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Ministério da Defesa protege garimpo ilegal e proíbe Ibama de fiscalizar garimpeiros em terras munduruku


Em conformidade com a política de Jair Bolsonaro de destruir a demarcação do território dos indígenas e povos históricos, o ministério da Defesa simplesmente proibiu que três helicópteros de Ibama levantassem voo e fossem fiscalizar a garimpagem desenfreada em terras munduruku, no sudoeste do Pará.
As aeronaves integram uma operação contra o garimpo ilegal de ouro na região. Na véspera, agentes do órgão ambiental haviam destruído equipamentos para extração do mineral dentro da Terra Indígena Munduruku.
A ordem foi dada pelo major-brigadeiro do Ar Arnaldo Augusto do Amaral Neto à diretoria do Ibama, aparentemente em reação a protestos.
A paralisação da fiscalização expõe divergências na atuação do Ibama e das Forças Armadas, responsáveis pela Operação Verde Brasil 2, de combate a ilícitos ambientais na Amazônia. Os militares têm se oposto à destruição de equipamentos de infratores ambientais, prática permitida pela atual legislação.
Em nota, o Ministério da Defesa informou que as ações na TI Munduruku "foram interrompidas para reavaliação", mas que "a Operação Verde Brasil 2, de combate a delitos ambientais na Amazônia Legal, continua em andamento".
O garimpo ilegal de ouro tem aliciado mundurucus e provocado grande destruição nos afluentes do rio Tapajós, conhecido mundialmente pelas praias de Alter do Chão, perto de Santarém, no oeste do Pará.
Uma perícia da PF calculou que os garimpos ilegais de ouro despejam no rio Tapajós o equivalente a um acidente da Samarco a cada 11 anos. Os sedimentos alteram a cor até da água nas praias de Alter, localizadas a centenas de quilômetros, na foz —o Tapajós desagua no rio Amazonas.
O garimpo e a mineração são ilegais em terras indígenas, mas a atividade tem aumentado em meio ao aumento do preço do ouro e a promessas do presidente Jair Bolsonaro de regularizar a atividade —uma proposta do governo tramita no Congresso.[Folha]
Alter do Chão é um paraíso, que está sendo destruído pouco a pouco pelo garimpo. Pelo desejo de Bolsonaro de desconstruir o Brasil [confira aqui em Destruição do Brasil por Bolsonaro não é loucura, é projeto político. Vídeo de Antonio Mello] , confirmado em jantar de gala nos Estados Unidos, pode ser mais uma vítima de seu governo.

Confira abaixo um pouco da beleza de Alter do Chão.





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Sob Bolsonaro, queimadas aumentam 83% e multas do Ibama caem 39%

Tocha Humana, Bolsonaro

Queimadas na Amazônia não são acaso mas política do governo Bolsonaro


Quando, entre suas primeiras decisões como presidente (eleito mediante fraude), Bolsonaro mandou demitir o fiscal do Ibama que o multara em 2012 por pescar em local em que até a presença humana é proibida, ele mandou um recado ao órgão, que cuida do meio ambiente, e ao agronegócio: queimem que o Ibama não vem aí.

Não adianta querer tapar o sol com a peneira nem acusar o equívoco de fotos de queimadas antigas como responsáveis pelo que seria uma criação artificial do aumento do número de queimadas.

Não é artificial. É real.
Até 19 de agosto deste ano, o Brasil registrou 72,8 mil focos de incêndio, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número representa um aumento de 83% em relação ao mesmo período do ano passado.
No momento há 2500 focos ativos de queimadas na Amazônia brasileira. [Folha]
Ao mesmo tempo, as multas aplicadas por um Ibama desmobilizado por ordem presidencial caíram 39% sob Bolsonaro.

Basta ligar os pontos para ver que as queimadas não são frutos do acaso, da época seca ou de protestos de ONGs. As queimadas são política de governo de Bolsonaro.

