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Tucker Carlson, que entrevistou Putin, entrevista mulher de Assange, Stella

O apresentador de TV estadunidense Tucker Carlson, que recentemente fez uma antológica entrevista com o presidente da Rússia Vladimir Putin, que teve 18 milhões de visualizações apenas em seu perfil do Youtube, entrevistou na semana passada a advogada, mulher e mãe dos dois filhos do líder do WikiLeaks, Julian Assange, Stella.

Na entrevista, Stella fala sobre a atual situação de Assange, em compasso de espera pela decisão de dois juízes da Suprema Corte do Reino Unido que vão liberar ou não a extradição de Assange aos Estados Unidos, onde ele pode ser condenado a até 170 anos de prisão por haver divulgado crimes de guerra cometidos pelos EUA.

Stella fala que Assange tem sua saúde muito deteriorada, após estar há cinco anos preso numa prisão de segurança máxima em Belmarsh, sem que tenha cometido crime algum naquele país, apenas aguardando se é extraditado ou não.

No total, são 14 anos de perseguições contra Assange, que já teve que ficar exilado na embaixada do Equador e agora está na solitária de uma prisão tão barra pesada onde já testemunhou o suicídio de alguns companheiros de prisão.

A entrevista é em inglês. Se você tem dificuldade ou não fala inglês, clique na engrenagem no pé do vídeo, escolha legendas, inglês (gerada automaticamente); depois clique de novo em legendas, traduzir automaticamente e escolha o idioma português.




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Secretário de Estado dos EUA diz que país está muito preocupado com 'intimidação de jornalistas na China'. E Assange?


Em seu perfil no Twitter (ao que parece a nova plataforma de comunicação dos governos), o secretário de Estado dos Estados Unidos Antony Blinken escreveu [na tradução do Google]:
Os Estados Unidos estão profundamente preocupados com a tendência crescente de vigilância, assédio e intimidação de jornalistas estrangeiros na China. A República Popular da China pode e deve fazer melhor. 
Mas, e quanto à vigilância, o assédio, a intimidação e mesmo a ameaça de encarceramento perpétuo do governo dos EUA a Julian Assange?
 
Afinal, o trabalho do líder do WikiLeaks foi reconhecido pelos principais jornais do mundo, inclusive dos EUA, que deram destaque e fizeram parcerias jornalísticas com os dados divulgados por Assange e sua equipe, num trabalho por todos reconhecido como jornalístico.
 
Assange é perseguido há 10 anos pelos EUA. Teve que passar mais de sete anos (para ser exato, 2429 dias) refugiado na embaixada do Equador em Londres e amarga agora dois anos na cadeia de segurança máxima de Belmarsh, onde fica encarcerado por 23 horas e tem direito a um passeio solitário de uma hora, cada dia em horário diferente, e sem que possa conversar com ninguém, a não ser em horários específicos com seus advogados, inclusive a mulher, que também é advogada.
 
Assange não pode ver os filhos, não pode ter uma vida normal, embora não tenha cometido crime algum, a juíza tenha negado sua extradição aos EUA, mas ainda assim ele permanece preso aguardando a conclusão do recurso dos Estados Unidos (do secretário "preocupado com jornalistas na China" Blinken), que continuam requerendo sua extradição para encarcerá-lo por... fazer jornalismo.
 
Nenhuma preocupação com a liberdade de imprensa dos EUA pode ser levada a sério enquanto durar a infame perseguição a Julian Assange.
 
Não custa lembrar: Divulgar crimes de guerra não é crime; crime é cometê-los.
 
#FreeAssange




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Diretor do WikiLeaks diz que prisão de Assange mostra que EUA podem perseguir qualquer jornalista do mundo


O diretor do WikiLeaks Kristinn Hrafnsson declarou nesta sexta que a manutenção da prisão de Julian Assange é sinal do risco que corre qualquer jornalista do mundo, caso publique algo que vá contra os interesses dos Estados Unidos.
"Mesmo que Julian seja libertado, isso não acabará com o perigo que pesa sobre todos os jornalistas do mundo", disse Hrafnsson.

Se um jornalista “decidir fazer reportagens sobre questões de segurança nacional que os Estados Unidos considerem ser contra seus interesses, eles podem ser caçados a qualquer momento, em qualquer parte do mundo”, argumentou.

O diretor do WikiLeaks também enfatizou que se Assange for extraditado, ele não se beneficiará das proteções legais concedidas pela Constituição dos Estados Unidos aos cidadãos daquele país.

“É assustador para todos nós que não temos passaporte estadunidense. Este tipo de mensagem é enviada deliberadamente para colocar restrições a todos os jornalistas não estadunidenses no mundo e dizer-lhes que devem parar de reportar sobre certos assuntos”, disse Hrafnsson. (AFP)
Por haver divulgado ao mundo documentos com crimes de guerra dos Estados Unidos e aliados, Julian Assange não é um homem livre desde dezembro de 2010. Primeiro teve que se exilar na embaixada do Equador, em Londres. Depois, entregue aos EUA pelo presidente Lenin Moreno em troca de ajuda econômica, Assange se encontra preso em Londres, sem julgamento, aguardando a confirmação de sua não extradição aos Estados Unidos, que foi decida em janeiro deste ano para finalmente voltar a ser um homem livre.
 
Devido às restrições, Assange não tem encontro presencial com a mulher Stella Moris e os dois filhos pequenos, Gabriel e Max.



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EUA querem que Assange pague por denunciar seu jogo sujo no Iraque e com aliados, inclusive o Brasil


Não é pouco o que vai estar em julgamento no próximo dia 7 de setembro.

Enquanto por aqui algumas pessoas, ignorando a pandemia, estão programando seu feriadão de Dia da Independência (qual?), em Londres será julgado não apenas o destino de Julian Assange, mas se os Estados Unidos têm o direito de levar suas leis a qualquer país do mundo.

Assange é criador do WikiLeaks, site que divulgou documentos secretos do governo dos Estados Unidos, conseguidos através de Chelsea Manning.

Nesses documentos fica-se sabendo de atrocidades cometidas pelos Estados Unidos, como o assassinato de civis e crianças por um helicóptero Apache no Iraque, e a tortura a prisioneiros em Guantánamo.

Também há a divulgação de que os Estados Unidos espionaram países, inclusive aliados, como o Brasil.

Vou fazer uma postagem sobre algumas das denúncias de Assange que se referem ao Brasil, e que mostram o quanto importante é a defesa de que ele seja libertado e não enviado aos Estados Unidos, onde pode pegar 175 anos de cadeia.

E até o dia do julgamento pelo menos uma postagem diária em defesa da liberdade de Assange, do jornalismo e da autodeterminação dos países.

Divulguem em suas redes a hashtag #FreeAssange.

Abaixo reproduzo mais uma vez a imagem do assassinato de civis no Iraque por um helicóptero Apache, com os pilotos atirando friamente como se estivessem brincando de videogame. Aviso: são imagens fortes, que mostram o porquê da perseguição dos EUA a Assange.




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