quarta-feira, 23 de junho de 2021

Procuradora manda investigar corrupção na aquisição superfaturada em 1000% da vacina indiana Covaxin pelo governo Bolsonaro


O Ministério Público puxou uma pena e veio uma galinha imensa e gorda, com um superfaturamento de 1000%, na investigação cível da compra da vacina Covaxin pelo governo Bolsonaro, com empenho pessoal do presidente.
 
A procuradora do caso, Luciana Loureiro, viu indício de crime e mandou o caso para ser investigado na área criminal.
O Ministério Público Federal (MPF) identificou indícios de crime na compra feita pelo Ministério da Saúde de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin e pediu que o caso seja investigado na esfera criminal. Até então o caso vinha sendo apurado dentro de um inquérito que tramitava na esfera cível. O contrato para a compra da Covaxin totalizou R$ 1,6 bilhão.

Os indícios de crime foram mencionados pela procuradora da República Luciana Loureiro, que vinha conduzindo as investigações na esfera cível. Em despacho assinado no dia 16 de junho, Loureiro disse que as “a omissão de atitudes corretivas” e o elevado preço pago pelo governo pelas doses da vacina fazem com que o caso seja investigado na esfera criminal. O contrato foi firmado entre o Ministério da Saúde a empresa Precisa, que representa o laboratório indiano Bharat Biotech.

“A omissão de atitudes corretivas da execução do contrato, somada ao histórico de irregularidades que pesa sobre os sócios da empresa PRECISA e ao preço elevado pago pelas doses contratadas, em comparação com as demais, torna a situação carecedora de apuração aprofundada, sob duplo aspecto cível e criminal uma vez que, a princípio, não se justifica a temeridade do risco assumido pelo Ministério da Saúde com essa contratação, a não ser para atender a interesses divorciados do interesse público”, diz a procuradora. [O Globo]

O governo "sem corrupção" vai ter que explicar por que comprou a vacina mais cara, que ainda nem havia sido aprovada pela Anvisa, com um superfaturamento de 1000% e a intermediação de uma empresa que não é do ramo de vacinas e está sendo investigada por não entregar material, pelo próprio Ministério da Saúde. 

É caso para um torcicolo de girafa.






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