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Nem PCC nem CV. O futuro de Flávio Bolsonaro no Brasil é outro

Na terça, dia 26, o presidenciável senador Flávio Bolsonaro se encontrou com o presidente dos Estados Unidos Donald Trump na Casa Branca. 

Que tenha sido um encontro rápido, sem um aperto de mão diante de um fotógrafo, apenas uma foto padrão, como usualmente Trump faz com fãs e até pagantes que o visitam, nada disso importou a Flávio Bolsomaster. 

Só o fato de poder por uns instantes trocar a pauta que o colocava no centro do furação do escândalo financeiro de corrupção do Banco Master foi um alento para o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nesta quinta, o encontro com Trump trouxe um inesperado resultado para Flávio Bolsonaro: o governo dos Estados Unidos, através do secretário Marco Rubio, passou a considerar as organizações criminosas brasileiras PCC e CV organizações terroristas. 

Que isso traga possíveis e imensos problemas ao Brasil, tanto faz para Flávio e seus apoiadores, que como bons bolsonaristas querem que o Brasil se exploda, desde que eles possam livrar a própria pele.

O programa Fórum Mídias de hoje, analisa o imbroglio.

O Fórum Mídias vai ao ar de segunda a sexta na TV Fórum durante o programa Fórum Café, aproximadamente às 8h30, e depois entra como um corte na playlist do programa na TV Fórum.


 



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PCC e CV: As ligações do governo Tarcísio com o crime organizado


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Novas revelações mostram corrupção bilionária, violência e feminicídio no governo Tarcísio


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Haddad revela verdades sobre São Paulo de Tarcísio, que a mídia esconde


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Corrupção e mentiras do governo Tarcísio começam a ser reveladas. Rompendo a blindagem


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Dossiê Flávio Bolsonaro: as relações pra lá de perigosas do candidato da extrema direita


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As repercussões sobre o maior escândalo de corrupção da história no governo Tarcísio em SP


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Tarcísio e o maior caso de corrupção da história de SP, que não virou escândalo


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Segredo do cofre dos Bolsonaros pode implodir candidatura de Flávio

Candidato imposto pelo pai à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro encontra resistência em boa parte da oposição ao presidente Lula, que gostaria de ver o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas como candidato.

O problema é que parece que Flávio se empolgou com a ideia, ainda mais com seus bons números nas pesquisas. 

Flávio inclusive seguiu o roteiro do pai, foi a Israel e se batizou no rio Jordão, depois foi aos cofres árabes e à Faria Lima.

Ainda assim, mercado e mídia têm esperança de que ele desista em favor de Tarcísio. Para isso vão tentar desgastá-lo soltando a coleção de capivaras que Flávio e a família têm no cofre. 

E não apenas no cofre metafórico, como explico no Fórum Mídias, da TV Fórum.


 


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Justiça tem provas e Cláudio Castro deve ser próximo governador do Rio preso

O atual governador do Rio Cláudio Castro está cada vez mais próximo de virar ex-governador e ser preso por corrupção. Será o sétimo governador afastado e o sexto a ser preso. O único que foi apenas afastado sem ser preso foi Wilson Witzel, e a função dele antes de ser governador explica o privilégio: Witzel era juiz.

Um relatório da Polícia Federal aponta indícios de que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), recebeu aproximadamente R$ 400 mil em pagamentos indevidos entre 2017 e 2019, período em que foi vereador do Rio e vice-governador. A investigação da PF foi citada numa decisão do ministro Raul Araújo, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), sobre a autorização de mandados de busca na casa de Vinícius Sarciá, irmão de criação de Castro. No documento, obtido pela Globonews, são discriminados os valores indevidos que Castro teria recebido: R$ 326 mil e US$ 20 mil.

Com atraso de sete e cinco anos, a Justiça enfim começa a confirmar aquilo que já foi matéria de denúncias há tempo, e que se a Justiça tivesse se manifestado anteriormente evitaria que Castro se reelegesse.

Essas acusações contra Castro são apenas o começo dos inúmeros malfeitos atribuídos ao governador em extensas reportagens há anos. A maior delas, a criação da CEPERJ.

 

CEPERJ, fundação fantasma e secreta

 

A CEPERJ é uma empresa que só poderia existir no Rio de Janeiro. 

Historio: Witzel e seu vice, Cláudio Castro, foram eleitos na onda avassaladora de fake news da campanha de Bolsonaro em 2018. Ninguém no Rio conhecia os dois. Eram os famosos Quem. Witzel, um juiz de fora do estado; Cláudio Castro, um cantor gospel que se elegeu vereador.

Quando Witzel foi afastado do cargo, Castro deveria cair junto com ele. Mas os deputados o "apoiaram" e ele ficou, como aconteceu a Bolsonaro, refém dos deputados. A mamata federal se reproduziu no Rio, com os deputados mandando no governo, como em Brasília.

