para o documentário. Mader recolheu mais de 50 horas de material de arquivo, além de 45 horas de material filmado especialmente para o documentário. Com isso, o documentário ganha um apelo visual que contribui para assimilar os depoimentos.

"Condor" não fica refém de versões dos entrevistados para atingir o espectador. A edição de imagens de época , neste caso, contribui para dar embasamento visual àquilo que se está narrando.

O resultado final é um trabalho que busca iluminar uma época obscura, mas sem perder o envolvimento humano. Com isso, o documentário consegue transitar entre um certo distanciamento de um olhar histórico e o calor humano de depoimentos tocantes.

Mader construiu uma carreira na Inglaterra, onde dirigiu documentários para a BBC e a Channel 4. Com "Condor", ganhou como Melhor Documentário no Festival do Rio de 2007 e o Prêmio Especial do Júri, no Festival de Gramado, também em 2007. [Resenha escrita por Edilson Saçashima no UOL)

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'O dia que durou 21 anos', documentário que mostra que o golpe de 64 como o de agora foi made in USA



"O dia que durou 21 anos", como escrevi aqui na época, é o mais importante acontecimento da TV brasileira dos últimos tempos. Um documentário rico em material inédito, arquivos considerados top secret pelos EUA, que mostram como aquele país influenciou (quase determinou) o golpe de 1964.

E como nossas Forças Armadas, que recebem salário, uniforme, moradia, armamento dos impostos do povo brasileiro, se voltaram contra esse mesmo povo em favor de um golpe que a maioria do povo não desejava (Mentira que o povo queria golpe de 64. Ibope da época, só divulgado em 2003, mostra grande aprovação de Jango e das reformas) .

No dia de hoje em que as Forças Armadas e o presidente (eleito mediante fraude) Bolsonaro "comemoram" o golpe de Estado, que impôs uma ditadura sangrenta ao país por 21 anos, e que nos sufoca até hoje, se você ainda não viu, assista a este filme na íntegra, reúna a família e fique sabendo a verdade sobre o golpe.

Nos links a seguir, meus comentários sobre os três episódios em que o filme foi dividido em sua primeira e histórica exibição na TV brasileira.

1 ('O Dia que Durou 21 anos' mostra que nacionalismo dos golpistas de 64 era 'made in USA'),
2 (Segundo episódio de 'O Dia que Durou 21 anos' revela que até primeiro presidente do golpe foi escolha 'made in USA') e
3 (Terceiro episódio de 'O Dia que Durou 21 anos' mostra os 21 anos depois daquele dia).


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Mentira que o povo queria golpe de 64. Ibope da época, só divulgado em 2003, mostra grande aprovação de Jango e das reformas

Primeira página do Ultima Hora em 1964, O povo com Jango

O ministério da Defesa de Bolsonaro (eleito mediante fraude) emitiu uma nota sobre o golpe de 1964 com uma série de fake news: a primeira delas de que o golpe teria ocorrido em 31 de março e não no dia 1° de abril, o dia da mentira, quando o foi.

A segunda, e mais importante, a que reproduzo a seguir:
As Forças Armadas, atendendo ao clamor da ampla maioria da população e da imprensa brasileira, assumiram o papel de estabilização daquele processo.
Não havia clamor de ampla maioria da população coisa alguma. Havia o de grande parte da imprensa, sim, mas uma pesquisa do Ibope realizada com eleitores de oito capitais entre os dias 9 e 26 de março de 64, mostra que 49,8% dos pesquisados admitiam votar em Jango caso ele pudesse se candidatar à reeleição. Outra pesquisa feita pelo Ibope apontava que 15% dos ouvidos consideravam o governo Jango ótimo, 30% bom e 24% regular. Para 16%, a administração Goulart era má ou péssima. [Fonte: Folha].

Desde quando 16% é maioria, general?

No entanto, essas pesquisas não foram divulgadas na época e só vieram à tona muitos anos depois, em 2003.
Outra pesquisa feita pelo Ibope no período revela que 59% dos ouvidos eram a favor das medidas anunciadas por Jango no histórico comício da Central do Brasil, no Rio, no dia 13 de março de 64. As propostas incluíam a desapropriação de terras às margens de rodovias e ferrovias e o encampamento das refinarias estrangeiras.[Folha]
Pelas pesquisas, general, o golpe foi contra o povo. O que ficou claro nos anos seguintes. Como já está claro agora, 55 anos depois.

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Já vivemos um novo golpe militar. 119 oficiais militares ocupam postos-chave no governo

Militares no poder em 2019

No dia 17 de janeiro, publiquei aqui no blog que o presidente Jair Bolsonaro dera um autogolpe e os militares estavam de volta ao poder, após 55 anos.

