Há uma diferença entre a extrema direita e o bolsonarismo. A extrema direita é capaz das maiores atrocidades para chegar ao poder e ali implantar um governo extremista, de terror, misoginia, violência, perseguição aos mais fracos e às minorias. O bolsonarismo é tudo isso, mais a devoção quase religiosa à figura de Jair Bolsonaro, o Mito, para eles.
Kássio Nunes Marques e André Mendonça são homens religiosos — mais este que aquele, que não tem se revelado muito religioso nos surubóes do Vorcaro. Mas bolsonaristas eles são da primeira fila.
Quando chegaram ao comando do TSE com a missão de tomarem conta das eleições deste ano, todos temiam pelo que poderia ocorrer. Mas havia sempre a expectativa de que se curvariam à liturgia do cargo. Mesma expectativa que se teve em relação a Jair Bolsonaro na presidência, com os desastrosos resultados que tivemos.
Não está sendo diferente com Nunes Marques como presidente e André Mendonça como vice-presidente do TSE. Os dois agem como se não houvesse opinião pública, apenas a necessidade de eleger o filho de Jair Bolsonaro para que "o Mito" saia da cadeia e volte a alimentar seu rebanho com o capim informativo diário, carregado de violência, misoginia, fake news, preconceito e desprezo pelos pobres e os mais fracos da sociedade.
Desde o início ficou clara a estratégia da dupla: jogar com o tempo em favor de Flávio Bolsonaro e contra o presidente Lula. O esquema é simples: Se a campanha de Flávio reclama de algo da campanha de Lula, ele é imediatamente retirado do ar, em geral por André Mendonça. Se a campanha de Lula protesta e o plenário do TSE está dando razão a ele, muitas vezes por 5 a 1 (o um é de Mendonça), Nunes Marques usa o expediente de pedir destaque, o que volta o jogo a 0 a 0 para ser definido em reunião presencial, que nunca é marcada, Enquanto isso, o conteúdo favorável a Flavio fica fora do ar, se o prejudicava, ou fica no ar (mesmo fake news que ligam Lula ao Comando Vermelho), se o favorecia.
Os demais ministros do TSE protestam como lhes parece possível, deixando ou fazendo vazar para a imprensa suas insatisfações.
As decisões da dupla bolsonarista em afronta às opiniões dos demais ministros do TSE são tantas e tão repetidas, que esses já as veem como uma decisões propositais de Nunes Marques para provocar uma intervenção do órgão superior, o STF, o que seria capaz de atiçar Donald Trump, que acusaria o Brasil de ser uma nova Venezuela com o Judiciário intervindo nas eleições.
Nesse barco e lutando contra a maré segue a campanha do presidente Lula, que luta contra as molecagens e fake news de Flávio Bolsonaro, o comando contrário do TSE, o mercado financeiro e seu porta-voz, a mídia corporativa, as Forças Armadas, que querem de volta os milhares de cargos que conseguiram no governo Bolsonaro, que lhes ofereciam duplo rendimento, a extrema direita e os bolsonaristas.
O melhor presidente da história do Brasil, segundo pesquisa Datafolha, não merecia ter que enfrentar tamanha força a essa altura da vida, apenas porque não querem que ele continue a redistribuir os ganhos do país também para aqueles que mais necessitam.
Se vencer essa batalha, Lula se agiganta ainda mais. Se perder, a derrota não será dele, mas nossa, do povo brasileiro, do Brasil, que deixará de ser um país independente e voltará a ser colônia, mais um estado dos Estados Unidos da América.
Me vem à cabeça a frase do infame Eduardo Cunha ao aprovar o pedido de impeachment de Dilma Rousseff e antevendo o que viria a partir dali:
"Que Deus tenha misericórdia dessa nação."
https://whatsapp.com/channel/0029VbBsQ5SLI8YSFXsdg92o
Apoie


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Gostou? Comente. Encontrou algum erro? Aponte.
E considere apoiar o blog, um dos poucos sem popups de anúncios, que vive apenas do trabalho do blogueiro e da contribuição dos leitores.
Colabore via PIX pela chave: blogdomello@gmail.com
Obrigado.