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Lula, Chávez, Evo, Corrêa. A ação dos EUA na América Latina



Quando presidente da Venezuela, Hugo Chávez sofreu bloqueio e intensa perseguição dos Estados Unidos. Morreu de um câncer misterioso que atingiu quase ao mesmo tempo várias lideranças da América Latina: Lugo, Evo, Cristina Kirchner, Lula e Dilma, no Brasil.

Quando tem muita coincidência assim em favor dos Estados Unidos, geralmente não é coincidência.

Na Venezuela, as pressões migraram de Chávez para Maduro, e os EUA querem matar o país de fome ou tirar Maduro, o que vier primeiro - assim como sempre aconteceu com a brava Cuba,

Em 2018, Lula foi proibido de concorrer numa eleição em que todas as pesquisas o apontavam como favorito destacado, por uma condenação num processo sem provas e objeto determinado.

É o chamado lawfare, uso da Justiça para interferir na política de um país.

O mesmo acontece agora com as outras duas lideranças desta foto: Evo Morales, da Bolívia, e Rafael Corrêa, do Equador. Ambos condenados recentemente em seus países para impedi-los de participar das eleições.

Repito: muita coincidência assim em favor dos Estados Unidos, geralmente não é coincidência.



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'A Revolução não será Televisionada'. Mas o golpe foi


Em 2002, a RCTV, equivalente à Rede Globo na Venezuela, semeou o golpe diariamente contra o governo do presidente Chávez, a ponto de incentivar uma greve geral no país.

Conseguiu seu intento.  Mas o golpe durou pouco e a resistência popular trouxe Chávez de volta ao poder.

Toda essa história é contada no documentário A Revolução não será televisionada, que você pode assistir na íntegra aqui a seguir, com legendas em português.

Aqui, o golpe está durando mais tempo. Eles aprenderam com aquele. E nós não. Tanto que o golpe aqui foi televisionado e endossado pelo Legislativo e Judiciário.

Mas, como lá, a reviravolta aqui virá. Será uma espécie de pentimento, mas aqui o arrependimento virá daqueles que apoiaram a destituição do PT (foi Dilma, como antes foi Lula) pela mudança social que representou para o país. Mas exatamente por isso, o arrependimento virá à tona, mostrando não os caminhos errados que levaram à nova pintura, mas os caminhos certos que foram abandonados pela mentira golpista fartamente alimentada pela Rede Globo.



Uma foto mostra os milhões de votos que separam Chávez de seu adversário Capriles Radonski

Capriles (o de boné) em campanha
Henrique Capriles Radonski (ou C.Ratonski, como o chamam os chavistas) resolveu fazer uma visita aos bairros populares, em mais uma etapa de sua campanha para tentar derrotar Chávez e chegar à presidência da Venezuela nas eleições de outubro.

O "sucesso" da empreitada de Capriles está reproduzido na foto acima.

Aonde a onda Obama nos levará?

ObamaObama

Os adversários de Obama, tanto Hillary quanto McCain, podem ir tirando o cavalinho da chuva. A onda Obama parece irreversível e tem terreno fértil para crescer e se alastrar ainda mais.

Nada como um candidato diferente dos candidatos de sempre para encher de esperança um eleitorado em meio à crise econômica, que ameaça levar a maior potência do mundo à recessão, e à crise política, com as guerras no Iraque e no Afeganistão, mais a questão palestina.

O que está acontecendo nos EUA pode ser ilustrado com aquele ditado que diz que água morro abaixo, fogo morro acima e mulher quando quer dar seu voto a Obama, ninguém segura.

No meu ibope particular, Obama tem 75% de chances de ser o próximo presidente americano, 20% de chances de ser assassinado (um dos esportes prediletos dos americanos) e os restantes 5% ficam distribuídos por votos nulos e brancos (aqui, McCain).

Se guardarmos a devida proporção (e bota devida e bota proporção nisso), a onda Obama é semelhante àquela que levou Lula, Evo Morales, Chávez e Rafael Correa à presidência de seus países. O povo americano quer experimentar uma nova emoção. E quando uma onda dessas toma conta do eleitorado, os adversários não têm o que fazer, a não ser aguardar a próxima eleição.

A pergunta que fica é a que dá título a esta postagem:

- Aonde a onda Obama nos levará?

