domingo, 2 de fevereiro de 2020

Atiradores batem recorde e compram tanta munição quanto as forças de segurança, 80% delas impossíveis de serem rastreadas

Print o Globo


São 32 milhões de projéteis, sendo 26 milhões sem qualquer marcação de lote inscrito no cartucho



Entre os 32 milhões de projéteis vendidos quantos o foram para milicianos e quantos outros cairão em suas mãos e nas de outros bandidos?

Pode estar se formando um exército de milicianos, graças à liberação e facilidades ordenadas pelo presidente (eleito mediante fraude) Jair Bolsonaro.


Dados inéditos sobre venda de munições no país apontam que os atiradores civis compraram em 2019, pela primeira vez, a mesma quantidade que as forças de segurança pública: cerca de 32 milhões de projéteis. A categoria foi destinatária de vários decretos do presidente Jair Bolsonaro com flexibilização de regras para adquirir armas e munições.

O volume comprado pelo grupo ainda superou em 143% o quantitativo de munições que o Exército informou ter adquirido (13,2 milhões) no ano passado. De 2018 para 2019, as compras diretas dos atiradores subiram 17,2%, enquanto o número de projéteis adquiridos pelos órgãos de segurança pública, incluindo as secretarias de gestão prisional, caiu 14,8%.

(...) A explosão na aquisição de munições por parte dos atiradores acende um alerta: o material adquirido pelo grupo não tem qualquer marcação de lote inscrito no cartucho. É com esse dado que investigadores podem rastrear a origem de projéteis encontrados em cenas de crime. Serve também para evitar e apurar desvios.

(...) Um dos decretos de Bolsonaro, de junho, aumentou a quantidade de munições permitidas aos atiradores. No nível mais elevado de destreza, era liberado comprar anualmente até 20 mil cartuchos novos e até 40 mil para calibres específicos (de menor potencial). Agora, é permitido comprar até mil munições por ano para cada arma de uso restrito e 5 mil para as de uso permitido. Com isso, o total liberado pode chegar a 180 mil projeteis ao ano por atirador, considerando aquisição para o limite máximo de 60 armas. [Renata Mariz, em O Globo]


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