Câmera flagra momento em que Bolsonaro e padre fajuto trocam papéis antes do debate de cartas marcadas na Globo

O que se mostrou evidente durante o debate, com o comportamento do candidato padre Kelmon (que não é candidato nem padre, mas laranja do ex-deputado Roberto Jefferson), fica mais claro ainda nesse flagrante, captado por câmeras no estúdio da Globo, onde aconteceu o debate fake, em que Bolsonaro e o padre fajuto trocam papéis do roteiro que deveriam seguir no debate.

É um acinte que uma figura dantesca como esse padre farsesco caia de paraquedas na reta final da campanha e participe de debates no SBT e agora na Globo, com o intuito de ofender e atacar violentamente o presidente Lula, o PT e a esquerda em geral, impunemente.

É preciso que se investigue a fundo esse padre, que já foi denunciado como falso por líderes das principais religiões cristãs, e investigar também as movimetações em suas contas bancárias e de sua "igreja", se é que tem uma.

Assista a seguir ao vídeo e confira o descaramento dos dois, que teoricamente seriam adversários, o falso padre e o falso presidente (quem governa é o Centrão, como ele mesmo admitiu no debate).


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Angeli e a costura do que se anuncia


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Latuff e a ampulheta mostrando a transformação de Bolsonaro


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Niara e a tributação dos super ricos


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Cris Vector e o Brasil unido com Lula


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Só por ser quem é, Bolsonaro estimula voto útil em Lula para derrotá-lo no primeiro turno

Coluna de Celso Rocha de Barros na Folha hoje: 

As pesquisas não permitem dizer se haverá segundo turno na eleição presidencial. A vantagem de Lula é confortável, mas não dá para cravar.

De qualquer jeito, há uma chance real de que, quando você estiver lendo minha próxima coluna, os radicais bolsonaristas tenham voltado ao baixo clero e/ou ao hospício, de onde nunca deveriam ter saído.

Talvez Jair tente um golpe, talvez tenha sucesso, mas, se não tiver, deve repetir a cena de Anthony Garotinho sendo preso e se debatendo na ambulância; ou, o que acho mais provável, deve fugir.

Não precisaremos mais decifrar tuítes do Carluxo, aguentar Bananinha se sentindo importante ou assistir a Flávio chorando com a bandeira quando for pego fazendo "rachadinha".

Ninguém mais vai ter que fingir que Guedes é um gênio porque, afinal, se ele cair, Jair nomeia o Olavo para a Fazenda. Sim, o Olavo já teve morte cerebral, mas não seria o primeiro ministro de Bolsonaro nessa condição.

E sobretudo: os conservadores terão que voltar a tentar ganhar os debates com argumentos, ao invés de contar com o Exército para ameaçar a democracia sempre que forem contrariados.

O mais provável é que Lula vença, mas se Tebet ou Ciro conseguirem subir 30 pontos em uma semana, o diagnóstico será o mesmo: voltaremos a ter um presidente da República que, em caso de pandemia, comprará vacina.

Os problemas do Brasil continuarão iguais, mas será possível voltar a falar deles, ao invés de discutirmos golpe de Estado ou o fato de que o presidente da República mentiu que vacinas causam Aids.

A possibilidade de que Jair já esteja na terça-feira vestindo burca para fugir para a Arábia Saudita é, certamente, sedutora. É com isso que a campanha de Lula conta quando pede que eleitores de Ciro e Tebet votem estrategicamente em Lula para acabar logo com isso.

O principal garoto-propaganda do voto útil é Jair Bolsonaro, e a principal promessa da campanha pelo voto útil é um mês a menos tendo que levá-lo a sério.

O voto útil é uma estratégia legítima que, no fim das contas, é ou não escolhida pelo eleitor de forma soberana.

Não há nada de imoral em pedir voto útil: Quando Ciro Gomes, em um tuíte de 26 de maio de 2022, disse que era o único candidato capaz de derrotar Lula, estava pedindo aos eleitores de Bolsonaro que fizessem voto útil nele, Ciro.

É certamente frustrante para Ciro e Tebet terem suas candidaturas tratadas como fora do jogo 15 dias antes do primeiro turno. Na verdade, quem derrubou os dois foi, novamente, Jair Bolsonaro.

Olhe para as pesquisas: Ciro e Tebet ganharam alguns pontos nas pesquisas após o debate da TV Bandeirantes, em que a candidata do MDB, em especial, saiu-se bem. Mas na semana seguinte houve o comício do 7 de Setembro.

Nas pesquisas seguintes, Jair não tinha subido, mas a ascensão de Ciro e Tebet refluiu. Em parte, porque o 7 de Setembro substituiu o debate como assunto; em parte, porque Bolsonaro mostrou-se tão perigoso para a democracia que os eleitores recuperaram a pressa de derrotá-lo.

O 7 de Setembro pode ter garantido a vitória de Lula no primeiro turno.

