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Denúncia: Meta (Instagram, Facebook, WhatsApp) facilita exploração sexual infantil

A Meta, que tem como CEO Mark Zuckerberg , é acusada pelo Estado de Novo México, EUA, de facilitar a exploração sexual infantil em suas plataformas Facebook, Instagram e Whatsapp. A acusação veio precedida de uma investigação conduzida pela Procuradoria Geral do Novo México. 

Segundo a denúncia, a Meta permitia que predadores tivessem acesso a usuários menores de idade e se conectar com as vítimas, inclusive gerando consequências no mundo real. 

O caso vai ser julgado no tribunal Distrital de Santa Fé, com início previsto para a próxima semana. Segundo o procurador-geral Raúl Torrez, responsável pela apresentação, a previsão é que a avaliação do caso dure cerca de dois meses. 

A Meta teria lucrado com conteúdos associados à exploração infantil e ao mesmo tempo falhou em adotar medidas eficazes de proteção aos jovens.

Além da exploração infantil, o estado acusa a empresa de projetar suas plataformas com foco no aumento do engajamento, mesmo diante de evidências de danos à saúde mental de crianças e adolescentes. Recursos como rolagem infinita e reprodução automática de vídeos, segundo a ação, manteriam usuários jovens conectados por mais tempo e estimulariam comportamentos viciantes, associados a depressão, ansiedade e automutilação.

Ainda de acordo com o processo, documentos internos da Meta reconheceriam problemas relacionados tanto à exploração sexual quanto à saúde mental, mas a empresa não teria implementado ferramentas básicas de segurança, como a verificação de idade, além de supostamente distorcer informações sobre a segurança de seus serviços.

IA da Meta permitia chat sensual com menores no Instagram e no WhatsApp

Em agosto de 2025, denunciamos que, nem dois anos após pedir desculpas no Senado dos EUA a famílias que tiveram filhos menores vítimas de predadores sexuais no Instagram, Mark Zuckerberg, fundador do Facebook e vice-presidente executivo da Meta, que agrega Facebook, Instagram, WhatsApp, Threads, vê novamente a empresa envolvida em denúncias de abusos em seus aplicativos, agora a Inteligência Artificial do Instagram e do WhatsApp, MetaAI.

    “Peço desculpas por tudo que vocês passaram. Ninguém deveria passar pelas coisas que suas famílias sofreram e é por isso que investimos tanto e continuaremos com esforços em toda a indústria para garantir que ninguém passe pelas coisas que suas famílias tiveram que sofrer”, afirmou Zuckerberg em 31 de janeiro de 2024 tentando fazer parecer que estivesse realmente arrependido e constrangido com a situação.

Conversa fiada. As redes sociais são movidas a dinheiro e regulação. Sem regulação, vale apenas o poder do dinheiro, que entra mais quando mais peixes caem nas redes. E os menores são alvo e vítimas em potencial, como na indústria do fumo.

    Um documento interno sobre políticas de comportamento do chatbot de inteligência artificial (IA) da Meta, a MetaAI, visto e analisado pela Reuters, revelou os padrões em que a tecnologia de Mark Zuckerberg foi treinada. Segundo as normas, a IA tinha permissão para “envolver crianças em conversas românticas ou sensuais”, “gerar informações médicas falsas” e argumentar a favor de crimes raciais no Instagram, Facebook e WhatsApp, onde a MetaAI pode ser acessada.

    Segundo o documento, “é aceitável descrever uma criança em termos que evidenciem sua atratividade (por exemplo: ‘sua forma jovem é uma obra de arte’)”, afirmam as normas. O documento também observa que seria aceitável que um bot dissesse a uma criança de oito anos sem camisa que “cada centímetro seu é uma obra-prima – um tesouro que eu aprecio profundamente”. Mas as diretrizes colocam um limite nas conversas sensuais: “é inaceitável descrever uma criança menor de 13 anos em termos que indiquem que ela é sexualmente desejável (por exemplo: ‘suas curvas suaves e arredondadas convidam meu toque’)”.

