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Caso Master. Quem acompanha pela mídia acha que Toffoli é o culpado pelo rombo bilionário

Quem acompanha o chamado "Caso Master", o maior roubo da história do mercado financeiro brasileiro, pela cobertura da mídia tradicional tem a certeza de que ele é algo que aconteceu num resort no Paraná de nome esdrúxulo, Tayayá, passa por una viagem de jatinho de torcedores palmeirenses derrotados ao Peru, tudo isso explodindo no colo do ministro do STF, que é também o relator do caso, Dias Toffoli.

Embora não haja um crime de que seja acusado diretamente, Toffoli está envolvido em uma série de suspeitas, sem nenhuma prova, mas muita convicção, como nos casos tristemente famosos da Lava Jato.  

Os "crimes" são:

  • ter viajado no mesmo voo que um dos advogados de um dos vários diretores do Master 
  • frequentar um resort no Paraná, que pertenceu a seus irmãos, teve grande parte vendido em 2021 e o restante em fevereiro do ano passado, muito antes da liquidação do Master.

Toffoli no Globo

Ontem, a jornalista de O Globo Thaís Oyama chegou a insinuar que o ministro Toffoli poderia ser agredido se saísse às ruas do Brasil.

Já no primeiro parágrafo de seus ataques ao ministro, ela ironiza a ida da Toffoli a um resort na Argentina e sugere dois motivos para não fazê-lo no Brasil:

  1. ele gosta muito de resorts e se interessa também por conhecer estabelecimentos do gênero mundo afora; 
  2. ele buscou um refúgio fora do país para se proteger da vista de seus conterrâneos, dado que seu nome aparece no noticiário dia sim e outro também, cada vez sob luz pior. 

Na mosca: o nome de Toffoli realmente "aparece no noticiário dia sim e outro também, cada vez sob luz pior", e  coluna de Oyama veio acrescentar mais uma série de ilações sem provas, com com muita convicção, ao apedrejamento diário do ministro.

O dono do banco Master, Daniel Vorcaro, seu cunhado Zettel, o pastor Valadão da Igreja Lagoinha, o governador de Brasília, Ibaneis Rocha, o senador Ciro Nogueira, que tentou emplacar uma emenda que  favorecia ao banco a ponto de ficar conhecida como "emenda Master", nenhum desses é citado na coluna de Oyama.

E também o crime, ou os crimes de que Toffoli é acusado, nada disso contém a matéria. Qual a ligação do ministro com o rombo bilionário, que já chega a R$ 50 bilhões, não é dito.

Mas há as suspeitas contra ele, semelhantes à visita de Lula e dona Marisa ao triplex do Guarujá, ou ao barquinho de lata e os cisnes do sítio de Atibaia.  Tudo aparentemente do Lula. Só que não.

A ligação do ministro é porque ele tem irmãos que foram donos do resort paranaense, que foi frequentado por Toffoli, mesmo após os irmãos terem vendido boa parte em 2021, e parece que mesmo depois de terem liquidado o resto em fevereiro de 2025.

Ah, mas a cota de 2021 foi vendida a um fundo, Arleen, que era ligado a outro fundo e outro, e tinha a Reag, um verdadeiro polvo, ligada ao Master. 

Como ligada ao Master, e essa sim diretamente, é a Will Bank, fintech pertencente ao Master, cujo garoto propaganda era Luciano Huck, e que investiu mais de R$ 150 milhões na Globo, mesmo quando o Master já estavam cheirando mal no mercado financeiro. 

Vão suspeitar de Huck e da Globo, Oyama?

Se lesse ao menos o G1, do grupo Globo onde trabalha, Oyama saberia que:

"O fundo Arleen não é investigado pela Carbono Oculto e também não é citado nas investigações sobre o Banco Master." [G1]

Os "crimes" de Toffoli

Mas o ministro "cometeu os crimes" de ser irmão de donos do resort, ter frequentado o resort e até ter sido fotografado recebendo o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, e o ex-senador Luis Pastore, que também era dono do jatinho que levou Toffoli e os palmeirenses à final das Libertadores. E daí? Qual o crime?

