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Facebook está enriquecendo o Zuckerberg, mas pode acabar com a informação alternativa — se você deixar




Saiu há dias uma lista que aponta que apenas oito dos maiores bilionários do mundo possuem renda maior que 50% da humanidade. Entre esses oito, em sexto lugar, está Mark Zuckerberg, do Facebook.

E o que produz Zuckerberg? Nada. Ele criou um aplicativo e nós trabalhamos para ele , alimentando-o com conteúdo, gratuitamente, na maioria dos casos, mas, às vezes, até pagando para trabalhar para ele, com as páginas patrocinadas.

Até aí, ótimo para ele e seus sócios, que estão bilionários (entre eles, Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, um dos seis maiores bilionários do Brasil).

Visto com os olhos de quem apenas o usa como ferramenta de comunicação e ação entre amigos, o Facebook é uma ideia genial.

O problema está no lado B do Facebook . O Facebook é opaco. O que está nele fica nele, morre nele.  Só se pode pesquisar nele. E as pesquisas dentro dele são muito restritivas. Muitas vezes não conseguimos encontrar algo que nós mesmos publicamos.

Outro problema é que ele nos habituou a entregar tudo de mão beijada. Não escolhemos o que vamos ler ou ver. Ele escolhe por nós com seus algoritmos. E esses algoritmos costumam punir aqueles que produzem conteúdo no Facebook com link para página externa a ele. O Face não quer que você saia dele e pune quem tenta "desviá-lo do caminho".

Também com esse "prato feito" que nos entrega, o Facebook nos tornou manhosos, preguiçosos. Pra que ler textão? Pra que seguir link? Vejo depois…

Isso enche os bolsos de Zucka e seus sócios. Mas pode acabar com a comunicação alternativa. Porque as pessoas têm preguiça de seguir links. Querem que você publique todo o seu conteúdo no Facebook. Só que isso enriquece o Face e mata os blogs e sites alternativos, que precisam de visitação para sobreviver.

Por isso, uma das formas de apoiar a comunicação alternativa é visitar os sites e blogs, seguir os links. Não ficar preso apenas ao Facebook.

O que vou dizer agora pode parecer absurdo, mas quem acompanhou o sucesso incrível do Orkut no Brasil, sabe do que estou falando. Mais dia, menos dia, o Facebook vai acabar. Vai surgir outro aplicativo que vai derrubá-lo . E todo o conteúdo que há nele vai ser perdido. Já pensou nisso? Não adianta procurar no Google, o Facebook é opaco. O Google não consegue ler o Facebook.

E aí, pode ser que você procure o "lado de fora" do Face para se informar e não encontre nada. Porque ele é um buraco negro que a tudo devora.

Pense nisso.

Esta publicação está na íntegra aqui e no Facebook, porque é importante que assim o seja, para explicar a algumas pessoas que me perguntam por que não público integralmente minhas postagens do Blog do Mello no Face.

Ah, e compartilhe esta postagem também, nem que seja para dar mais raiva ainda ao Zuckerberg.  
* Esta postagem foi publicada originalmente no Facebook


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O Globo continua com seus classificados de ‘Encontros Pessoais’

Outro dia o diretor de jornalismo da rede Globo, Ali Kamel, escreveu um artigo elogiando a independência da “grande imprensa”. Criou até um axioma que pode ser enunciado assim: quanto mais anunciantes, mais independente é a empresa de comunicação.

Não se pode acusar O Globo de não diversificar sua carteira de anunciantes. Na parte dos Classificados, eles têm uma seção chamada “Encontros Pessoais”.

Selecionei dois desses anunciantes, que ajudam a garantir a independência de O Globo (página 9):

ÂNGELO & Brayan (lindíssimos, rosto, corpo perfeitos) prestigiadíssimos, sedutores, realizando inesquecíveis fantasias p/ cavalheiros/casais (juntos/separados), altíssimo nível/discreto.Tel:
BEATRIZ 27a (Recreio) Que tal? Você homem verdadeiro, deixar-se conduzir p/ bela mulher, provida d/todo conteúdo p/fazer fluir seus +íntimos instintos. Tel:

Repito: Esses são alguns dos classificados, selecionados entre dezenas deles, publicados no Globo diariamente.

Não sou advogado. Não sei nem se a lei e os artigos em que baseio esta postagem estão caducos. Por isso, gostaria de saber, caso ainda estejam em vigor:

. Os anúncios não estão facilitando a prostituição, infringindo, portanto, o Art 228 ("Induzir ou atrair alguém para a prostituição, facilitá-la ou impedir que alguém a abandone")?
. Os anúncios não estão tirando proveito da prostituição alheia (já que são pagos), infringindo o Art 230 ("Tirar proveito da prostituição alheia, participando diretamente dos seus lucros ou fazendo-se sustentar, no todo ou em parte, por quem a exerça")?
. O Globo, ao publicar os anúncios, não está "fazendo-se sustentar, no todo ou em parte, por quem a [prostituição] exerça", infringindo o mesmo Art 230?

Ainda que tudo isso seja legal, que o jornal alegue que não pode garantir que se trata de prostituição (embora todos saibamos que é disso que se trata), é moral, é ético faturar em cima da prostituição?

O que o jornal escravo dos fatos tem a dizer?

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