Veja também:

» Yes We Can Obama Song by will.i.am, do the Black Eyed Peas

» Vídeo: A guerra do Vietnam como você nunca viu

» Vídeo: Sargento, em quem estamos atirando?

» Vídeo: ¡Papi, cómprame un Kalashnikov!

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Chávez ou Uribe, quem colabora com os narcotraficantes?

Um relatório do departamento de Defesa dos Estados Unidos de setembro de 1991 faz uma espécie de Quem é Quem no mercado de cocaína na Colômbia. A lista inclui o chefe do cartel de Medellín Pablo Escobar e mais 100 outros criminosos, assassinos, traficantes e advogados pra lá de suspeitos. O número 82 da lista é ninguém menos que Álvaro Uribe Velez, descrito como um político e senador que faz uma ponte entre o cartel de Medellín e a alta cúpula governamental.

Diz ainda o relatório, divulgado pela revista Newsweek em 9 de agosto de 2004, que Uribe esteve envolvido em negócios com drogas nos Estados Unidos, trabalhou para o cartel de Medellín e era amigo íntimo do chefão Pablo Escobar.

Escobar morreu em 1993. Em 2002, Uribe assumiu a presidência da Colômbia. Em 2005, conseguiu uma mudança na Constituição tornando possível sua reeleição. O que aconteceu. Agora está tentando nova mudança que lhe permita buscar um terceiro mandato.

Você, meu arguto leitor, minha sagaz leitora, havia lido essas informações na nossa “grande imprensa”?

Porque para a nossa imprensa democrática, Uribe é um democrata, luta contra os chamados narcoterroristas (assim são chamados os guerrilheiros das FARC). E Chávez está ligado aos traficantes, terroristas e é um ditador que quer se perpetuar no poder.

Leia também:

» Jornal Nacional joga Chávez contra guerrilheiros das FARC

» TV Venezuelana mostra entrevista com refém das FARC

» Confederação de Trabalhadores da Imprensa pede que jornalistas trabalhem com ética

» Democracia e ditadura na Venezuela e no Brasil

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Jornal Nacional joga Chávez contra guerrilheiros das FARC

Ontem, em reportagem do Jornal Nacional, o repórter Vinícius Dônola disse o seguinte:

Ainda na floresta, as duas conversaram por telefone com Chávez. Consuelo González agradeceu por voltar a viver. Mas fez um apelo, em nome das centenas de reféns que ainda estão na floresta, para que Chávez não baixe a guarda com os guerrilheiros. Clara Rojas disse que a libertação as fez renascer.

De onde Dônola tirou isso? Reparem no vídeo acima, com a íntegra das conversas de Clara e Consuelo com Chávez ao telefone, que ela pede que Chávez não baixe a guarda, mas em momento algum diz que é com os guerrilheiros.

Aliás, por que ela falaria isso, se os guerrilheiros elegeram o presidente venezuelano como seu principal negociador? O recado – é claro – era para outros, para os que querem afastar Chávez das negociações: os presidentes colombiano, Álvaro Uribe, e americano, George Bush.

Além de desinformar, o repórter desviou o foco da conversa das duas, que era o agradecimento comovido ao presidente venezuelano, que se pode ver na íntegra das gravações reproduzidas aqui.

Leia também:

» O Globo estampa seu preconceito contra Lula na primeira página

» Homer encontra Bonner em Matrix

» Assista na íntegra ao vídeo proibido pela Rede Globo 'Além do Cidadão Kane'

As FARC confirmam que menino é mesmo Emanuel

Podem parar as pesquisas de DNA e as especulações. Em comunicado, datado de 2 de janeiro, mas só divulgado agora à noite na Venezuela, as FARC confirmam que o menino “encontrado” num orfanato é mesmo Emanuel. E afirmam que ele foi seqüestrado pelo presidente colombiano Álvaro Uribe. No item 3 do comunicado está escrito:

A opinião pública nacional e internacional entende muito bem que Emanuel não podia estar no meio das operações bélicas do Plano Patriota, dos bombardeios e combates, a mobilidade permanente e as contingências da selva. Por isso este menino, de pai guerrilheiro, tinha sido deixado em Bogotá sob o cuidado de pessoas honradas, enquanto se assinava o acordo humanitário. Uribe, que já seqüestrou na capital as provas de vida [dos reféns] que se destinavam ao Presidente Chávez, seqüestra agora Emanuel. Assim como capturou e encarcerou os correios humanitários, agora procede do mesmo modo com as pessoas encarregadas de cuidar do menino. Emanuel ia ser entregue, junto com sua mãe, ao Presidente Chávez de Venezuela. (clique aqui para ler a íntegra do comunicado das FARC, em espanhol).

