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No Peru, Professor Castillo, alunos e povo comemoram vitória. Fujimori e Vargas Llosa choram


Computadas 100% das urnas, está confirmada a vitória do professor Castillo sobre a filha do ditador Fujimori, Kenko, mesmo apoiada pelo antigo arquirrival de seu pai e Prêmio Nobel de Literatura, o peruano Mario Vargas Llosa. Uma vitória apertada, por isso ainda mais comemorada: a diferença ficou em torno de 40 mil votos em favor de Castillo.
 
Como sempre acontece, quando perde a direita apela e tenta melar as eleições. Dessa vez não está sendo diferente. Fujimori quer a anulação de ao menos 200 mil votos, mesmo que todos os organismos internacionais presentes confirmem a lisura das eleições.
 
Vargas Llosa também não aceita a derrota, endossa as críticas de Fujimori, embora seja mais cauteloso que a filha do ditador.
O escritor reiterou que o JNE [o TSE peruano] “é a instituição na qual os peruanos devem confiar, porque é a instituição que tem o poder de decidir a esse respeito”.
“Creio que o JNE está em condições de se pronunciar sobre o assunto de forma persuasiva e clara”, insistiu.
Acrescentou que o órgão eleitoral "deve ou não justificar a palavra fraude" alegada por Fujimori e seus seguidores, embora considere que se trata de "uma palavra muito perigosa".
“Talvez seja prudente, enquanto o júri não decidir sobre o assunto, não levantar a palavra fraude”, disse ele.
Apesar de a campanha já ter terminado, Vargas Llosa manteve um tom proselitista e destacou que em seu país "muitas pessoas" que são "sempre" Fujimori e até anti-Fujimoristas, como no caso dele, apoiam Fujimori porque não querem “a catástrofe que seria um governo do senhor Castillo”.
“Se este candidato chegar à presidência, a catástrofe que todos os peruanos enfrentarão será incomensurável e terá muito a ver com o que vive a Venezuela”, enfatizou. [Fonte]
Assim como aconteceu com o metalúrgico Lula no Brasil e o índio Evo Morales na Bolívia, a elite reage contra a eleição de um professor de ensino fundamental, que teve como símbolo de campanha um lápis.
 
Torcem para que Castillo fracasse para que possam manter a máxima de que só as elites podem e sabem decidir o que é melhor para um país e que caberia ao povo apenas tocar a vida esperando a morte chegar.





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Eleição no Peru segue indefinida, com vantagem para Castillo. Mas Fujimori já ameaça com golpe


Como era de se esperar, segue muito disputada a escolha do próximo presidente do conturbado Peru. Nos últimos cinco anos, foram quatro presidentes. No domingo, os peruanos foram às urnas escolher o quinto. 
 
A filha do ditador e assassino Alberto Fujimori, Keiko, largou na frente, mas foi ultrapassada pelo professor de ensino fundamental Pedro Castillo, que desde a manhã de ontem mantém estreita margem de vantagem, que chegou a quase 100 mil votos, mas começou a cair e agora está em torno de 85 mil [imagem acima].
 
Ocorre que boa parte das urnas que faltam é de eleitores que votaram no exterior, majoritariamente a favor de Fujimori.
 
No momento em que escrevo esta postagem, foram apurados 44% dos votos do exterior e Keiko Fujimori tem uma vantagem de 40 mil votos sobre Castillo.
 
Se a proporção se mantiver,  a eleição será decidida nas últimas urnas - o que deve ocorrer somente amanhã.
 
Mas, também como era de se esperar, ainda preventivamente a candidata filha do terrorista que governou o Peru por dois mandatos e mandou esterilizar mulheres indígenas, já está reclamando de irregularidades na apuração, com o claro intuito de melar a eleição caso perca.
 
Exatamente como aconteceu no Brasil, com a vitória de Dilma sobre Aécio; na Bolívia, em 2019, com a vitória de Evo, que levou ao golpe.
 
Os golpistas não se importam com originalidade, eles querem o poder, de qualquer maneira. Contam para isso com o auxílio luxuoso dos Estados unidos, prontos a apoiar qualquer um que acuse o adversário de comunista - ainda que o seja mesmo.



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Eleição no Peru cada vez mais parecida com a da Bolívia em 2019 pode gerar novo golpe


Faltando menos de 10% das urnas a serem computadas, a direitista Keiko Fujimori lidera com uma diferença de 0,45% de vantagem sobre o professor comunista Pedro Castillo as eleições presidenciais no Peru, que aconteceram neste domingo. 
 
Na divulgação anterior, a vantagem de Fujimori sobre Castillo era de mais de 5%, e as urnas a serem computadas são da área rural, de onde vem Castillo.
 
Assim como aconteceu nas eleições bolivianas em 2019, Evo Morales (com quem Pedro Castillo tem muitas semelhanças, inclusive quanto a planos de governo) estava atrás e virou nos votos rurais ocasionando a contestação de sua vitória e o subsequente golpe.
 
O mesmo pode acontecer no Peru agora. Pois os interesses dos Estados Unidos no país costumam agir como em qualquer outro do continente, usando de todas as armas para fazer valer sua vontade.
 
A única chance de Castillo levar a eleição seria uma vitória consagradora, o que infelizmente não aconteceu.
 
É esperar para ver se Castillo vira e ultrapassa os pouco mais de 300 mil votos que Fujimori tem de vantagem nos quase 2 milhões a serem apurados. E se sua vitória, se vier, será respeitada ou teremos novo golpe made in USA.





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