sábado, 19 de fevereiro de 2022

Bolsonaro e tropa de choque inundam Facebook com 400 mil mensagens e atingem 111 milhões de interações com ataques às eleições

A guerra está declarada. Ciente de que no voto não tem como derrotar Lula é o que dizem todas as pesquisas, Bolsonaro e sua tropa de choque partiram para o ataque às eleições nas redes sociais.

Em sua coluna no Globo, Pablo Ortellado aponta o tamanho do problema:

Estudo da Fundação Getulio Vargas do Rio mostrou que, entre novembro de 2020 e janeiro de 2022, pelo menos 394 mil postagens no Facebook criticaram as urnas eletrônicas, gerando 111 milhões de interações (curtidas, comentários ou compartilhamentos). O número não considera as postagens de perfis pessoais. Entre as páginas que mais disseminaram conteúdo crítico às urnas estão as de políticos bolsonaristas como Carla Zambelli, Bia Kicis e Eduardo Bolsonaro.

Nos Estados Unidos, o Facebook adota uma política de integridade eleitoral que adiciona um alerta rotulando “conteúdo que tenta deslegitimar o resultado das eleições ou discutir a legitimidade dos métodos de votação”. No Brasil, o Facebook não adotou essa política nas eleições de 2020 e não sabemos se adotará na campanha deste ano, que começa em agosto.

(...) Como os eloquentes números do estudo da FGV mostram, a campanha já começou e, para parte do eleitorado, a semente da dúvida já está plantada.

O mesmo estudo da FGV mostra que são cerca de 900 postagens por dia pondo em dúvida a confiança do sistema eleitoral brasileiro e pedindo voto impresso. No entanto, nos Estados Unidos, onde Trump (ídolo de Bolsonaro) disse que foi roubado, o voto é impresso em 43 dos 50 estados.

O que eles querem é melar as eleições, e o próprio Bolsonaro dia sim, outro também faz ataques indiretos à credibilidade das urnas eletrônicas e, mais de uma vez, ameaçou não aceitar o resultado das eleições. Até o momento, como sempre, impunemente.

O diretor da FGV DAPP, Marco Aurélio Ruediger adverte:

— O que aconteceu nas eleições de 2020 e 2018 não se compara com o que vem aí em 2022. O cenário que vejo, nas redes e no debate público em geral, é de um acirramento muito sério, muito forte de toda a dinâmica de polarização. De questionamento intenso de toda a lisura das eleições e de um eventual resultado. [Fonte]

 

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