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Globo tem pré-candidato para presidente em 2026? É o que parece

Ontem, uma reportagem do Jornal Nacional mostrou a prisão de uma quadrilha, que fraudava licitações públicas em São Paulo.

O objetivo aqui não vai ser a notícia, mas a estrutura dela, como ela é montada para causar uma certa percepção no público — no caso, o telespectador do Jornal Nacional.

Todas as informações foram retiradas da reportagem.

  • Uma denúncia anônima, em 2023, despertou a atenção de um grupo de promotores do Ministério Público...
  • Ao investigar o caso, os promotores descobriram...
  • O esquema, segundo o MP, contava com três núcleos...
  • "A investigação demonstrou que esses membros da facção criminosa adotavam posturas de violência, de grave ameaça, com a finalidade de excluir concorrentes", conta o promotor de Justiça...
  • Ainda segundo os promotores...
  • "Um crescimento espantoso no número de captação de contratos, principalmente contratos públicos. Em coisa de cinco anos, as empresas mais do que multiplicaram por 10 os seus rendimentos, o seu capital social. Só uma delas tem contratos, nos últimos cinco anos, de mais de R$ 200 milhões", acrescenta [o promotor] Frederico. 
  • Os promotores disseram que essa operação não tem...

Para coroar a reportagem, o JN traz a palavra daquele que parece ser o pré-candidato da Globo em 2026, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas, que faz um discurso grandiloquente e assume como dele um trabalho feito pelo MPSP.

"Isso mostra uma face do crime, crime que está ficando cada vez mais ousado. Um crime que está se infiltrando no poder político, um crime que está lavando dinheiro cada vez mais em atividades lícitas e está ficando cada vez mais poderoso. É um grande risco para o Brasil, é um risco para o nosso estado. Isso aí subtrai divisa, isso aí acaba com atividades produtivas, isso traz a competição desleal e mantém essa massa criminosa operando. É mais uma operação. Acontecerão outras, tem outras sendo gestadas, e esse combate ao crime organizado não vai cessar".

Uma operação que teve seu início a partir de uma denúncia anônima feita ao MPSP e foi inteiramente investigada por ele. 

É bom frisar que o Ministério Público, embora faça parte do Executivo, detém independência funcional, financeira e administrativa. Portanto não depende do governador de plantão para agir ou deixar de agir.

A cratera do metrô

Essa reportagem do JN lembra uma outra, com a mesma operação da notícia para causar determinada emoção no telespectador: a da cratera do metrô.

O governador da época era o tucano José Serra, e a Globo uma ferrenha apoiadora.

Um acidente numa obra do metrô de São Paulo para construção da estação Pinheiros causou uma imensa cratera. Sete pessoas morreram soterradas: o motorista de um caminhão que trabalhava na construção, o motorista e o cobrador de um ônibus engolido pela cratera, dois passageiros e dois pedestres.

Um ano depois a situação continuava a mesma. Mas o Jornal Nacional encontrou um meio de transformar uma notícia negativa num fato positivo, que gerou emoção no telespectador:

Naquele sábado a cratera do metrô de São Paulo completou um ano. Uma cratera que vitimou sete pessoas. Nem o laudo com as causas do acidente foi apresentado à população. E como o JN tratou o assunto?

Começou com uma homenagem, na cabeça, lida por Renato Machado:
As vítimas do desabamento de um trecho das obras do metrô de São Paulo foram homenageadas hoje - quando o acidente completou um ano.
Depois, algumas informações:
O acesso ao local do acidente continua interditado. Estão interditados 21 imóveis. O laudo técnico sobre as causas e os possíveis culpados não foi concluído. Deveria ter ficado pronto em outubro do ano passado, mas foi adiado para março.
Alguma sonora? Alguma entrevista com o governador ou responsável pelo desastre? Alguma cobrança? Por que nem o laudo ficou pronto? Por que a área continuava interditada? Nada.

Em seguida vem o final:
Entre os veículos soterrados estava um micro-ônibus que passava pelo local.
Nele estava o marido de Thays Gomes, o cobrador do ônibus. Grávida na época do acidente, ela esperava Cauã, hoje com quase um ano.
Revolta de Thays com a perda do marido? Reclamação contra o governo? Nada disso, segundo a reportagem. Sobre imagens de uma alegre e inocente criança brincando, o repórter prossegue, antes da sonora de Thays:
Ela diz que guarda boas lembranças do marido apesar de tanto sofrimento.
“Uma coisa boa foi o meu filho, o nosso filho”, diz Thays.
Pois é, da cratera do metrô ficou uma coisa boa... O nosso filho: dela, do marido morto, da cratera do metrô e do Jornal Nacional.




