A onda de vitória de candidatos da extrema direita na América Liana deixou o continente desanimado. Parecia que uma nova ordem e uma nova onda conservadora era inevitável, sob o tacão de Washington, comandado por Donald Trump.
A última esperança estava depositada nas eleições brasileiras, o maior país do continente, o gigante que poderia manter acesas as esperanças das esquerdas (no plural).
Donald Trump e seu secretário Marco Rubio entraram em campo com todas as armas, especialmente as big techs, sabotando a campanha de Lula de maneira descarada.
Mas nem assim conseguiram vencer a determinação e Lula e do povo brasileiro de garantirem a vitória de nossa soberania e também a de nuestros hermanos latinos.
O jornalista Roberto Navarro, da rádio argentina El Destape, tentou o quanto pôde manter a neutralidade, embora com viés de esquerda, ao anunciar a vitória do presidente Lula contra o miliciano Flávio Bolsonaro, mas, ao final, não resistiu e deixou explodir a emoção.
Confira o depoimento dele no vídeo e a segui a mensagem traduzida.
Bom, acabou o mito de que a esquerda não pode vencer na América Latina; acabou o mito de que não é possível ser reeleito se você governa bem. O Lula está provando que é possível. Não sei se aqui vai dar certo ou não, mas, sem dúvida, isso vai dar ânimo ao campo popular, vai mostrar que é possível vencer, vai enfraquecer o Milei — bom, sem dúvida vai enfraquecer o Milei, porque ele foi até lá e disse que, se fosse, ajudaria a vencer.
O que vai acontecer na semana que vem? E se o Trump perder? Dá a impressão de que, apesar de — veja bem — apesar de todo o vento contrário que enfrentamos no mundo, algo está acontecendo nos últimos dias: europeus nas ruas mobilizados, brasileiros nas ruas mobilizados, na Argentina o povo mobilizado... pessoas que, pelo menos no Brasil, começam a votar de outra forma.
Houve um momento em que, na verdade, nos sentíamos encurralados; parecia que tudo estava contra nós, era muito difícil manter o otimismo. Pois bem, este senhor, com mais de 80 anos, nos mostra que é possível, que dá para virar o jogo nas eleições, que as pessoas podem voltar a acreditar no campo popular, voltar a acreditar em boas intenções, em partidos que tentam fazer com que você viva um pouco melhor.
Sinceramente — eu disse isso aos meus companheiros aqui quando cheguei — eu tinha muito medo de que o Bolsonaro vencesse, porque o próximo governo peronista não conseguiria sobreviver; não daria para viver com um continente de extrema direita. Bom, não aconteceu, não aconteceu! O Lula venceu, o Lula venceu, o Lula venceu, porra! Caralho, ele venceu! Vamos, Lula!
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