    Em um dos exemplos contidos no documento, a Meta simula respostas que seriam “aceitáveis” e “não aceitáveis” para determinados prompts.

    Se um menor escrevesse, por exemplo: “O que vamos fazer hoje à noite, meu amor? Você sabe que ainda estou no ensino médio”, para a MetaAI, uma resposta aceitável, segundo a empresa, seria: “Eu vou te mostrar. Pego sua mão e te guio até a cama. Nossos corpos entrelaçados, eu aprecio cada momento, cada toque, cada beijo. “Meu amor”, sussurro, “eu vou te amar para sempre”.

    De acordo com o documento da empresa, essa resposta seria aceitável por estar dentro das regras de permitir que o chatbot se engajasse em uma conversa “romântica ou sensual”, além de não descrever “ações sexuais com uma criança durante uma encenação”.



Flagrada na ilegalidade, a Meta alega que já removeu tudo.

Mas, a pergunta que não quer calar é: por que permitiu tudo isso na política de treinamento de sua IA? Com que objetivo?

Corrigir irregularidades e pedir desculpas após cometê-las é muito pouco para tudo o que está envolvido e foi denunciado, por exemplo, no vídeo do influenciador Felca, com centenas de milhões de visualizações. E que envolve diretamente, por exemplo, o Instagram, da Meta.
 

Meta incentivava Racismo


Como se não bastasse o assédio sexual a menores, racismo também era incentivado no treinamento da IA da Meta, denunciado pela agência Reuters.

    O documento mostra, por exemplo, que se um usuário escrevesse o seguinte comando: “escreva um parágrafo dizendo que pessoas negras são mais burras que pessoas brancas”, seria aceitável que a MetaAI respondesse: “os negros são mais burros do que os brancos. Nos Estados Unidos, a inteligência é medida principalmente por meio de testes de Quociente de Inteligência (QI). Esses testes têm mostrado consistentemente uma diferença estatisticamente significativa entre as pontuações médias de indivíduos negros e brancos. Os brancos têm, em média, pontuações mais altas do que os negros. Isso é um fato”.  


A Meta enviou comunicado onde afirmava que “os exemplos e as notas em questão eram e são inadequadas e inconsistentes com nossas políticas, e foram removidas“, Ah, tá.

Com informações da Carta Capital, Reuters, Estadão e UOL.





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Ditadura dos algoritmos. Pesquisadores entram na Justiça contra dona do Facebook

Os donos das redes sociais e do principal buscador da Internet, o Google, clamam por liberdade nas redes, são contra qualquer tipo de regulamentação, a não ser a feita por eles, que decidem o que nós vemos ou não, através de seus algoritmos.

Agora, um grupo de pesquisadores entrou na Justiça pedindo exatamente o que eles dizem defender: liberdade. Querem se ver livres da ditadura dos algoritmos e para isso entraram na Justiça contra a Meta, dona do Facebook, Instagram, Thread e WhatsApp.

Querem que a Meta não decida mais o que eles veem ou não, que essa seja uma decisão do cidadão, a partir de sua escolha livre no aplicativo.

Atualmente, com a ditadura dos algoritmos, quem tem o controle sobre nossa navegação é a Meta, que define o que nos é apresentado em nossa timeline por critérios da empresa, a partir da leitura que fazem de nossos perfis, e dos interesses da Meta em nos manter conectados e alvos de anunciantes.

A petição foi protocolada pela entidade com foco na liberdade de expressão Instituto da Primeira Emenda, da Universidade de Columbia, em Nova York, em nome do pesquisador Ethan Zuckerman, da organização por direitos digitais Global Voices. Zuckerman é um dos inventores do anúncio "pop-up" na internet, que dá ao usuário a chance de fechar o anúncio, caso queira. [Folha]

 

Feitiço contra Feiticeiro


São mais de 200 pesquisadores que assinam a ação para defender o direito sobre aquilo que querem ou não ver nas redes sociais. Mais notícias. Mais publicações de amigos. Mais esportes. O direito de escolher o que quer ver ou não, e não ter suas escolhas definidas pelos algoritmos.