O número de militares no controle de todas as áreas vitais do governo hoje em dia é de 118, como mostra a lista abaixo, ou 119, se acrescentarmos o general Ajax Porto Pinheiro que tutela Toffoli no STF.

Confira abaixo a lista de todos os militares no poder, mas antes, reproduzo a postagem publicada aqui no dia 17 de janeiro.

Pode-se acusar Bolsonaro de boçal, homofóbico, machista, racista, preconceituoso. Tudo isso ele é. Mas, de burro, não.

Bolsonaro sabe que chegou à presidência sem ter a menor condição de fazer frente às responsabilidades do cargo. Não tem preparo nem vontade de trabalhar.

Conseguiu se eleger graças à facada que o livrou dos debates e aos milhões de fake news disparados ilegalmente via WhatsApp.

Mas, isso o levou ao poder. Como se manteria lá, se o general seu vice já estava todo oferecido ainda durante as eleições?

Foi aí que ele deu o autogolpe. Para barrar Mourão e qualquer tentativa de golpe que viesse a retirá-lo do poder, Bolsonaro montou uma superestrutura militar, com generais comandando grande parte dos ministérios e outros militares em postos-chave de todos os demais. Inclusive nas empresas e bancos públicos.

Há um general até auxiliando (tutelando) o presidente do STF, Dias Toffoli.

Teve cargo até para o ex-comandante do Exército, Villas Boas.

Moro e Guedes são apenas a fachada. E Bolsonaro, com Damares e outros malucos que ele juntou no governo, os encarregados de entreter a plateia.

Mas, não tenham dúvida. 55 anos após o golpe, os militares estão de novo no comando do Brasil, talquei?

A lista:

Eleitos
01 – Presidente da República – Capitão Jair Bolsonaro,
02 – Vice-presidente da República – General Hamilton Mourão.
Nomeados
03 – Ministro da Secretaria Geral da Presidência – General Floriano Peixoto
04 – Secretário Executivo da Secretaria-geral – General Roberto Severo Ramos
05 – Secretário Especial de Assuntos Estratégicos da Secretaria-geral – General Maynard Marques de Santa Rosa,
06 – Secretário-Executivo Adjunto da Secretaria-geral – General de Divisão Lauro Luis Pires da Silva,
07 – Assessor Especial da Secretaria-geral – Coronel Walter Félix Cardoso Junior,
08 – Secretário de Administração – Coronel Gilberto Barbosa Moreira,
09 – Secretário de Imprensa da Secretaria de Comunicação da Presidência – Tenente-Coronel Alexandre de Lara,
10 – Ministro do GSI (antiga Casa Militar) – General Augusto Heleno,
11 – Secretário-Executivo do GSI – General de Divisão Valério Stumpf Trindade,
12 – Secretário de Coordenação de Sistemas do GSI – Contra-Almirante Antonio Capistrano de Freitas Filho,
13 – Secretário de Assuntos de Defesa e Segurança Nacional do GSI – Major Brigadeiro do Ar Dilton José Schuck,
14 – Secretário de Segurança e Coordenação Presidencial do GSI – General de Brigada Luiz Fernando Estorilho Baganha,
15 – Secretário-Executivo Adjunto do GSI – Brigadeiro do Ar Osmar Lootens Machado,
16 – Asssessor do GSI – General Eduardo Villas-Bôas,
17 – Ministro da Defesa – General Fernando Azevedo e Silva,
18 – Comandante do Exército – General Edson Leal Pujol,
19 – Comandante da Marinha – Almirante Ilques Barbosa Júnior,
20 – Comandante da Aeronáutica – Brigadeiro Antonio Carlos Moretti,
21 – Secretário-Geral da Defesa – Almirante de Esquadra Almir Garnier Santos,
22 – Chefe de Gabinete da Defesa – General Edson Diehl Ripoli,
23 – Secretaria de Produtos de Defesa – General de Divisão Decílio de Medeiros Sales,
24 – Secretário de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto – Tenente Brigadeiro do Ar Ricardo Machado Vieira,
25 – Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) – Tenente-coronel da Força Aérea Brasileira Marcos Pontes,
26 – Secretário de Tecnologias Aplicadas do MCTIC – Oficial da Aeronáutica (patente não identificada) Maurício Pazini Brandão,
27 – Secretário de Planejamento do MCTIC – Antônio Franciscangelis Neto,
28 – Presidente da Finep – General Waldemar Barroso Magno Neto,
29 – Presidente da Telebras – Coronel Waldemar Gonçalves Ortunho Júnior,
30 – Chefe de Gabinete do MCTIC – Brigadeiro do Ar Celestino Todesco,
31 – Assessor Especial do Ministro – Tenente Brigadeiro do Ar Gerson Nogueira Machado de Oliveira,
32 – Secretário de Políticas Digitais – Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Franciscangelis Neto,
33 – Secretário de Radiodifusão – Coronel Elifas Chaves Gurgel do Amaral,
34 – Diretor do Departamento de Serviços de Telecomunicações – Coronel Aviador Rogério Troidl Bonato,
35 – Secretário-Executivo Adjunto – Coronel-Intendente Carlos Alberto Flora Baptistucci,
36 – Ministro de Minas e Energia – Almirante Bento Costa,
37 – Chefe de Gabinete de Minas e Energia – Contra-almirante José Roberto Bueno Junior,
38 – Coordenador Geral de Orçamento e Finanças do Ministério de Minas e Energia – Oficial (não identificada a patente e a arma) Claudio Xavier Pereira,
39 – Sub-Secretário de Planejamento, Orçamento e Administração – Vice-Almirante Helio Mourinho Garcia Júnior,
40 – Assessor do Ministro de Minas e Energia – Almirante Garcia,
41 – Assessor do Ministro de Minas e Energia – Capitão de Mar e Guerra Klein,
42 – Assessor do Ministro de Minas e Energia – Capitão de Mar e Guerra Litaiff,
43 – Assessor do Ministro de Minas e Energia – Coronel Alan,
44 – Assessor do Ministro de Minas e Energia – Oficial (do Exército, patente não identificada) Hugo Oliveira,
45 – Assessor do Ministro de Minas e Energia – Coronel Sérgio Lopes,
46 – Presidente da Nuclep – Almirante Carlos Henrique Silva Seixas,
47 – Presidente do INB (Indústrias Nucleares do Brasil) – Vice-Almirante Carlos Freire Moreira,
48 – Ministro da Infraestrutura – Capitão Tarcísio Gomes,
49 – Chefe de Gabinete da Secretaria Nacional de Transportes Terrestre e Aquaviário – Coronel Evandro da Silva Soares,
50 – Presidente da Companhia Docas do Rio de Janeiro – Almirante Francisco Antônio de Magalhães Laranjeira,
51 – Chefe de Operações da Companhia Docas Rio Grande do Norte – Almirante Elis Treidler Oberg,
52 – Secretário de Transportes Terrestre e Aquaviário – General Jamil Megid Júnior,
53 – Ministro da Secretaria de Governo – General Carlos Alberto dos Santos Cruz,
54 – Secretário Executivo Ajunto da Secretaria de Governo – Capitão José de Castro Barreto Junior.
55 – Chefe de Gabinete da Secretaria de Governo – Coronel Augusto César Barbosa Vareda,
56 – Chefe da Assessoria Especial da Secretaria de Governo – Almirante Alexandre Araújo Mota,
57 – Assessor Especial da Secretaria de Governo – Coronel Nilson Kazumi Nodiri,
58 – Assessor Especial da Secretaria de Governo – Capitão Denis Raimundo de Quadros Soares,
59 – Diretor de Relações Político-Sociais da Secretaria de Governo – General Marco Antonio de Freitas Coutinho,
