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Na Venezuela, o medo venceu a esperança; a mentira, a verdade

Quem leu o blog na quarta-feira passada soube que corria perigo a vitória do “Si” na Venezuela. Repito a postagem, para quem não leu:

Corre risco o ‘Si’ na Venezuela

Ontem, a ex-mulher de Chávez deu declarações à imprensa, falando mal do ex-marido e ainda pior da reforma constitucional.

Nas ruas, e em pequenos spots de rádio e TV, a oposição lança boatos de que com a reforma acaba a propriedade privada e o governo vai ser dono de todos os lares e negócios na Venezuela. É mentira, mas isso apavora a classe média e os pequenos proprietários.

Tudo isso é muito parecido com a reta final da campanha de Collor contra Lula, em 1989.

No último debate, Collor disse que Lula se fazia de pobre, mas possuía um 3 em 1 de marajá. (Parêntesis: "Marajá" era como Collor chamava funcionários públicos com altos salários. 3 em 1 era um aparelho que reunia rádio – AM e FM – um gravador cassete e um toca-discos. Disco era uma coisa preta com um buraco no meio, que tocava música, como os CDs e MP3 players de hoje. Fecho parêntesis). Collor aproveitou-se também de uma declaração de Lula, para dizer que este tinha preconceito contra os nordestinos, quase como se estivesse dizendo: Vote num nordestino, mas não em Lula. (Parêntesis: Collor governara Alagoas, fingia-se nordestino, embora nascido no Rio. Fecho).

Não é que na Venezuela estão saindo com algo semelhante? Devido à alta popularidade de Chávez, a oposição lançou o slogan:”Chávez si, reforma No”.

No Brasil a farsa deu certo. Pode acontecer o mesmo na Venezuela.

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Chávez vence mais uma: Vitória do 'Si' na Venezuela

Da Agência EFE, às 21h no Portal Terra:

Três empresas de pesquisa apontam o "sim" como vencedor do referendo

Três empresas de pesquisa venezuelanas apontaram o "sim" como vencedor em suas primeiras projeções de votos após o referendo realizado hoje sobre a reforma constitucional proposta pelo presidente Hugo Chávez.

Números da vitória do ‘Si’ na Venezuela, nas pesquisas de boca de urna.

Do Rebelión:

Seijas
53 a 47 a favor do SI
PLM Consultores
54 a 46 a favor do SI
Consultores 3011
53 a 47 a favor do SI

Segundos os institutos, a abstenção teria ficado em torno de 50% (na Venezuela o voto não é obrigatório).

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Chávez: ‘Não haverá uma só gota de petróleo para os EUA’


Discurso de Chávez no megacomício em apoio ao Si, na reforma constitucional na Venezuela. O presidente ameaça cortar o envio de petróleo, caso a Operação Tenaza ocorra no dia da votação.

A Operação Tenaza, ordenada pelo governo americano e comandada pela CIA, seria deflagrada com o objetivo de causar tumultos em vários locais do país, ao mesmo tempo, e acusar o governo Chávez de fraude durante a votação, com o objetivo de criar um ambiente propício para uma possível invasão americana à Venezuela.

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Corre risco o ‘Si’ na Venezuela

Ontem, a ex-mulher de Chávez deu declarações à imprensa, falando mal do ex-marido e ainda pior da reforma constitucional.

Nas ruas, e em pequenos spots de rádio e TV, a oposição lança boatos de que com a reforma acaba a propriedade privada e o governo vai ser dono de todos os lares e negócios na Venezuela. É mentira, mas isso apavora a classe média e os pequenos proprietários.

Tudo isso é muito parecido com a reta final da campanha de Collor contra Lula, em 1989.

No último debate, Collor disse que Lula se fazia de pobre, mas possuía um 3 em 1 de marajá. (Parêntesis: "Marajá" era como Collor chamava funcionários públicos com altos salários. 3 em 1 era um aparelho que reunia rádio – AM e FM – um gravador cassete e um toca-discos. Disco era uma coisa preta com um buraco no meio, que tocava música, como os CDs e MP3 players de hoje. Fecho parêntesis). Collor aproveitou-se também de uma declaração de Lula, para dizer que este tinha preconceito contra os nordestinos, quase como se estivesse dizendo: Vote num nordestino, mas não em Lula. (Parêntesis: Collor governara Alagoas, fingia-se nordestino, embora nascido no Rio. Fecho).

Não é que na Venezuela estão saindo com algo semelhante? Devido à alta popularidade de Chávez, a oposição lançou o slogan:”Chávez si, reforma No”.

No Brasil a farsa deu certo. Pode acontecer o mesmo na Venezuela.

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