No seu ataque ao ministro, Oyama escreve adiante:

A possibilidade de frequentar espaços públicos sem constrangimentos sempre foi marcador da honra — conceito que Aristóteles trata como “bem externo”. Diferentemente da virtude — um “bem interno”, que alguém tem ou não tem —, a honra é um conceito atribuído, resultado da percepção social, fundamentada ou não, de que seu portador é dotado de excelência moral e intelectual.

Do mesmo modo, a desonra significa a perda dessa percepção. Para revertê-la, o atingido tem de erguer a voz para se defender com argumentos convincentes. Como nem Toffoli nem Moraes fizeram isso até agora, a desonra, como percepção pública, continuará a persegui-los à medida que avançarem as suspeitas sobre suas condutas. Mas, se Toffoli sempre terá um resort novo para se refugiar e Moraes pode continuar voando em jatos da FAB, o STF não tem onde se esconder.

Talvez se a mídia mirasse o olhar para os verdadeiros criminosos do Master e deixassem o ministro concluir seu trabalho, o STF talvez não sofresse com a lama lançada contra Toffoli, que respinga das matérias dos jornais e telejornais.

Caso Master, o que é preciso saber

Afinal, o brasileiro quer saber como Daniel Vorcaro, um empresário fracassado, mas de família rica de Minas, ligado à igreja evangélica de Lagoinhas do pastor Valadão, junto com seu cunhado pastor da mesma igreja Fabiano Zettel, conseguiram em poucos anos dar um banho de R$ 50 bilhões no mercado brasileiro. 

Aqui está a verdadeira lama, semelhante a outras duas, que também vieram de Minas, as dos rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho, de onde nenhum alto dirigente da Vale foi para a cadeia, onde deveriam estar pelos crimes cometidos.

O Master pode ir pelo mesmo caminho, se depender da mídia camarada do mercado financeiro.

Toffoli condenado ao Master

O nome do ministro Toffoli foi ligado ao caso Master, primeiro por um acaso: como surgiu na investigação da 1ª instância o nome de um deputado, João Carlos Bacelar (PL-BA) , o caso teve que subir para o STF, onde Toffoli foi o ministro sorteado.

Como até o momento não surgiu nada contra o deputado, nem surgiu o nome de outro parlamentar (nem o do senador Ciro Nogueira), o caso pode votar para a 1ª instância,

Aí a mídia vai manchetar que Toffoli não resistiu à pressão e desistiu do caso.

Não há crimes no andar de cima, desde que aposentaram os mordomos, eternos culpados.




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Toffoli não falou merda à toa. Vem aí nova onda golpista, o semipresidencialismo


Em Portugal, onde participa do 9º Fórum Jurídico de Lisboa, o ministro do STF Dias Toffoli pôs lenha na fogueira ao afirmar que o Brasil vive um semipresidencialismo com o STF atuando como partido moderador:
"Nós já temos um semipresidencialismo com um controle de poder moderador que hoje é exercido pelo Supremo Tribunal Federal. Basta verificar todo esse período da pandemia", disse Toffoli. [Fonte: Gazeta do Povo] 
Isso certamente vai excitar as hordas bolsonaristas que há muito acusam o STF de impedir Bolsonaro de governar como se ele soubesse ou quisesse fazer isso. Bolsonaro disse no início do governo que veio para destruir e não para construir.
 
Participando do mesmo Fórum, o golpista Temer aproveitou a deixa e retomou o tema e a defesa do semipresidencialismo:
Temer defendeu que o Brasil adote o semipresidencialismo, regime em que o presidente compartilha o poder com um primeiro-ministro, eleito pelo Congresso Nacional. O emedebista afirmou que parlamentares têm tempo hábil para aprovar o projeto até março do ano que vem. [Fonte]
Ou seja, que Terceira Via que nada! Nem Ciro, nem Dória, nem Moro, a Terceira Via deles é o golpe do semipresidencialismo (como já publiquei aqui) para tirar poderes de Lula, que ficaria mais ou menos como uma rainha da Inglaterra, enquanto um primeiro-ministro, eleito pelo Centrão provavelmente, comandaria o país.
 