60 – Secretário Nacional de Segurança Pública – General Guilherme Theophilo,
61 – Coordenador-Geral de Estratégia da Senasp – Coronel Freibergue do Nascimento,
62 – Coordenador-Geral de Políticas da Senasp – Coronel José Arnon dos Santos Guerra,
63 – Assessor técnico do Gabinete do Ministro da Justiça – Sub-Oficial da Aeronáutica Alexandre Oliveira Fernandes,
64 – Secretário de Esportes – General Marco Aurélio Vieira,
65 – Ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) – Capitão Wagner Rosário,
66 – Presidente da Funai – General Franklimberg de Freitas,
67 – Presidente do Incra – General Jesus Corrêa,
68 – Ouvidor do Incra – Coronel João Miguel Souza Aguiar,
69 – Presidente dos Correios – General Juarez Aparecido de Paula Cunha,
70 – Assessor Especial do Presidente dos Correios – Coronel André Luis Vieira
71 – Diretor da Anvisa – General Paulo Sérgio Sadauskas,
72 – Diretor de operações do Serpro – General Antonino Santos Guerra,
73 – Superintendente da Suframa – Coronel Alfredo Menezes,
74 – Secretário-Executivo do Ministério da Educação – Capitão de Corveta Eduardo Miranda Freire de Melo,
75 – Diretor de Programa do Ministério da Educação – Coronel Luiz Tadeu Vilela,
76 – Diretor de Tecnologia da Informação do Ministério da Educação – Coronel Eduardo Wallier Vianna,
77 – Diretor de Política Regulatória do Ministério da Educação – Coronel Marcos Heleno Guerson de Oliveira Júnior,
78 – Assessor Especial do Ministro da Educação – Coronel Robson Santos da Silva,
79 – Diretor de Programa da Secretaria-Executiva do Ministério da Educação – Coronel Ricardo Roquetti,
80 – Chefe de Gabinete Adjunto do Ministério da Educação – Coronel Ayrton Pereira Rippel,
81 – Secretário-Executivo do Conselho Nacional de Educação – Coronel Paulo Roberto Costa e Silva,
82 – Presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) – General Oswaldo de Jesus Ferreira,
83 – Diretor de Programas da Secretaria-Executiva do MEC – Coronel Aviador Ricardo Roquetti,
84 – Chefe de Gabinete do Inep – General Francisco Mamede Brito Filho,
85 – Presidente do Conselho de Administração da Petrobras – Almirante-de-esquadra Eduardo Bacellar Ferreira,
86 – Gerente Executivo de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobrás – Capitão-Tenente da Marinha Carlos Victor Guerra Naguem,
87 – Diretor Administrativo-Financeiro da Telebras – General José Orlando Ribeiro Cardoso,
88 – Presidente da Itaipu – General Joaquim Silva e Luna,
89 – Diretor-Financeiro Executivo de Itaipu – Vice-almirante Anatalício Risden Júnior,
90 – Diretor Geral do Dinit – General Antônio Leite dos Santos Filho,
91 – Diretor Executivo do Dinit – Coronel André Kuhn,
92 – Gerente de Projetos do Dnit – Coronel Washington Gultenberg de Moura Luke,
93 – Porta-voz do governo – General Otávio Santana do Rêgo Barros,
94 – Coronel Flávio Peregrino – Assessor do Porta-Voz do governo,
95 – Assessor da Caixa Econômica Federal – Capitão de Mar e Guerra Marcos Perdigão Bernardes,
96 – Assessor da Caixa Econômica Federal – Capitão de Mar e Guerra Almir Alves Junior,
97 – Assessor da Caixa Econômica Federal – Brigadeiro Mozart de Oliveira Farias,
98 – Chefe da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) – Coronel Mauro Benedito de Santana Filho,
99 – Superintendente Estadual da SPU do Maranhão – Coronel José Ribamar Monteiro Segundo,
100 – Superintendente Estadual da SPU do Rio de Janeiro – Coronel Paulo da Silva Medeiros,
101 – Superintendente Estadual da SPU do Rio Grande do Sul – Coronel Gladstone Themóteo Menezes Brito da Silva,
102 – Superintendente Estadual da SPU da Bahia – Coronel Salomão José de Santana,
103 – Superintendente Estadual da SPU de São Paulo – Coronel Eduardo Santos Barroso,
104 – Superintendente Estadual da SPU de Pernambuco – Coronel Jorge Luis de Mello Araújo,
105 – Secretário de Orçamento, Finanças e Gestão do Ministério do Meio Ambiente – General Nader Motta,
106 – Secretário de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente – Brigadeiro Camerini,
107 – Assessor do Ministro do Meio Ambiente – Coronel Mário,
108 – Assessor do Ministro do Meio Ambiente – Coronel Maniscalco,
109 – Assessor do Ministro do Meio Ambiente – Coronel Araújo,
110 – Corregedor do Ministério do Meio Ambiente – Coronel Sappi,
111 – Corregedor do ICMBIO – Coronel Mendes,
112 – Corregedor da Secretaria-Executiva Adjunta do Ministério do Turismo – Capitão de Mar e Guerra Nilton Carlos Jacintho Pereira,
113 – Diretor do Departamento de Política e Ações Integradas do Ministério do Turismo – Coronel Luciano Puchalski,
114 – Presidente da Infraero – Brigadeiro Helio Paes de Barros Junior,
115 – Diretor de Operações e Serviços Técnicos da Infraero – Brigadeiro André Luiz Fonseca e Silva,
116 – Diretor do Ibama no Rio de Janeiro – Almirante Dias,
117 – Corregedor do Ibama – General Eudes,
118 – Diretor do Departamento de Publicidade da Secretaria de Publicidade e Promoção da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) – Coronel Didio Pereira. [Fonte da lista: Dagobah]