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Afinal, urnas eletrônicas são seguras? Ninguém tem acesso ao código-fonte? Saiba aqui

Nesta terça, dia 30, a Sociedade Brasileira de Computação (SBC) finalizou a inspeção do código-fonte das urnas eleitorais que serão utilizadas nas eleições municipais deste ano.

De acordo com o representante da entidade, Roberto Samarone, o sistema eletrônico de votação possui recursos avançados de segurança. "Sempre buscamos falhas ou fragilidades, mas, até o momento, nós não encontramos nenhum tipo, nem falha, nem fragilidade”, afirmou.

A fiscalização da integridade e da segurança das urnas eletrônicas prosseguirá até setembro, quando o TSE realizará a lacração dos sistemas que serão inseridos nas urnas eletrônicas.

O código-fonte (aquele que Jair Bolsonaro e seguidores dizem que ninguém pode acessar) está aberto à fiscalização pública desde 4 de outubro do ano passado. Desde aquele dia, está à disposição para auditoria, fiscalização e análises por entidades fiscalizadoras interessadas, como instituições públicas, órgãos federais, partidos políticos, universidades e a sociedade civil. 

Não adianta espalhar fake news após perder as eleições. Todos os partidos podem fiscalizar o código-fonte das urnas. Está aberto a todos eles, inclusive o PL de Bolsonaro. O União Brasil fez a auditoria em dezembro passado. No dia 20 de fevereiro, será a vez de representantes do Senado.

Como afirmou o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, quando da abertura do código-fonte em outubro passado:

“O Tribunal Superior Eleitoral está sempre aberto a todos aqueles que queiram auxiliar, a todos aqueles que queiram fiscalizar, todos aqueles que queiram melhorar a forma como nós exercemos a nossa democracia, com absoluta certeza que, em 2024, teremos mais um ciclo democrático, mais uma eleição, com total tranquilidade, total transparência para que nós possamos solidificar cada vez mais a nossa democracia”.

Portanto, quem diz que não tem acesso ao código-fonte, mente. Quem diz que as urnas não são seguras, deveria provar. Está aí o código-fonte aberto.

Até hoje, desde 1996, há quase 30 anos, quando a votação passou a ser feito com as urnas eletrônicas, ninguém conseguiu encontrar uma falha que possibilitasse fraude no sistema.





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Americanas: Fraude dos bilionários daria para pagar um salário mínimo por mês a 100 mil brasileiros por 30 anos

Este é o verdadeiro tamanho do rombo das Americanas. Que na verdade não é "das Americanas" é o rombo (roubo?) "dos bilionários donos das Americanas". 

Pelo menos da última vez em que foi noticiado. Porque aos poucos a sujeira vai sendo jogada para baixo do tapete e a notícia vai sumindo da mídia, até desaparecer por completo e ficar tudo por isso mesmo. 

Menos para os trabalhadores, que estão sendo demitidos desde o primeiro dia em que a fraude bilionária foi descoberta. Aliás, descoberta ela já havia sido. Pelos bilionários. Nós é que só ficamos sabendo depois que ela foi revelada, pois o rabo estava maior do que o gato e não dava mais para esconder.

Mas a gente fala em R$47 bilhões, sabe que é muuuuito dinheiro, mas só tem a dimensão real do tamanho que este valor significa, quando ele pode ser comparado com unidades que a gente compreenda. Caso contrário é só uma montanha de dinheiro.

Muita gente já viu a comparação entre milhão e bilhão relacionada a segundos. 1 milhão de segundos equivalem a uma semana, 4 dias e uns quebrados. Agora, 1 bilhão de segundos são 32 anos. De uma semana e meia para 32 anos. Essa é a diferença entre milhão e bilhão.

Os R$ 47 bilhões desviados pelos bilionários na fraude das Americanas dariam para pagar um salário mínimo mensalmente a 100 mil brasileiros durante 30 anos.

100.000 (número de trabalhadores) x 1320 (salário mínimo atual) x 360 (número de meses de 30 anos) = 47 bilhões e 520 milhões de reais.

E, se a gente não ficar lembrando, vai cair no esquecimento e na impunidade.


