Celso Amorim pode ser o candidato das esquerdas ao governo do Rio, caso Freixo não aceite missão


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Nota publicada no jornal O Dia informa que PT e PC do B resolveram abrir mão de candidatura, caso o deputado Marcelo Freixo (PSOL) aceite ser candidato das esquerdas ao governo do Rio nas eleições deste ano. Como dificilmente Freixo aceitará a missão, abrem-se portas para uma candidatura alternativa, como a do ex-ministro e chanceler Celso Amorim.

Existem dois problemas que tornam muito difícil que Freixo aceite concorrer ao governo do Rio.
  1. Com a reforma política, partidos pequenos precisam aumentar sua representatividade na Câmara ou perdem recursos do fundo partidário e tempo de TV. É o caso do PSOL. Freixo é o homem escalado pelo partido para disputar uma cadeira na Câmara Federal e puxar votos. Saindo candidato ao governo prejudica o partido. 
  2. Freixo comandou a CPI das Milícias na Assembleia do Rio de Janeiro e está jurado de morte por isso. Como deputado, tem direito a uma escolta 24 horas, para cuidar de sua segurança e garantir sua vida. Se sair para disputar o governo e perder, fica sem mandato e, portanto, sem proteção.

Caso Freixo recuse a proposta e mantenha sua candidatura a deputado federal, o nome do ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim pode ser a alternativa para a sonhada consolidação de uma candidatura da esquerda unida no Rio - com exceção do PDT, ainda muito atrelado ao MDB de Cabral.

Amorim é diplomata de carreira, primeiro colocado em sua turma no Instituto Rio Branco, escolhido pela revista Foreign Policy como "o melhor chanceler do mundo". Nada como um homem habituado a negociar com os mais importantes e diversos líderes mundiais para levar adiante essa inédita união das esquerdas e, se eleito, a sociedade do Rio para um governo com desenvolvimento social e econômico na construção de uma sociedade de paz.

Com Freixo ou Amorim, o importante é que as esquerdas se unam em torno de uma candidatura viável ao governo do Rio.




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Benedita, a primeira mulher negra, da favela, a ser vereadora, senadora, governadora fala de Mariella e da luta contra machismo e preconceito

Benedita da Silva

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"Marielle tinha potencial para ser deputada, senadora, presidente da República"- Benedita da Silva.

Não foi fácil o caminho da Bené, a Dita, a Benedita, Benedita da Silva, primeira mulher negra, nascida e criada na favela, a ser eleita vereadora no Rio. Depois, foi a primeira senadora negra, a primeira governadora negra do Rio de Janeiro.

Hoje deputada federal, a petista soube do discurso de Marielle Franco na Casa das Pretas, no Centro do Rio, instantes antes de ser covardemente assassinada:

"Na Câmara [Municipal do Rio], antes da gente entrar, foram dez anos antes com a Jurema [Batista]. E dez anos antes da Jurema, a Benedita [da Silva]. A gente não pode esperar mais dez anos ou achar que eu estarei ali por dez anos"

Benedita sabe bem a barra que é ser mulher, negra e da favela hoje, e comenta como foi difícil ser a pioneira:

"Se ainda é difícil para uma mulher negra, favelada, ocupar esses espaços, você não sabe como foi naquela época. Para começar, eu era a única dos 33 vereadores que não tinha carro oficial, porque diziam que o carro não podia subir a favela, e eu morava no Chapéu Mangueira", lembra.

"Depois, eu, casada, era objeto de certo tipo de violência sexual dos colegas, que ficavam apostando para ver quem sairia primeiro comigo. Você passa quatro anos tentando provar que é inteligente, que é capaz, que não é um objeto sexual." 

Benedita continua sua luta por uma maior representatividade num país machista e preconceituoso:

 "Não podemos conviver com 3 parlamentares negras num universo de 500 deputados. Temos que ter nosso lugar de fala, não queremos que falem por nós. Queremos ter mais mulheres negras ocupando espaços em evidência."

Benedita lamenta a morte de Marielle e segue na luta. Porque a luta continua.

 Fonte: BBC Brasil



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Gilmar Mendes nega habeas corpus que poderia beneficiar Lula. Que surpresa!

Gilmar Mendes rindo

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Muita gente caiu do cavalo. Contavam com o ovo no círculo inferior posterior da galinha e já comemoravam nas redes que Lula se beneficiaria de um pedido de habeas corpus, que seria concedido por ninguém menos que o ministro Gilmar "Chamar o presidente às falas" Mendes.

Afinal, Gilmar havia anunciado aos quatro cantos que havia mudado sua opinião sobre a prisão em segunda instância e o pedido de habeas corpus era exatamente nesse sentido. Só que beneficiaria, entre outros, não FHC, Serra ou Aécio, mas Lula, que assim não poderia ser preso, na mais do que esperada decisão do TRF-4.