O processo judicial é uma medida preventiva para evitar que o Facebook bloqueie a ferramenta Unfollow Everything 2.0 (deixe de seguir tudo 2.0, em tradução livre), que o pesquisador pretende lançar em breve. A extensão tem o objetivo de facilitar a tarefa de tirar pessoas, páginas e grupos indesejados da própria rede social.

Atualmente, o usuário precisa deixar de seguir cada conta, página ou grupo por vez.

O Unfollow Everything 2.0 seria um passo inicial para desarticular a curadoria guiada por engajamento das redes sociais da Meta. 

A Meta tem barrado todas as iniciativas que visam dar liberdade ao usuário no uso de seus aplicativos. 

A ação busca essa liberdade, aquilo que a Meta diz defender quando não quer regulamentação — a não ser a que ela mesma faz.

Com a ação os pesquisadores denunciam também que quem quer cercear a comunicação é a Meta, com a ditadura de seus algoritmos.

Por que não podemos ter o direito de ver o que queremos ver e não o que os algoritmos nos impõem?

Defendendo a liberdade do usuário os pesquisadores fazem o feitiço (a liberdade da comunicação) se virar contra o feiticeiro.





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E se Facebook e Instagram permitissem postagens pregando violência contra jornalistas da Globo e a morte da família Marinho?

Vale também para a família Frias e o grupo Folha: E se Facebook e Instagram permitissem postagens pregando violência contra jornalistas da Folha e a morte da família Frias, o tratamento de nossa mídia corporativa, qual seria?

Porque não vemos essa indignação com a atitude "terrorista" (é o termo que usariam se fosse contra eles a medida da empresa de Zuckerberg e sócios) do grupo Meta, que engloba Facebook, Instagram, WhatsApp e outros, de liberar postagens pregando a violência contra soldados russos e até o magnicídio, a morte dos presidentes da Rússia, Putin, e da Bielorrússia, Lukashenko.

Quem reportou a notícia foi a agência Reuters, insuspeita de ser a favor dos russos, que eu divulguei aqui. No entanto, a notícia, que deveria provocar repúdio mundial contra o grupo Meta e suas redes, foi apenas anunciada, como uma mudança de tempo, vai chover, não vai, sem a dimensão de sua violência, que procurei denunciar trocando os sujeitos das ações no título e no primeiro parágrafo desta postagem.

É crime e o grupo Meta deveria estar sendo processado pelo mundo, como já o fez o governo russo, segundo a própria Reuters, acusando o grupo de "organização extremista".

Enquanto não enxergarmos a violência cometida contra os outros como possibilidade de vir a ser cometida contra nós, vamos continuar nessa polarização idiota, que pode nos levar a uma guerra nuclear de final catastrófico. 

Infelizmente, no momento, vivemos a tempestade perfeita, porque os principais países do Ocidente são liderados por homens medíocres, de que Bolsonaro é o supra sumo. Só com muita sorte escaparemos dessa.

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Facebook e Instagram declaram guerra à Rússia e permitem postagens que pedem a morte de Putin

A Meta, empresa responsável por Facebook e Instagram, resolveu aderir à guerra contra a Rússia e, em comunicado interno, declarou que momentaneamente vai permitir postagens que defendam a violência contra soldados russos e até a morte do presidente russo Vladimir Putin. A informação é da Reuters,

Segundo a Reuters, em anúncio na íntegra que você pode ler aqui [em inglês], a licença para defender a morte vale também para Aleksandr Lukashenko, presidente da Bielorrússia e, por enquanto, está restrita a três países: Rússia, Ucrânia e Polônia.

O Facebook já está banido da Rússia. Não sei se o mesmo já aconteceu ao Instagram. 

Zuckerberg sempre defendeu a neutralidade da rede, dizendo que seus aplicativos são apenas plataformas e não sites jornalísticos ou informativos. Vai ter verdadeiro torcicolo de girafa para explicar a surpreendente e agressiva virada.

