Folha lança novo Projeto Editorial, mas o objetivo é manter monopólio das notícias e combater blogs e redes sociais



A Folha lançou nessa quinta nova versão de seu Projeto Editorial, onde aparece como preocupação número 1 a busca da verdade [imagem]. Sobre esse assunto e a sinceridade de propósito da mídia corporativa, leia aqui no blog Mídia corporativa mundial lança combate às fake news nas redes sociais para manter o monopólio delas.

A preocupação da Folha com a checagem da informação é histórica. Ela já publicou a ficha falsa de Dilma,  que Cristo morreu enforcado, que na Bíblia Deus criou primeiro a mulher, que tatu nasce de ovo... Confira mais aqui.

Todo leitor do blog está mais careca do que o Alexandre de Moraes de saber que a Folha e seus irmãos mentem, manipulam, torturam a notícia até que ela transmita seus interesses, que são os interesses da classe dominante.

Ainda outro dia foi O Globo com a mesma história de combater fake news. Mas sempre se referem a elas como se fossem produto das redes sociais e da comunicação alternativa.

Mas em comemoração ao novo compromisso dessa mídia manipuladora, vou reproduzir a seguir trecho de uma entrevista do professor João Feres Jr. à CartaCapital, onde vai assinar uma coluna.

João Feres Jr., professor de Ciência Política da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, criou m dos instrumentos mais precisos de medição do viés dos meios de comunicação, o “Manchetômetro”.

Porque muitas vezes a falsidade não está no que se diz, mas no que não se diz, não se publica, não se investiga - o caso de Sérgio Cabral aqui no Rio de Janeiro e a roubalheira tucana há anos em São Paulo são exemplos.


CartaCapital: Quais mudanças o senhor você percebe no comportamento da mídia quando se comparam os governos Dilma Rousseff e Michel Temer?
João Feres Jr.: A diferença é brutal e também imoral e antiética da perspectiva das práticas jornalísticas. No Manchetômetro, analisamos as coberturas da Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo e Jornal Nacional. Só para citarmos um exemplo recente: Quando se toma a cobertura agregada do governo federal desses quatro meios do governo federal, ela despencou de 400 matérias negativas em março e abril de 2016 para 200 em maio, isto é, exatamente no mês em que Dilma Rousseff foi afastada. Ou seja, caiu pela metade. E esse número continuou a diminuir no governo de Michel Temer até atingir 55 em outubro daquele ano, isso com o País em plena crise econômica e com alto grau de conflito político. Esses dados mostram que a chamada grande mídia brasileira tem lado e toma partido de maneira sistemática e reiterada. Basta computar o que publicam. É isso que fazemos no Manchetômetro.
CC: Só?
JFJ: Não. Ao se considerar os textos neutros e favoráveis, sob Dilma o padrão era esses meios publicarem de duas a três vezes mais matérias contrárias ao governo do que neutras, e quase nenhuma favorável. Bastou Temer ser alçado à presidência interina para o número de neutras empatar com aquele de contrárias já em maio e o ultrapassar com larga margem em julho. Não bastasse, o número de favoráveis empatou e até ultrapassou o de contrárias, algo inédito na série histórica da cobertura desde que o Manchetômetro passou a analisa-la, no início de 2014. O número de favoráveis, seja para políticos, partidos ou instituições, é geralmente pequeno e muito inferior ao de contrárias e neutras. Em suma, sofremos, no passado e no presente, uma escandalosa manipulação midiática.
CC: É possível identificar o uso da “pós-verdade”, para citar o termo consagrado pela Universidade de Oxford, no Brasil?
JFJ: No Manchetômetro não fazemos checagem de fatos noticiados, assim não dá para estabelecer a veracidade do que é publicado pela mídia. É possível, contudo, captar outras estratégias jornalísticas com efeitos manipulativos similares à “pós-verdade”, como o agendamento e o enquadramento das matérias. O agendamento é a prática de escolha dos temas a serem noticiados. Muitas notícias favoráveis no âmbito da economia e da política durante os governos de Dilma foram, por exemplo, excluídas ou subnoticiadas, enquanto que as negativas eram superexpostas e exploradas nos detalhes. A prática de agendamento altamente enviesado contribuiu enormemente para a intensificação da crise política e para a percepção de crise econômica, a meu ver. O enquadramento é a interpretação que a notícia dá ao fato. O exemplo mais claro é o da cobertura da corrupção, sempre a jogar a responsabilidade no colo do PT. É também impossível compreender o surgimento do antipetismo hidrófobo de massas sem a contribuição do enquadramento que a grande mídia tem feito da corrupção política no País. [Fonte: CartaCapital, onde pode ser lida a íntegra da entrevista]

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No Golpe de 1964, o Dia da Mentira foi 31 de março e não 1º de abril


O golpe de Estado no Brasil aconteceu no dia 1º de abril de 1964. Forças militares insufladas pela imprensa golpista derrubaram um governo democrática e constitucionalmente eleito.