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Bolsonaro calunia pai de presidente da OAB e manda Petrobras cancelar contrato com seu escritório de advocacia

Felipe Santa Cruz

Embora tenha vencido uma causa de R$ 5 bi para a Petrobras, escritório de Felipe Santa Cruz teve contrato encerrado


O estilo Bolsonaro é o de sempre: passa pano para amigos pra lá de suspeitos e ataca duramente aqueles a quem julga inimigos.

Foi assim com o fiscal do Ibama José Olímpio Augusto Morelli, que o multou em 2012, ainda como deputado. Ao assumir a presidência, uma das primeiras iniciativas de Bolsonaro foi mandar demiti-lo.

O mesmo acontece com as áreas que sempre protestaram contra sua candidatura: Educação, Cultura, Ciência, Tecnologia, Direitos Humanos, que têm suas pastas esvaziadas;

O mesmo com a região Nordeste, onde foi amplamente derrotado nas eleições, que recebeu apenas 2% das verbas de investimentos da Caixa que costumavam irrigar a região.

Agora, aconteceu com o presidente da OAB. Desgostoso com a entidade, que proibira o acesso da polícia federal ao conteúdo de conversas grampeadas dos advogados de Adélio (como manda a Constituição), Bolsonaro criticou a OAB e mandou recado sinistro a seu presidente, dizendo que sabia como seu pai (mais uma fake new), desaparecidono caso, assassinado pela ditadura em 1974, havia morrido.

Não satisfeito com sua atitude nojenta, Bolsonaro mandou a Petrobras cortar contrato com o escritório de advocacia de Felipe Santa Cruz.
O escritório atuava em causas trabalhistas. No ano passado, venceu uma causa estimada em R$ 5 bilhões que seriam pagos como horas extras atrasadas a funcionários embarcados nas plataformas de petróleo da estatal.
O julgamento, no TST (Tribunal Superior do Trabalho) foi apertado: 6 votos a favor e 5 contrários.
"Era uma ação rescisória, algo como ressuscitar alguém que morreu. Eu salvei a empresa na causa trabalhista mais grave que ela já enfrentou", afirma Santa Cruz.
Ele afirma que entrará na Justiça com uma ação para reparação de danos. "Há claramente uma perseguição política em curso", diz. [Folha]





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Presidente da Caixa, que negou dinheiro ao Nordeste, é genro de Leo Pinheiro, responsável por condenação de Lula

Bolsonaro com denúncia sobre Caixa e Nordeste

O mundo gira, a Lusitana roda, o mundo dá voltas, uma mão lava a outra e outros chavões e ditos populares se confirmam mais uma vez


Após ser condenado a vários anos de cadeia por Moro, Leo Pinheiro insistia que o tríplex não era de Lula. Sua pena foi aumentada.

Então, Leo Pinheiro, da OAS, mudou o depoimento e acusou Lula de ser o proprietário do tríplex, um dos dois fatores em que se baseou Moro para condenar Lula - o outro foi uma reportagem (???) de O Globo.

Lula é preso, tem direitos políticos cassados e não pode concorrer. Sem a concorrência de Lula, que liderava com folga todas as pesquisas, Bolsonaro ganha e nomeia o genro de Leo Pinheiro presidente da Caixa.

Como o Nordeste votou em Massa em Haddad, o presidente da Caixa, a mando de Bolsonaro, entrega apenas 2% do que costumava oferecer em créditos para a região.

Porque Bolsonaro é assim, vingativo, como mostrou no caso do fiscal do Ibama que o multou. Uma das primeiras medidas de Bolsonaro como presidente foi demiti-lo.

Está aí a linha do tempo que explica a punição ao Nordeste: Moro - Leo Pinheiro - Moro - Lula preso - eleição de Bolsonaro - genro de Leo nomeado para a Caixa - Caixa corta em 98% créditos para o Nordeste, que não votou em Bolsonaro.

Se é Brasil acima de tudo, para Bolsonaro o Nordeste não é Brasil.





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