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Paulo Gustavo morreu porque pertencia ao nosso grupo de risco: brasileiros governados por um delinquente


Da jornalista Mariliz Pereira Jorge, na Folha.
A morte é política
Quanto mais demorarmos a vacinar a população contra a Covid-19, mais gente morrerá. Escrevi isso no dia 9 de dezembro, quando o país chegava a 180 mil óbitos e testemunhávamos a primeira pessoa no mundo a ser imunizada, uma britânica de 90 anos.

O texto seguia: a incompetência, o desdém e a demora do governo, na figura do presidente, serão culpados por todas as mortes que poderiam ser evitadas com uma vacina. De lá para cá, mais do que dobramos o número de vidas perdidas, e a CPI em curso deve mostrar o que eu disse na ocasião: Bolsonaro é um genocida.

Como não politizar a morte se a política adotada pelo governo federal na pandemia continua a enterrar milhares por dia? É resultado da gestão assassina que ignorou as medidas básicas que poderiam ter protegido a população.

Com quase 415 mil mortos e vacinação em marcha lenta, Jair Bolsonaro segue empenhado em boicotar as poucas maneiras de evitar que a doença continue a devastar o país. Em menos de 24 horas, diz que a obrigatoriedade do uso de máscara “já está enchendo o saco”, sugere que a China faz guerra biológica e volta a ameaçar com decreto as medidas de isolamento adotadas pelos estados.

Nesta terça (4), quando o país inteiro se comoveu com a perda do ator Paulo Gustavo, a tragédia brasileira mais uma vez ganhou um rosto e luto coletivo. Mistura-se à tristeza a revolta contra o governo. A partida do comediante, jovem e brilhante, é o retrato do negacionismo de Bolsonaro. Assim como a de outros milhares, poderia ter sido evitada com uma vacina, se não fosse o desprezo que Bolsonaro tem pela vida, pela ciência, pelas instituições.

A melhor prova é que o Brasil registrou queda no número de óbitos de profissionais da saúde e de idosos que foram vacinados. Paulo Gustavo morreu porque pertencia ao mesmo grupo de risco que todos nós: o de brasileiros governados por um delinquente.

Está claríssimo, e os primeiros dias da CPI do Genocídio só estão reforçando o fato, de que a pandemia se alastra no Brasil sob comando de Bolsonaro.
 
Não há saída para o Brasil sem a saída dele. 
 
Os Estados Unidos mostraram o caminho. Bastou a saída de Trump e sua troca por Biden para a situação mudar totalmente naquele país, que liderava o número de casos e de mortes, lugar que hoje ocupamos ao lado da Índia, que é governada por outro negacionista, estilo Trump e Bolsonaro.
 
Aqui no Brasil não adianta trocar Bolsonaro por Mourão, pois vai ser trocar seis por meia dúzia. Mourão é um general como generais são Pazuello, Heleno e os demais que escoltam e endossam o genocídio. 
 
Talvez seja tão negacionista quanto Bolsonaro e com o perigo adicional da patente, de dizer que precisará de mais tempo para consertar o país e tentar o golpe que Bolsonaro ameaça e só não dá porque não tem força para isso.
 
O país respira por aparelhos e o oxigênio está acabando.



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Hipócrita, Bolsonaro tenta faturar em cima da morte de Paulo Gustavo, mas é escorraçado nas redes


Todo mundo sabe o que Bolsonaro pensa sobre as mortes na pandemia, que já chegam a 410 mil. Entre eles, infelizmente, somou-se nesta terça o nome do humorista Paulo Gustavo.

Bolsonaro, que nunca deu uma palavra sequer sobre os mais de 410 mil mortos, resolveu faturar em cima do prestígio do humorista escrevendo em seu perfil no Twitter:
- Meus votos de pesar pelo passamento do ator e diretor Paulo Gustavo, que com seu talento e carisma conquistou o carinho de todo Brasil. Que Deus o receba com alegria e conforte o coração de seus familiares e amigos, bem como de todos aqueles vitimados nessa luta contra a Covid. 
As pessoas não perdoaram, pois todos sabemos a opinião de Bolsonaro sobre os mortos, expressa várias vezes:
- Deixa de mimimi, não sejam maricas, eu não sou coveiro, todo mundo vai morrer...
 
A reação não tardou e as palavras mais marcadas (hashtags) no Twitter foram "covarde" e "assassino".
 
Entre os que não perdoaram a hipocrisia de Bolsonaro, estão o escritor Paulo Coelho, que se manifestou no Twitter:
Assassinos de Paulo Gustavo : - quem dizia "é só uma gripezinha" - "não passa de 200 mortes" - "cloroquina resolve" - "gente morre todo dia" - "Lockdown destroi o país" - "máscara nos faz respirar ar viciado" - "eu obedeço o comandante" E por aí vai. Canalhas da pior espécie.
O deputado Marcelo Freixo foi mais econômico nas palavras mas também incisivo, em resposta ao tweet de Bolsonaro:
Você vai pagar pelos seus crimes, seu monstro. Cínico.
A partir daí Bolsonaro o bloqueou no Twitter. É o que ele vive ameaçando fazer com o Brasil: bloquear as vozes dissidentes, que mostram que ele é um genocida, que está colaborando com o vírus para alastrar a pandemia e exterminar boa parte dos brasileiros, especialmente aqueles a quem ele despreza: pobres, indígenas, idosos.
 
Mas a CPI está colhendo provas contra ele e seu relatório final será devastador.
 


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