Na Marcha para Jesus hoje em São Paulo estavam presentes vários personagens envolvidos direta ou indiretamente no maior escândalo do mercado financeiro da história do Brasil, o do Banco Master.
- Flávio Bolsonaro, candidato da extrema direita, "irmãozão" de Vorcaro de quem abiscoitou nada desprezíveis R$ 63 milhões declaradamente para o filme-biografia de seu pai, Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de gole de Estado;
- Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, que recebeu a maior doação de sua campanha de Daniel Vorcaro, via Fernando Zettel, um total de R$ 2 milhões;
- Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, que contratou Karina Ferreira da Gama, empresária do filme sobre a via do criminoso Jair Bolsonaro, para instalar cinco mil pontos de wifi na cidade, uma concorrência para lá de suspeita, onde só a empresa de Karina concorreu e com um valor cinco vezes superior ao do mercado em São Paulo;
- André Mendonça, ministro do STF e vice-presidente do TSE, relator responsável pelo caso Master, em que estão todos os demais envolvidos, e que até hoje não mandou investigar nem quebrar sigilos fiscal e bancário desses envolvidos no caso, especialmente Flávio Bolsonaro.
Faltou apenas Daniel Vorcaro o "irmãozão", que se encontra preso, assim como seu fiel pagador, Fernando Zettel, também pastor e preso.
Os outros estavam lá em cima do trio elétrico "em nome de Jesus". E o rebanho embaixo.
Reportagem de Plínio Teodoro na Fórum aponta que o candidato da extrema direita, que foi aos Estados Unidos pedir para que Trump transformasse em organizações terroristas as organizações criminosas PCC e CV e conseguiu de quebra novas tarifas sobre produtos brasileiros, que vão de 12,5% a 25%, discursou e falou em guerra do Bem contra o Mal.
“Bom dia, São Paulo, povo abençoado de Deus. Vamos orar pelo nosso Brasil. Essa guerra é espiritual e hoje é a maior resposta que nós podemos dar ao mundo do mal que vai ser expulso do governo desse Brasil esse ano”, afirmou o senador, que costuma dizer que ele está com Deus e “Lula com o diabo”.
Com camisa polo da marca Lacoste, com emblema da Marcha, usada pela nata do evento, Flávio deu entrevista ao canal do Youtube que transmitia o ato.
“Eu queria muito que o meu pai tivesse com a gente aqui presente, mas vamos lutar por ele”, disse o senador, interrompido pela entrevistadora que diz que “ano que vem, se Deus quiser, a gente profetiza que o Flávio vai voltar aqui”.
Logo Flávio Bolsonaro falar em Bem contra o Mal, ele que sustentou em seu gabinete mulher e mãe do miliciano e maior matador do Escritório do Crime, Adriano da Nóbrega, e que é filho de Jair Bolsonaro, o homem responsável por centenas de milhares de mortes durante a pandemia da Covid, que zombou dos que morreram por falta de oxigênio em Manaus e dos que cometeram suicídio por depressão, além de incentivar o plano que previa o assassinato de Lula, Alckmin e Moraes.
Seria tudo isso em "nome de Jesus"?
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