O senador Magno Malta, com sua prosódia especial, onde parece haver desencontro entre alma e corpo, vive de polêmicas, tendo como alvo principal pessoas de classes menos favorecidas ou então o presidente Lula, que as defende.
Uma de suas calúnias atingiu em cheio a vida do cobrador Luiz Alves Lima, a quem acusou de estuprar a própria filha, o que se provou falso.
A juíza Gisele Souza de Oliveira, da 4ª Vara Criminal de Vitória, tornou o senador réu por publicações feitas nas redes sociais em 2022.
Segundo o G1, o caso citado por Magno Malta tem origem em um processo criminal de 2009, quando Luiz Alves foi falsamente acusado de estupro de vulnerável contra a própria filha, então com dois anos.
O episódio ganhou repercussão nacional e foi explorado durante a CPI da Pedofilia, presidida à época por Magno Malta.
Como resultado da falsa acusação, o cobrador foi preso e sofreu o famoso tratamento especial que nossas polícias oferecem ao povo. Luiz Alves Lima foi torturado de tal modo e com tal intensidade que perdeu totalmente a visão de um dos olhos e parcialmente a do outro durante o período em que ficou detido.
Queriam que ele confessasse um crime que não cometeu. Posteriormente, sua inocência ficou provada quando os laudos concluíram que as lesões identificadas anteriormente nas partes íntimas da menina teriam sido causadas por micose ou bactéria, e não por abuso sexual.
Mas já era tarde para Luiz Alves Lima, agora deficiente visual, e que havia sofrido toda a humilhação de um homem acusado injustamente do hediondo crime de estuprar a própria filha de dois anos de idade. Crime agravado pela exposição sensacionalista que o senador Magno Malta fez do caso.
Procurado pelo G1, Magno Malta informou, por meio da assessoria, que não comentará o caso.
Recentemente, o senador foi acusado de esbofetear uma enfermeira no hospital DF Star.
Laudo do IML comprovaria agressão de Magno Malta a enfermeira
O cerco investigativo parece se fechar em torno do senador bolsonarista Magno Malta (PL-ES). Um laudo do Instituto de Medicina Legal (IML), produzido após o exame de corpo de delito da técnica de enfermagem que acusa o parlamentar de agressão, teria identificado uma escoriação na lateral direita do nariz da profissional totalmente compatível com o relato dela. A informação é do portal Metrópoles.
Em depoimento, a profissional de saúde afirmou ter recebido um tapa no rosto desferido pelo senador durante um procedimento médico. O impacto teria sido forte o suficiente para entortar seus óculos, que acabaram atingindo a região do nariz, provocando a marca identificada pelos peritos.
O fenômeno da rubefação e a perícia
Embora o exame pericial não tenha detectado vermelhidão facial no momento da análise, investigadores esclarecem que tal ausência não invalida a denúncia. O laudo leva em conta o fenômeno da chamada “rubefação”, a reação imediata de vermelhidão da pele após um trauma físico.
Especialistas explicam que esse sinal clínico costuma desaparecer em poucas horas, especialmente se a vítima lavar o rosto, fizer uso de compressas ou se houver um intervalo considerável entre o episódio e a chegada ao IML. No caso da técnica, a ausência da mancha vermelha era prevista pelos peritos diante do tempo transcorrido, mas a escoriação no nariz permaneceu como prova física do impacto.
O episódio no hospital
A agressão teria ocorrido na última quinta-feira (30), durante um exame de angiotomografia no Hospital DF Star, uma das unidades de saúde mais conceituadas, caras e luxuosas da capital federal. De acordo com a ocorrência, o equipamento de exames interrompeu a aplicação de contraste ao detectar uma oclusão no acesso venoso do senador.
Ao se aproximar para prestar assistência devido ao extravasamento do líquido contrastante, a profissional teria sido surpreendida pela reação violenta do parlamentar bolsonarista. Malta teria se levantado da maca, desferido um tapa em sua face e proferido ofensas, chamando-a de “imunda” e “incompetente”.
Nesta terça-feira (5), o Hospital DF Star informou que a técnica foi afastada de suas funções por recomendação médica particular e reiterou que está colaborando integralmente com a Polícia Civil do Distrito Federal.
O que diz o senador
Magno Malta utilizou suas redes sociais para negar veementemente as acusações. Em vídeo, o senador classificou o episódio como “falsa comunicação de crime” e afirmou nunca ter encostado a mão em uma mulher.
A defesa do parlamentar adotou uma linha de argumentação distinta, alegando que Malta estava sob forte medicação e com a “cognição comprometida” no momento do exame. Segundo os advogados, qualquer movimento brusco teria sido uma reação involuntária à dor do procedimento, e não um ataque deliberado à profissional. O laudo do IML, contudo, coloca a versão da defesa sob forte pressão técnica.
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