domingo, 18 de agosto de 2019

Nova reportagem da Vaza Jato mostra que Lava Jato fez até investigações Ilegais contra Lula, familiares e auxiliares. E não encontraram nada

Print reportagem Intercept

Dallagnol e procuradores da Lava Jato usaram fiscal da Receita em operações ilegais de quebra de sigilo em off


Nova reportagem da Vaza Jato, desta vez uma parceria da Folha com o The Intercept Brasil, mostra que a perseguição a Lula pela equipe da Operação Lava Jato apelou até para vias ilegais a fim de tentar encontrar alguma coisa que incriminasse o ex-presidente.

Mas não encontraram nada. Por isso Lula foi condenado por fator indeterminado e sem provas, num julgamento político para afastá-lo das eleições e colocar no poder o atual chefe de Moro, o presidente (eleito mediante fraude) Jair M. (de Morte) Bolsonaro.
O coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, e seus colegas em Curitiba recorreram em diversas ocasiões a um informante graduado dentro da Receita para levantar o sigilo fiscal de cidadãos sem que a Justiça tivesse autorizado a quebra.

Para obter os dados sigilosos, os procuradores recorreram ao auditor fiscal Roberto Leonel, que chefiava a área de inteligência da Receita em Curitiba, onde trabalhava. Leonel é hoje presidente do Coaf e foi levado ao governo de Jair Bolsonaro por Sergio Moro

Três dos casos encontrados nos diálogos envolvem a maior obsessão dos procuradores em todos os anos de conversas pelo Telegram, o nome mais citado entre todos: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em agosto de 2015, diante das notícias de que um sobrinho de Lula fizera negócios em Angola com ajuda do político e da Odebrecht, a primeira coisa que ocorreu ao procurador Roberson Pozzobon foi chamar Leonel. “Quero pedir via Leonel para não dar muito na cara, tipo pescador de pesque e pague rsrsrs”, disse numa mensagem a Dallagnol no grupo Chat FT MPF Curitiba 2.

No ano seguinte, entre janeiro e março, a força-tarefa pediu a Leonel que levantasse informações sobre uma nora de Lula e sobre o caseiro do sítio de Atibaia, propriedade à época registrada em nome de Fernando Bittar e Jonas Leite, e que era frequentada pelo ex-presidente. O caso levou à sua segunda condenação.


A investigação informal contra Lula e pessoas que o cercavam também incluiu o pedido, feito pelos procuradores, a informações sobre o patrimônio dos antigos donos do sítio, antes da propriedade ser comprada por Bittar e Leite. Na mesma época, os procuradores também solicitaram ao auditor informações sobre compras que a ex-primeira dama Marisa Letícia e os seguranças do casal teriam feito.

Em 15 de fevereiro daquele 2016, Dallagnol sugeriu aos colegas no grupo 3Plex que pesquisassem as declarações anuais de imposto de renda do caseiro Elcio Pereira Vieira, conhecido como Maradona. “Vcs checaram o IR de Maradona? Não me surpreenderia se ele fosse funcionário fantasma de algum órgão público (comissionado)”, disse. “Pede pro Roberto Leonel dar uma olhada informal”.

Leia a reportagem completa no Intercept.

Ainda assim, com todas as armações que a série de reportagens da Vaza Jato vem denunciando, os procuradores não encontraram nada, e o juiz Moro condenou Lula por uma reportagem de O Globo, em que a repórter afirma que alguém da assessoria de Lula teria sito que Lula era proprietário de um imóvel no prédio (o que era verdade: dona Marisa havia adquirido um imóvel - não o tríplex - na cooperativa) e uma delação premiada de Leo Pinheiro, sem uma única prova.

Parece piada, mas como não conseguiram provar que Lula era dono do tríplex, o condenaram também por ocultação de patrimônio, numa lógica circular de piada de português.




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