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14 anos do Blog do Mello. Por que o todo poderoso diretor de Jornalismo da Globo escreveu ao blog?

Print do acidente da Gol

Semana que vem o Blog do Mello completa 14 anos. Durante uma semana vou repetir postagens que contam um pouco a história do blog.

Aproveito para informar de uma novidade.  Em abril, vou lançar um serviço exclusivo para os assinantes do blog, um clipping com comentários, a princípio semanal.

O Blog vai continuar a ser inteiramente gratuito e sem popups para todos, mas o clipping será um brinde apenas para os assinantes ou doadores.

Você pode assinar o blog ( clique aqui http://pag.ae/7UhFfRvpq) ou fazer uma doação (clique aqui https://pag.ae/7UD77RgHP).
É rápido e seguro.
Se preferir fazer uma doação direto na conta, anote aí:
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CPF: 629305917-49

Não esqueça de me enviar seu e-mail, especialmente os que fizerem doação direto na conta, pois o clipping semanal será enviado apenas por e-mail. Não precisa mandar comprovante nem valor de depósito. Confio em você. Basta dizer que assinou ou fez uma doação e mandar o e-mail onde quer receber o clipping. Obrigado.

Vamos ao motivo desta postagem, o dia em que Kamel escreveu ao blog.

Em setembro de 2006, três fatos quase concomitantes tomavam o noticiário: o chamado escândalo dos aloprados, o acidente com o Boeing da Gol, em que morreram todos a bordo, e, aos dois, juntava-se a eleição presidencial, disputada entre Lula e Alckmin.

O acidente da Gol aconteceu às vésperas do primeiro turno. No entanto, a última edição do Jornal Nacional preferiu mostrar a pilha de dinheiro dos "aloprados", uma foto tomada clandestinamente por um delegado da PF chamado Bruno (aliás, por onde anda? Foi processado? Afastado?) e distribuída a um repórter da Globo, adiante promovido a correspondente nos EUA.

A notícia do acidente e morte de todos os 154 a bordo não apareceu no Jornal Nacional.

Houve acusações de manipulação da Globo. Kamel respondeu. E eu rebati aqui com uma imagem que havia printado (reproduzida acima), que mostrava que a CBN, que pertence às Organizações Globo, tinha conhecimento da notícia, antes das 20h10, e que, portanto, o JN poderia ter dado, ao menos, uma nota sobre o assunto. (continue a ler)

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Dallagnol e outros procuradores vão ter que se explicar ao Corregedor do MPF sobre ilegal fundação da Lava Jato

Procuradores da Lava Jato de Curitiba

O ministro Alexandre de Moraes já decidiu e mandou sustar a criação da tal fundação da Lava Jato, que seria montada com R$ 2,5 bilhões da Petrobras e que se destinaria a impulsionar os membros da Lava Jato, especialmente o procurador de deus Dallagnol em sua candidatura a Procurador Geral da República e o justiceiro de Curitiba, atual ministro da Justiça, Moro, a Presidente do Brasil.
O corregedor Nacional do Ministério Público, Orlando Rochadel, determinou a instauração de reclamação disciplinar para apurar a atuação de procuradores da força-tarefa da Lava Jato em acordo entre o MPF e a Petrobras para a criação de uma fundação da operação.

Rochadel deu prazo de 10 dias para que os 13 membros do MPF prestem informações sobre os fatos. A reclamação foi aberta contra os procuradores Deltan Dallagnol, Antônio Carlos Welter, Isabel Cristina Groba Vieira, Januário Paludo, Felipe D’ella Camargo, Orlando Martello, Diogo Castor de Mattos, Roberson Henrique Pozzobon, Julio Carlos Motta Noronha, Jerusa Burmann Viecilli, Paulo Roberto G. De Carvalho, Athayde Ribeiro Costa E Laura Gonçalves Tessler. [Fonte: Migalhas]

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Guaidó tem direitos políticos cassados por 15 anos na Venezuela por fraude fiscal. Mais um moralista sem moral

Guaidó inabilitado

Embora se autoproclame presidente da Venezuela, Juan Guaidó é apenas deputado. E um deputado na Venezuela tem que obedecer a certas regras, uma delas de que seu cargo é de função única, não podendo exercer outra fora dela ou obter outra fonte de renda durante o mandato. É a lei na Venezuela.

Guaidó foi chamado à Controladoria Geral da República, a Receita da Venezuela, para explicar gastos desde 2016: foram mais de 310 milhões de bolívares em viagens e 260,4 milhões de bolívares em hospedagens dentro e fora do território venezuelano.

Guaidó esteve mais de oito meses fora do país e foi chamado para explicar como pagou suas hospedagens, sua manutenção esses meses todos, e simplesmente não compareceu para dar explicações.

