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Há 10 anos, Assange e WikiLeaks divulgavam ao mundo crimes de guerra dos Estados Unidos e aliados


No dia 22 de outubro de 2010, Julian Assange e o WikiLeaks liberaram o material que lhes foi entregue pela soldado dos EUA Chelsea Manning denunciando crimes de guerra cometidos pelos Estados Unidos no Iraque.
 
Um pool de jornais pelo mundo participou do furo, que revelou o lado oculto da guerra, com assassinato de inocentes e tortura, cometidos pelos soldados dos países que esses mesmos meios de comunicação tratavam como combatentes pela liberdade e democracia.
Os registros da guerra do Iraque foram um exemplo brilhante do que as organizações de mídia podem realizar ao colaborar. The Guardian (UK), Der Spiegel (Alemanha), Sveriges Television (Suécia), Le Monde (França), Al Jazeera, Channel 4 e BBC Radio relataram o material.
 
Os registros da Guerra do Iraque publicados pelo WikiLeaks revelaram 15.000 mortes de civis que eram desconhecidas. Eles também expuseram tortura que os militares dos Estados Unidos instruíram os oficiais a ignorar.

“Em nosso lançamento desses 400.000 documentos sobre a Guerra do Iraque, os detalhes íntimos dessa guerra da perspectiva dos EUA”, o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, esperava corrigir alguns dos ataques à verdade que ocorreram “antes da guerra, durante a guerra, e que [tinha] continuado desde que a guerra foi oficialmente concluída. ”

“Os objetivos declarados para entrar nessa guerra, de melhorar a situação dos direitos humanos, melhorar o estado de direito, não se concretizaram”, acrescentou Assange. “Em termos de número bruto de pessoas mortas arbitrariamente, [isso] piorou a situação no Iraque.”
 
John Sloboda, o cofundador do Iraq Body Count, colaborou com o WikiLeaks e analisou os mais de 400.000 relatórios de incidentes militares dos EUA revelados a eles pelo denunciante do Exército dos EUA, Chelsea Manning. 
 
“Ao tornar essas informações públicas”, sugeriu Sloboda, “Manning e Assange estavam cumprindo um dever em nome das vítimas e do público que o governo dos Estados Unidos não estava cumprindo”.
Dez anos após essa denúncia ao mundo, Assange está na prisão de Belmarsh, em Londres, e enfrenta um pedido de extradição do governo dos EUA sob a acusação de violar a Lei de Espionagem quando na verdade fazia jornalismo.
Ao apresentar evidências de que o governo dos Estados Unidos está visando Assange por suas opiniões políticas, Paul Rodgers, professor emérito da Universidade de Bradford, na Inglaterra, destacou um discurso que Assange proferiu em um Comício da Coalizão Stop the War em Trafalgar Square em 8 de agosto de 2011.

Assange referiu-se à “informação [WikiLeaks] revelada mostrando a miséria e a barbárie cotidiana da guerra, informações como as mortes individuais de mais de 130.000 pessoas no Iraque, mortes individuais que foram mantidas em segredo pelos militares dos EUA, que negaram ter contado o mortes de civis. ”

“Quero dizer-lhes o que penso ser a forma como as guerras acontecem e podem ser desfeitas”, proclamou Assange. “Se as guerras podem ser iniciadas por mentiras, a paz pode ser iniciada pela verdade.”
Fonte: Kevin Gosztola [The Dissenter]




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A vergonhosa falta de cobertura do julgamento de Assange pela mídia comercial

Natalia Viana e Assange


A jornalista Natalia Viana, primeira a divulgar Julian Assange e WikiLeaks no Brasil, postou em seu perfil no Twitter uma série mostrando por que os jornalões deveriam estar cobrindo o julgamento de Assange e o quanto se aproveitaram das informações reveladas por ele.

Natalia foi inicialmente a única jornalista no Brasil responsável pelo material e usou a mídia independente e blogs, inclusive o Blog do Mello, para divulgá-lo, como ela revelou em seu blog (atualmente desativado) na época, e que reproduzi aqui.

Cablegate: agora é o público que escolhe
Passados quase dois meses do lançamento dos documentos das embaixadas americanas, o WikiLeaks vai começar uma nova estratégia de divulgação aqui no Brasil.

A partir de agora, vamos deixar o público escolher quais os temas que devem ser pesquisados no arquivo de documentos da embaixada americana e consulados – que serão depois publicados no site do WikiLeaks.

Basta responder a esse post pedindo um tema, figura pública ou evento a ser pesquisado, que eu vou selecionar os documentos. Todos os pedidos serão publicados, e os temas mais pedidos terão prioridade.

Para a divulgação, vamos fazer parceria com uma série de blogs e veículos independentes, entre eles: Carta Capital, Conversa Afiada, Luis Nassif Online, Blog do Mello, Escrevinhador, Viomundo, Nota de Rodapé, Maria Frô, Fazendo Média, Futepoca, Elaine Tavares, Gonzum, Blog do Rovai, Blog da Cidadania, Altamiro Borges e Doutor Sujeira.

É um experimento inédito. Até agora, Globo, Folha e WikiLeaks estavam usando seus critérios para julgar quais documentos seriam publicados por vez, algo “de cima pra baixo”. Dessa vez, o próprio público vai decidir, invertendo a lógica da produção da notícia.
 Natalia é fundadora da Agência Pública e do Canal Reload.


















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Lula grava vÍdeo em apoio a Assange e contra sua extradição aos Estados Unidos


Depois de ter publicado um artigo no The Guardian ontem, o ex-presidente Lula reforça sua manifestação em favor da liberdade de Assange e contra sua extradição aos Estados Unidos.

Lula cobra também dos jornalistas, das Associações de Jornalistas e dos países democráticos a defesa de Assange, que Lula considera um herói por ter levado ao mundo o conhecimento dos crimes de guerra dos EUA.

Assista a seguir.





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Lula: 'Assange deveria ser tratado como herói por ter denunciado ao mundo as falcatruas do Departamento de Estado americano'


Em entrevista ao canal russo RT, o presidente Lula denunciou o julgamento político de Julian Assange em Londres e disse que quem deveria estar em julgamento são os Estados Unidos.
Todas as pessoas que acreditam na democracia, nos direitos humanos, na justiça não podem permitir que Assange seja extraditado.
Para Lula, Assange denunciou ao planeta as falcatruas da CIA, as falcatruas do Departamento de Estado dos EUA fiscalizando o mundo, fiscalizando governos, vigiando a Petrobras, vigiando o Brasil.

Lula ressaltou que Assange teve a coragem de fazer a denúncia e por isso todos nós temos a obrigação de dizer que quem deveria estar em julgamento eram os Estados Unidos, a CIA, que vigiaram países para tirar proveito político e econômico.

Assista ao vídeo. #FreeAssange




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