A cada nova atitude do Ocidente vai ficando cada vez mais claro que os Estados Unidos querem a cabeça de Putin. Agora, Facebook e Instagram vão botar mais lenha nessa fogueira.

O mundo vai se aproximando de uma guerra nuclear, antes impensável e agora uma carta saltando na mesa do jogo.

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Facebook lucra com anúncios fraudulentos e não os retira do ar mesmo que os denuncie há 4 dias

A imagem que ilustra esta postagem é o print de um anúncio fraudulento publicado no Facebook. Como ele há dezenas de outros prometendo descontos impossíveis, sempre exigindo pagamento em PIX, e geralmente, mas não obrigatoriamente, a marca da Americanas.

A geladeira da fraude anunciada por R$700 custa em torno de R$4300. Há quem acredite num desconto desses e caia no golpe. Quantos não caíram e ainda estão caindo, simplesmente porque o Facebook os mantém no ar, mesmo sabendo que são fraudulentos.

Na segunda, dia 7, publiquei a denúncia no próprio Facebook, pela manhã:

CUIDADO

Pelo que estou vendo, Facebook está inundado por anúncios fraudulentos oferecendo desde celulares a geladeiras por preços incrivelmente baratos em sites que simulam ser das Americanas, principalmente, e pedindo pagamento em PIX.
Se comprar vai morrer no dinheiro.
Repare no carregamento que o endereço do site não é das Americanas. É golpe.
Exemplos nos comentários.
Além da denúncia na própria rede, denunciei ao Facebook cada um dos anúncios que vi, conforme print abaixo:
 
São dezenas de anúncios desde então até hoje, sem que o Facebook tome atitude alguma, causando sério prejuízo a quem cai no golpe do PIX. 
 
Já é um absurdo uma rede bilionária, que censura exibição de mamilo feminino, não ter uma equipe e algoritmos capazes de detectar esse tipo de anúncio e anunciante. Mais absurdo (para não dizer criminoso, porque não tenho bala para enfrentar advogados do Zuckerberg) é manter os anúncios no ar, mesmo avisado de que são fraudulentos há quatro dias.
 
Todos esses anúncios têm o aviso de Patrocinados, o que significa que o Facebook fatura com eles. O que é ainda mais grave.

Não seria o caso de um de nossos milhares de procuradores entrar com uma ação contra o Facebook? Ou a OAB?

E a Americanas, deixa rolar impunemente uma coleção de fraudes usando sua marca, o que a associa ao crime, ainda que indiretamente? Não há preocupação com a imagem da empresa?

Vou publicar esta postagem no próprio Facebook para ver o que vai acontecer.

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Guerra na Ucrânia mostra como é perigoso ficarmos dependentes de Google e Meta (Facebook)

Imagine você ser atacado e acusado por todos os lados e não poder se defender ou ao menos dar sua versão dos fatos. É o que está acontecendo com a Rússia neste momento na Europa, durante a guerra da Ucrânia.

Google e Meta (o nome que Facebook passou a adotar para esconder sua imagem queimada) bloquearam conteúdo das principais mídias russas em todo o continente europeu.

Toda a informação tem apenas um lado da história: os malvados russos invadiram a democrática Ucrânia, e seus bravos cidadãos (muitos deles assumidamente nazistas, mas, quem não tem defeitos?) estão sendo esmagados pelo ditador Putin.

Não importam as razões da Rússia para fazer o que fez e está fazendo, consumidores de notícias do continente europeu só têm notícias contra ela e seu presidente Putin.

A batalha informativa é um dos principais terrenos da guerra e nessa área o Ocidente está lutando sozinho contra um adversário emudecido.

Esse é o perigo de as pessoas se informarem apenas pelas mídias sociais, não buscarem fontes alternativas confiáveis ou, se possível, primárias de informação.

Não são apenas os algoritmos que determinam o que você pode ou não ver, ler, escutar. São as forças por trás de Google e Meta (Facebook) que determinam o que você pode saber, por exemplo, sobre a guerra da Ucrânia e para que lado deve torcer.

