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O 11/09 foi uma grande armação do governo Bush?


Muita gente não acredita. Quando eu toco no assunto com alguém que nunca leu, ouviu ou viu nada a respeito, a reação é de incredulidade total: - Tá ficando louco? Mas a história dos acontecimentos de 11 de setembro de 2001 nos EUA, conhecido como o atentado às Torres Gêmeas, é cheia de furos, tramas e subtramas, que fazem ao menos pensar: o que vimos e o que nos contaram foi verdadeiramente o que aconteceu?

Quem assistir com atenção a este vídeo postado aqui, chamado Loose Change, com certeza vai ficar com uma pulga atrás da orelha.

Para quem gosta de estar sempre à procura de ver o mundo com novos olhos, sob novos pontos de vista, é um prato cheio.

Leia também:

» Loose Change 2: O lado B (de Bush) do 11/09 Atentado ou manipulação?

» 11/9: Foi mesmo um Boeing que atingiu o Pentágono?

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Guerra contra Irã está definida por Bush. Só falta Tim Maia

Mais uma vez, Bush vai lançar mão de uma guerra para melhorar sua posição junto ao eleitorado americano. E não se pode dizer nem dizer que Bush está sendo original nisso.

Antes dele, houve Lyndon Johnson, com o falso ataque de patrulhas vietnamitas ao USSMadox no Golfo de Tonkin.

Reagan, com o ataque errado ao vôo Iran Air 655.

Houve, é claro, o próprio Bush, com a desculpa esfarrapada das armas químicas no Iraque, que nunca existiram.

Agora o alvo é o Irã. Já mostrei aqui o ridículo da crise fabricada na semana passada, envolvendo umas lanchinhas iranianas, que não fariam frente nem à barca Rio-Niterói. E agora ainda foi confirmada a manipulação do vídeo americano no caso.

Em artigo publicado na Folha em 11 de abril de 2006 (aqui, para assinantes), Paul Krugman já havia advertido:

Como observou recentemente Joseph Cirincione, do Instituto Carnegie para a Paz Internacional, a administração [Bush] parece estar adotando no caso do Irã exatamente o mesmo roteiro que seguiu no Iraque: "O vice-presidente dos EUA profere um discurso importante focalizando a ameaça representada por um país petrolífero do Oriente Médio. O secretário de Estado diz ao Congresso que esse mesmo país representa nosso mais sério desafio global. O secretário da Defesa descreve esse país como a principal fonte de apoio do terrorismo global. O presidente o acusa de ataques a tropas americanas".

Não é exatamente isso que está acontecendo?

Portanto, Bush só está à procura de Tim Maia cantando “Me dê motivo” para começar a guerra contra o Irã.

Mas Bush é um democrata. Tirano – sabemos – é Hugo Chávez – pelo menos é o que acha nossa “grande imprensa”.

Leia também:

» Bush defende a tortura. Bush defende a tortura

» Ex-marine escreve em livro: ‘Sou um assassino psicopata treinado para matar’

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Veja a ‘frota’ iraniana que ameaçou a Marinha americana


O Azenha publicou em seu site uma postagem ironizando a “frota” iraniana que ameaçou uma fragata, um cruzador e um destróier americanos, no estreito de Ormuz.

De acordo com a mídia americana, três navios americanos foram "importunados" ou "molestados" ou "atormentados" por cinco lanchas do Irã, no estreito de Ormuz, que os jornalistas daqui fizeram questão de destacar que é "o gargalo" por onde passam 20% do petróleo exportado através do Golfo Pérsico.

Embora o incidente tenha acontecido no domingo de manhã, só hoje ganhou destaque no noticiário - na véspera da viagem em que o presidente George Bush pretende demonizar o Irã no Oriente Médio.

Segundo o repórter da NPR, National Public Radio, uma das poucas fontes confiáveis de notícia nos Estados Unidos, as lanchas iranianas "swarmed" em direção aos três navios americanos, ou seja, a acreditar nele era uma espécie de "enxame". Qual teria sido a ameaça? Uma mensagem de rádio dizendo que um dos navios americanos ia explodir... Um cruzador, um destróier e uma fragata armados com o que há de mais moderno no mundo ameaçados por cinco lanchas do Irã. E isso não foi na costa americana. Foi no estreito de Ormuz, em águas internacionais, mas bem próximo da costa do Irã. Parabéns ao Pentágono. Assim é que se faz propaganda.

Veja no vídeo aí acima, divulgado agora à noite pela Marinha americana, o poder de fogo da tal frota iraniana.

Sei não... Acho que uma barca Rio-Niterói desgovernada é mais perigosa...

A mistificação da mídia se revela no fecho da reportagem no site Sky News:

A US official, who spoke on condition of anonymity, said: "It is the most serious provocation of this sort that we've seen yet."

O anonimato é fundamental para dar alguma importância ao ocorrido, não? Porque duvido que alguém – a não ser o presidente Bush – teria coragem de se expor a tal ridículo.