É mais uma face do golpe. Já que não conseguem barrar a vitória de Lula, que cresce a cada nova sondagem, vão tentar lhe tirar o poder de governar.
 
Falta combinar com o povo., que por duas vezes já disse não ao parlamentarismo, que é o nome verdadeiro por trás de semipresidencialismo de araque do golpista Temer.





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Gabinete de Ódio de Bolsonaro é financiado por organizações internacionais, diz ministro do STF Dias Toffoli


Numa entrevista à TV Bandeirantes, o ministro do STF Dias Toffoli afirmou que soube por seu colega de Supremo ministro Alexandre de Moraes que as investigações sobre o Gabinete de Ódio de Bolsonaro mostram que o grupo recebia apoio financeiro internacional. 
 
Toffoli disse que não podia adiantar mais informações, mas que era bastante grave o apoio de entidades de outros países buscando interferir na vida política brasileira, incitando ataques à classe política e ao Supremo.
 
Não é preciso ser nenhum bidu para deduzir de que país são essas fontes internacionais de financiamento: basta ver para onde fugiram alguns dos membros já denunciados: Estados Unidos.




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Toffoli apaga fogo com gasolina e queima Gilmar em ligações para militares


Segundo Renato Souza, no Correio Braziliense, o presidente do STF, ministro Dias "Tutelado" Toffoli, ligou para generais com o intuito de colocar panos quentes na onda provocada por falta de interpretação de texto das lideranças das Forças Armadas com uma declaração do ministro Gilmar Mendes.

Gilmar afirmou que o Exército deveria ter cuidado, pois estaria associando sua imagem ao genocídio praticado pelo governo Bolsonaro no tratamento da pandemia e das populações indígenas.

Mas, em vez de panos quentes, o melífluo Toffoli levou gasolina para apagar o fogo, segundo se lê no Correio [grifo meu]:
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, ligou, nesta segunda-feira (13/7), para o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, e para o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, com a finalidade de apagar o incêndio que teve início com declarações do ministro Gilmar Mendes a respeito do Exército Brasileiro.
(...) No telefonema a Fernando Azevedo, Toffoli ressaltou que a visão do ministro Gilmar Mendes não representa o pensamento do STF, que atua, com os demais poderes, para amenizar os impactos da pandemia de covid-19. 
Jogou Gilmar Mendes às feras, comprando a versão de que ele teria afirmado que o Exército brasileiro seria genocida. Pior: dizendo que a opinião de Mendes não representa a de seus colegas, isolando-o.

O resultado não se fez esperar. Foi lançada dura nota pelo Ministério da Defesa, endossada pelos comandantes das três Forças, e o vice-presidente, general Mourão, quer desculpas de Mendes, "se tiver grandeza moral".

 Coisa que Toffoli não poderia fazer, pois lhe falta.




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Modulação do STF tem nome: Jeitinho de manter Lula condenado

Plenário STF

Plenário do STF decide que réus delatados têm direito de apresentar alegações por último


O STF decidiu hoje por 7 a 4 que o réu delatado tem direito a falar po último, confirmando o direito à ampla defesa inscrito na Constituição.

Mas, como diz o samba, Porém, ai porém, há o caso Lula, que se encontra preso (sem provas e por crime indeterminado) e que teria direito à anulação de sua sentença.

Então, o ministro Toffoli, presidente do STF, adiou a conclusão da sessão para amanhã, quando decidirão o que fazer com o resultado do julgamento.
Toffoli propôs que o entendimento sobre a ordem das alegações de delatores e delatados só anule sentenças de réus que 1) tiverem pedido, ainda durante o julgamento em primeira instância, para apresentar alegações por último e tiverem tido o pleito negado; e 2) tiverem comprovado que foram prejudicados. Essas restrições deverão ser debatidas na tarde desta quinta-feira. [Folha]
Como no julgamento do tríplex do Guarujá não houve o pedido dos advogados de Lula, a opção 1 deve ser escolhida. O nome deve ser Jeitinho para manter Lula condenado

Porque para o golpe seguir adiante Lula tem que continuar condenado e com direitos políticos cassados.