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Filhos de Trump diante da lei por fraude milionária

Donald Trump Jr, Eric Trump e sua irmã Ivanka Trump vão testemunhar no processo em que são co-réus na ação movida pela procuradora-geral de Nova York, Letitia James, que acusa o ex-presidente Donald Trump de inflacionar o valor de suas propriedades, numa fraude de US$250 milhões.

Os filhos eram os responsáveis pelas Organizações Trump, enquanto o pai era o presidente dos Estados Unidos.

O juiz supervisor do caso, Arthur Engoron, já afirmou que Trump mentiu sobre a saúde financeira de suas empresas, que tiveram seus valores inflados em bilhões de dólares para conseguir taxas mais baixas em empréstimos bancários.

Donald Trump Jr vai ao tribunal hoje, Eric amanhã, o pai na próxima segunda e Ivanka na próxima terça.

Trump nega tudo, reclama do que chama de perseguição aos filhos, acusa a promotora e o juiz de motivações político partidárias e "caça às bruxas". 

Ele já havia declarado que deveria ter direito a um júri e que todo o processo é "ridículo".


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'Urge colocar um cabresto na cabeça do presidente da República'


Mais um excelente artigo de Dorrit Harazim em O Globo:  
Urge colocar um cabresto na cabeça do presidente da República, Jair Bolsonaro. E calibrar rápido essas correias para frear o insano galope presidencial em curso. Como demonstrou o engavetamento do processo disciplinar contra o general da reserva e ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, o desfibrilado Alto-Comando do Exército abriu porteira a uma anarquia fardada de cima para baixo. Com as PMs de vários estados já bandeadas como linha de frente do capitão, Bolsonaro sabe que também pode contar com a confraria fortemente armada das milícias, que aguarda apenas a ordem para sair das sombras e atropelar o que resta de Brasil civil e civilizado. Uma pesquisa de julho do ano passado já mostrava que 12% dos policiais militares eram favoráveis à prisão de ministros do STF e ao fechamento do Congresso.

As minudências do “episódio/provocação Pazuello”, desencadeado por Bolsonaro, conseguiram eclipsar por um dia outras constantes nacionais como o descontrole da Covid-19, cuja curva de mortandade aponta para a inimaginável marca de 500 mil vidas descartadas, além de 13 estados com UTIs novamente lotadas e uma CPI que desenterra os porões da (ir)responsabilidade do governo. O desmatamento da Amazônia também acaba de atingir o pior índice para maio desde 2016, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), enquanto a brutalidade policial contra o cidadão comum está cada dia mais escancarada. É um desmatamento institucional de vidas — a humana, a animal, a ambiental, a política —pela força.

Não bastasse, ainda temos a Copa América, rebatizada de Copa das Cepas pelo escritor Ruy Castro. Se é que Copa haverá. A absurda realização do evento deslocado às pressas para solo brasileiro, com a participação de dez seleções e um número indefinido de possíveis variantes do vírus, corre o risco de ter apenas um torcedor desvairado —Jair Bolsonaro. Além, é claro, da quadrilha de sempre — a CBF. O presidente apostou forte no poder anestesiante de uma bola rolando em estádios, com um possível triunfo da seleção canarinho.

Errou feio.

Cinquenta e um anos atrás, outro capitão, o jogador Carlos Alberto, tornara o Brasil o primeiro tricampeão do mundo ao marcar o último gol do histórico 4 a 1 contra a Itália, no México. Naquele junho de 1970, vivia-se aqui a fase mais repressiva da ditadura militar, mas a pátria dos “90 milhões em ação” comemorou como se não houvesse o amanhã da tortura, dos mortos e desaparecidos, do aniquilamento da vida nacional. Naqueles anos sombrios, venceu o “Ame-o ou deixe-o”.

Desta vez, será diferente: essa Copa bolsonarista tem tudo para dar errado. O enjeitado torneio, expelido da Colômbia e da Argentina por motivos diferentes, fará pouso arriscado num país que se arrasta em 79º lugar entre 180 países no ranking mundial de vacinados com duas doses. Somada à notícia de que vários convocados da seleção canarinho, atuantes em times europeus, poderão até desistir de jogar —seja por pressão, precaução ou convicção —, deve ter acendido alerta brabo nos organizadores. Mesmo que o evento seja disputado nos quatro estados acordados, a possibilidade de um desempenho pífio do Brasil agravará o efeito político bumerangue da coisa.