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Bush defende a tortura. Bush defende a tortura. Bush defende a tortura

tortura americana

Tirando O Globo, que deu a notícia na primeira página de sábado – e só no sábado e sem maior destaque nem a indignação que costuma usar contra Lula e Chávez, por exemplo – nossos jornalões, nossa linda imprensa democrática, humanista e defensora das liberdades, simplesmente não destacou a nova infâmia praticada pelo presidente Bush, que veio se somar à seleção de infâmias que tem sido seu governo. Bush simplesmente defende a tortura e já avisou que vai vetar uma lei, aprovada recentemente pela Câmara dos Representantes dos EUA, que a proíbe.

tortura americana

É isso mesmo, você não leu errado. Nem escrevi errado. Nem é interpretação ou opinião minha. A Câmara dos Representantes dos EUA, em votação apertadíssima (222 a 199) aprovou uma medida, na nova Lei da Inteligência, que determina que “a CIA não pode mais submeter prisioneiros a simulação de afogamento, simulação de fuzilamento e humilhação sexual. Os agentes também não podem usar cães em interrogatórios”. Bush declarou que vai vetar a Lei.

tortura americana

“Limitar as técnicas de interrogatório da CIA impediria que os Estados Unidos conduzissem interrogatórios legais de terroristas importantes da al-Qaeda para obter informações necessárias para proteger americanos de ataques” - nota oficial do governo Bush.

tortura americana

Cadê a indignação dos jornalões? Ninguém chama Bush de ditador, de figura folclórica, nem seu governo de atentatório aos direitos humanos.
O Gadelha fez uma excelente postagem sobre o assunto em seu blog, no sábado. Esperei o final de semana todo, já que a grande imprensa é leeeenta, mas nada. Nem Folha, nem Estadão. O Globo, só no sábado...

As imagens que ilustram esta postagem são das tais “técnicas interrogatórias” defendidas por Bush. E não me venham dizer que algumas dessas fotos são de pessoas que foram punidas por isso. Nada a ver. Foram punidas porque fotografaram ou se deixaram fotografar. Esse tipo de tratamento faz parte das “técnicas de interrogatório”, assim como o afogamento, mais conhecido como waterboarding: O prisioneiro é imobilizado, colocado deitado com a cabeça numa posição abaixo da dos pés, seu rosto é coberto com um pano (a CIA usa celofane) e água é jorrada sobre seu rosto. Como o prisioneiro é humano como nós (provavelmente não como Bush), ele tem que respirar, e, quando o faz, aspira água, o que lhe causa a terrível sensação de afogamento – embora, para o governo Bush, isso seja apenas uma ilusão, ele não está sendo torturado, apenas interrogado... pela água... Veja, abaixo, a “técnica de interrogatório” conhecida por waterboarding, defendida por Bush.

waterboarding

E o mundo em silêncio.

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Cai a farsa: Empresário da maleta com US$ 800 mil é agente da CIA

Lembram do caso da maleta com US$ 800 mil dólares, que foi flagrada com o empresário Guido Antonini Wilson durante a campanha da então candidata – hoje presidente – da Argentina, Cristina Kirchner?

Desde o início, o caso foi tratado como uma contribuição do governo venezuelano (leia-se Hugo Chávez) para a campanha de Kirchner. Ainda anteontem jornais de todo o mundo divulgavam a informação de que o dinheiro era para o caixa-dois da campanha da atual presidente.

Mas agora a farsa foi desmontada. Era armação do governo Bush. O presidente da Federação Tierra y Vivienda de Argentina, Luis Angel D’elía, acusa o empresário (que tem dupla nacionalidade, venezuelano-norte-americano) de ser agente da CIA.

D’elía afirma que Wilson fazia parte da Operação Golondrina, montada pela CIA, “que tinha como objetivo vingar a derrota política sofrida pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, na Cúpula Presidencial de Mar del Plata 2005, quando os presidentes da Argentina, Venezuela e Uruguai recusaram a aprovação da Área de Livre Comércio (Alca)”.

Mais uma vez nota-se que o governo Bush continua jogando sujo e pesado contra todo governo que não jogue o jogo de interesses dos EUA. É assim na Venezuela, na Bolívia (onde apóiam os que pregam um golpe contra Evo), na Argentina e também no Brasil, contanto com o apoio alegre e caloroso da “grande imprensa” desses países.

A campanha de Kirchner e a de Lula

Dado interessante nesse caso é a estranha semelhança entre esse caso dos US$ 800 mil com o dos petistas patetas flagrados num hotel com uma montanha de dinheiro para comprar um dossiê fajuto, no final do primeiro turno da eleição presidencial do ano passado. Simples coincidência?

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Professor que enfrentou jornalistas da Fox afirma que Bin Laden está morto e denuncia pacto entre governo Bush e a mídia

O professor Kevin Barret não tem medo de remar contra a maré. Outro dia mostrei aqui um vídeo em que ele enfrentava dois jornalistas da Fox, que tentavam encurralá-lo – inclusive com ofensas. Barret deu uma verdadeira aula de como um entrevistado deve se comportar diante de jornalistas que se achem donos da verdade. Se não viu o vídeo, clique aqui, vá lá e assista a essa aula do professor.