Na tarde desta segunda, 19, Gilmar Mendes negou o pedido do processo apresentado pela Associação dos Advogados do Estado do Ceará (AACE) na sexta-feira, 16.

Para o ministro, “a pretensão de concessão de ordem genérica, tal como requerida pelos impetrantes, não é, nem nunca foi, compatível com a orientação deste Tribunal”.



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Calúnias contra Marielle Franco. Denuncie. Confira para quem denunciar e como


Do Instagram da atriz Leticia Sabatella.


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Mãe de policial assassinado e ex-comandante da PM confirmam trabalho de Marielle também em defesa de policiais: 'É triste ver o que a pessoa fez por outras e não ter reconhecimento'

Rose Vieira
Rose Vieira, mãe de policial assassinado, defende Marielle

Tempo estimado de leitura: 2 minutos e 30 segundos

Contrariando calúnias disparadas nas redes por uma desembargadora e por bestas feras que confundem defesa de direitos humanos com defesa de bandidos, Rose Vieira, mãe de um policial civil assassinado, e um ex-comandante da PM saem em defesa do trabalho de Marielle Franco, a vereadora executada covardemente na quarta-feira.

"A Marielle foi imbatível, foi muito importante no caso do meu filho", recorda-se.
"Ela resolveu o meu caso. Resolver não, porque quem resolve é a Justiça. Mas me ajudou. Registrou todo o caso, pegou o número do inquérito que virou processo. Ajudou com um abraço, uma palavra amiga, o acolhimento, a preocupação com a família", recorda.
"Só para você ter uma ideia, a Marielle não tinha carro nessa época. Nem era vereadora. Chegou de trem. Não posso falar hoje que essa pessoa não me ajudou. Quem é que vai até Duque de Caxias, uma outra cidade, de trem só para ajudar? Só a Marielle".
Na última quinta-feira, Rose prestou sua homenagem à vereadora do PSOL no velório. Pelas redes sociais, tem acompanhado as investigações e se ressente do que tem lido: acusações de que a ex-assessora da comissão não se importava com a morte de policiais.
Evangélica, a mãe de Eduardo Oliveira rebate e pede orações por aqueles que a criticam."Tenho pena por escreverem esse absurdo. Deveriam orar mais para que não aconteçam com elas. É triste ver o que a pessoa fez por outras e não ter reconhecimento.

O ex-comandante da PM Íbis Pereira também rebate as calúnias à memória de Marielle:

"Ela fazia essa ponte para que a comissão pudesse auxiliar as famílias. Um trabalho muito grande no amparo, procurando agilizar na recepção de proventos, benefícios ou aposentadoria. É um trabalho silencioso e muito bonito que as pessoas, na maioria, ignoram", opina.
Para ele, também não é verdade que Marielle e a comissão não ajudem seus colegas de farda.
"É uma bobagem dizer que não defendia policiais. Esse aspecto de bandido bom é bandido morto ou dizer que 'direitos humanos é para bandido' é um retrato da nossa miséria e indigência política e intelectual. Mostra o desconhecimento completo do que é direitos humanos e da importância dele para construção de uma sociedade civilizada. Por trás disso há um ódio secular a pobre, tem ignorância e nossas misérias", conclui. [Fonte: G1]


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Marcelo Adnet sai em defesa de Marielle e critica os que apoiam 'o único pré-candidato que não se manifestou'

Marcelo Adnet

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O humorista Marcelo Adnet, em seu perfil no Twitter, que tem mais de 3,2 milhões de seguidores, saiu em defesa de Marielle Franco, a vereadora que foi covardemente executada anteontem e que vem sendo atacada pelo grupo que critica os defensores dos direitos humanos.

Numa sequência de tuítes, reproduzida a seguir, Adnet denuncia que "a maioria dos que a [Marielle] desmerecem apoiam o único pré-candidato que não se manifestou sobre essa execução", numa referência a Bolsonaro, aquele para quem direitos humanos é coisa de vagabundos. Vale a leitura.

Tuítes de Marcelo Adnet



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Jornal das Organizações Globo explica o que são direitos humanos às bestas feras que eles mesmos ajudaram a criar

Extra com Marielle na capa
Foto de Marielle: Márcia Foletto

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Enquanto nas redes sociais, em grande parte da mídia, não apenas nacional mas mundial, a execução da vereadora Marielle Franco é condenada com indignação, boa parte dos alienados mentais se deu ao trabalho de ir às redes e até aos blocos de comentários da mídia global para enaltecer o assassinato, comemorar a morte de uma defensora dos direitos humanos. Fato tão chocante, que provocou em um dos órgãos das Organizações Globo a necessidade de explicar o que são os direitos humanos a essas pessoas que não se reconhecem como tal, e talvez, num sentido figurado, não o sejam mesmo.