A propensão de Bolsonaro por gerar crises e planejar estultices é deliberada, fruto de sua insegurança conspiratória na Presidência. Impregnado de estratagemas usados à exaustão por Donald Trump, o primeiro presidente dos Estados Unidos a utilizar a expressão “meus generais” e a tentar um autogolpe para manter-se no poder apesar de derrotado nas eleições, o capitão no Planalto já quase oficializou sua estratégia para 2022, caso saia surrado nas urnas: simplesmente invalidar o resultado, convencer seus apoiadores de que houve fraude e convocá-los a mantê-lo no poder somando o uso da força ao caos nacional.

Convém não esquecer que, embora o assalto ao Congresso promovido por Trump não tenha conseguido impedir a posse de Joe Biden em 2021, a ala majoritária do Partido Republicano sustenta até hoje que o processo eleitoral foi fraudado e promete troco nas próximas eleições legislativas (2022) e presidenciais (2024). As conspirações para abalar a democracia nos Estados Unidos são bem financiadas, persistentes e alarmantes. Felizmente, nem todas chegam ao desvario do general da reserva Michael Flynn. Semanas atrás, o ex-assessor de Segurança Nacional de Trump sugeriu publicamente que as Forças Armadas dos EUA dessem um golpe de Estado semelhante ao dos militares de Mianmar, que causou perto de 800 mortes quatro meses atrás.

Tempos brabos, em resumo. Portanto, tempos de o Brasil encarar o pesadelo nacional de olhos bem abertos.






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A 2 meses das eleições de 2018, Lula tinha 20 pontos de vantagem sobre Bolsonaro. 9 dias depois teve sua candidatura cassada


Não foi o antipetismo nem um suposto ódio ao PT e especialmente a Lula. Foi o golpe político-midiático-judicial.
 
A dois meses das eleições de 2018, em 22 de agosto, o Datafolha confirmava pesquisa Ibope publicada dias antes e mostrava Lula exatos 20 pontos à frente de Bolsonaro: 39 a 19. Num hipotético segundo turno a vantagem se mantinha: 52 a 32.
 
Lula tinha mais intenção de votos do que a soma de Bolsonaro, Marina, Alckmin e Ciro: 39 a 38.
 
Para os ciristas: nessa mesma pesquisa, num hipotético segundo turno, havia um empate na margem de erro, com uma vantagem de apenas 3 pontos para Ciro: 38 a 35. Marina batia Bolsonaro por 45 a 34. E Alckmin por  38 a 33.

Como publiquei aqui em 31 de outubro de 2018 e repito a seguir, não foi o antipetismo, foi a fraude:

Tuíte do diretor do Datafolha falando da fraude no WhatsApp


Seguindo a lenga-lenga da mídia, a quem interessa derrota do PT, de quase todos os seus analistas, e até do raivoso e frustrado perdedor Ciro Gomes, foi o antipetismo que derrotou Haddad.

É mentira. Basta olhar os números das pesquisas Ibope e Datafolha e compará-los com o que veio a seguir e que depois se descobriu, na nunca por demais incensada reportagem de Patricia Campos Mello, a fraude de fake news no WhatsApp em favor de Bolsonaro, patrocinada por empresários - uma dupla ilegalidade: as calúnias e mentiras, e o financiamento da campanha por empresários como caixa 2.

Até o dia 29 de setembro, mostram as pesquisas, o cenário era de subida de Haddad e estagnação de Bolsonaro. Em 29 de setembro, dia da grande manifestação #EleNão das mulheres, quando centenas de milhares delas foram às ruas, o cenário do segundo turno nos dois institutos era:



Reparem que nas duas pesquisas Haddad vencia Bolsonaro. No Datafolha com seis pontos de vantagem. Onde o antipetismo está aí? Como se explica o antipetismo então?

Não cola. Haddad subia constantemente. Bolsonaro estava parado e só começou a subir após a manifestação, segundo analistas apressados, ou após o WhatsApp ter disparado mais de 80 milhões de mensagens caluniosas contra Haddad, relacionando-o a pedofilia, ao kit gay, às mamadeiras com bico em forma de pênis. Essa a razão verdadeira.

Está aí, na fraude eleitoral, a razão da derrota de Haddad. Se não fosse a fraude, até agora impune, muito provavelmente Haddad teria vencido, como era a tendência em todas as pesquisas.

Não é que não exista antipetismo. Existe, mas a faixa dele é histórica, em torno dos 30%. A fraude em favor de Bolsonaro, usando "decência" como tema de campanha, influenciada por FHC, como mostrei aqui (FHC, via Xico Graziano, deu o tema da campanha de Bolsonaro ), retirou votos de eleitores tradicionais do PT, assustados com as afirmações caluniosas.