A Controladoria então o condenou a 15 anos sem direitos políticos porque ocultou e falsificou dados em sua declaração de patrimônio e recebeu dinheiro de instâncias internacionais e nacionais sem justificá-lo.

Mais um Aécio, como o anterior, Capriles, que era a nova força da direita Venezuela (como Guaidó agora) e foi condenado por corrupção (Capriles, o Aécio da Venezuela, é condenado a 15 anos por corrupção, contratos ilegais e delitos administrativos ).

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IBGE Bolsonaro: Aumento do desemprego e novos recordes: 65,7 mi fora da força de trabalho; 27,9 mi subutilizados; 4,9 mi desalentados

Yabela desempergo IBGE

A nova pesquisa do IBGE sobre o mês de fevereiro de 2019 mostra o que vemos nas ruas, ouvimos nas conversas: o aumento do desemprego, da falta de perspectiva, do desalento.

Isso num governo que mal começou e onde o fez começou mal.

Os dados a seguir são do próprio IBGE, e você pode conferi-los aqui.
A taxa de desocupação (12,4%) no trimestre móvel encerrado em fevereiro de 2019 subiu 0,9 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre de setembro a novembro de 2018 (11,6%).
A população desocupada (13,1 milhões) cresceu 7,3% (mais 892 mil pessoas) frente ao trimestre de setembro a novembro de 2018 (12,2 milhões).
A população ocupada (92,1 milhões) caiu -1,1% (menos 1,062 milhão de pessoas) em relação ao trimestre de setembro a novembro de 2018.
A população fora da força de trabalho (65,7 milhões) é recorde da série histórica, com altas de 0,9% (mais 595 mil pessoas) frente ao trimestre de setembro a novembro de 2018 e de 1,2% (mais 754 mil pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2018.
A taxa de subutilização da força de trabalho (24,6%) no trimestre encerrado em fevereiro de 2019 subiu 0,8 p.p. em relação ao trimestre anterior (23,9%). No confronto com o mesmo trimestre móvel do ano anterior (24,2%), ela subiu 0,4 p.p.
A população subutilizada (27,9 milhões) é recorde da série histórica, com alta de 3,3% (mais 901 mil pessoas) em relação ao trimestre de setembro a novembro de 2018 (27,0 milhões) e de 2,9% (mais 795 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2018.
O número de pessoas desalentadas (4,9 milhões) é recorde da série histórica, ficando estável em relação ao trimestre de setembro a novembro de 2018 e subindo 6,0% (mais 275 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre móvel do ano anterior.
O percentual de pessoas desalentadas (4,4%) manteve o recorde da série, ficando estável em relação ao trimestre anterior e subindo 0,2 p.p. contra o mesmo trimestre móvel de 2018 (4,2%).
Nesse trimestre, além das pessoas que já estavam sem trabalho, outras 595 mil perderam seus empregos, um recorde.
Dá pra entender em números a queda espetacular que Bolsonaro teve na primeira pesquisa do Ibope. As próximas mostrarão números ainda piores.


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Boletim Semanal da Campanha #LULALIVRE - N° 2




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Bolsonaro manda demitir fiscal do IBAMA que o multou em 2012. Mais um crime de responsabilidade

A multa de Bolsonaro

Em 2012, Bolsonaro estava com um amigo num barco em área protegida, onde é proibida a presença de ser humano.

Foi flagrado pelo fiscal do IBAMA José Olímpio Augusto Morelli. Tentou uma carteirada, mas o fiscal não quis conversa e aplicou-lhe uma multa.

Que ele nunca pagou e acabou revogada anos depois pela ministra Cármen Lúcia.

Fato é que agora, presidente da República (eleito mediante fraude), Jair Bolsonaro mandou demitir o fiscal, que já está desempregado por cumprir seu dever.

O caso é que esse é um crime de responsabilidade previsto no Artigo 7° item 5 da lei 1079, conhecida como a lei do impeachment.
"Servir-se das autoridades sob sua subordinação imediata para praticar abuso do poder, ou tolerar que essas autoridades o pratiquem sem repressão sua".

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Finalmente TSE pune alguém por uso ilegal de rede social na campanha. O punido foi Haddad

Bolsonaro rindo com logos do WhatsApp

Parece piada, mas não é. O uso abusivo de 80 milhões de disparos com fake news pelo WhatsApp feito pela campanha de Bolsonaro segue impune, enquanto ele leva o país para o abismo

Mas, para não dizer que o TSE não trabalha, o ministro do TSE Edson Fachin multou a campanha de Haddad em R$ 175,6 mil por ter impulsionado um site no Google chamado "A Verdade sobre Bolsonaro", que mostrava aquilo que se buscava esconder do candidato, sua misoginia, seu preconceito racial, sua defesa do golpe de estado, da violência e da tortura, tudo que ele trouxe para seu governo.

