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Leitor alerta sobre perigos na área de energia

Torre de transmissão de energia

Recebi de um leitor assíduo do blog, que me pediu anonimato:

Meu caro Mello, o que você falou do José Jorge é muito importante. Mas o presidente Lula tem que observar alguns fatores na área da energia para que não acabe se repetindo o que aconteceu no governo tucano do Fernando Henrique Cardoso.

Li um artigo de um engenheiro na revista Sustentabilidade, ele fazia denúncia de que faltam pessoas para trabalhar na Aneel. Sugiro a você que leia o artigo e divulgue no seu blog.

A Aneel tem menos de 30 técnicos para analisar os 27.400 MW de projetos parados naquele antro tucano, que a Dilma deixou com um tucanão emplumado, chamado Jerson Kelman.

E a grande maioria desses técnicos está toda trabalhando na análise de pequenas centrais (aquelas que são concedidas sem leilão...).

Já imaginou se na época do caos aéreo se descobrisse que a ANAC tinha 27400 metros de pista projetada, com recursos assegurados, mas que nada foi construído porque a agência não tinha técnicos para aprovar? Sim! Os projetos estão prontos. Falta só o carimbo da Aneel, sem o qual os órgãos ambientais nem os analisam!

Já imaginou se se soubesse que os técnicos poucos que existem andam ocupados demais analisando projetos de pequenos aeroportos das construtoras amigas do chefe da Aneel, entre as quais a Gautama e seus laranjas?

Sabe por que a imprensa não aproveita isso? Para proteger o tucanão Jerson Kelman, como protege e esconde o senador José Jorge...

Seguindo a sugestão do leitor, li e recomendo a leitura de A crise dos aeroportos e a crise de energia, de Ivo Pugnaloni, engenheiro eletricista, que foi diretor da Copel, Companhia Paranaense de Energia, e é diretor da Enercons Consultoria em Energia Ltda.

Leia também:

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FAB suspeita de sabotagem no apagão do Cindacta-4

Reportagem de Tânia Monteiro no Estadão:

A Força Aérea Brasileira (FAB) está investigando a possibilidade de ter ocorrido sabotagem no sistema de energia elétrica do Cindacta-4. A sindicância, que deve durar 40 dias, foi aberta porque o comando da Aeronáutica considerou “muito estranho” ter havido uma falha da proporção da ocorrida ontem no sistema de geradores reservas, provocando um apagão - literal, desta vez - durante uma inspeção de rotina.

Os Cindactas de Manaus e de Brasília são os mais resistentes ao enquadramento determinado pela Aeronáutica, que tem sido rígido no tratamento com controladores. Em dezembro, quando houve uma queda no sistema de comunicações no Cindacta-1, em Brasília, paralisando o tráfego aéreo no País, também houve suspeita de sabotagem. Na época, os oficiais não entendiam como um técnico em comunicações poderia ter colocado uma placa de forma errada no sistema, provocando a pane. Depois, foi afastada a hipótese de sabotagem.

O Cindacta-4, por sua vez, foi um dos focos do motim de 30 de março, que paralisou completamente aeroportos do País. O levante fez a Aeronáutica afastar seis sargentos. E o Inquérito Policial-Militar (IPM) que investiga o caso pediu o indiciamento de 20 controladores. Insatisfeitos com o IPM, os militares ameaçaram no início do mês cruzar os braços durante os Jogos Pan-Americanos.

“É uma situação muito estranha. Se esse problema tivesse ocorrido em Curitiba (onde são mínimos os problemas com os controladores), a desconfiança em relação a uma sabotagem seria muito menor”, comentou um oficial. Técnicos e engenheiros foram deslocados para Manaus e estão fazendo uma inspeção.

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Repórteres nos aeroportos para provocar notícia

Vamos falar sério. Já está ridícula a cobertura da imprensa nos aeroportos. Chuva, nevoeiro, mau tempo sempre causaram atrasos em vôos – e não somente no Brasil, mas em qualquer lugar do mundo.

No entanto, para nossas emissoras de TV parece que não. Repórteres espalhados pelos principais aeroportos estão à procura de um fato espetacular, de preferência com vítimas. E ele certamente virá, mais dia, menos dia.

Há alguns meses, um covarde-valentão (ou valentão-covarde, se preferirem) agrediu a funcionária de uma companhia aérea. Na ocasião, pessoas intervieram e o tumulto parou por ali – ainda mais, porque o valentão ficou calminho quando confrontado por outro homem.

Mas as reportagens a todo momento, os Ao Vivo a toda hora funcionam como isca, parecem dizer “quem quer aparecer na TV?”, “quem quer ser notícia no Jornal Nacional?”. E há quem seja capaz de tudo para aparecer na telinha.

Mas o que a gente quer saber, ninguém responde: por que esses estranhos problemas sintomaticamente passaram a aparecer nos aeroportos brasileiros imediatamente após a colisão do Boeing da Gol com o jatinho pilotado por dois americanos e que causou a morte de 154 brasileiros?

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Algo no ar, além da CPI dos aviões de carreira

Todo mundo sabe que quem entende de apagão é o ex-presidente FHC. Foi sob sua presidência que os brasileiros tiveram que desenterrar fogareiro jacaré, pacotes de velas, lamparinas. Houve racionamento de energia, bônus para os que diminuíram consumo, o diabo.

Agora a oposição quer dar o troco. Chamam de apagão a tal crise no setor aéreo – misteriosamente iniciada logo após o acidente da Gol, provocado por um jatinho pilotado por dois norte-americanos –, e acham que a medida capaz de resolver o problema é a criação de uma CPI.

Contratar mais controladores, treiná-los melhor. Nada disso, CPI. Mais e melhores equipamentos, também não serve: CPI. Agilidade para pagar as indenizações às famílias das vítimas no acidente, isso pode esperar. O negócio deles é CPI.

Criaram até um endereço eletrônico para que as pessoas assinem um manifesto a favor da tal CPI do Apagão. Nele, afirmam que não querem “fazer desse drama um palanque político, mas resolver rápida e honestamente o problema”.

Bobagem. Isso é tudo o que eles querem: fazer do problema nos aeroportos um palanque político e empurrar a solução do problema com a barriga da CPI. Isso foi anunciado por um de seus teóricos, o ex-prefeito do Rio ainda no exercício do cargo, César Maia, conforme publiquei aqui:

César Maia confessa: o objetivo da oposição é derrubar o governo

Em seu ex-blog de ontem o ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, César Maia, confessa com todas as letras que o objetivo da oposição não é ajudar o país nem melhorar a vida da população, é derrubar o governo Lula. Inclusive dá a receita:

A oposição deveria assistir o premiado documentário da luta de Cassius Clay na África anos atrás. Ou qualquer luta equilibrada entre pesos pesados. Se tentar nocautear o governo de saída pode ser nocauteado. Deve ir tirando a resistência do governo através de golpes sistemáticos no fígado e no baço. Girando em torno do governo e desgastando-o sempre e continuadamente.
Com isso acelera o necessário desgaste do governo e o inevitável conflito interno um quadro inorgânico como o brasileiro.
O tempo da oposição começa no segundo ano de governo. Aí já poderá levar o governo a lona por alguns segundos. Mas para isso deve tê-lo desgastado nos primeiros rounds. A CPI do Apagão deve ter este foco. Não é a batalha final. E não pode ser tratada assim. A ela vão se somando outras e sucessivas: a emenda número 3, o leque de gastos sem licitação do governo e o TCU está cheio deles auditados, as prorrogações da DRU e da CPMF, etc... e tal... progressivamente.