Quem acompanha o chamado "Caso Master", o maior roubo da história do mercado financeiro brasileiro, pela cobertura da mídia tradicional tem a certeza de que ele é algo que aconteceu num resort no Paraná de nome esdrúxulo, Tayayá, passa por una viagem de jatinho de torcedores palmeirenses derrotados ao Peru, tudo isso explodindo no colo do ministro do STF, que é também o relator do caso, Dias Toffoli.
Embora não haja um crime de que seja acusado diretamente, Toffoli está envolvido em uma série de suspeitas, sem nenhuma prova, mas muita convicção, como nos casos tristemente famosos da Lava Jato.
Os "crimes" são:
- ter viajado no mesmo voo que um dos advogados de um dos vários diretores do Master
- frequentar um resort no Paraná, que pertenceu a seus irmãos, teve grande parte vendido em 2021 e o restante em fevereiro do ano passado, muito antes da liquidação do Master.
Toffoli no Globo
Ontem, a jornalista de O Globo Thaís Oyama chegou a insinuar que o ministro Toffoli poderia ser agredido se saísse às ruas do Brasil.
Já no primeiro parágrafo de seus ataques ao ministro, ela ironiza a ida da Toffoli a um resort na Argentina e sugere dois motivos para não fazê-lo no Brasil:
- ele gosta muito de resorts e se interessa também por conhecer estabelecimentos do gênero mundo afora;
- ele buscou um refúgio fora do país para se proteger da vista de seus conterrâneos, dado que seu nome aparece no noticiário dia sim e outro também, cada vez sob luz pior.
Na mosca: o nome de Toffoli realmente "aparece no noticiário dia sim e outro também, cada vez sob luz pior", e coluna de Oyama veio acrescentar mais uma série de ilações sem provas, com com muita convicção, ao apedrejamento diário do ministro.
O dono do banco Master, Daniel Vorcaro, seu cunhado Zettel, o pastor Valadão da Igreja Lagoinha, o governador de Brasília, Ibaneis Rocha, o senador Ciro Nogueira, que tentou emplacar uma emenda que favorecia ao banco a ponto de ficar conhecida como "emenda Master", nenhum desses é citado na coluna de Oyama.
E também o crime, ou os crimes de que Toffoli é acusado, nada disso contém a matéria. Qual a ligação do ministro com o rombo bilionário, que já chega a R$ 50 bilhões, não é dito.
Mas há as suspeitas contra ele, semelhantes à visita de Lula e dona Marisa ao triplex do Guarujá, ou ao barquinho de lata e os cisnes do sítio de Atibaia. Tudo aparentemente do Lula. Só que não.
A ligação do ministro é porque ele tem irmãos que foram donos do resort paranaense, que foi frequentado por Toffoli, mesmo após os irmãos terem vendido boa parte em 2021, e parece que mesmo depois de terem liquidado o resto em fevereiro de 2025.
Ah, mas a cota de 2021 foi vendida a um fundo, Arleen, que era ligado a outro fundo e outro, e tinha a Reag, um verdadeiro polvo, ligada ao Master.
Como ligada ao Master, e essa sim diretamente, é a Will Bank, fintech pertencente ao Master, cujo garoto propaganda era Luciano Huck, e que investiu mais de R$ 150 milhões na Globo, mesmo quando o Master já estavam cheirando mal no mercado financeiro.
Vão suspeitar de Huck e da Globo, Oyama?
Se lesse ao menos o G1, do grupo Globo onde trabalha, Oyama saberia que:
"O fundo Arleen não é investigado pela Carbono Oculto e também não é citado nas investigações sobre o Banco Master." [G1]
Os "crimes" de Toffoli
Mas o ministro "cometeu os crimes" de ser irmão de donos do resort, ter frequentado o resort e até ter sido fotografado recebendo o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, e o ex-senador Luis Pastore, que também era dono do jatinho que levou Toffoli e os palmeirenses à final das Libertadores. E daí? Qual o crime?
No seu ataque ao ministro, Oyama escreve adiante:
A possibilidade de frequentar espaços públicos sem constrangimentos sempre foi marcador da honra — conceito que Aristóteles trata como “bem externo”. Diferentemente da virtude — um “bem interno”, que alguém tem ou não tem —, a honra é um conceito atribuído, resultado da percepção social, fundamentada ou não, de que seu portador é dotado de excelência moral e intelectual.
Do mesmo modo, a desonra significa a perda dessa percepção. Para revertê-la, o atingido tem de erguer a voz para se defender com argumentos convincentes. Como nem Toffoli nem Moraes fizeram isso até agora, a desonra, como percepção pública, continuará a persegui-los à medida que avançarem as suspeitas sobre suas condutas. Mas, se Toffoli sempre terá um resort novo para se refugiar e Moraes pode continuar voando em jatos da FAB, o STF não tem onde se esconder.
Talvez se a mídia mirasse o olhar para os verdadeiros criminosos do Master e deixassem o ministro concluir seu trabalho, o STF talvez não sofresse com a lama lançada contra Toffoli, que respinga das matérias dos jornais e telejornais.
Caso Master, o que é preciso saber
Afinal, o brasileiro quer saber como Daniel Vorcaro, um empresário fracassado, mas de família rica de Minas, ligado à igreja evangélica de Lagoinhas do pastor Valadão, junto com seu cunhado pastor da mesma igreja Fabiano Zettel, conseguiram em poucos anos dar um banho de R$ 50 bilhões no mercado brasileiro.
Aqui está a verdadeira lama, semelhante a outras duas, que também vieram de Minas, as dos rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho, de onde nenhum alto dirigente da Vale foi para a cadeia, onde deveriam estar pelos crimes cometidos.
O Master pode ir pelo mesmo caminho, se depender da mídia camarada do mercado financeiro.
Toffoli condenado ao Master
O nome do ministro Toffoli foi ligado ao caso Master, primeiro por um acaso: como surgiu na investigação da 1ª instância o nome de um deputado, João Carlos Bacelar (PL-BA) , o caso teve que subir para o STF, onde Toffoli foi o ministro sorteado.
Como até o momento não surgiu nada contra o deputado, nem surgiu o nome de outro parlamentar (nem o do senador Ciro Nogueira), o caso pode votar para a 1ª instância,
Aí a mídia vai manchetar que Toffoli não resistiu à pressão e desistiu do caso.
Não há crimes no andar de cima, desde que aposentaram os mordomos, eternos culpados.
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