Vamos esperar que a Justiça se faça e a candidatura de Bolsonaro seja impugnada por fraude. É o mínimo que se pode esperar.

Até lá, vamos responsabilizar quem de direito: a fraude de empresários em favor de Bolsonaro no WhatsApp. Eles viraram o jogo em favor de Bolsonaro.

Isso tudo sem esquecer Lula, que seria o candidato do PT, caso o golpe de sua prisão política não o afastasse da disputa. 

Aqui, um apanhado das fraudes:






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Em delação premiada, Sérgio Cabral incrimina Globo. Ela sabia que Olimpíadas do Rio foram compradas e lucrou com isso


O Jornal da Record publica trecho de um vazamento da delação premiada de Sergio Cabral. A reportagem informa que um dos Marinho donos da Globo teve uma reunião com Cabral no Palácio do governo, em que queria saber das negociações sobre as Olimpíadas do Rio.

Na ocasião, Sergio Cabral informou ao dono da Rede Globo que as Olimpíadas estavam garantidas porque foram compradas.

A Rede Globo não informou à população sobre a negociata e tratou de comprar os direitos exclusivos de transmissão, pois tinha nas mãos a informação que nenhuma outra concorrente tinha, a da garantia de que as Olimpíadas seriam no Rio, logo, no Brasil.

Assista à reportagem.




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Lava Jato deu prejuízo milionário, apagou gravações e fraudou direcionamento de processos, o que pode anular sentenças - acusa Conjur


O site Consultor Jurídico fez série de reportagens com críticas à Lava Jato. Baseado nelas o Ministério Público pediu ao TCU que investigue a Lava Jato, o que pode levar até a nulidade de processos, como o do presidente Lula.
Com base em reportagens da ConJur, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pediu nesta terça-feira (30/6) que a corte apure se a autodenominada "força-tarefa da lava jato" no Paraná cometeu irregularidades na compra, uso e desaparecimento de aparelhos de interceptação telefônica e na rotina de distribuição de processos.
A ConJur afirmou, em notícias publicadas na sexta (26/6) e na segunda (29/6), que o consórcio de Curitiba adquiriu três sistemas Guardião, usado para gravar ligações, mas que grande parte do acervo de gravações foi apagada no ano passado. Além disso, os textos apontam que dois desses sistemas sumiram e que "há fortes indícios de distribuição de processos fraudada e outras ilegalidades" na operação. Em nota, os procuradores classificaram as reportagens da ConJur de "fake news" e negaram as informações. 
Em representação ao TCU, o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado disse que a denúncia feita pela revista eletrônica é "grave" e deve ser apurada.
(...) "A revista é enfática ao associar a aquisição e o uso de três sistemas Guardião a procuradores que integram a "lava jato" no Paraná. Além disso, a revista faz as sérias acusações de que grande parte das informações gravadas naqueles sistemas foi apagada e de que dois daqueles sistemas Guardião simplesmente desapareceram", afirmou o subprocurador-geral, lembrando que o Ministério Público Federal se submete ao controle do TCU.Furtado também avaliou ser "preocupante" a informação de que procuradores tenham se envolvido em fraudes na distribuição de processos. 
"É de se frisar que fraudes cometidas na distribuição de processos, além de configurarem grave deturpação operacional, redundam, quando comprovadas, em nulidades processuais, acarretando sérias consequências para os cofres públicos." [leia a íntegra na Conjur]



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Itaú montou organização criminosa para fraudar bilhões em impostos, diz CPI

Ricardo Nunes CPI Sonegação SP

CPI de Câmara Municipal de São Paulo flagra sonegação bilionário do Itaú


A CPI da Sonegação Tributária da Câmara de São Paulo lançou a isca de uma minhoca e alcançou um tubarão. Daqueles gigantes. Simplesmente o maior banco brasileiro. O Itaú, que teve lucro de 7,15 bilhões de reais, no terceiro trimestre de 2019.

Agora, a CPI mostra que parte dos lucros do banco vem de fraude fiscal bilionária.É o que revela reportagem de Guilherme Seto, publicada na Folha.

