sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Não é uma pedalada, mas Bolsonaro usou Abin para tentar livrar Flávio e a si mesmo da corrupção das rachadinhas


Um órgão do governo foi usado por Bolsonaro para tentar melar o processo e livrar a cara de seu filho Flávio Bolsonaro, no caso de corrupção contínua conhecido como "das rachadinhas".
 
Reportagem de Guilherme Amado na Época teve acesso a dois documentos que provam que a Abin foi posta a serviço de Flávio para tentar vasculhar alguma irregularidade nas investigações do Ministério Público e assim anular todo o processo contra Flávio, que atinge também Jair e sua mulher, Michelle, todos envolvidos em corrupção.
 
Os documentos desmentem o general Heleno, responsável pela Abin, que, em depoimento, negou que a Abin tivesse tomado qualquer medida nesse sentido.
 
O depoimento do general se deu na ocasião em que houve a denúncia de que Jair Bolsonaro montou uma reunião no Palácio com a Abin e a defesa de Flávio para livrar o filho do processo.
 
Heleno negou. Mas agora a revista traz a prova de que foram feitas investigações e as conclusões delas enviadas aos advogados do ainda senador, filho do ainda presidente.
Nos dois documentos, obtidos pela coluna e cuja autenticidade e procedência foram confirmadas pela defesa do senador, a Abin detalha o funcionamento da suposta organização criminosa em atuação na Receita Federal (RFB), que, segundo suspeita dos advogados de Flávio, teria feito um escrutínio ilegal em seus dados fiscais para fornecer o relatório que gerou o inquérito das rachadinhas. 
Um dos documentos é autoexplicativo ao definir a razão daquele trabalho.Em um campo intitulado “Finalidade”, cita: “Defender FB [Flávio Bolsonaro] no caso Alerj demonstrando a nulidade processual resultante de acessos imotivados aos dados fiscais de FB”. Os dois documentos foram enviados por WhatsApp para Flávio e por ele repassados para sua advogada Luciana Pires. 
Não é nenhuma pedalada fiscal, mas o caso é de abuso de poder, de desvio de finalidade e de tentativa de barrar um processo judicial, tudo comandado pelo presidente Jair Bolsonaro.
 
Mas as "instituições continuam funcionando" e o genocida segue fazendo o que bem quer, como os mais de 180 mil mortos por COVID que atingiremos hoje.
 
O governo além de corrupto, mata, mas não chegou a praticar nenhuma pedalada fiscal, que fizesse com que Janaína Paschoal rodasse a baiana em favor de seu impeachment. Idem para Botafogo Maia, sentado sobre mais de 50 pedidos nesse sentido.
 
Até quando?





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