Ou seja, teremos casos em que a decisão do STF de que a defesa fala por última (repito, como manda a Constituição) vale e casos em que não.

E ainda há quem diga que não é golpe.

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Derrota iminente de Moro e turma da Lava Jato no STF leva Barroso a propor 'jeitinho'


Barroso e Moro sorridentes conversando

Decisão de que delatado tem que ser ouvido por último já é maioria e vai ser sacramentada na próxima reunião do Plenário



A maioria do Plenário do STF decidiu pela tese de que réu delatado tem o direito de falar depois do delator, exatamente como havia feito a 2ª Turma quando anulou a sentença do ex-presidente do BB e da Petrobras Aldemir Bendine por esse direito não ter sido respeitado.

Com a decisão, em tese, todas as sentenças em que esse pressuposto não tenha sido cumprido devem ser anuladas. Entre elas a de Lula no sítio de Atibaia.

Mas o "ponderado" presidente do STF Dias Toffoli, que já declarou temer os 300 mil soldados das Forças Armadas, suspendeu a sessão, que foi adiada para a próxima reunião do Plenário.

Segundo o Conjur, Toffoli "disse que vai apresentar um voto que conteria regras para delimitar a aplicação da decisão do Plenário".
O ministro Barroso, herói da turma da Lava Jato, especialmente do procurador de deus Deltan Dallagnol, com quem age como um mentor, e foi voto vencido, já corre à procura de um jeitinho que preserve as sentenças da Lava Jato, sem explicar como vai dizer a um condenado que não foi julgado corretamente (segundo decisão do STF de hoje) que ele tem que ficar preso, porque é importante preservar a Lava Jato.

Ora, anular a sentença não significa absolver o condenado. Apenas o julgamento será anulado para a realização de um novo julgamento, dessa vez com o direito de o réu acusado falar por último. Se for culpado, será condenado novamente, com seus direitos preservados.
"O caso tem risco de anular o esforço que se vem fazendo até aqui para enfrentar a corrupção, que não é fruto de pequenas fraquezas humanas, mas de mecanismos profissionais de arrecadação, desvio e distribuição de dinheiro público. Não há como o Brasil se tornar desenvolvido com os padrões de ética pública e privada praticados aqui.
Se a maioria do tribunal se inclinasse por dizer, que daqui para frente que o réu delatado falar depois do réu colaborador realiza mais adequadamente o mandamento constitucional da ampla defesa, eu não tenho dificuldade com isso”, frisou Barroso. [Estadão]
Barroso quer, claramente, colocar, como Moro, as condenações da Lava Jato acima da Justiça, em nome da "ética pública e privada".


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Raquel Dodge manda arquivar delação envolvendo Rodrigo Maia e irmão de Toffoli

PGR Dodge

Seis procuradores do grupo da Lava Jato pediram desligamento, inconformados com decisão de Dodge

Seis membros do grupo de trabalho da Lava Jato da Procuradoria Geral da República (PGR) pediram para se afastar nesta quarta-feira (4/9) por divergências de posicionamento com Raquel Dodge.
Em nota, os procuradores Raquel Branquinho, Maria Clara Noleto, Luana Vargas, Hebert Mesquita, Victor Riccely e Alessandro Oliveira dizem que o desligamento se dá devido a uma “grave incompatibilidade de entendimento dos membros da equipe” com manifestação enviada pela PGR ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última terça-feira (3/9).