Como nada disso era mentira, a multa foi apenas pelo impulsionamento.
O ministro considerou que a campanha petista pagou ao Google para destacar conteúdo negativo contra Bolsonaro, o que feriu a lei eleitoral e causou desequilíbrio na disputa; [Fonte: Jota]
Leia sobre a criminosa campanha de Bolsonaro por WhatsApp, com vários links com provas aqui: Datafolha e Ibope são a prova de que fraude das fake news no WhatsApp foi o que elegeu Bolsonaro.


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Governo Bolsonaro vai leiloar ferrovia Norte-Sul por 1/3 do que vale e 1/7 do que foi investido nela

Mapa do Brasil com a Ferrovia Norte-Sul

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Esse é o truque da dupla Guedes-Bolsonaro. Colocam o preço mínimo lá embaixo, e qualquer valor acima dele é chamado de sucesso.

O lance mínimo da concessão da ferrovia Norte-Sul, cujo o leilão ocorre nesta quinta-feira na Bolsa de Valores de São Paulo, deveria ser quase três vezes maior do que o que está previsto no edital. Para obter o contrato de operação do trecho central da ferrovia, considerada a espinha dorsal do desenvolvimento logístico do país, é necessário dar um lance pelo menos 1,3 bilhão de reais. Porém, o estudo que embasou a definição desse preço definido pelo Governo federal previa que esse trecho da ferrovia deveria ter a outorga mínima de 3,8 bilhões de reais. Este levantamento, chamado de estudo de avaliação econômica, é público. Foi elaborado em 2008 pela VALEC, a estatal responsável pelo planejamento e execução do sistema ferroviário brasileiro. Se os valores fossem atualizados, o lance deveria ser de 6,5 bilhões de reais.
O Ministério Público Federal, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União e a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária – entidade que representa os ruralistas – afirmam que há uma série de vícios nesse certame, mas nenhum dos alertas demoveu o Governo Jair Bolsonaro (PSL) de ir à frente com o plano. O Planalto ignorou a solicitação de adiamento do leilão, assinou um acordo com o MPF e viu o ministro Augusto Nardes, conselheiro do Tribunal de Contas da União, acatar todos os argumentos do Ministério da Infraestrutura, e garantindo a realização da disputa. [Fonte: El Pais]
Estão vendendo o Brasil como na xepa da feira.


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Vale lucra R$ 25,6 bi, mas tem mais 3 barragens com risco de ruptura iminente, além das tragédias de Brumadinho e Mariana

Vale de lama, Aroeira

Três barragens tiveram o nível de risco elevado para 3, que significa de ruptura iminente ou já ocorrendo. O alerta é para a barragem B3/B4, da Mina Mar Azul, em Macacos, e para Forquilha 1 e Forquilha 3, da Mina Fábrica, em Ouro Preto. [Fonte: Folha]
E só estamos sabendo desses riscos porque houve a tragédia de Brumadinho. Criminosa, porque eles sabiam que, se rompesse, como rompeu, os rejeitos arrasariam refeitório e alojamentos da Vale a pouca distância da represa.

Ninguém está preso. O presidente saiu para evitar a prisão. Mas todos deveriam estar em cana, ou pelo menos serem julgados pelo crime cometido. Porque não é possível que deixassem Brumadinho funcionar com a sede e o refeitório no caminho do rompimento.

Agora, são mais três, que estão no nível máximo de emergência, embora desativadas, mas correndo risco iminente de romperem e destruírem o que está ao redor.

No entanto, a Vale se prepara para anunciar um lucro de R$ 25,6 bilhões, boa parte dele conseguido com a economia das providências que deveria ter tomado para que não acontecessem as tragédias de Mariana e Brumadinho e as ameaças de agora.

Mas a Vale, sim, a Vale sente muito, lamenta muito. Tanto que, segundo a Folha, o balanço com o lucro bilionário vem "com uma fita preta de luto impressa na capa".


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Partido dos Bolsonaro nomeia irmã de milicianos presidente do diretório municipal no Rio

Val em uma festa ao lado dos irmãos, do senador Flávio Bolsonaro e do presidente Jair Bolsonaro

Valdenice de Oliveira Meliga, a Val, era da coordenação do PSL (o Partido dos Bolsonaro) no Rio de Janeiro. Também assinou cheques do senador Flávio Bolsonaro, durante a campanha.

