Comentário de Antonio Mello no Fórum Mídias, da TV Fórum.
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Marielle Franco trabalhou na campanha e depois foi assessora parlamentar de Marcelo Freixo por dez anos, até ser eleita vereadora. A relação dos dois era tão próxima que houve quem levantasse a hipótese de que ela teria sido assassinada como uma forma de punir Freixo.
Hoje, presos os mandantes do assassinato, Marcelo Freixo, atualmente presidente da Embratur, fez várias postagens no X, antigo Twitter, comentando o assunto que ele conhece tão bem, não apenas pelo relacionamento estreito com Marielle mas por ter sido o presidente da CPI das Milícias, de 2008, que já denunciava a família Brazão como uma das mais poderosas milícias do Rio.
Por uma coincidência, no dia da prisão dos mandantes, 24 de março, Renato, irmão de Freixo, foi assassinado pela milícia, em 2006.
Freixo fala de sua expectativa de que o Rio de Janeiro aproveite este momento para dar uma virada geral na nefasta ligação entre crime, polícia e política.
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A família Brazão é um projeto político no Rio de Janeiro. Tem vereador, deputado estadual, deputado federal, membro do Tribunal de Contas. E indica cargos nos governos. A operação da Polícia Federal hoje vai nos ajudar a entender a relação de crime e política desse projeto, é uma investigação fundamental para entendermos o tamanho do buraco que está o Rio.
Por que escolheram a Marielle? Sem dúvida porque é uma mulher negra, eles tinham certeza de impunidade. No dia seguinte, no velório, já tinha uma multidão. A resposta que a sociedade deu teve a ver com a grandeza do que Marielle representava, coisa que eles nunca foram capazes de enxergar.
O delegado Giniton Lages, ex-titular da Delegacia de Homicídios, afastado das funções pelo STF por envolvimento na obstrução das investigações do assassinato de Marielle, escreveu um livro sobre ela. O nível de barbárie e deboche é inacreditável.
Foram 5 delegados que comandaram as investigações do inquérito do assassinato da Marielle e do Anderson, e sempre que se aproximavam dos autores eram afastados. Por isso demoramos seis anos para descobrir quem matou e quem mandou matar. Agora a Polícia Federal prendeu os autores do crime, mas também quem, de dentro da polícia, atuou por tanto tempo para proteger esse grupo criminoso. Essa é uma oportunidade para o Rio de Janeiro virar essa página em que crime, polícia e política não se separam.
Foi para Rivaldo Barbosa que liguei quando soube do assassinato da Marielle e do Anderson e me dirigia ao local do crime. Ele era chefe da Polícia Civil e recebeu as famílias no dia seguinte junto comigo. Agora Rivaldo está preso por ter atuado para proteger os mandantes do crime, impedindo que as investigações avançassem. Isso diz muito sobre o Rio de Janeiro.
Hoje é 24 de março, dia em que meu irmão Renato, que foi retirado de nós pela milícia, faria aniversário de 52 anos. No caso dele, ficamos 14 anos sem saber quem matou e quem mandou matar. Quando o caso foi resolvido, os crimes já estavam prescritos e os assassinato estão livres até hoje. Hoje, que estaríamos em festa com Renato por seu aniversário, eu amanheço com os mandantes da morte da Marielle presos.
Em 2008, quando fiz a CPI das Milícias, nós escrevemos no relatório que crime, polícia e política não se separam no Rio. 16 anos depois, com o caso da Marielle resolvido, reafirmo a mesma frase. Um membro do Tribunal de Contas, um vereador (agora deputado) e um chefe da polícia presos envolvidos no assassinato da Marielle.
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Um adendo aos comentários de Freixo. Em 2008, quando da criação da CPI da Milícias, apenas dois deputados votaram contra: Flávio Bolsonaro e Chiquinho Brazão, hoje preso como um dos mandantes do assassinato de Marielle e Anderson.