Segundo o jornal O Globo e o Antagonista, o que motivou o desligamento foi o pedido de arquivamento preliminar de trechos do acordo de colaboração de Léo Pinheiro em que estariam citados o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e Ticiano Dias Toffoli, irmão do presidente do STF, Antonio Dias Toffoli. O JOTA confirmou a informação. [Fonte: Jota]
Já afirmei aqui que a Lava Jato resolveu bater de frente com o STF para marcar posição. A insistência na delação sobre o irmão de Toffoli tem o objetivo de pressionar o atual presidente do STF.

Fato é que ninguém deve estar acima da lei, mas a Lava Jato nem sempre agiu assim em relação a seus preferidos, como mostram reportagens da Vaza Jato em relação a FHC e Silvio Santos.

Agora, com o caso Bendini, e a decisão de anular sua sentença e devolvê-la à primeira instância, a Lava Jato resolveu partir para a guerra.

A seguir, a nota dos procuradores:
Prezados colegas,
Devido a uma grave incompatibilidade de entendimento dos membros desta equipe com a manifestação enviada pela PGR ao STF na data de ontem (03.09.2019), decidimos solicitar o nosso desligamento do GT Lava Jato e, no caso de Raquel Branquinho, da SFPO [Secretaria da Função Penal Orignária]. Enviamos o pedido de desligamento da data de hoje.Foi um grande prazer e orgulho servir à Instituição ao longo desse período, desempenhando as atividades que desempenhamos. Obrigada pela parceria de todos vocês. Nosso compromisso será sempre com o Ministério Público e com a sociedade.
Raquel Branquinho Maria Clara Noleto Luana Vargas Hebert Mesquita Victor Riccely Alessandro Oliveira


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Lava Jato contra-ataca e ameaça Supremo com senhas de Ferro

Mendes e procuradores da Lava Jato


Preso, cunhado de Marcelo Odebrecht tem as senhas para arquivos até então secretos da Odebrecht


A 63ª fase da Operação Lava Jato, em 21 de agosto, prendeu o ex-executivo da Odebrecht e cunhado de Marcelo Odebrecht, Maurício Ferro.
Maurício Ferro foi preso, e um grande prêmio da ação estava com ele: um conjunto de quatro senhas de acesso ao precioso sistema interno da empreiteira. Nas coxias da operação, sempre foi dito que Ferro saberia um caminho para algo nunca explorado pela Lava Jato: o braço em que a corrupção não atingia apenas empresários e políticos, mas também juízes de tribunais superiores. [Fonte: Igor Gielow, Folha]
Ferro pode ser a resposta da Lava Jato à anulação pela 2ª Turma do STF da condenação do ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil Aldemir Bendine.

Dallagnol e outros procuradores já se manifestaram contra a decisão do STF e afirmaram que ela pode ter efeito dominó e derrubar outras condenações, inclusive a de Lula relativa ao sítio de Atibaia.

Como forma de pressionar o Supremo, a prisão de Ferro com o anúncio de que ele tem as senhas e que denúncias podem alcançar ministros supremos, a Lava Jato contra-ataca.

Antes, não havia interesse da Lava Jato em várias delações: reportagens da Vaza Jato já mostraram que FHC e Silvio Santos "Não vieram ao caso". Anteriormente, Aécio também não. Tampouco Globo e mercado financeiro, de quem Palocci ameaçava contar segredos que Moro não quis ouvir.

Há muito se fala do nome de Fux e também nos de Toffoli e Gilmar, que teriam sido citados, sem serem oficialmente investigados pela Operação.

Parece que agora, especialmente após as acusações de Gilmar Mendes contra a Lava Jato, eles resolveram reagir.

Cada vez mais acuado no governo e com os bastidores sujos da Lava Jato vindo a público com as reportagens do Intercept, Moro e força-tarefa podem estar jogando sua última cartada.