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) de sonegação tributária, realizada na Câmara Municipal de São Paulo, pede o indiciamento de 97 diretores do banco Itaú (e de empresas do grupo) por organização criminosa, crime contra a ordem tributária e falsidade ideológica.
O relatório final da CPI, concluído nesta quinta-feira (5), também solicita o bloqueio de bens dos indiciados.
A comissão encaminhará seu relatório e todo o material levantado para o Ministério Público do Estado de São Paulo com o pedido de que os representantes do banco respondam criminalmente pelas ilegalidades nas quais teriam incorrido de acordo com o grupo de vereadores.
(...)
Em novembro, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), multou o banco Itaú em R$ 3,8 bilhões por suposta fraude fiscal com base nas descobertas feitas pela CPI.
Relatório da prefeitura afirma que o banco “adotou, durante o período fiscalizado, intencionalmente a prática de simulação do seu estabelecimento no município de Poá atribuindo a uma modesta estrutura criada simplesmente para parecer operacional, o local de prestação de serviços”.
Segundo a prefeitura, o banco deixou de pagar ISS (Imposto Sobre Serviços), entre outros.
Presidente da CPI, o vereador Ricardo Nunes afirma que não seria possível organizar um esquema de sonegação fiscal de valores bilionários sem que a alta administração do Itaú tivesse conhecimento das operações. Por isso, ele sugere que havia uma organização criminosa com o objetivo de sonegar impostos da capital paulista.
"Havia dezenas de CNPJs do Itaú no mesmo endereço em Poá. Isso não é feito por acaso e não é feito sem que o alto escalão da organização saiba o que está sendo realizado. Foi tudo pensado para que a sonegação fiscal tivesse sucesso e assim eles pagassem menos impostos", diz Nunes.
"A comissão teve êxito porque foi atrás do espaço de decisão de onde partiram as ordens para a sonegação, ou seja, foi atrás dos executivos de alta patente, que estavam em São Paulo e não em Poá. Foi por isso que ela conseguiu recuperar valores bilionários para a cidade e, agora, propor um caminho para que ela continue a ter efeito com a ação do Ministério Público", diz o vereador Eduardo Tuma, do PSDB, presidente da Câmara e proponente da CPI.
A CPI descobriu também a existência de diretores fantasmas, criados pelo Itaú.
Sobre falsidade ideológica, o relatório da CPI cruza atas de assembleias assinadas por diretores de empresas do grupo Itaú relativas a reuniões em Poá e depoimentos dos mesmos diretores à CPI nos quais eles teriam afirmado que nunca estiveram nesse município.

Esta foi apenas uma descoberta da CPI e relacionada apenas a um banco em uma cidade. Imaginem uma investigação abrangente sobre os bancos, quantos outros não seriam flagrados na mesma mutreta por todo o país.

O Itaú mesmo, teria usado o esquema apenas em São Paulo, Poá?


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Estados Unidos ameaçam Bolívia: 'EUA rejeitam tentativa do Tribunal Eleitoral de subverter democracia na Bolívia'

Tuíte de Kozak

Secretário dos EUA para o Hemisfério Ocidental conclama ação imediata do Tribunal Eleitoral boliviano


Em seu perfil no Twitter (o governo dos EUA funciona pelo aplicativo), o secretário para o Hemisfério Ocidental Michael G. Kozak mandou recado de advertência ao governo da Bolívia. O Tribunal Eleitoral, segundo Kozak, tem que agir imediatamente para "restaurar a credibilidade do processo".
"EUA rejeitam tentativa do Tribunal Eleitoral de subverter democracia na Bolívia".
Mas quem está tentando subverter a democracia na Bolívia é o candidato dos Estados Unidos Carlos Mesa, que não aceita a derrota nas urnas e incita à rebelião.

Ontem, partidários de Mesa provocaram tumulto diante do prédio no centro de La Paz, onde está sendo feita a contagem dos votos, acusando fraude na apuração.

O que está acontecendo na Bolívia é o mesmo que houve no segundo turno de Aécio contra Dilma aqui no Brasil. Enquanto as urnas apuradas inicialmente eram de grandes centros, Aécio tinha vantagem sobre Dilma. Quando começaram a ser contados os votos do Nordeste e dos pequenos municípios, Dilma reagiu e venceu.

O mesmo acontece na Bolívia. No início da apuração, com os votos das grandes cidades, Mesa chegou a estar pouco atrás de Morales (objetivo dele não era chegar à frente, porque sabia ser impossível agora, mas evitar a derrota em primeiro turno).

