sexta-feira, 12 de abril de 2019

PF vê indícios de corrupção, lavagem de dinheiro e caixa 3 do presidente da Câmara Rodrigo Maia

Moro e Rodrigo Maia

Pode ser apenas coincidência, mas não faz muito tempo que Rodrigo Maia deu uma enquadrada no atual ministro da Justiça e chefe da PF, Sergio Moro, chamando-o de "funcionário do presidente".

A resposta parece ter vindo agora com um pedido da PGR Raquel Dodge ao ministro Fachin para que amplie o prazo de investigações da PF sobre Rodrigo Maia e seu pai César Maia, porque perícia da própria PF teria encontrado indícios de corrupção e lavagem de dinheiro dos dois.

O inquérito, aberto após a delação da Odebrecht, apura supostos pagamentos ilícitos a pai e filho entre 2003 e 2013. 
Segundo o delator Benedicto Júnior, Rodrigo Maia lhe pediu, em 2013, R$ 350 mil para o diretório fluminense do DEM, valor que teria sido entregue na casa do deputado. Já em 2010, solicitou R$ 600 mil para a campanha do pai.
Melo Filho, por sua vez, disse que Rodrigo lhe pediu dinheiro em 2013 a pretexto de quitar dívidas de campanha do ano anterior. De acordo com o delator, a negociação foi na época da tramitação de uma medida provisória no Congresso —a MP 613, que desonerava o setor de indústrias químicas, beneficiando diretamente a Braskem, petroquímica do grupo Odebrecht.
Além desse relatório recente, a PF já havia apontado em outro, do final de 2017, indícios de caixa três para campanhas de Rodrigo Maia. O deputado recebeu doações das empresas Praiamar e Leyroz Caxias Indústria Comércio e Logística, ligadas à Cervejaria Petrópolis, que fabrica a Itaipava.
Tanto o dono da cervejaria como o dono dessas duas empresas admitiram à polícia que fizeram as doações a pedido da Odebrecht. Em troca, a Petrópolis ganhava da empreiteira descontos na construção de suas fábricas. [Fonte: Folha]
O resultado da perícia ficou pronto em janeiro, mas o relatório da PF com o pedido da PGR só foram enviados nesta semana, três meses depois, ao STF.

Talvez um vazamento anterior do resultado da perícia esteja na raiz da cobrança feita por Moro sobre Rodrigo Maia e da resposta deste. Afinal, no momento, com as votações da reforma da Previdência e da lei anticrime de Moro quem está com o poder nas mãos é Rodrigo Maia, que comanda a Câmara. E Moro pode estar atacando com as armas de que dispõe.

Mas, qual o interesse em levantar esses casos justamente agora?


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