terça-feira, 14 de julho de 2020

Protocolado 49º pedido de impeachment de Bolsonaro, mas o 'Cunha de Bolsonaro', Rodrigo Maia, já disse que não é hora


Entidades, movimentos sociais, artistas e intelectuais protocolaram hoje em Brasília o 49º pedido de impeachment de Jair Bolsonaro.

Em 133 páginas são elencados os crimes de responsabilidade do presidente nos seus pouco mais de 18 meses de mandato.

Ataques aos outros poderes, à imprensa, gabinete de ódio e a calamitosa gestão da pandemia da COVID-19 estão enumerados no pedido.

Assinam artistas e intelectuais, , como Chico Buarque, Fábio Konder Comparato, Maria Victoria Benevides, Margarida Genevois, Luiz Gonzaga Belluzzo, Beatriz Bracher, Arrigo Barnabé, Milton Hatoum, Alice Ruiz, Pinky Wainer, Fernando Morais, Nuno Ramos, Sérgio Mamberti, Lilia Schwarcz, Daniela Thomas, Bernardo Carvalho, Marcelo Coelho, José Miguel Wisnick, João Silvério Trevisan, Luiz Ruffato, Marcos Nobre, Jorge da Cunha Lima.

Também assinam entidades e movimentos sociais, como Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento Negro Unificado (MNU), União Nacional dos Estudantes (UNE), Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), ISA — Instituto Socioambiental, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT) e Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD). [Folha]

No entanto, o "Eduardo Cunha de Bolsonaro" e presidente da Câmara Rodrigo Maia já mandou recado em uma entrevista à Rádio Metrópole, de Salvador.
Maia afirmou que iniciar um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro aprofundaria ainda mais a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.
Na avaliação do parlamentar, um eventual afastamento do presidente do cargo é uma "decisão política", e os impactos da covid-19 já são grandes sem estarem envoltos em uma crise política "ainda mais profunda". "O nosso papel é o de fazer essa construção de um diálogo junto com o Executivo e o Judiciário", disse.  [Estadão]
Como aconteceu com Eduardo Cunha, que havia recebido pedidos de impeachment de Dilma, quando era presidente da Câmara, e não via motivo (que nunca houve) nem clima para isso, até que Dilma não atendeu a um pedido para livrar sua cara num processo e o impeachment saiu.

O mesmo acontece com Maia. Pilotando as movimentações da Casa, nada como ter um presidente fraco na sua mão. Seu partido, DEM, bem como outros partidos do Centrão, vem recebendo afago$ constantes de Bolsonaro.

Maia também tem uma acusação de corrupção na Odebrecht, por enquanto estacionada. O Botafogo, como era chamado, é acusado de ter recebido R$ 350 mil, por fora.

Enquanto o vento estiver a seu favor, o impeachment não sai. E o Brasil segue ladeira abaixo, cada dia pior em todas as áreas, porque Rodrigo Maia acha que o impeachment "aprofundaria a crise", quando Bolsonaro é a própria crise.



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