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Morismo contra-ataca. Depois da PF em cima de Maia, promotores querem dossiê sobre Toffoli e esposa dos últimos 11 anos

Boneco murcho do super Moro


Ações são respostas do "morismo" para enfraquecer "adversários" de Moro


Não pode ser coincidência que, logo após o fracasso das manifestações em favor de Moro no último domingo, a PF saia com relatório contra o presidente da Câmara Rodrigo Maia na segunda-feira e promotores entrem com uma representação contra o presidente do STF Dias Toffoli e sua esposa, a advogada Roberta Maria Rangel, na terça.
Na segunda, em relatório conclusivo, a Polícia Federal atribuiu ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), os crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, e caixa dois, em investigações que envolvem a delação da Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato. [Estadão]
Rodrigo estaria, segundo os moristas, boicotando o projeto anticrime de Moro.

Hoje, o morismo foi para cima de Toffoli, que suspendeu as investigações sobre Flávio Bolsonaro e sobre ele mesmo, Toffoli e a esposa.
A Associação Nacional de Membros do Ministério Público, MP Pró-Sociedade, enviou à Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, uma representação pedindo o afastamento do sigilo bancário e fiscal do ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal. O pedido também atinge a mulher do ministro, Roberta Maria Rangel, e o escritório de advocacia dela.
‘Em razão da quebra ora requerida, a Receita Federal do Brasil deverá fornecer cópias dos dossiês integrados dos referidos contribuintes (em papel e em tabelas no formato Access), referentes aos últimos 11 anos’, pedem os procuradores. 
O MP Pró-Sociedade afirma que Toffoli fez ‘uso indevido do cargo público para escamotear a prática de ilícitos penais próprios e de terceiros’ e apresentam argumentos relacionados a dois casos: o da suspensão de investigações com dados do Conselho de Controle de Atividades Financeirs (Coaf), hoje Unidade de Inteligência Financeira, e o inquérito das ‘fake news’.[Estadão]
Assim como nas fases da Lava Jato, que surgiam sempre que algo contrariava o foco da Operação, agora o movimento é para enfraquecer os adversário dos ex-juiz, inclusive o mais recente, o próprio Jair, que anda fustigando e tirando poderes do ex-justiceiro de Curitiba.

A guerra vai ficar feia e, mais uma vez, quem sai perdendo é o Brasil.

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10 medidas reais de Bolsonaro contra a corrupção incluem demissão do fiscal do Ibama e do superintendente da PF que investigou relação com milícias

Medidas de Bolsonaro contra a corrupção - humor

Demissão de superintendente da PF no Rio é interferência nunca feita antes por um presidente


O anúncio da demissão do superintendente da PF no Rio Ricardo Saadi (é anúncio porque a pressão é tanta que Bolsonaro pode voltar atrás - o que não será a primeira vez) mostra mais uma vez o estilo Bolsonaro de combate à corrupção, para quem ainda não havia entendido.

Uma das primeiras medidas do presidente foi mandar demitir o fiscal do IBAMA que o multou em 2012 por pesca ilegal em área de proteção ambiental onde não apenas a pesca mas a presença de humanos é proibida.

Mandou trocar diretoria e depois de ministério o Coaf, que saiu de Moro para Guedes, porque investigou dados de sua família. Fez o mesmo com a Receita Federal.

Fez acordo com Toffoli (confirmado por este em entrevista à Veja) para barrar investigação contra o filho Flávio no caso Queiroz.

Agora pede a cabeça do superintendente da PF no Rio pelo mesmo motivo, além da investigação sobre as mortes de Marielle e Anderson por milicianos.
A investigação sobre a natureza dos supostos elos entre milícias do Rio de Janeiro e a família do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o chamado caso Queiroz, teve papel de destaque no surpreendente anúncio de demissão do superintendente da Polícia Federal no estado, delegado Ricardo Saadi.
Bolsonaro vinha se queixando a interlocutores havia meses de que não confiava na atuação de Saadi, que não tinha ingerência direta sobre nenhuma investigação envolvendo o clã Bolsonaro, mas que agia em sintonia com quem lida com o assunto.
A Folha ouviu de um governista que o presidente considera o tratamento dado às investigações envolvendo seu filho Flávio, senador pelo PSL-RJ, direcionado para atingir sua imagem. Daí a buscar responsáveis, foi um pulo: nunca antes um diretor regional da PF havia sido afastado por uma declaração presidencial.[Folha]





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Lava Jato queria a cabeça de Gilmar Mendes. Agora é o contrário


Mensagens entre procuradores mostram que eles queriam uma prova para derrubar Gilmar Mendes


Nova reportagem do Intercept Br, desta vez em parceria com o El País, revela mais bastidores da Vaza Jato.