Seqüestrado ou não por Uribe, o fato é que o presidente da Colômbia está com Emanuel e as FARC - que afirmavam que iriam entregar o menino a Chávez - não.

Agora só resta às FARC liberarem rapidamente os dois outros reféns, conforme haviam prometido, para tentar conter a avalanche da mídia internacional, que vai desacreditar a guerrilha e deitar e rolar na sopa de Chávez.

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'Nuevas Caras, el mismo objectivo'
Vídeo mostra a direita por trás dos estudantes venezuelanos



Apresentado ontem à noite na televisão venezuelana, o documentário "Nuevas Caras, el mismo objectivo" mostra a verdadeira face dos "pacíficos" estudantes venezuelanos, e quem estava por trás deles.

Dirigido por David Segarra, o documentário tem 25 minutos e mostra a relação dos estudantes com Otpor, com a face mais conservadora da Igreja (ligada à Opus Dei) e outros movimentos de direita.

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Chávez perdeu para Chávez

Não se deixe enganar por todo esse lero-lero de que a oposição a Chávez está se articulando e venceu o referendo. Qual a vitória da oposição? Nenhuma. Chávez botou o bode na sala. O bode saiu da sala. Tudo voltou a ficar como antes.

Chávez sim, perdeu. Mas perdeu para ele mesmo. É só comparar os números da última eleição presidencial, no ano passado, com os do referendo agora.

No ano passado, a oposição teve 4,3 milhões de votos. Agora, 4,5 milhões.

Em compensação, Chávez teve 7,3 milhões de votos. E, agora, apenas 4,3 milhões.

Três milhões de eleitores não votaram em Chávez. Apenas 200 mil deles passaram para a oposição. Os demais 2,8 milhões ficaram em casa.

Por isso é que digo que Chávez perdeu para Chávez.

Ele mesmo está reavaliando sua posição e assumindo que pode ter colocado o carro na frente dos bois.

Provavelmente esses eleitores que negaram votos ao “Si” estão gostando da Venezuela do jeito que está e ficaram com medo do que poderia vir por aí.

Em suma, optaram por “Chávez Si, reformas No”.

Na Venezuela, o medo venceu a esperança; a mentira, a verdade

Quem leu o blog na quarta-feira passada soube que corria perigo a vitória do “Si” na Venezuela. Repito a postagem, para quem não leu:

Corre risco o ‘Si’ na Venezuela

Ontem, a ex-mulher de Chávez deu declarações à imprensa, falando mal do ex-marido e ainda pior da reforma constitucional.

Nas ruas, e em pequenos spots de rádio e TV, a oposição lança boatos de que com a reforma acaba a propriedade privada e o governo vai ser dono de todos os lares e negócios na Venezuela. É mentira, mas isso apavora a classe média e os pequenos proprietários.

Tudo isso é muito parecido com a reta final da campanha de Collor contra Lula, em 1989.

No último debate, Collor disse que Lula se fazia de pobre, mas possuía um 3 em 1 de marajá. (Parêntesis: "Marajá" era como Collor chamava funcionários públicos com altos salários. 3 em 1 era um aparelho que reunia rádio – AM e FM – um gravador cassete e um toca-discos. Disco era uma coisa preta com um buraco no meio, que tocava música, como os CDs e MP3 players de hoje. Fecho parêntesis). Collor aproveitou-se também de uma declaração de Lula, para dizer que este tinha preconceito contra os nordestinos, quase como se estivesse dizendo: Vote num nordestino, mas não em Lula. (Parêntesis: Collor governara Alagoas, fingia-se nordestino, embora nascido no Rio. Fecho).

Não é que na Venezuela estão saindo com algo semelhante? Devido à alta popularidade de Chávez, a oposição lançou o slogan:”Chávez si, reforma No”.