Só que, quando começaram a abrir as urnas do interior da Bolívia, Evo disparou, porque tem mais de 70% dos votos da área rural, e, faltando ainda quase 5% de votos a serem apurados, a vantagem seria ainda maior em favor de Evo, como deve apontar o resultado final, com mais de 12% de Evo sobre Carlos Mesa - o suficiente para garantir mais uma reeleição de Morales.

Mesa agiu então como Aécio e começou a tocar terror e dar declarações de que a eleição estava sendo fraudada.

Os Estados Unidos fazem sua parte.

Evo se prepare, porque aqui no Brasil já vimos como esse filme termina: com impeachment de Dilma e a chegada ao poder de um vassalo dos Estados Unidos, Jair Bolsonaro (eleito mediante fraude) .

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'Legitimidade da posse de Bolsonaro e do seu cargo presidencial é no mínimo questionável e pode mesmo ser insustentável', Janio de Freitas

Bolsonaro com manchete onde é formalmente investigado por fraude eleitoral

Em sua coluna de domingo na Folha, jornalista critica corpo mole nas investigações sobre fraude que elegeu Bolsonaro



Janio de Freitas: A fraude eleita
 
A campanha que resultou na eleição de Jair Bolsonaro para a Presidência foi beneficiada por fraude das normas eleitorais. A legitimidade da posse de Bolsonaro e do seu cargo presidencial é, portanto, no mínimo questionável e pode mesmo ser insustentável.

Este é o significado objetivo da admissão do WhatsApp de que foi usado, em “violação aos seus termos de uso”, em “envios maciços” de mensagens “para atingir um grande número de pessoas”. A afirmação é do gerente de políticas públicas e eleições globais do WhatsApp, Ben Supple, em palestra no Festival Gabo (Colômbia). Foi publicada na pág. A8 da Folha da última quarta-feira (9).

O representante do WhatsApp não mencionou Bolsonaro. Nem precisava, para expor o comprometimento dessa campanha com indução automatizada, como são os softwares de mensagens enviadas a milhares e milhões —prática vedada pelas normas eleitorais brasileiras.

Já em 18 de outubro de 2018, no mês da eleição, a repórter Patrícia Campos Mello revelou na Folha que as agências Quickmobile, CrocServices e Yacows, entre possíveis outras, foram contratadas por empresários pró-Bolsonaro para disparo de mensagens em massa. Eram de propaganda do candidato ou, sobretudo, de ataque a adversários.

Àquela revelação seguiu-se uma série de outras, desvendando parte do que Patrícia Campos Mello chamou de “submundo dos disparos em massa” na eleição brasileira. Não eram, mesmo, só crimes eleitorais. Para cometê-los em maior abundância, foram utilizados falsamente CPFs, sem conhecimento dos seus detentores, e até empresas fantasmas. Crimes comuns, próprios de estelionatários. Cometidos por alguns empresários já conhecidos e outros identificáveis sem dificuldade. Com gastos não declarados ao Imposto de Renda nem à Justiça Eleitoral. Logo, crimes de caixa dois e de outras adulterações contábeis.

Já às revelações preliminares, por sua gravidade, o Tribunal Superior Eleitoral abriu procedimento para a praxe de “apurar os fatos”. Mas punida (com multa) foi, como se poderia esperar, a campanha de Fernando Haddad, acusada de ativar um site contra Bolsonaro. O ministro Edson Fachin considerou que tal prática desequilibrou a disputa. A balança da Justiça tem sensibilidades exclusivas.

A candidatura Bolsonaro não limitou seu benefício, entre as transgressões suscitadas, a ações eleitoreiras por meios automatizados e em massa. Essas mensagens estavam repletas de fake news caluniosas, com Haddad como alvo preferencial. Outra exigência legal descumprida é da inclusão de empréstimos de aviões, carros, escritórios e apoios materiais em geral no custo declarado da campanha. Nas contas eleitorais de Bolsonaro, que se gaba do “gasto de só R$ 2 milhões na campanha”, não foi incluído o alto custo das contribuições empresariais com a contratação de mensagens em massa. Burla que se repetiu como fraude na prestação de contas à Justiça Eleitoral.

Nada disso despertou a atenção dos que conduzem as instituições ditas democráticas


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Declaração de Carlos Bolsonaro contra a democracia não foi 'mal interpretada'. Ele aprendeu com o pai

Bolsonaro criticando a democracia

Declarações contra a democracia são uma tradição da família Bolsonaro


O vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, filho do presidente (eleito mediante fraude) Jair Bolsonaro, escreveu em seu Twitter:
Por vias democráticas a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade que almejamos... e se isso acontecer. Só vejo todo dia a roda girando em torno do próprio eixo e os que sempre nos dominaram continuam nos dominando de jeitos diferentes!
Com a reação crítica esperada, ele se disse mal interpretado e mereceu até discurso do irmão Eduardo na Câmara em sua defesa, alegando que ele queria apenas dizer que na democracia as coisas acontecem mais devagar. 