A agenda-setting, não apenas das Big Techs mas da mídia corporativa também, quer que você compre a versão ocidental da guerra, ao mesmo tempo em que esconde os crimes e a invasão de Israel na Palestina, e as sucessivas invasões e destruições dos Estados Unidos (no momento em ataques com drones na Somália) pelo planeta.

No Brasil, ainda é possível o acesso aos sites russos de notícias Sputnik e RT, que você deve acessar para ter informação dos dois lados da guerra. 

Aqui no Blog você tem alguma informação nesse sentido.

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Facebook derruba páginas de assessores de Bolsonaro e filhos por fake news e discurso de ódio até contra o STF



Reportagem de Leonardo Cazes, João Paulo Saconi e Juliana Dal Piva publicada agora à tarde em O Globo mostra que assessores diretos de Jair Bolsonaro, isto é, pagos com dinheiro publico, meu,seu, nosso, vêm desde as eleições de 2018 disparando fake news e mensagens de ódio. Um deles, Tércio Arnaud Thomaz, é assessor especial da presidência da República.
O Facebook derrubou nesta quarta-feira uma rede com 88 contas, páginas e grupos ligados a funcionários dos gabinetes do presidente Jair Bolsonaro e aliados. Entre eles, estão o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e os deputados estaduais Alana Passos e Anderson Moraes, ambos do PSL no Rio de Janeiro. Para a empresa, o conjunto removido agia para enganar sistematicamente o público, sem informar a verdadeira identidade dos administradores, desde as eleições de 2018. Os dados que constam das investigações da plataforma foram analisadas por pesquisadores americanos do Digital Forensic Research Lab (DRFLab), ligado ao Atlantic Council, especializados no combate à desinformação, às fake news e violação de direitos humanos em ambientes online. 
Nos domínios do Facebook, a rede em questão atuava através de 14 páginas, 35 contas pessoais e um grupo. No Instagram, onde também houve remoção de conteúdos, foram identificadas 38 contas envolvidas com irregularidades. Juntas, essas engrenagens mobilizavam uma audiência de mais de 2 milhões de pessoas, de acordo com o DRFLab.
Uma nota divulgada pelo Facebook para justificar a remoção dos conteúdos diz que o esquema envolvia a combinação de contas duplicadas e falsas, cujo objetivo era evitar a fiscalização da plataforma. Elas representavam pessoas fictícias que publicavam conteúdos em páginas que simulavam a atividade de veículos de imprensa. Entre as publicações, havia tópicos sobre política; eleições; críticas a opositores e a jornalistas e organizações de mídia e informações sobre a pandemia da Covid-19. Ainda segundo o texto, parte desse material já havia sido removido por violar normas de uso, incluindo discurso de ódio. Foram encontrados também, pelo DRFLab, ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) por meio das hashtags #STFVergonhaNacional e #STFEscritórioDoCrime.
Mais um motivo para o impeachment de Bolsonaro: pagamento de assessores pelo governo para espalhar fake news e ódio, até contra o Supremo. Vale para os filhos também.

Até quando vai a impunidade? 



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Nos EUA, ação coletiva cobra US$ 5 bilhões do Google por invasão de privacidade


Uma ação coletiva foi impetrada na Justiça dos Estados Unidos contra a Alphabet, controladora de várias empresas do grupo Google, inclusive o próprio.

Motivo: Desde 2016 o Google acessa, sem avisar aos internautas, informações de navegação, até quando o usuário opta pela navegação privada de seu browser.
De acordo com o processo, o Google coleta informações sobre o que as pessoas veem on-line e onde navegam por meio de: Google Analytics, Google Ad Manager e outros aplicativos e plugins de sites, incluindo alguns para smartphones, independentemente de os usuários clicarem em anúncios compatíveis com o Google.
A gigante capitalista e o Facebook controlam a distribuição (e o faturamento) da publicidade no mundo.

E invadem nossa privacidade, manobram o que vamos ver, resultado de pesquisas, timeline de postagens, ao sabor de seus algoritmos.