Aí começou o vale tudo, coroado com a CEPERJ. Uma fundação criada do nada, com 20 mil funcionários secretos, executando trabalhos secretos e recebendo salários secretos na boca do caixa de uma agência do Bradesco. Não é exagero. Era exatamente assim. Tudo secreto. Inacreditável, mas real.

O esquema se deu na Fundação Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio), Gabriel Lopes. O órgão foi usado para criar uma folha de pagamento com mais de 20 mil contratados sem nenhuma transparência.

Os cargos eram preenchidos sem processo seletivo e os nomes dos contratados não eram publicados no Diário Oficial. Também não constavam em documentos públicos e nem mesmo no sistema de administração financeira do estado —os pagamentos eram feitos por meio de ordens de pagamento, sacadas na boca do caixa em agências do banco Bradesco em dinheiro vivo.

Os programas realizados em convênio pela Ceperj tinham diversos indícios de irregularidades, como a contratação de cabos eleitorais de candidatos a deputado por meio de uma tabela criada para sistematizar esse tipo de indicação e a ingerência de políticos sobre unidades de programas como o Esporte Presente e a Casa do Trabalhador.

A investigação do MP-RJ revelou que os contratados nos cargos secretos sacaram mais de R$ 226 milhões em dinheiro vivo entre janeiro e julho, 91% de tudo que foi pago pela Fundação Ceperj. Para os promotores, esse é um forte indício de lavagem de dinheiro.

Só não foi a maior compra de cabo eleitoral da história, porque havia Bolsonaro disputando a reeleição no Brasil.

A desfaçatez era tanta que, quando o MP mandou cancelar os pagamentos, Cláudio Castro pediu para que fosse permitido que durasse somente até as eleições, numa clara confissão de seus objetivos.

Agora, com atraso, começam a levantar os BOs do governador, que deve cumprir a maldita sina de governar o Rio e depois parar na cadeia — a não ser que seja juiz (o único que se livrou), o que não é o caso de Castro.


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Lula vai manter o Auxílio de R$600 que Bolsonaro quer que dure somente até dezembro

Numa entrevista ao Correio Braziliense, o presidente Lula garantiu a continuidade do Auxílio Emergencial de R$600 em seu futuro governo, que pelo decreto de Bolsonaro tem validade apenas até dezembro deste ano, numa manobra claramente eleitoreira.

Questionado se manteria o Auxílio, Lula disse que a defesa desse Auxílio de R$600 é uma bandeira do PT, que Bolsonaro sempre foi contrário, e usa agora apenas para tentar se recuperar nas pesquisas.

Lula: - Eu quero manter [o Auxílio]. O PT queria que o Auxílio fosse de R$ 600 já em 2020. Bolsonaro que fez uma coisa engraçada: criou uma série de benefícios em período eleitoral que duram até dezembro. Depois disso, vale a palavra do Bolsonaro, que não vale nada, como o mundo sabe, porque todo mundo sabe que ele é um mentiroso.

Na mesma entrevista, Lula respondeu aos que dizem que ele não foi inocentado nem fez mea-culpa sobre os escândalos de corrupção.

Lula: - Quem diz que eu não fui inocentado é alguém desesperado, que não tem a grandeza de admitir que me acusou injustamente, depois de termos provado a abertura de processos completamente forjados e parciais contra mim, como disseram meus advogados desde a primeira defesa que apresentaram, ainda em 2016. Eu venci em mais de duas dezenas de casos na Justiça. Juristas de renome internacional, da Alemanha, dos Estados Unidos, da Itália, da Argentina, ficaram chocados com o absurdo da minha condenação por "atos indeterminados", quando leram a sentença do Moro. Fui absolvido na Justiça em Brasília da acusação de envolvimento em desvios na Petrobras e em outras empresas públicas, por meio de decisão definitiva. Nem os procuradores de Brasília recorreram da sentença que falava que as acusações tinham objetivos políticos. Eu fui o político mais investigado do país, e não acharam nada contra mim. Mas, depois de tantas e tantas mentiras contra mim e minha família, tem gente que não quer dar o braço a torcer.

A denúncia do tal "petrolão" foi recusada pela Justiça de Brasília. Pessoas foram condenadas no mensalão por um voto, que deve ter sido escrito pelo Moro, que admitia que não tinha provas contra mim. A Lava Jato de Curitiba soltou executivos de empresas e diretores da Petrobras que eles descobriram que roubavam desde os tempos do PSDB, em troca de um bando de mentiras em delações. E destruíram as empresas, destruíram projetos de desenvolvimento, destruíram empregos. Os delatores foram soltos com parte do dinheiro, não tem nenhum mais preso, e milhões de trabalhadores honestos das empresas ficaram desempregados. Os adversários mais ferrenhos apostam nisso porque não sobrou mais nada para dizer, depois do desastre deles na economia, na educação e, inclusive, no combate à corrupção. Na época dos governos do PT, foram feitas as principais leis de combate à corrupção e também foi feita a Lei da Transparência. Hoje, com Bolsonaro, tudo é sigilo de 100 anos.

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