Mas, como pegava mal um golpe que se dizia em defesa da democracia acontecer no Dia da Mentira (o que era mais do que uma piada pronta), recuou-se no tempo, aproveitou-se o Dia da Mentira para dizer que o golpe havia acontecido no dia anterior. Por isso, no Brasil, o Dia da Mentira é 31 de março de 1964.

Enquanto durou o golpe, a mentira foi ensinada em todas as escolas do Brasil. Agora, qualquer criancinha sabe que o golpe foi praticado no dia 1º de abril.

Mas os militares de pijama, os que se elegem às custas deles e de suas esposas e filhas, enaltecendo a ditadura, querem continuar com a mentira de que o golpe aconteceu em 31 de março de 1964 e que não foi um golpe.

Como não? Usaram uniformes, armamentos, treinamento, capacitação, salário, auxílio moradia, alimentação, tudo pago pelo estado brasileiro para darem um golpe contra este mesmo estado que lhes pagava salário, uniformes, armamentos, treinamento, capacitação, auxílio moradia e alimentava suas famílias.

Por que não abandonaram as Forças Armadas e foram à luta, buscando auxílio na imprensa que lhes lambia os coturnos, nos latifundiários, nos empresários golpistas, nos Estados Unidos que apoiavam o golpe?

Derrubaram um governo eleito pelo povo, prenderam, torturaram, mataram, tudo isso usando armamentos, treinamento e galardões do Estado, recebendo salários do Estado a que juraram fidelidade.

Diziam defender a Nação Brasileira, mas qual Nação Brasileira? A representada pelos líderes golpistas, pela imprensa e empresários alinhados aos EUA, que enviaram tropas e armamentos para garantirem que a traição tivesse êxito.

Por que eles se consideram corretos e acusam Lamarca, alegando que ele teria usado os ensinamentos, o treinamento e as armas que recebeu no Exército contra o golpe? Não foi exatamente o mesmo que fizeram, usaram armas, treinamento e ensinamentos para darem o Golpe? Por que Lamarca é considerado pelas Forças Armadas o "único traidor da nação" e eles não?

Hoje, quando ainda há os que desejam um novo golpe militar, quando ainda há os que comemoram a farsa de 31 de março num golpe que aconteceu em 1º de abril, numa tentativa de reescrever a História, quando o Brasil vive outro golpe de Estado, por uma quadrilha que está vendendo o Brasil na bacia das almas, exterminando os programas sociais e os direitos dos trabalhadores brasileiros, vale a lição de que tudo muda e se transforma, e como o golpe de 1964 chegou ao fim este de agora também chegará.

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Alexandre de Moraes estreia no STF e com seus votos desempata dois julgamentos em favor de Temer e contra o trabalhador: 6 a 5


Saiu melhor do que a encomenda a estreia do ministro Alexandre de Moraes no STF. Com dois votos, dois gols a favor de Temer, desempatando em favor do golpista disputas que estavam empatadas no Supremo Tribunal.

Evidentemente, se foram ao encontro dos interesses do golpista Temer, os votos de Alexandre de Moraes foram contra a população. Confira:

O Funrural. Ferrando o trabalhador do campo


No caso do Funrural, os ministros discutiam um recurso que questionava se é constitucional a União cobrar do trabalhador rural (pessoa física) um imposto destinado para o fundo. 
Estava 5 a 0 em favor de não se cobrar o imposto do trabalhador, mas Alexandre de Moraes deu seu voto em favor da cobrança e os outros cinco o seguiram: 6 a 5. Resultado: o trabalhador rural vai ter que contribuir com o fundo.

Terceirização. Ferrando o trabalhador terceirizado


Moraes desempatou a favor da União o julgamento que discutia a responsabilidade da administração pública por encargos trabalhistas de uma empresa terceirizada contratada pelo poder público.
Ou seja: em caso de inadimplência, se quem deve pagar as dívidas trabalhistas é o poder público ou a empresa terceirizada que foi contratada.[Fonte: Folha]

Ou seja, embora preste serviço para o setor público, se a terceirizada der o calote o governo não tem nada com isso e o trabalhador que se vire. 