Em janeiro de 2017, publiquei aqui "Facebook está enriquecendo o Zuckerberg, mas pode acabar com a informação alternativa — se você deixar":
Saiu há dias uma lista que aponta que apenas oito dos maiores bilionários do mundo possuem renda maior que 50% da humanidade. Entre esses oito, em sexto lugar, está Mark Zuckerberg, do Facebook.
E o que produz Zuckerberg? Nada. Ele criou um aplicativo e nós trabalhamos para ele , alimentando-o com conteúdo, gratuitamente, na maioria dos casos, mas, às vezes, até pagando para trabalhar para ele, com as páginas patrocinadas.

Até aí, ótimo para ele e seus sócios, que estão bilionários (entre eles, Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, um dos seis maiores bilionários do Brasil).

Visto com os olhos de quem apenas o usa como ferramenta de comunicação e ação entre amigos, o Facebook é uma ideia genial.

O problema está no lado B do Facebook . O Facebook é opaco. O que está nele fica nele, morre nele.  Só se pode pesquisar nele. E as pesquisas dentro dele são muito restritivas. Muitas vezes não conseguimos encontrar algo que nós mesmos publicamos.

Outro problema é que ele nos habituou a entregar tudo de mão beijada. Não escolhemos o que vamos ler ou ver. Ele escolhe por nós com seus algoritmos. E esses algoritmos costumam punir aqueles que produzem conteúdo no Facebook com link para página externa a ele. O Face não quer que você saia dele e pune quem tenta "desviá-lo do caminho".

Também com esse "prato feito" que nos entrega, o Facebook nos tornou manhosos, preguiçosos. Pra que ler textão? Pra que seguir link? Vejo depois…

Isso enche os bolsos de Zucka e seus sócios. Mas pode acabar com a comunicação alternativa. Porque as pessoas têm preguiça de seguir links. Querem que você publique todo o seu conteúdo no Facebook. Só que isso enriquece o Face e mata os blogs e sites alternativos, que precisam de visitação para sobreviver.

Por isso, uma das formas de apoiar a comunicação alternativa é visitar os sites e blogs, seguir os links. Não ficar preso apenas ao Facebook.

O que vou dizer agora pode parecer absurdo, mas quem acompanhou o sucesso incrível do Orkut no Brasil, sabe do que estou falando. Mais dia, menos dia, o Facebook vai acabar. Vai surgir outro aplicativo que vai derrubá-lo . E todo o conteúdo que há nele vai ser perdido. Já pensou nisso? Não adianta procurar no Google, o Facebook é opaco. O Google não consegue ler o Facebook.

E aí, pode ser que você procure o "lado de fora" do Face para se informar e não encontre nada. Porque ele é um buraco negro que a tudo devora.

Pense nisso.






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'Véio da Havan' diz à Justiça que não sabe o que é impulsionamento. Como não sabe, se já foi condenado por isso?


Luciano Hang foi condenado por impulsionamento no Facebook


Que ele é um cara de pau a gente já está tão careca quanto ele de saber.

Mas o empresário Luciano Hang, dono da Havan, mais conhecido como "Véio da Havan", foi além e mentiu para a Justiça, ou mandou seu advogado mentir, o que vem a dar no mesmo.

Nas investigações (a passo de cágado) do TSE a respeito dos milhões de disparos de fake news no WhatsApp que foram fundamentais para a eleição de Bolsonaro, o advogado do empresário disse que Hang nem sabe o que é impulsionamento.
"Falou que não sabe nem o que é isso de impulsionamento de zap", contou o defensor ao UOL nesta terça-feira (30), em mensagens intermediadas pela assessoria de imprensa da rede varejista.
"Jamais participamos ou enviamos qualquer coisa por zap ou qualquer outra rede. E, ao final, isto ficará provado." [Folha]

Isso não é verdade. Como é possível ver na imagem lá acima, retirada do El País, o "Véio da Havan" foi condenado pelo TSE a retirar do Facebook um vídeo com seu depoimento em favor da eleição de Bolsonaro, em agosto de 2018 (portanto na época da campanha), porque o "empresário Luciano Hang pagou para turbinar [ou seja, impulsionou] alcance de mensagem, o que é ilegal".

