Mostrando postagens com marcador Abin. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Abin. Mostrar todas as postagens

Ramagem. Candidatura subiu no telhado e pode cair junto com Bolsonaro, que o colocou lá

O deputado Alexandre Ramagem é o candidato do PL de Bolsonaro à prefeitura do Rio este ano. Ou melhor, era. Depois da explosão do escândalo da Abin — já chamado de Abingate, tal seu poder de destruição —, a candidatura Ramagem subiu no telhado e dificilmente se manterá. 

O caminho natural será um processo que poderá levar Ramagem não à prefeitura mas a uma condenação criminal, já que até de furtar computadores e celulares da Abin encontrados em seu poder ele é acusado.

O escândalo da espionagem de 30 mil pessoas, entre elas os ministros do STF Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além de jornalistas e políticos, vai dominar o noticiário por um bom tempo.

Entre as linhas de investigação estaria a utilização da Abin para prejudicar os processos que envolvem o senador Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas, com vastas provas já levantadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, no momento anuladas, mas que vão tomar novos rumos com abertura de nova investigação pelo MP. 

A aposta do ex-presidente Bolsonaro na candidatura de Ramagem para a prefeitura do Rio mostra duas coisas: 

  1. em seu domicílio eleitoral Bolsonaro não se vê com força suficiente para eleger um dos filhos, que seriam seus candidatos naturais; 
  2. a camaradagem com Ramagem, que o acompanha desde as eleições de 2018 como chefe de sua segurança, até os dias de hoje, passando pela direção da Abin.

Bolsonaro vai manter o deputado Ramagem por perto — como antes mantinha seu ex-ajudante de ordens, o tenente-coronel Mauro Cid — até o momento em que perceber que a proximidade do fogo pode queimá-lo. 

Nesse momento Ramagem será lançado do telhado, como aconteceu antes a Mauro Cid, Bebianno, Paulo Marinho e o general Santos Cruz.

 

Romário

 

Quem deve estar acompanhando o escândalo da Abin e os problemas de Ramagem da praia, entre uma partida de futevôlei e outra, é o senador Romário. O sonho do Baixinho é a prefeitura do Rio, mas ele se elegeu pelo PL, partido que Bolsonaro ainda controla, e que tem Ramagem como candidato.

A queda de Ramagem coloca Romário como o candidato natural do PL, que vai ganhar o jogo da candidatura sem ter que entrar em campo nem sujar o uniforme, apenas deixando o adversário se perder em campo.

Pelo que se vê dos primeiros vazamentos do Abingate, o fogo que está queimando Ramagem e já o colocou no telhado pode se alastrar a seu padrinho político, Jair Bolsonaro, que é, no fundo, como Nixon no Watergate, o chefe de todo o esquema.


Assine e apoie o blog que resiste há 18 anos.





Não é uma pedalada, mas Bolsonaro usou Abin para tentar livrar Flávio e a si mesmo da corrupção das rachadinhas


Um órgão do governo foi usado por Bolsonaro para tentar melar o processo e livrar a cara de seu filho Flávio Bolsonaro, no caso de corrupção contínua conhecido como "das rachadinhas".
 
Reportagem de Guilherme Amado na Época teve acesso a dois documentos que provam que a Abin foi posta a serviço de Flávio para tentar vasculhar alguma irregularidade nas investigações do Ministério Público e assim anular todo o processo contra Flávio, que atinge também Jair e sua mulher, Michelle, todos envolvidos em corrupção.
 
Os documentos desmentem o general Heleno, responsável pela Abin, que, em depoimento, negou que a Abin tivesse tomado qualquer medida nesse sentido.
 
O depoimento do general se deu na ocasião em que houve a denúncia de que Jair Bolsonaro montou uma reunião no Palácio com a Abin e a defesa de Flávio para livrar o filho do processo.
 
Heleno negou. Mas agora a revista traz a prova de que foram feitas investigações e as conclusões delas enviadas aos advogados do ainda senador, filho do ainda presidente.
Nos dois documentos, obtidos pela coluna e cuja autenticidade e procedência foram confirmadas pela defesa do senador, a Abin detalha o funcionamento da suposta organização criminosa em atuação na Receita Federal (RFB), que, segundo suspeita dos advogados de Flávio, teria feito um escrutínio ilegal em seus dados fiscais para fornecer o relatório que gerou o inquérito das rachadinhas. 
Um dos documentos é autoexplicativo ao definir a razão daquele trabalho.Em um campo intitulado “Finalidade”, cita: “Defender FB [Flávio Bolsonaro] no caso Alerj demonstrando a nulidade processual resultante de acessos imotivados aos dados fiscais de FB”. Os dois documentos foram enviados por WhatsApp para Flávio e por ele repassados para sua advogada Luciana Pires. 
Não é nenhuma pedalada fiscal, mas o caso é de abuso de poder, de desvio de finalidade e de tentativa de barrar um processo judicial, tudo comandado pelo presidente Jair Bolsonaro.
 
Mas as "instituições continuam funcionando" e o genocida segue fazendo o que bem quer, como os mais de 180 mil mortos por COVID que atingiremos hoje.
 
O governo além de corrupto, mata, mas não chegou a praticar nenhuma pedalada fiscal, que fizesse com que Janaína Paschoal rodasse a baiana em favor de seu impeachment. Idem para Botafogo Maia, sentado sobre mais de 50 pedidos nesse sentido.
 
Até quando?





Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui

Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos




Recentes:


Assine a newsletter do Blog do Mello.
É grátis.

Como se chama quem em meio à guerra defende o inimigo? R: - Folha


O Brasil não está em guerra declarada contra os EUA. Seria até ridículo, ante a disparidade de forças - muito embora o Vietnã tenha mostrado que este é fator importante mas não determinante.

Não estamos em guerra declarada e total contra os EUA, mas estamos numa guerra particular contra eles, sim. Pela espionagem covarde que praticaram contra nós, uma nação amiga.

Documentos revelados por Snowden mostram que os EUA nos espionaram, à nossa Petrobrás e grampearam até o telefone de nossa presidenta.

Dilma repudiou tal atitude em discurso na ONU e tem recebido por isso cada vez mais apoio de outros países, como a França e agora até a Alemanha, também espionadas.

Em meio a esse fogo cruzado, a Folha - aquela que em editorial defendeu que não tivemos uma ditadura no Brasil, mas uma ditabranda -, a Folha vem denunciar suposta espionagem do Brasil a outros países.

Qual o objetivo dessa informação a não ser nos colocar no mesmo patamar dos EUA, a não ser colocar a espionagem agressiva dos EUA na mesma categoria da contraespionagem defensiva de toda nação?

Como se chama isso? Traição, covardia de um jornalismo de quatro para os Estados Unidos.

Se a Folha fosse um jornal editado nos EUA jamais faria isso ou o Patriot Act simplesmente fecharia o jornal.


No entanto, face à reação modesta de nosso governo, que se limitou a uma nota defensiva da Abin, a Folha ainda se jacta da repercussão de sua traição em jornais dos EUA


Madame Flaubert, de Antonio Mello