Com o escândalo Queiroz (por onde andam Queiroz e o escândalo, hein Moro?), Flávio a afastou de lá, mas, na surdina, a nomeou agora presidente do diretório municipal do Rio.
Val é irmã dos milicianos gêmeos Alan e Alex Rodrigues de Oliveira, policiais militares presos na Operação Quarto Elemento, que investiga quadrilha de PMs especializada em extorsões. [Fonte: O Dia]

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Governo do Rio quer fazer com professor o que Folha fez com jornalista presa na ditadura: demitir por abandono de emprego

Pedro Mara e demissão de Rose Nogueira por abandono. Montagem

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É cruel, mas verdadeiro. Durante a ditadura, a jornalista Rose Nogueira foi presa pelos militares. A Folha sabia disso, mas, ainda assim, a demitiu por abandono de emprego, como se ela estivesse faltando por vontade própria. Contei essa história aqui, em 2009, Demitida pela Folha por abandono de emprego, quando jornal sabia que ela estava presa, torturada pela ‘ditabranda’.

Agora o governo do Rio ameaça fazer o mesmo com o professor Pedro Mara. Contei o drama de Mara aqui: Professor é a ligação entre Flávio Bolsonaro e assassino de Marielle e Anderson. Ele teve uma discussão com Flávio Bolsonaro (o Bolsonaro mais ligado às milícias) e ficou sabendo que seu nome esteve na mira das pesquisas do assassino de Marielle, o ex-PM Ronnie Lessa, matador do Escritório do Crime, ala dos milicianos especializada em assassinatos por encomenda.

Evidentemente, Mara deixou de ir à escola em que era diretor, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, mas agora pode ser demitido por abandono de emprego, exatamente como a jornalista da Folha na ditadura.
— Tive a minha vida investigada pelo Escritório do Crime, saí do Rio de Janeiro por um protocolo de segurança. E o que a Secretaria de Educação fez? Apesar de ter sido notificada formalmente pelo deputado Flavio Serafini (PSOL), presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, pela deputada Renata Souza (PSOL), presidente da Comissão de Direitos Humanos, e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), abriram o meu processo de exoneração por abandono de cargo por faltas. A Seeduc nunca me quis diretor de escola — disse Mara.[Fonte: O Globo]
Na prática, a ditadura está aí de novo.

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Moro quer reduzir imposto de cigarro para favorecer indústria nacional. Campanha antifumo 'não vem ao caso'

Moro cercado de fumaça

O ministro Sergio Moro quer aplicar a mesma visão curta que tinha como juiz agora como ministro da Justiça.
Moro criou um grupo de trabalho que tem por objetivo a realização de estudos para proposição de melhorias à política fiscal e tributária sobre cigarros fabricados no Brasil e para proposição de medidas que visem à redução do consumo de cigarros estrangeiros de baixa qualidade e contrabandeados "e que já ocupam ilegalmente parte significativa do mercado brasileiro, com danos à arrecadação tributária e à saúde pública".[Fonte: Estadão]
Para combater o contrabando de cigarros, que logicamente entram mais barato no país exatamente por serem contrabandeados, não pagarem impostos, em vez de botar a PF para trabalhar contra os contrabandistas, Moro criou um grupo de trabalho para estudar a possibilidade da redução de imposto sobre cigarro no Brasil para torná-lo competitivo com o contrabandeado.

Alguém já viu ideia mais idiota?

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Bolsonaro pode ser processado por crime de responsabilidade, se houver comemoração do golpe nos quartéis, diz desembargador

Desembargador Attié

O desembargador Alfredo Attié é presidente da Academia Paulista de Direito e diretor do Centro Internacional de Direitos Humanos de São Paulo (CIDHSP/APD).

No Blog do Frederico Vasconcelos na Folha, Attié critica de forma veemente a sugestão de que haja comemoração do golpe de 64 nos quartéis.

“Celebrar um golpe civil-militar contra a República e a Democracia é inadmissível.”
“Celebrar tortura, sequestro e assassinatos cometidos por agentes do Estado, ainda mais grave.”
“Seria o mesmo que comemorar a ascensão de ditadores, como Hitler, Salazar, Franco, Mussolini, Stalin, ao poder e elogiar seus crimes contra a humanidade.”
“Qualquer ato de celebração do golpe de 1964 deve ser tomado pelo que é: incitação a crime contra a humanidade, atentado contra a Constituição e os Tratados Internacionais. Não se trata apenas de provocação política irresponsável, mas quebra da ordem jurídica, que sujeita infratores a persecução penal.”
“O presidente da República, especialmente, sujeita-se a processo por cometimento de crime de responsabilidade.”


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