No Brasil a farsa deu certo. Pode acontecer o mesmo na Venezuela.

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Chávez vence mais uma: Vitória do 'Si' na Venezuela

Da Agência EFE, às 21h no Portal Terra:

Três empresas de pesquisa apontam o "sim" como vencedor do referendo

Três empresas de pesquisa venezuelanas apontaram o "sim" como vencedor em suas primeiras projeções de votos após o referendo realizado hoje sobre a reforma constitucional proposta pelo presidente Hugo Chávez.

Números da vitória do ‘Si’ na Venezuela, nas pesquisas de boca de urna.

Do Rebelión:

Seijas
53 a 47 a favor do SI
PLM Consultores
54 a 46 a favor do SI
Consultores 3011
53 a 47 a favor do SI

Segundos os institutos, a abstenção teria ficado em torno de 50% (na Venezuela o voto não é obrigatório).

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‘A democracia é muito boa quando atende aos interesses da oligarquia; quando defende os interesses dos pobres, não é mais democracia’

Esta frase que dá título à postagem é do presidente do Equador, Rafael Correa, e a retirei do excelente artigo de Mauro Santayana, que foi publicado no JB de hoje:

Este domingo, na Venezuela

O presidente Chávez saberá hoje se o seu projeto político tem ou não a aprovação da maioria do povo venezuelano. O plebiscito não é a melhor forma de se aferir a vontade nacional, mas é a única, quando os governos democráticos são sitiados por inimigos poderosos e só podem recorrer diretamente ao povo. Chávez não é estadista norueguês: é homem da América Latina que, há pelo menos 300 anos, tenta ser ouvida no mundo. Ela e a África sempre foram vistas como dependentes da ética, da inteligência, do mando europeu. Essa ética européia admite, para seu proveito, mandatos presidenciais ilimitados e limitados, conforme a ocasião. Vigora a regra antiga: "A salvação da república é a lei suprema". Herdeiros do centro-europeísmo, os Estados Unidos intervieram em toda a América Latina, e exemplo clamoroso foi o do Chile. Há excelente texto de García Márquez sobre o golpe: tudo se tramou em Washington antes da eleição de Allende, em 1970. Em jantar de que participavam três generais do Pentágono e quatro generais chilenos, entre eles, Toro Mazote - o homenageado naquela noite - um general americano lhe perguntou o que o Exército chileno faria se Allende fosse eleito em setembro. "Tomaremos el Palácio de La Moneda en media hora, aunque tengamos de incendiarlo", foi a resposta. Um dos generais presentes, Ernesto Baeza, comandou, três anos depois, o ataque a La Moneda e, depois do assassinato do presidente, mandou incendiá-lo. Todos os outros foram decisivos no golpe contra a democracia chilena.

Allende, se houvesse querido, poderia ter alterado a Constituição, obtido sua aprovação por referendo popular e enfrentado os inimigos da República, logo depois das eleições parlamentares de março de 1973, quando ainda dispunha de força. Poderia ter salvado a vida de milhares de chilenos. Não o fez. No entanto, o general De Gaulle, a partir de 1958, mudou a Constituição, submeteu-a ao referendo do povo francês e, referendo sobre referendo, governou durante 11 anos ininterruptos, até que perdeu a última consulta e se recolheu a Colombey-les-Deux Églises, em 1969, onde morreria um ano depois. O francês De Gaulle pode; o venezuelano Chávez, não.

Quinta-feira, em La Paz, os embaixadores da União Européia, sob a liderança do alemão Erich Ridler, exigiram de Evo Morales que "respeite os princípios democráticos". Depende do que se entenda como democracia. A oposição não respeitou as regras democráticas ao ausentar-se da Assembléia Constituinte - em que era minoria - e ameaçar a República com a divisão territorial. Herr Ridler se esquece de que a Alemanha é ainda hoje um país ocupado por tropas norte-americanas, e sua democracia, compulsória, foi imposta, com os russos à frente, pelos aliados que a derrotaram. A União Européia poderia, talvez, pressionar a Espanha a fim de que ela resolva suas questões autonômicas, como as do País Basco e da Catalunha, antes de intrometer-se em Santa Cruz, Pando e Chuquisaca, que não pertencem à Comunidade Européia, nem são colônias de ninguém. Faria bem à Europa encontrar solução digna e humana para os trabalhadores imigrantes, tratados como párias.

