sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Ministério da Defesa protege garimpo ilegal e proíbe Ibama de fiscalizar garimpeiros em terras munduruku


Em conformidade com a política de Jair Bolsonaro de destruir a demarcação do território dos indígenas e povos históricos, o ministério da Defesa simplesmente proibiu que três helicópteros de Ibama levantassem voo e fossem fiscalizar a garimpagem desenfreada em terras munduruku, no sudoeste do Pará.
As aeronaves integram uma operação contra o garimpo ilegal de ouro na região. Na véspera, agentes do órgão ambiental haviam destruído equipamentos para extração do mineral dentro da Terra Indígena Munduruku.
A ordem foi dada pelo major-brigadeiro do Ar Arnaldo Augusto do Amaral Neto à diretoria do Ibama, aparentemente em reação a protestos.
A paralisação da fiscalização expõe divergências na atuação do Ibama e das Forças Armadas, responsáveis pela Operação Verde Brasil 2, de combate a ilícitos ambientais na Amazônia. Os militares têm se oposto à destruição de equipamentos de infratores ambientais, prática permitida pela atual legislação.
Em nota, o Ministério da Defesa informou que as ações na TI Munduruku "foram interrompidas para reavaliação", mas que "a Operação Verde Brasil 2, de combate a delitos ambientais na Amazônia Legal, continua em andamento".
O garimpo ilegal de ouro tem aliciado mundurucus e provocado grande destruição nos afluentes do rio Tapajós, conhecido mundialmente pelas praias de Alter do Chão, perto de Santarém, no oeste do Pará.
Uma perícia da PF calculou que os garimpos ilegais de ouro despejam no rio Tapajós o equivalente a um acidente da Samarco a cada 11 anos. Os sedimentos alteram a cor até da água nas praias de Alter, localizadas a centenas de quilômetros, na foz —o Tapajós desagua no rio Amazonas.
O garimpo e a mineração são ilegais em terras indígenas, mas a atividade tem aumentado em meio ao aumento do preço do ouro e a promessas do presidente Jair Bolsonaro de regularizar a atividade —uma proposta do governo tramita no Congresso.[Folha]
Alter do Chão é um paraíso, que está sendo destruído pouco a pouco pelo garimpo. Pelo desejo de Bolsonaro de desconstruir o Brasil [confira aqui em Destruição do Brasil por Bolsonaro não é loucura, é projeto político. Vídeo de Antonio Mello] , confirmado em jantar de gala nos Estados Unidos, pode ser mais uma vítima de seu governo.

Confira abaixo um pouco da beleza de Alter do Chão.





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