Os eleitores de Ciro e Tebet decidirão como acharem melhor. Mas pode ser difícil resistir à campanha que Jair Bolsonaro, por existir sendo quem é, faz pelo voto útil em Lula no próximo domingo.



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Fernando Barros e Silva e a importância de derrotar Bolsonaro no primeiro turno


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Domingo que vem é a eleição. Você pensa em votar em Ciro, acha que é o mais preparado? Este vídeo é para você

Na disputa eleitoral para a presidência de 2002, vencida por Lula, Ciro Gomes era candidato, junto com o tucano José Serra, e já naquela época usava o mesmo discurso de hoje, chegando a estar em segundo lugar na disputa.

Até que houve o debate, que o vídeo a seguir mostra, em que Ciro foi inteiramente desmascarado por José Serra, que mostrou serem mentirosas várias das afirmações que Ciro continua fazendo, passados exatos 20 anos. Assista e confira.

A partir do debate, a candidatura de Ciro despencou e ele foi ultrapassado por Serra e Garotinho, ficando em quarto lugar.

 



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Eleitor do Rio parece querer mandar mais um governador para Bangu 8: Cláudio Castro

Pelas últimas pesquisas, o atual governador Cláudio Castro pode se reeleger e assim se candidatar a ser o sétimo governador do Rio a frequentar como residente o presídio de Bangu 8. Isso mostra o estranho humor dos moradores do estado, que se vingam dos governadores elegendo-os para que possam ser presos mais adiante.

Castro era vice do Wilson Witzel, que foi impichado e chegou a ser preso, por corrupção durante a pandemia. Curiosamente, Castro, que era não apenas o vice, mas encarregado de área central na corrupção -- a Saúde -- se livrou. Até o momento.

Porque, ao que parece, para se manter no cargo, Cláudio Castro usa esquema similar ao de Bolsonaro, loteando o governo para manter apoio. E também, como, por exemplo, Sergio Cabral, sendo generoso em gastos com propaganda, especialmente naquela rede que todos sabemos bem qual é, plimplim.

O problema é que ainda há repórteres no Rio de Janeiro, e um deles, Ruben Berta, escarafunchou o Diário Oficial e descobriu um gigantesco esquema de desvio de verbas públicas com a contratação de quase 3o mil funcionários, sem licitação, sem contrato, que recebiam o salário direto na boca do caixa em dinheiro (muito) vivo. Alguns eram o exemplo mais claro de fantasmas, pois eram pessoas mortas, que mesmo assim iam à boca do caixa pegar o jabaculê. O total do rombo chega a quase 270 milhões.

Como o esquema, embora centralizado no Ceperj, envolve quase todas as áreas do governo e tenham sido contratadas quase 30 mil pessoas, dificilmente Castro escapa de engrossar a fila de Bangu 8.

A liderança de Castro nas pesquisas é mais preocupante porque o Rio tem a oportunidade de varrer duplamente o bolsonarismo no estado: elegendo Lula e Feixo, afastando o representante de Bolsonaro e de seu esquema miliciano no Rio.

Marcelo Freixo é um deputado federal combativo, foi responsável pela CPI das Milícias no Rio, que mandou centenas deles para a cadeia. 

Com Marcelo Freixo trabalhava Marielle Franco (aliás, quem mandou matar Marielle Franco?). Ele está em segundo lugar nas pesquisas, mas pode virar o jogo e fazer o Rio respirar novos ares.

Leia a mais recente reportagem de Ruben Berta sobre o esquema de corrupção do governo Cláudio Castro, clicando aqui.


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A gente percebe que o governo Bolsonaro chegou ao fim quando até André Mendonça vota contra ele

Nos Estados Unidos chamam de pato manco o presidente que já não tem poder, após ser derrotado nas urnas. O Brasil mais uma vez inova, pois Bolsonaro é um pato manco antes mesmo da derrota ser sacramentada nas urnas, o que vai acontecer daqui a exatos oito dias, no domingo 2 de outubro.

Prova de que Bolsonaro é carta fora do baralho é que até seu ministro do STF terrivelmente evangélico, André Mendonça, queridinho da primeira dama, que deu saltinhos e "orou em línguas" quando ele teve o nome confirmado no Senado, votou contra os interesses da famiglia.

André Mendonça suspendeu a censura sobre o vídeo que denuncia um dos escândalos de corrupção do clã Bolsonaro, o da compra de 51 imóveis, muitos com dinheiro (muito) vivo.

Mais adiante, a partir do 2023, tudo isso não será apenas História, mas provas nos processos que devem enviar a família para a Papuda, onde continuarão a viver como o fizeram pela maior parte de suas vidas, à custa do dinheiro público, agora com casa e comida atrás das grades.

Assista ao vídeo sobre as compras da "imobiliária" Bolsonaro.