Alimentados diariamente com papinhas de ódio por essa mesma mídia, Organizações Globo à frente, ódio ao PT, ódio aos que se preocupam com direitos humanos, ódio aos cotistas, aos pobres, aos bolsistas, que outra atitude esperar deles?

No entanto, boa parte disso poderia ser evitada com uma simples moderação de comentários. Mas aí perdem page views, likes dos que passam os dias nas redes desrecalcando suas frustrações pessoais: falta de trabalho, de dinheiro, de amor e até de inteligência mesmo.

Além do mais, fica mais caro pagar pessoal apenas para moderar, né?

Segue texto do espantado Extra, ao ver o retrato de seus leitores espelhado no jornal:
Desde a noite desta quarta-feira, quando foi publicada a notícia do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Pedro, chegaram ao site e às redes sociais do EXTRA milhares de comentários de leitores. Grande parte lamentava o ato de barbárie no Rio, mas outros muitos criticavam e até debochavam de Marielle por ela ser uma defensora dos direitos humanos.
"Pior coisa do mundo são os direitos humanos", dizia um deles. "Quem defende os direitos humanos gosta de bandido", afirmava outro. Com 20 anos de trajetória como um jornal popular com enfoque na garantia desses direitos para TODOS os humanos, o EXTRA, no papel de veículo de INFORMAÇÃO, se sente na obrigação de esclarecer aos seus leitores o que são, afinal de contas, os direitos humanos.
A definição é simples. Direitos humanos são os direitos básicos de todos os seres humanos. Ou seja, o direito à vida, à liberdade, à liberdade de opinião, ao trabalho, à educação, à crença religiosa e muitos outros.
Um marco na história dos direitos humanos é a criação, na década de 1940, na Organização das Nações Unidas (ONU), da Declaração Universal dos Direitos Humanos, com as condutas que deveriam ser comuns a todos os povos do mundo. Traduzido em mais de 500 idiomas, esse documento inspirou as constituições de vários países.
Destacamos, a seguir, alguns dos mais relevantes entre os 30 artigos do documento.
Artigo 3: Todo o homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
Artigo 5: Ninguém será submetido a tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.
Artigo 7: Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.
Artigo 10: Todo o homem tem direito, em plena igualdade, a uma justa e pública audiência por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir de seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele.
Artigo 11: I) Todo o homem acusado de um ato delituoso tem o direito de ser presumido inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias a sua defesa.
Leia, na íntegra, a Declaração Universal dos Direitos Humanos.


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Milícias, ponto de encontro da execução de Marielle, da entrevista de Nem, das declarações do ministro e da farsa da intervenção no Rio

Twitter de Marielle

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Na noite desta quarta-feira, foram executados a vereadora do PSOL Marielle Franco e seu motorista, Anderson Pedro Gomes. Há notícia de que uma assessora teria se salvado e seu nome não estaria sendo divulgado por questão de segurança. Marielle fazia parte da Comissão da Câmara Municipal que fiscalizava a intervenção militar na segurança pública do Rio.

No domingo, a vereadora denunciou uma ação de PMs do 41º BPM (Irajá) na favela de Acari.

"Precisamos gritar para que todos saibam o está acontecendo em Acari nesse momento. O 41° Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro está aterrorizando e violentando os moradores. Nessa semana, dois jovens foram mortos e jogados em um valão. Hoje, a polícia andou pelas ruas ameaçando os moradores. Acontece desde sempre e com a intervenção ficou ainda pior", escreveu Marielle. [Fonte: O Dia]

No mesmo dia do assassinato de Marielle, foi divulgada uma entrevista do traficante Nem da Rocinha ao jornal El Pais (excelente entrevista, que vou comentar em outra postagem). Nem está preso num presídio de segurança máxima em Rondônia.

Na entrevista, Nem afirma que quis abandonar o tráfico, mas que foi dissuadido pela polícia:

“Minha mãe foi ameaçada pela polícia. Foram até a casa dela. ‘Ou você volta [para o tráfico] ou vai acabar mal pra ela’, eles me disseram. Não tive opção, precisei reassumir as coisas”, conta. [Fonte: El Pais]

No final do ano passado, o ministro da Justiça Torquato Jardim deu uma declaração curta e grossa sobre o crime no Rio de Janeiro:

"Hoje, os comandantes de batalhão [da PM] são sócios do crime organizado". [Fonte: O Dia]

Essa parceria entre policiais e traficantes tomou o Rio de Janeiro. Em 1998, havia apenas uma comunidade sob comando das milícias no Rio, Rio das Pedras. Hoje, são 165 comunidades espalhadas por 37 bairros.