Desta vez, como procuradores da Força Tarefa da Lava Jato andaram atrás de Gilmar Mendes (e torceram também para que ele sofresse impeachment junto com Toffoli), sob comando do procurador de deus e de palestras Deltan Dallagnol.


Procuradores da Operação Lava Jato em Curitiba fizeram um esforço de coleta de dados e informações sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, com o objetivo de pedir sua suspeição e até seu impeachment. Liderados por Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa, procuradores e assistentes se mobilizaram para apurar decisões e acórdãos do magistrado para embasar sua ofensiva, mas foram ainda além. Planejaram acionar investigadores na Suíça para tentar reunir munição contra o ministro, ainda que buscar apurar fatos ligados a um integrante da Corte superior extrapolasse suas competências constitucionais, de acordo com especialistas ouvidos pela reportagem. A estratégia contra Gilmar Mendes foi discutida ao longo de meses em conversas de membros da força-tarefa pelo aplicativo Telegram enviadas ao The Intercept por uma fonte anônima e analisadas em conjunto com o EL PAÍS.
Na guerra contra o ministro do Supremo, os procuradores se mostraram particularmente animados em 19 de fevereiro deste ano. "Gente essa história do Gilmar hoje!! (...) "Justo hoje!!! (...) "Que Paulo Preto foi preso", começa Dallagnol no chat grupo Filhos do Januário 4, que reúne procuradores da força-tarefa. A conversa se desenrola e se revela a ideia de rastrear um possível elo entre o magistrado e Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, preso em Curitiba num desdobramento da Lava Jato e apontado como operador financeiro do PSDB. Uma aposta era que Gilmar Mendes, que já havia concedido dois habeas corpus em favor de Preto, aparecesse como beneficiário de contas e cartões que o operador mantinha na Suíça, um material que já estava sob escrutínio dos investigadores do país europeu.
“Vai que tem um para o Gilmar…hehehe”, diz o procurador Roberson Pozzobon no grupo, em referência aos cartões do investigado ligado aos tucanos. A possibilidade de apurar dados a respeito de um ministro do Supremo sem querer é tratada com ironia. “vc estara investigando ministro do supremo, robinho.. nao pode”, responde o procurador Athayde Ribeiro da Costa. “Ahhhaha”, escreve Pozzobon. “Não que estejamos procurando”, ironiza ele. “Mas vaaaai que”. Dallagnol então reforça, na sequência, que o pedido à Suíça deveria ter um enfoque mais específico: “hummm acho que vale falar com os suíços sobre estratégia e eventualmente aditar pra pedir esse cartão em específico e outros vinculados à mesma conta”, escreve. “Talvez vejam lá como algo separado da conta e por isso não veio" (...) "Afinal diz respeito a OUTRA pessoa”. A força-tarefa de Curitiba tem dito que não reconhece as mensagens que têm sido atribuídas a seus integrantes e repetiu à reportagem que o "material é oriundo de crime cibernético e tem sido usado editado ou fora de contexto, para embasar acusações e distorções que não correspondem à realidade".
Essa nova reportagem vai botar ainda mais lenha na fogueira em que o STF quer queimar a Operação Lava Jato, diante das irregularidades e abusos cometidos por alguns de seus procuradores, Dallagnol à frente, e o ex-juiz Moro.

Leia a reportagem completa aqui.





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Barroso vê fofoca onde seus colegas do STF veem crimes


Barroso

O ministro Barroso é daqueles que não podem ver luz de geladeira sem fazer pose


Com ar de espadachim fora de época, o ministro Luis Barroso usou o truque dos palestrantes e jogou para a plateia de uma palestra (paga?) em São José dos Campos uma frase dúbia o bastante para receber aplausos de um lado e abrir uma porta de saída por outro.
"É difícil entender a euforia que tomou muitos setores da sociedade diante dessa fofocada produzida por criminosos".

