O ex-deputado Marcelo Freixo, atual presidente da Embratur, fez uma publicação em seu perfil no Instagram sobre o senador e candidato da Extrema direita à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro.
Freixo conhece Flávio Bolsonaro há muito tempo. Foram colegas na Assembleia Legislativa do Estado do Rio, quando Freixo foi relator da maior e mais perigosa CPI da Alerj, a das Milícias, em 2008.
Todos os deputados foram a favor da CPI, menos dois: Chiquinho Brazão, hoje condenado como mandante do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, e o filho do Jair, o 01, Flávio Bolsonaro.
Por quê? É isso que indaga Freixo, questionando a ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos semana passada para pedir ao presidente Donald Trump que denominasse as organizações criminosas PCC e CV como organizações terroristas.
Freixo estranha que Flávio Bolsonaro não tenha feito isso durante os quatro anos de governo do seu pai, caso esse desejo fosse sincero.
A verdade é que Flávio Bolsonaro sempre esteve, como sua família, ligado à milícia e ao crime no Rio de Janeiro. Flávio condecorou Adriano da Nóbrega, miliciano chefe do Escritório do Crime, grupo de matadores profissionais a serviço de quem os pagasse, como bicheiros e traficantes. Eram matadores de aluguel. E Flávio Bolsonaro deu a maior condecoração do Estado do Rio de Janeiro ao maior matador deles, o ex capitão PM Adriano da Nóbrega. Mais do que isso, empregou em seu gabinete a mãe e a esposa do assassino.
Mais: aliados de Flávio Bolsonaro foram recentemente presos por envolvimento com o Comando Vermelho, principal organização criminosa do Estado do Rio. Um deles, o deputado Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj e candidato da família Bolsonaro ao governo do Rio.
Freixo ironiza a súbita preocupação de Flávio Bolsonaro com o crime organizado:
"Por que durante o governo do Jair Bolsonaro as facções cresceram tanto e a milícia também? Não houve nenhum enfrentamento prioritário a esse crime organizado. Por quê? Esqueceram dessa pauta?... essa podridão política que tem relação direta com o crime organizado no Rio de Janeiro sempre foi base da família Bolsonaro."
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