No Equador, o presidente Rafael Correa também busca a aprovação popular pelas reformas constitucionais, e resume: a democracia é muito boa quando atende aos interesses da oligarquia; quando defende os interesses dos pobres, não é mais democracia. Não deixam de lhe dar razão os governadores das regiões rebeldes da Bolívia, quando exigem de Morales que retire da Carta aprovada a Renda Dignidade destinada aos idosos. Afinal, para que eles servem, se não podem mais produzir lucros?

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Chávez: ‘Não haverá uma só gota de petróleo para os EUA’


Discurso de Chávez no megacomício em apoio ao Si, na reforma constitucional na Venezuela. O presidente ameaça cortar o envio de petróleo, caso a Operação Tenaza ocorra no dia da votação.

A Operação Tenaza, ordenada pelo governo americano e comandada pela CIA, seria deflagrada com o objetivo de causar tumultos em vários locais do país, ao mesmo tempo, e acusar o governo Chávez de fraude durante a votação, com o objetivo de criar um ambiente propício para uma possível invasão americana à Venezuela.

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CNN mata Chávez e depois pergunta quem foi

Durante transmissão na noite de ontem na Venezuela, o canal americano CNN exibiu a tela da TV dividida, como mostra a imagem em anexo: do lado direito, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe. Do lado esquerdo, o presidente venezuelano Hugo Chávez, com uma estranha faixa sob sua imagem perguntando “¿Quién lo mató?” (Quem o matou?).

Chávez, que está vivinho da Silva, ficou uma fera com a emissora e a acusa de magnicídio (incentivo ao assassinato de pessoa eminente).

A emissora, segundo a BBC Brasil, diz que lamenta o episódio, mas que houve apenas um engano. A reportagem seria sobre a morte do astro de futebol americano Sean Taylor. Teria sido, apenas, uma infeliz coincidência, um erro do operador.

E você, meu caro leitor, o que acha?

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Corre risco o ‘Si’ na Venezuela

Ontem, a ex-mulher de Chávez deu declarações à imprensa, falando mal do ex-marido e ainda pior da reforma constitucional.

Nas ruas, e em pequenos spots de rádio e TV, a oposição lança boatos de que com a reforma acaba a propriedade privada e o governo vai ser dono de todos os lares e negócios na Venezuela. É mentira, mas isso apavora a classe média e os pequenos proprietários.

Tudo isso é muito parecido com a reta final da campanha de Collor contra Lula, em 1989.

No último debate, Collor disse que Lula se fazia de pobre, mas possuía um 3 em 1 de marajá. (Parêntesis: "Marajá" era como Collor chamava funcionários públicos com altos salários. 3 em 1 era um aparelho que reunia rádio – AM e FM – um gravador cassete e um toca-discos. Disco era uma coisa preta com um buraco no meio, que tocava música, como os CDs e MP3 players de hoje. Fecho parêntesis). Collor aproveitou-se também de uma declaração de Lula, para dizer que este tinha preconceito contra os nordestinos, quase como se estivesse dizendo: Vote num nordestino, mas não em Lula. (Parêntesis: Collor governara Alagoas, fingia-se nordestino, embora nascido no Rio. Fecho).

Não é que na Venezuela estão saindo com algo semelhante? Devido à alta popularidade de Chávez, a oposição lançou o slogan:”Chávez si, reforma No”.

No Brasil a farsa deu certo. Pode acontecer o mesmo na Venezuela.

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¿Por qué no te callas, Gustavo Franco?

O jornal O Globo está fazendo uma série de reportagens sobre a Reforma Constitucional na Venezuela. O tema hoje é a nova redação para o artigo 318, que cuida do Banco Central.

Para comentá-lo, o jornal convidou dois economistas, ex-presidentes do BC brasileiro: Carlos Langoni e Gustavo Franco.

É como se perguntassem a duas zebras o que elas pensam do leão. O resultado não foi outro: pau no artigo.

Em certo trecho de seu depoimento, Gustavo Franco diz que “isso cai no ridículo. Não há nada parecido no mundo”.