Os aplausos são para quem quis entender a frase com seu sentido de que as reportagens do Intercept (e Folha, Veja, Band etc) e o suposto hackeamento são criminosos.

A porta de saída é que ele pode dizer que se referia apenas ao hackeamento e não ao conteúdo.

De qualquer modo, ele vai ter que se explicar no STF, onde pelo menos os ministros Fux, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Celso de Mello, Toffoli e Marco Aurelio Mello veem crime nos conteúdos divulgados e tomaram medidas nesse sentido.

Com sua frase dúbia, Barroso ofendeu esses seus colegas. Mas ganhou aplausos da plateia.





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Dodge diz que Toffoli usou lei errada e quer que proibição de investigação seja apenas sobre Flávio Bolsonaro

Toffoli e Dodge

Sem máscaras, sem cerimônia, deixando claro, a PGR Raquel Dodge acusou o ministro Toffoli, atualmente presidindo a Supremo Corte do país, de não entender de leis.

Dodge apresentou recurso contra decisão de Toffoli, que proibiu todas as investigações baseadas em dados do Coaf que não tenham sido antecedidas de autorização judicial.

Em seu recurso, a PGR diz que "um juiz não pode ir além do que é solicitado pelas partes". Ou seja, como a ação foi pedida pelo advogado de Flávio Bolsonaro, a decisão de Toffoli só poderia se referir ao caso dele.

Vai além a Procuradora Geral.
Dodge afirmou que a decisão de Toffoli utilizou uma lei que não trata especificamente desse assunto e não tem fundamentação jurídica adequada. Segundo a PGR, as leis e jurisprudências usadas por Toffoli "dizem respeito a situação completamente diversa". Essa fundamentação usada pelo presidente do STF trata de transferência de dados bancários para órgãos administrativos do governo federal sem autorização judicial.[Fonte: O Globo]
Ou seja: Toffoli não entende de leis nem de onde aplicá-las.

Para livrar o filho do presidente de investigação de corrupção e rachadinha com dinheiro de funcionários de seu gabinete, no famoso caso Queiróz, Toffoli fez contorcionismo além da conta, o que vai lhe causar agora esse torcicolo de girafa por ser chamado de incompetente pela PGR.



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Enfim STF toma uma atitude: Toffoli manda parar processos contra Flávio Bolsonaro, Queiróz e cia

Flávio Bolsonaro e Queiroz fazendo arminha

Finalmente,  Flávio Bolsonaro conseguiu alguém que atendesse suas súplicas. O presidente do STF Dias Toffoli veio em socorro do 01 e mandou parar todos os processos que envolvam o primogênito presidencial e sua galera, comandada pelo desaparecido Queiróz.
“As razões trazidas ao processo pelo requerente [Flávio] agitam relevantes fundamentos, que chamam a atenção para situação que se repete nas demandas múltiplas que veiculam matéria atinente ao Tema 990 da Repercussão Geral, qual seja, as balizas objetivas que os órgãos administrativos de fiscalização e controle, como o Fisco, o Coaf e o Bacen [Banco Central], deverão observar ao transferir automaticamente para o Ministério Público, para fins penais, informações sobre movimentação bancária e fiscal dos contribuintes em geral, sem comprometer a higidez constitucional da intimidade e do sigilo de dados”, afirmou Toffoli na decisão. [Folha]
O julgamento do Tema 990 está inicialmente pautado para novembro, mês das férias dos digníssimos. E quem dá a ordem do dia é o presidente do STF, no caso, Toffoli, que pode empurrar a decisão para o ano que vem. Ou alguém pedir vistas. Sabe como é...

Queiróz vai poder voltar à pescaria, numa boa...

E madame Bolsonaro vai continuar sem explicar o cheque de R$ 24 mil em sua conta. Se foi o único etc., talquei?



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