Para o professor Barret existe um complô entre a mídia e o governo Bush para manipular o povo americano (e, por extensão, o do planeta) com notícias falsas, muitas fabricadas pelo que ele chama de Al-CIA-Qaeda.

Uma das maiores mistificações, segundo Barret, ocorre com Bin Laden. Para o professor de Islã na Universidade de Winsconsin, Bin Laden foi morto muito provavelmente no final de 2001 ou início de 2002. O que significa que todas as gravações atribuídas a ele desde então são falsas. A única entrevista verdadeira de Bin Laden teria sido aquela, logo após o atentado de 11 de setembro, concedida a jornalistas paquistaneses. Nela, Bin Laden informava que não tinha nada a ver com o atentado.

"...Eu faço questão de dizer que eu não perpetrei tal ato, que parece ter sido perpetrado por indivíduos com motivações próprias...Eu já disse que eu não estou implicado nos ataques do 11/9 contra os Estados Unidos...Eu não tive nenhum conhecimento desses ataques..."

Barret afirma que estudou e conhece a “retórica religiosa” de Bin Laden e que os seus supostos depoimentos não têm nada a ver com ela. Nisto, Barret não está sozinho. O maior especialista americano sobre Bin Laden – o Professor Bruce Laurent - está de acordo. Laurent, que é chefe do departamento de estudos religiosos da Duke University, publicou um livro com as traduções dos discursos de Laden. Ele também afirma que as gravações são falsas e que é bem possível que Bin Laden esteja morto.

Barret:

Foto que dizem ser de Bin Laden

Em 13 de dezembro de 2001, quando Bush se lamentava falsamente a propósito de "teorias conspiratórias indignas" que se propagavam como fogo em folhas secas, apareceu o primeiro e o mais medíocre dos vídeos com “Bin Laden”. A qualidade do som e da imagem de vídeo era horrorosa. O vídeo mostrava um sujeito grande com uma barba negra, fazendo uma pálida imitação da voz de Bin Laden, reivindicando um conhecimento prévio, senão uma responsabilidade nos ataques do 11/9 e regozijando-se de seu sucesso. O problema era que o tipo grande claramente não era Bin Laden. O da gravação pesava ao menos 20 ou 25 k mais e as linhas de seu rosto eram manifestamente diferentes (veja foto do Bin Laden gordo, de reportagem da CNN retirada do filme Loose Change. Parece-se com Bin Laden?).

O "gordo Bin Laden" era completamente ridículo, e eu continuo à procura de um observador idôneo que o considere autêntico. No entanto, a imprensa, a mídia em geral deixou passar a fraude sem realizar as verdadeiras perguntas: por que o governo de Estados Unidos agita frente a nossos olhos esta confissão manifestamente falsa?

O próprio professor Barret responde:

"Os meios" fazem parte da grande conspiração de 11/9, contribuindo com a necessária manipulação da opinião pública. O terrorismo (qualquer terrorismo) não existe sem a difusão de suas ações. Este peculiar "terrorismo", que se passou a chamar (eufemísticamente) "internacional", sempre contou com a cumplicidade da mídia para instalar-se como "terrorismo de origem muçulmana" na sociedade.

O ataque às imagens do vídeo do “Bin Laden gordo” foi tão forte, que a nova “mensagem de Bin Laden” veio apenas em cassete de áudio, sem imagens. Coincidência? A CIA afirmou que o áudio era de Bin Laden.

- Como não iria "autenticá-lo", se foram eles que o fizeram? – ironiza o professor Barret.

No entanto, especialistas reunidos na Suíça anunciaram que “a mensagem foi gravada por um impostor". Novamente, a mídia teria se calado sobre o assunto.

Depois disso, cada mensagem de Bin Laden foi igualmente falsa. Foram publicadas nos momentos em que o regime de Bush tinha necessidade, e a mídia se acomodou bem à fraude. Se lembram da gravação de “Bin Laden” que provocou grandes manchetes, pouco antes da eleição presidencial de 2004? Walter Cronkite (jornalista norte-americano muito respeitado) achava que Karl Rove [o marqueteiro de Bush, que se demitiu recentemente] estava por trás desse bando.

O verdadeiro Bin Laden, que insistiu que não tinha nada a ver com o 11/9, morreu em 2001 ou no começo do 2002 no mais tardar. As falsas mensagens foram fabricadas pela "Ao-CIA-Qaeda" para sustentar o regime de Bush e sua pretendida "guerra contra o terrorismo".

(Nesse momento em que se inicia a implantação de uma Rede Pública de Televisão aqui no Brasil; nesse momento em que a “grande imprensa” se posiciona de modo francamente hostil ao governo democraticamente eleito (mais ainda, eleito apesar dela), é importante destacarmos que esse não é um comportamento exótico da imprensa brasileira, mas, ao contrário, ele se encaixa num movimento maior, a partir dos EUA, e que se irradia e reflete não apenas aqui, mas, em maior ou menor grau, pela imprensa de todo o mundo, e tem um de seus casos mais grotescos na imprensa venezuelana.
Por isso estou realizando esta série de postagens mostrando pontos de vista diferentes sobre o atentado de 11/9 nos Estados Unidos. Esta foi mais uma.)

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