quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

A 2 meses das eleições de 2018, Lula tinha 20 pontos de vantagem sobre Bolsonaro. 9 dias depois teve sua candidatura cassada


Não foi o antipetismo nem um suposto ódio ao PT e especialmente a Lula. Foi o golpe político-midiático-judicial.
 
A dois meses das eleições de 2018, em 22 de agosto, o Datafolha confirmava pesquisa Ibope publicada dias antes e mostrava Lula exatos 20 pontos à frente de Bolsonaro: 39 a 19. Num hipotético segundo turno a vantagem se mantinha: 52 a 32.
 
Lula tinha mais intenção de votos do que a soma de Bolsonaro, Marina, Alckmin e Ciro: 39 a 38.
 
Para os ciristas: nessa mesma pesquisa, num hipotético segundo turno, havia um empate na margem de erro, com uma vantagem de apenas 3 pontos para Ciro: 38 a 35. Marina batia Bolsonaro por 45 a 34. E Alckmin por  38 a 33.

Como publiquei aqui em 31 de outubro de 2018 e repito a seguir, não foi o antipetismo, foi a fraude:

Tuíte do diretor do Datafolha falando da fraude no WhatsApp


Seguindo a lenga-lenga da mídia, a quem interessa derrota do PT, de quase todos os seus analistas, e até do raivoso e frustrado perdedor Ciro Gomes, foi o antipetismo que derrotou Haddad.

É mentira. Basta olhar os números das pesquisas Ibope e Datafolha e compará-los com o que veio a seguir e que depois se descobriu, na nunca por demais incensada reportagem de Patricia Campos Mello, a fraude de fake news no WhatsApp em favor de Bolsonaro, patrocinada por empresários - uma dupla ilegalidade: as calúnias e mentiras, e o financiamento da campanha por empresários como caixa 2.

Até o dia 29 de setembro, mostram as pesquisas, o cenário era de subida de Haddad e estagnação de Bolsonaro. Em 29 de setembro, dia da grande manifestação #EleNão das mulheres, quando centenas de milhares delas foram às ruas, o cenário do segundo turno nos dois institutos era:



Reparem que nas duas pesquisas Haddad vencia Bolsonaro. No Datafolha com seis pontos de vantagem. Onde o antipetismo está aí? Como se explica o antipetismo então?

Não cola. Haddad subia constantemente. Bolsonaro estava parado e só começou a subir após a manifestação, segundo analistas apressados, ou após o WhatsApp ter disparado mais de 80 milhões de mensagens caluniosas contra Haddad, relacionando-o a pedofilia, ao kit gay, às mamadeiras com bico em forma de pênis. Essa a razão verdadeira.

Está aí, na fraude eleitoral, a razão da derrota de Haddad. Se não fosse a fraude, até agora impune, muito provavelmente Haddad teria vencido, como era a tendência em todas as pesquisas.

Não é que não exista antipetismo. Existe, mas a faixa dele é histórica, em torno dos 30%. A fraude em favor de Bolsonaro, usando "decência" como tema de campanha, influenciada por FHC, como mostrei aqui (FHC, via Xico Graziano, deu o tema da campanha de Bolsonaro ), retirou votos de eleitores tradicionais do PT, assustados com as afirmações caluniosas.

Vamos esperar que a Justiça se faça e a candidatura de Bolsonaro seja impugnada por fraude. É o mínimo que se pode esperar.

Até lá, vamos responsabilizar quem de direito: a fraude de empresários em favor de Bolsonaro no WhatsApp. Eles viraram o jogo em favor de Bolsonaro.

Isso tudo sem esquecer Lula, que seria o candidato do PT, caso o golpe de sua prisão política não o afastasse da disputa. 

Aqui, um apanhado das fraudes:






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