Mas é mentira. Reparem nas declarações do papai Bolsonaro a seguir, que são de década de 1990, em que defende um golpe de Estado.





"Através do voto, você não mudar absolutamente nada no Brasil. Só vai mudar quando tivermos uma guerra civil aqui dentro" - Jair Bolsonaro.

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Operação Furacão atinge Beija-Flor

No centro do furacão da Operação Idem, o delegado da Polícia Federal Emanuel Henrique de Oliveira afirmou que houve fraude na vitória da Beija-Flor no desfile deste ano das Escolas de Samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro.

Via e-mail (o prefeito só aparece quando a notícia é boa e ele pode faturar politicamente) o ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, disse não acreditar em fraude.

Acreditar ou não é uma questão de fé. O delegado não deve ser louco para dar uma informação dessas sem que tenha pelo menos fortes indícios de que a compra de jurados ocorreu.

A justificativa de que ninguém poderia comprar 40 jurados (ou pelo menos seria muito difícil fazê-lo) também não procede. Não é necessário comprar os 40. Quatro deles tirando pontos aqui e ali das principais concorrentes já dariam conta do recado.

Mas isso tudo será devidamente esclarecido (se essa minha santa ingenuidade estiver certa) no decorrer do processo. Agora, a pergunta que faço é:

- Qual a importância da compra de um jurado ou outro comparada com a entrega da administração do desfile das Escolas de Samba aos bicheiros, como fez César Maia?

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Notícias Desaparecidas: Por que não se investiga o que foi levantado na CPI do Banestado?

Eu já havia feito uma postagem aqui cobrando isso. Repito-a agora. Quem sabe dessa vez...

Falta uma CPI

(...) tudo isso aconteceu e continua acontecendo por conta da “abortada” CPI do Banestado.

Para quem não está ligando o nome à coisa, esclareço: a CPI do Banestado estava investigando mutretas com as CC-5, contas assim chamadas porque foram criadas por uma carta circular n° 5 do Banco Central.

As CC-5 não permitiam fazer movimentação em dinheiro do Brasil para o exterior, e vice-versa, acima de R$ 10 mil. Até que no governo FHC o Banco Central estabeleceu uma autorização especial para movimentação acima desses valores, alegando que a finalidade era facilitar o repatriamento dos dólares movimentados na fronteira Brasil-Paraguai.

Apenas cinco bancos foram autorizados a fazer essa movimentação: Banco do Brasil, Banco Real, Banestado (que era o banco do estado do Paraná), o Bemge (banco do estado de Minas Gerais) e o Araucária.

Se os outros eram ou megabancos ou banco médios, o Araucária...bem, o Araucária tinha duas agências, uma em Curitiba e outra em Foz do Iguaçu, e num andar alto. Por que ele entrou na autorização, em meio a bancos graúdos, não sabemos, já que a CPI ficou pelo meio do caminho. Mas dizem que é um banco relacionado à família de um famoso senador por Santa Catarina...

Acontece que, a partir dessa autorização, o uso das CC-5 explodiu. Dinheiro vinha do Brasil todo, “passava” por Foz, ia e voltava, numa lavagem fenomenal que atingiu a cifra espantosa de 75 bilhões de reais. O que, ao câmbio de hoje, dá mais de 30 bilhões de dólares.

Em entrevista à revista Caros Amigos de setembro, o procurador da República Vladimir Aras declarou que a desfaçatez chegou a tal ponto que carros-fortes saíam de uma agência de banco em Foz do Iguaçu, davam uma volta na praça e retornavam, fingindo que haviam ido até o Paraguai. Levavam o dinheiro para passear e ele voltava limpinho, incrível, não?

No entanto, apesar – ou por causa – desse vasto material colhido pelo Ministério Público, a CPI deu em nada. Muitas acusações foram feitas – inclusive ao relator e ao presidente dela –, mas o resultado foi nenhum.(...)


Por que não se investiga a fundo? Por que o assunto desapareceu do noticiário? Se alguém tiver alguma informação sobre mais essa Notícia Desaparecida, envie-a aqui para o blog.