Eu já acho que outras coisas parecem ridículas e que não existe no mundo nada parecido a elas. Por exemplo: Em que outro país, que tenha uma mídia decente (o que não é o caso do nosso), Franco estaria dando entrevista sobre o BC alheio? Num país desses, ele estaria virado para a parede, com um chapéu cônico sobre a cabeça, onde estaria escrito “BC donkey”.

Quando esteve à frente do BC no governo FHC, Franco quase quebrou o país, teimando no real supervalorizado, dando uma de Napoleão de hospício, bancando o valente com o exército (o dinheiro) dos outros (no caso, o nosso, do Brasil).

Mais adiante, Gustavo Franco afirma que o fato de o BC venezuelano ficar subordinado ao presidente pode provocar o enriquecimento ilícito de Chávez e de pessoas ligadas a ele.

Mas, o que ele tem a dizer sobre acusações feitas por Luis Nassif em seu livro Cabeças de Planilha? Nassif afirma categoricamente que André Lara Rezende, da mesma equipe de que Gustavo fazia parte – operava com o dólar nas duas pontas: dentro do governo, estabelecendo a política econômica, e no mercado, ganhando rios de dinheiro com o dólar.

Até hoje não há notícia de que ele tenha processado Nassif. Ou que alguém da equipe – Franco, por exemplo - o tenha defendido.

Quem fez o papel de bode na sala, como Franco quando esteve à frente do BC, segurando a desvalorização do real para garantir a reeleição de FHC, deveria ao menos tomar cuidado ao usar a palavra ridículo.

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TV Venezuelana mostra entrevista com refém das FARC

A emissora de TV "Telesur" exibiu na noite deste domingo uma entrevista com o capitão da Polícia Guillermo Solórzano, em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) desde junho.

A entrevista, incluída em uma reportagem intitulada "Vozes da Floresta", foi feita há um mês e meio, segundo um comunicado da "Telesur", que tem sede na Venezuela.(Portal Terra)

Na entrevista, o capitão fala na esperança da mediação de Chávez “para conseguir um consenso”.

Só que a esperança do capitão, e também dos demais reféns, já era. Uribe cortou a intermediação de Chávez, um dia após o presidente venezuelano ter-se comprometido com o presidente francês Nicolas Sarkozy a apresentar provas de que está viva a ex-senadora franco-colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada desde 2002.

Como afirmei aqui, a Colômbia, que está sob intervenção branca dos Estados Unidos, teme que Chávez consiga das FARC o que pretende e assim firme ainda mais sua liderança e desmoralize de vez o governo colombiano, que vive num impasse com as guerrilhas, sem solução à vista.

Com a decisão de Uribe, volta tudo à estaca zero. Os 45 reféns que estão nas mãos das FARC que se danem. Na queda de braço geopolítica, eles são como o gol no futebol para o Parreira – apenas um detalhe.

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Conheça a Reforma Constitucional na Venezuela, passo a passo

Dois slideshows bem didáticos sobre a Reforma Constitucional que será votada no próximo dia 2 de dezembro na Venezuela. Entenda o que está acontecendo – e por acontecer - e julgue por você mesmo.

O trabalho é da blogueira venezuelana Yosmary de Rausseo.





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Uribe dispensa ajuda de Chávez

Com um simples comunicado, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, pôs fim à intermediação do presidente venezuelano Hugo Chávez com os guerrilheiros da Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

Segundo o comunicado, Chávez teria rompido um acordo em que se comprometia a não falar diretamente com o alto comando colombiano.

Mas é curioso que a dispensa da ajuda de Chávez, que iria até o final do ano, ocorra um dia após o presidente venezuelano ter afirmado na França ao presidente Sarkosy que a FARC ofereceria provas de que está viva a ex-candidata presidencial franco-colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada desde 2002.

Na verdade, a Colômbia, que está sob intervenção branca dos Estados Unidos, teme que Chávez consiga da FARC o que pretende e assim firme ainda mais sua liderança e desmoralize de vez o governo colombiano, que vive num impasse com as guerrilhas, sem solução à vista.

Com a decisão de Uribe, volta tudo à estaca zero. Os 45 reféns que estão nas mãos da FARC que se danem. Na queda de braço geopolítica, eles são como o gol no futebol para o Parreira – apenas um detalhe.

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