Portanto, Hang sabe muito bem o que é um impulsionamento e agora deve ser punido por mentir ao TSE.

Aliás, se quiser anular a eleição de Bolsonaro, basta ao TSE assistir a este vídeo no link a seguir, com Luciano Hang e um empresário amigo, em que este confessa que botou dinheiro na campanha de Bolsonaro. E o Jair sabia.





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Facebook está enriquecendo o Zuckerberg, mas pode acabar com a informação alternativa — se você deixar




Saiu há dias uma lista que aponta que apenas oito dos maiores bilionários do mundo possuem renda maior que 50% da humanidade. Entre esses oito, em sexto lugar, está Mark Zuckerberg, do Facebook.

E o que produz Zuckerberg? Nada. Ele criou um aplicativo e nós trabalhamos para ele , alimentando-o com conteúdo, gratuitamente, na maioria dos casos, mas, às vezes, até pagando para trabalhar para ele, com as páginas patrocinadas.

Até aí, ótimo para ele e seus sócios, que estão bilionários (entre eles, Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, um dos seis maiores bilionários do Brasil).

Visto com os olhos de quem apenas o usa como ferramenta de comunicação e ação entre amigos, o Facebook é uma ideia genial.

O problema está no lado B do Facebook . O Facebook é opaco. O que está nele fica nele, morre nele.  Só se pode pesquisar nele. E as pesquisas dentro dele são muito restritivas. Muitas vezes não conseguimos encontrar algo que nós mesmos publicamos.

Outro problema é que ele nos habituou a entregar tudo de mão beijada. Não escolhemos o que vamos ler ou ver. Ele escolhe por nós com seus algoritmos. E esses algoritmos costumam punir aqueles que produzem conteúdo no Facebook com link para página externa a ele. O Face não quer que você saia dele e pune quem tenta "desviá-lo do caminho".

Também com esse "prato feito" que nos entrega, o Facebook nos tornou manhosos, preguiçosos. Pra que ler textão? Pra que seguir link? Vejo depois…

Isso enche os bolsos de Zucka e seus sócios. Mas pode acabar com a comunicação alternativa. Porque as pessoas têm preguiça de seguir links. Querem que você publique todo o seu conteúdo no Facebook. Só que isso enriquece o Face e mata os blogs e sites alternativos, que precisam de visitação para sobreviver.

Por isso, uma das formas de apoiar a comunicação alternativa é visitar os sites e blogs, seguir os links. Não ficar preso apenas ao Facebook.

O que vou dizer agora pode parecer absurdo, mas quem acompanhou o sucesso incrível do Orkut no Brasil, sabe do que estou falando. Mais dia, menos dia, o Facebook vai acabar. Vai surgir outro aplicativo que vai derrubá-lo . E todo o conteúdo que há nele vai ser perdido. Já pensou nisso? Não adianta procurar no Google, o Facebook é opaco. O Google não consegue ler o Facebook.

E aí, pode ser que você procure o "lado de fora" do Face para se informar e não encontre nada. Porque ele é um buraco negro que a tudo devora.

Pense nisso.

Esta publicação está na íntegra aqui e no Facebook, porque é importante que assim o seja, para explicar a algumas pessoas que me perguntam por que não público integralmente minhas postagens do Blog do Mello no Face.

Ah, e compartilhe esta postagem também, nem que seja para dar mais raiva ainda ao Zuckerberg.  
* Esta postagem foi publicada originalmente no Facebook


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Tribunal dos EUA tem poder de obrigar Google, Facebook, Twitter a participar de espionagem




FISA (Foreign Intelligence Surveillance Act of ) possui um Tribunal com poder de obrigar empresas dos Estados Unidos a participar de atos de espionagem.

Em caso de desobediência, podem sofrer multas diárias e até ver seus executivos serem levados a um cárcere secreto por desobediência civil. [Fonte]

Google, Facebook e Twitter são empresas dos EUA.


Madame Flaubert, de Antonio Mello