O esclarecimento do assassinato de Marielle não diz apenas ao Caso Marielle, mas ao Rio de Janeiro. Ele diz respeito a ideia de que crime, política e polícia não se separam no Rio. A esse projeto em que matar é forma de fazer política. A operação da Polícia Federal hoje irá nos… pic.twitter.com/04935VA5tj
— Marcelo Freixo (@MarceloFreixo) March 24, 2024
PT e PSB firmaram um acordo: PT apoiaria o candidato do PSB ao governo do Rio, Marcelo Freixo, e em troca o PSB apoiaria o candidato do PT ao Senado, André Ceciliano.
No entanto, o deputado do PSB Alessandro Molon, que é presidente do PSB no Rio, lançou-se candidato ao Senado e insiste em manter sua candidatura, contrariando decisão acordada entre seu partido e o PT.
Segundo li, o PSB já teria retirado o fundo partidário da campanha de Molon, que vai ter que se virar com empresários e artistas amigos. Não poderia fazer outra coisa, porque o estatuto do Partido não permitiria. E Molon é presidente do Partido no Rio.
Indignada com a insistência de Molon, parte do PT ameaça romper o acordo com o PSB e o apoio a Freixo e partir para apoiar Rodrigo Neves, o que é responder a um erro com outro. Rodrigo é de um partido que tem outro candidato a presidente que não Lula, Ciro Gomes. Em seu horário eleitoral, vai dividir palanque, tela e microfone com Ciro, em detrimento de Lula. Ambos terão o mesmo número nas urnas, que não é o 13 de Lula. É trocar uma maluquice por outra.
Dizer que Rodrigo foi do PT não resolve, porque Molon também foi.
Tudo isso só desvia a campanha do foco principal: a eleição de Lula e de seus candidatos no Rio —Freixo governador e Ceciliano senador.
Especialmente as eleições de Lula e Freixo são fundamentais para o país e o Rio. É hora de focar no principal: Lula presidente 13 e Freixo governador 40.
- Meus votos de pesar pelo passamento do ator e diretor Paulo Gustavo, que com seu talento e carisma conquistou o carinho de todo Brasil. Que Deus o receba com alegria e conforte o coração de seus familiares e amigos, bem como de todos aqueles vitimados nessa luta contra a Covid.
Assassinos de Paulo Gustavo : - quem dizia "é só uma gripezinha" - "não passa de 200 mortes" - "cloroquina resolve" - "gente morre todo dia" - "Lockdown destroi o país" - "máscara nos faz respirar ar viciado" - "eu obedeço o comandante" E por aí vai. Canalhas da pior espécie.
Você vai pagar pelos seus crimes, seu monstro. Cínico.
O número de eleitores que não votaram no Rio (1.590.876) é maior do que os que votaram em Eduardo Paes (974.804) e Crivella (576.825) somados.Já o número de votos brancos (213.138) e nulos (413.962) também foi maior do que as eleições de 2016 e somados dão mais do que os votos de Martha Rocha (297.751) e Benedita da Silva (296.847).[G1]
Vamos ser claros? Essa é uma família de mafiosos. Carluxo é só o testa de ferro, o pitbull raivoso. O cabeça do esquema criminoso de fake news, montado com dinheiro público dentro do Palácio do Planalto, é o capo do clã: Jair Bolsonaro. Ele é o dono da milícia digital."Um por todos e todos por um" é o lema da famiglia Bolsonaro, e o "Um" por quem são todos é o presidente Jair Mentira Bolsonaro, que colocou os três filhos na vida pública e os elegeu.
Alexandre Ramagem é amigo de Flávio Bolsonaro. Sua indicação para a chefia da PF deixa explícita a interferência de Bolsonaro na instituição. O presidente sabe que se não intervier, seu filho pode acabar preso por envolvimento com milícia.O cerco se fecha sobre o clã e os próximos dias (ou horas) serão decisivos.
Estou apresentado uma ação para impedir que Alexandre Ramagem assuma a chefia da Polícia Federal. Ramagem foi chefe da segurança de Bolsonaro em 2018 e é amigo dos filhos do presidente. Jair quer transformar a PF numa polícia política a serviço do clã. Não vamos deixar.