sábado, 19 de fevereiro de 2022

Objetivo de Bolsonaro 'é a demolição das instituições, da democracia e da República'


Em sua coluna publicada na Folha de hoje, a jornalista Cristina Serra, que pode vir a ser presidente da ABI, vai ao ponto, na crítica que faz à arapuca que o TSE (leia-se ministro Barroso) criou para si mesmo.

Ao tratar Bolsonaro como um presidente normal, e não como o golpista e defensor da tortura que sempre foi, o TSE se vê agora à beira do abismo, que, como na canção de Cartola, "cavaste com teus pés".

A seguir, a coluna da Cristina Serra, e minha torcida pela vitória da fortíssima chapa dela com Helena Chagas nas eleições da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

O TSE caiu numa arapuca criada por ele mesmo. Em virtude dos ataques de Bolsonaro, no ano passado, ao sistema eletrônico de votação, o presidente da corte, Luís Roberto Barroso, criou a Comissão de Transparência das Eleições e para ela convidou um representante dos militares. A comissão foi formalmente criada um dia depois do 7 de setembro golpista.

O escolhido para representar os homens fardados e armados foi o general Héber Garcia Portella, do Comando de Defesa Cibernética do Exército, homem de confiança do ministro da Defesa, o golpista Braga Netto. Nos últimos meses, Portella tem se esmerado em bisbilhotar o sistema eletrônico, que Bolsonaro continua a atacar.

As tratativas entre o general e o TSE vinham se dando de maneira reservada em função da necessidade de proteger a metodologia usada na eleição. Qual não foi a surpresa de Barroso ao se dar conta de que trechos de um documento com perguntas do Exército sobre as urnas eletrônicas estavam vazando aqui e ali? Alguma dúvida sobre a origem de tal vazamento? Diante da quebra de confiança, Barroso tornou pública a resposta do TSE às indagações do general.

Ter um militar abelhudando nosso processo de votação, a convite do próprio TSE, é uma anomalia inexplicável. Outra deformidade foi o convite ao ex-ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva para ocupar a direção geral do TSE. Às vésperas de assumir o posto, ele anunciou sua desistência, alimentando teorias conspiratórias, ainda que tenha alegado problemas de saúde.

Quando anunciadas, as duas medidas foram consideradas por muita gente como uma "vacina" contra a campanha criminosa de Bolsonaro para minar a credibilidade da urna eletrônica. Esse tipo de solução conciliatória daria algum resultado se Bolsonaro fosse capaz de jogar limpo no nível institucional. Sendo o bandido que é, seu único objetivo é a demolição das instituições, da democracia e da República. O TSE ainda não entendeu isso?



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