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Jota Camelo e uma época que se aproxima do fim


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Gilmar e o futuro que os aguarda


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Um resumo histórico do criminoso governo Bolsonaro, por Conrado Hubner Mendes

Processado pelo PGR Aras, que quer puni-lo por dizer a verdade -- que é um omisso, engavetador --, o professor Conrado Hubner segue definindo o fascismo que nos assola sem poupar palavras, indo ao ponto e dissecando a escalada de Bolsonaro em busca da destruição do país.

Criança com fome e sem escola resume futuro que Bolsonaro oferece

Muita coisa subiu e caiu no governo Bolsonaro. Muita coisa subiu e caiu por escolha governamental independente das contingências, do STF, das jornalistas, do vírus e do PT. Por opção consciente.

Subiu o superpatrimônio da família adquirido em dinheiro vivo, método de crime organizado; explodiram os supersalários militares, os desvios orçamentários para destinos secretos; subiram os ataques racistas, homofóbicos e neonazistas; subiu a violência contra a mulher. Inventou-se na oficina de criatividade bolsonarista o uso de crianças para incentivar violência armada, e o assédio a criança grávida por estupro, sob ordem de ministra.

Subiram a pobreza, a fome, a população em situação de rua; explodiu o número de armados e o escoamento de armas legais para o crime organizado. Explodiram o desmatamento e o ataque a indígenas. Contrataram o subdesenvolvimento e o colapso climático: dilapidar o maior tesouro da economia do século 21 para investir em economia extrativista e neocolonial.

Caiu, e em alguns casos se extinguiu, a proteção de direitos e liberdades. Atividades-fim e atividades-meio da civilização sofreram cortes brutais nos orçamentos: de saúde e educação em todos os níveis, de cultura e ciência. A Farmácia Popular teve corte de 50%. Não foi pela eficiência de gastos. E não falamos dos desvios para corrupção nem da intimidação que paralisa o estado. Nem falamos de mortes encomendadas na pandemia.

Caiu nossa capacidade institucional para assegurar obediência à lei. Facilitaram a delinquência sem consequência. Despencou a relevância do país no mundo. Líderes da Hungria, Polônia, Guatemala e Sérvia formam a potente liga que Bolsonaro consegue integrar.

Descrever esse legado exigiria um "montão de amontoado de muita coisa escrita". Pesquise na rede cada fato acima. E outro montão de amontoado de fatos que não couberam.

Mas Bolsonaro precisava garantir que o futuro fosse interditado em definitivo. E resolveu expandir a fome de crianças. Pois uma infância faminta produz resultados individuais, familiares e sociais para sempre. Causa não só trauma, mas debilitamento físico e intelectual. Um legado irreversível como nenhum outro: vetou reajuste de merenda.

Crianças agora dividem o ovo ou comem bolachas e tomam suco. Não basta o país voltar ao mapa da fome, é preciso que metade dos lares com crianças no Norte e Nordeste passe fome. E, assim, proporcionar a crianças o barato da tontura e do tremor. Carolina Maria de Jesus passou por isso: "A tontura da fome é pior do que a do álcool. A tontura do álcool nos impele a cantar. Mas a da fome nos faz tremer."

A fome não é só tragédia social. Não viola só direitos à saúde, à vida e à dignidade. Fome é uma técnica de dominação. Viola, antes de tudo, a liberdade. Quem elaborou de forma célebre esse argumento foi o brasileiro mais homenageado da história, com 29 títulos honoris causa e terceiro teórico mais citado no mundo das humanidades.

Ele entendia que, para a "radicalidade democrática", não bastava reconhecer alegremente sujeitos "de tal modo livres que têm o direito até de morrer de fome ou de não ter escola para seus filhos e filhas ou de não ter casa para morar. O direito, portanto, de morar na rua, o de não ter velhice amparada, o de simplesmente não ser."

Para esse brasileiro, alfabetização não era apenas aprender a ler e escrever palavras, mas a ler e escrever o mundo. E daí entender que analfabetismo, fome e pobreza não eram produtos da fortuna, da falta de esforço e capacidade, mas escolha social. Almejava seres alfabetizados como cidadãos, não autômatos programados a obedecer para sobreviver. Seres que possam ler uma Constituição, reivindicar justiça e pedir abolição.

Esse brasileiro é o pensador mais odiado pela família Bolsonaro, por apoiadores imbecilizados e por seus ministros da educação. Paulo Freire veio, afinal, "daqueles locais onde nada poderia sair dali a não ser esse tipo de gente". E faria 101 anos nesse dia 19 de setembro.

O covarde autoritário reivindica irresponsabilidade por todos os males, e mérito por bens que não produziu. Cabe à democracia responsabilizá-lo. Pela lei, pelo voto, pela cultura política, pela clareza moral.

Conrado Hubner Mendes é professor de direito constitucional da USP, doutor em direito e ciência política e membro do Observatório Pesquisa, Ciência e Liberdade - SBPC


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