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GloboNews monta arapuca para Lula com deputado evangélico, mas reação dele surpreende

No pós carnaval, logo em seguida ao desfile da Escola de Samba Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Lula, a GloboNews montou o que seria a seu ver um palanque perfeito para atacar Lula. 

Aproveitou a polêmica relacionada ao desfile da Escola e convidou um pastor evangélico para comentar o desfile e a reação negativa que a ala dos conservadores em conserva causou no público evangélico. O escolhido foi o deputado conservador de direita, pastor e líder evangélico Otoni de Paula (MDB-RJ).

A GloboNews esperava do deputado que ele cumprisse o papel que a ele estava destinado, de atacar a Escola de Samba e o presidente Lula.

Mas, surpreendentemente, o resultado foi o oposto. Otoni defendeu Lula de forma veemente dizendo que soube que haviam aconselhado o presidente a pedir que a ala das conservas fosse retirada do desfile, o que Lula não admitiu, porque disse que seria censura. 

Otoni também disse que Lula foi o presidente que mais fez pelo evangélicos, inclusive no reconhecimento da importância cultural dos evangélicos. 

As jornalistas não conseguiram disfarçar a surpresa.

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No Carnaval, Tarcísio rasga fantasia de candidato à reeleição em SP e joga no lixo 

O governador de São Paulo Tarcísio de Freitas não resistiu ao desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Lula. Tarcísio reagiu como se o desfile, que não o cita em momento algum, fosse uma ofensa pessoal a ele. Ele não se conteve, rasgou a fantasia de candidato à reeleição ao governo de São Paulo e jogou no lixo. Com isso, mostra que seu sonho é ser presidente do Brasil e não o prêmio de consolação que seria continuar à frente do governo de São Paulo.

Em vez de falar de seus planos para os próximos 4 anos em São Paulo, o que fará para conter o recorde de feminicídios, o aumento da letalidade policial — que dobrou em relação ao governo anterior —, a corrupção em sua Secretaria de Fazenda, onde apenas um auditor levou um bilhão em propina, Tarcísio resolveu agir como sommelier de desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro e criticar a Acadêmicos de Niterói. 

De quebra, o governador de São Paulo fez ataques ao governo do presidente Lula oferecendo alternativas para o país e não para São Paulo, estado onde ele ainda é governador e pelo menos até outro dia, candidato à reeleição. 

O problema para Tarcísio é que os bolsonaristas já têm candidato a presidente — o distribuidor de medalhas a milicianos Flávio Rachadinha Bolsonaro —, não querem Tarcísio, escolheram Flávio a partir da indicação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, recolhido na Papudinha para cumprir 27 anos e 3 meses de prisão.

Tarcísio parece agora se rebelar contra a decisão de Jair e insistir em sua candidatura a Presidente da República provocando novo racha na direita tão Rachadinha...

Logo ele, que piorou todos os índices de São Paulo, a ponto da "locomotiva" do país ter uma retração na indústria de 2,2%.

Talvez seja por isso que Tarcísio tenha mudado de assunto e mirado a Acadêmicos de Niterói e Lula. Ele não tem nada de bom para falar de São Paulo. 

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Enredo sobre a vida de Lula e o ministério do Vai dar Merda, de Chico Buarque

O presidente Lula veio ao Rio com Janja neste domingo, 15, para assistirem ao desfile da Escola de Samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente narrando a história de sua vida de menino pobre a presidente do Brasil.

Mas antes de irem para o Sambódromo, Lula e Janja se encontraram com o casal Chico Buarque e Carol Proner. Não sabemos se no encontro Chico lembrou ao presidente de uma sugestão que lhe deu em seu primeiro mandato, de criação do Ministério do Vai Dar Merda (MVDM).

O objetivo do Ministério seria analisar os projetos à luz do potencial de Merda que poderiam causar ao governo, a Lula ou membros do governo.

Por exemplo, o desfile da Acadêmicos de Niterói deste ano. O ministério, se acionado, quase certamente daria o veredicto fétido, porque o potencial de dar merda é altíssimo e num grau impensável, pondo em risco até a candidatura presidencial de Lula.

É certo que Lula foi homenageado. O presidente não encomendou a homenagem, apenas a recebeu. Mas, se devidamente assessorado pelo MVDM, agradeceria à escola e pediria que adiasse a homenagem para o ano que vem, quando ele poderia estar reeleito mais uma vez e a homenagem seria ainda mais grandiosa, explicando à Escola os problemas que o desfile em ano eleitoral trariam e estão trazendo.

Pode não dar em nada — o que é mais provável, tudo se resumindo ao eterno chororô dos bolsonaristas —, mas pode dar merda, diria o Ministério, e isso é tudo de que não precisa o presidente Lula em ano de reeleição, com o bolsonarismo ainda vivo e mercado financeiro, militares e mídias, incluindo as redes sociais sem regulação, todos unidos contra o presidente. 

Sem esquecer o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diagnosticado com narcisismo maligno, um tipo vingativo que só aceita relacionamento baseado na subordinação do interlocutor, que tem Lula atravessado na garganta pelo comportamento altivo do presidente diante do tarifaço.

Lula não se rendeu, Trump teve que ceder, e isso certamente está guardado no pote de mágoas trumpista, que virá em cima das eleições presidenciais brasileiras "agarrado no ódio", louco para entregar o Brasil nas mãos do Flávio Rachadinha Bolsonaro, que certamente completará a obra do pai e entregará o Brasil de mão beijada aos Estados Unidos.

O noticiário pós desfile não fala em outra coisa. São pedidos de penalização vindos da tropa bolsonarista, ainda mais após a "fraquejada" da atual presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, que disse que o caso do desfile e da homenagem é uma "areia movediça", o que definitivamente não é coisa boa e botou gasolina na fogueira bolsonarista.

Que a homenagem ao presidente Lula e sua trajetória de vida é justíssima, talvez só bolsonaristas e assemelhados, que odeiam Lula e o PT por serem o que são, discordem. Mas, em ano eleitoral, certamente o MVDM vetaria.

Que não há crime na homenagem, a maioria dos juristas concorda. Mas maioria não significa totalidade, e alguns, incentivados por uma intensa campanha das mídias, pode encontrar uma "pedalada carnavalesca", que será julgada pelos futuros presidente e vice do TSE, que assumem os cargos em setembro: ministros Nunes Marques e André Mendonça, ambos bolsonaristas, comandantes do TSE durante as eleições.

Definitivamente um caso para o Ministério do Vai Dar Merda de Chico Buarque, infelizmente ainda não criado por Lula.

 



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