No entanto, a intervenção militar decretada no Rio de Janeiro ignora as milícias, como antes as UPPs o fizeram. 

Desde que foi decretada a intervenção federal no Rio, os militares ainda não realizaram nenhuma ação em uma área sob influência dos milicianos. Sob a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), estabelecida em junho de 2017, o Exército realizou 20 operações em comunidades. Mas, novamente, nenhuma em área com a atuação de milicianos. [Fonte: G1]

Não à toa, Marielle considerava a intervenção militar uma farsa:

Marielle era contra a ação do governo federal. Em entrevista, ela disse que a intervenção militar era “farsa”. “E não é conversa de hashtag. É farsa mesmo. Tem a ver com a imagem da cúpula da segurança pública, com a salvação do PMDB, tem relação com a indústria do armamentismo”, disse a vereadora. [Fonte: Folha]

Sua execução, com cinco tiros na cabeça, mostra que eles não querem que esse tipo de pessoa com esse tipo de ideia continue a circular por aí. 

É só ligar os pontos e chegar a eles. Mas não há interesse nisso, como destaca o traficante Nem em outro ponto de sua entrevista:

De dentro de sua cela abafada o ex-traficante ficou sabendo com atraso e sem muita surpresa da intervenção federal no Rio de Janeiro. “Não acho que vá dar em nada. Os problemas do Rio não se resolvem com Exército ou polícia”, diz. De acordo com ele, tropas federais já ocuparam parcialmente a Rocinha por duas vezes durante sua gestão na favela, sem nenhum resultado concreto. “Você acha que não tem corrupção no Exército? Eu me lembro que alguns militares falavam pros nossos soldados: ‘poxa, não fica com fuzil na rua não, esconde isso porque depois a gente leva bronca do sargento”, diverte-se. Para Nem a intervenção é “mais do mesmo”, apenas outra ação com “finalidade eleitoreira”.
Ao falar sobre a violência do Rio, Nem fica em silêncio por um momento. Em seguida, dispara: “Você acha que os políticos não sabem como resolver o problema da violência?”. Em instantes responde à própria pergunta. “O problema é que eles sabem que não serão reeleitos se fizerem isso. Sabem que isso exige um investimento em educação e políticas sociais que não têm retorno na urna, no curto prazo, mas que é algo para o médio prazo, para daqui a dez ou 15 anos. A preocupação maior é o mandato, não é resolver nada”, desabafa.
Mariella Franco
RIP, Mariella


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Stephen Hawking, 1942-2018. Livre, enfim!

Hawking flutuando na gravidade zero

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Hawking nasceu em 8 de janeiro de 1942, exatamente 300 anos após a morte de Galileu, e morreu na mesma data do nascimento de Albert Einstein (14 de março de 1879).

E você acha que tudo é coincidência, né?


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Circo do dia 26 montado: Lula preso de dia e Moro ao vivo no Roda Viva à noite. Coincidência?

Moro e Lula

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O presidente da turma do TRF-4 que julgará os embargos da defesa de Lula antecipou o julgamento, que seria no dia 28 de março, para a manhã do dia 26. Na sessão pode ser decretada a prisão de Lula.

No mesmo dia, à noite, o entrevistado do último programa Roda Viva comandado por Augusto Nunes será o juiz Sergio Moro. A entrevista será ao vivo.

Lula preso pela manhã e Moro comentando à noite. Coincidência ou lançamento da campanha de Moro à presidência?


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'Homem mais odiado dos EUA' (não é Trump) condenado a 7 anos de prisão. No Brasil, o mais odiado segue presidente

Martin Shkreli

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Martin Shkreli se transformou no homem mais odiado dos Estados Unidos, talvez do mundo, ao expor a face mais cínica e cruel do capitalismo.

Em 2015, ele adquiriu a patente de um remédio que auxiliava no tratamento de pessoas com sistema imunológico frágil, como pacientes com Aids, grávidas e idosos. E aumentou seu preço em proibitivos 5000% (você não leu errado: cinco mil por cento).

Zombou dos que o criticavam e não voltou atrás na decisão. Mas, agora, chorou diante do juiz que o condenou a sete anos de prisão, não pelo aumento de preço (no capitalismo isso faz parte do jogo, ele só escancarou), mas por fraude em ações.

Até seu próprio advogado o criticou:
"Há momentos em que quero abraçá-lo, consolá-lo, mas também há ocasiões em que desejo bater na cara dele."
Fonte: BBC Brasil

Enquanto isso, o homem mais odiado do Brasil, reprovado por 93% dos brasileiros, segue presidente.


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