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Pesquisa traz notícia ótima e péssima para Dória. A ótima: 70% o aprovam. A péssima: 70% o aprovam



Pesquisa do instituto Paraná Pesquisas mostra que o estilo fanfarrão do prefeito João "Trabalhador" Dória está agradando ao paulistano.

70,3% dos ouvidos dizem aprovar o desempenho de Dória de maneira geral, e 51% classificam sua gestão como ótima ou boa. [Fonte: Estadão]

A notícia é ótima para Dória e todos aqueles que já o querem como candidato a presidente no ano que vem. Mas também é péssima para ele, pois o artífice de sua candidatura a prefeito e que sonhava em vê-lo candidato ao governo de São Paulo ano que vem, o atual governador Geraldo Alckmin, não está nada satisfeito com esses números. 

O aliado passou a ser adversário. E não é bom ter o anestesista Alckmin como adversário: os medalhões tucanos de São Paulo que o digam, um a um derrubados por ele, que lançou Dória contra a opinião dos caciques e venceu.

E agora? Dória vai seguir seu estilo camelô, vendendo sua imagem de "João Trabalhador" com vistas à presidência ou vai recolher o time em favor de Alckmin?

A estratégia da dupla eu apontei aqui ainda em janeiro (Dória já está em plena campanha ao governo de São Paulo em 2018, numa chapa com Alckmin presidente). 

Dória está indo com muita sede ao pote. E tem um monte de rabos que esse lagartixa deixou pelo caminho, como o caso do terreno em Campos do Jordão e agora a dívida de IPTU de sua mansão. 

Rabos que devem surgir na mesma proporção de sua popularidade. Nesse caso, em vez de voo de tucano, teríamos um de galinha.

Ele que se cuide, pois o anestesista (que ganhou prêmio de gestão hídrica no ano em que deixou o paulista bebendo água podre) está de olho nele.

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Pesquisa Ipsos: Fora Temer não é unânime. É só 90%



Pesquisa do instituto Ipsos divulgada pelo Estadão mostra que o ditado de Brizola de que a política ama a traição mas abomina o traidor continua válido. A desaprovação ao golpista traíra Temer é quase total:

  • 90% acham que o Brasil sob Temer está no caminho errado
  • 62% acham que o governo do golpista é ruim ou péssimo. E isso porque não existem as opções tenebroso, terrível, indecente, canalha e cafajeste
  • 78% desaprovam sua (se é que se pode chamar assim) atuação
  • Temer é o terceiro político mais desaprovado do Brasil, com 80%. À sua frente apenas os dois que dirigiram na Câmara e no Senado o golpe do impeachment: Renan Calheiros, com 83%, e Cunha, com 87%.

Será apenas coincidência que os políticos mais impopulares do Brasil sejam os que comandaram o processo do impeachment da presidenta Dilma e o golpista que tomou seu lugar?

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Imagens históricas: Há um ano o PMDB abandonou o governo Dilma e partiu para o golpe




Há exatamente um ano, aos gritos de "Fora, PT" e "Temer presidente", o PMDB, maior partido do Congresso, anunciou  seu rompimento oficial com o governo da presidenta Dilma. Foi um evento rápido, de poucos minutos em que o senador Romero Jucá, o Caju da Odebrecht [voz do vídeo], anunciou a saída do partido da base do governo.

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Centrais sindicais se unem e marcam Greve Geral para dia 28 de abril. O Brasil nas ruas contra o golpe



O Fórum das Centrais Sindicais se reuniu nesta segunda-feira (27), em São Paulo, na sede da UGT e decidiu emitir a seguinte nota convocatória de Greve Geral para o dia 28 de abril:

As centrais sindicais conclamam seus sindicatos, federações e confederações a paralisarem suas atividades no dia 28 de abril.
O objetivo é enviar ao governo um contundente alerta de que a sociedade e a classe trabalhadora não aceitarão as propostas da reforma previdenciária, trabalhista e o projeto de terceirização aprovado pela Câmara dos Deputados, no último dia 23 de março.
 Na opinião das lideranças, trata-se do desmonte da previdência pública e a retirada dos direitos trabalhistas, garantidos pela CLT.
Por isso, conclamamos toda a sociedade, neste dia, a demonstrarem o seu descontentamento, ajudando a paralisar o Brasil.
São Paulo, 27 de março de 2017
Central ds Sindicatos Brasileiros – CSB
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB
Central Única dos Trabalhadores - CUT
Força Sindical - FS
Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST
União Geral dos Trabalhadores - UGT
Central Geral dos Trabalhadores do Brasil -
CGTB Intersindical CSP-Conlutas

Além do dia 28, a agenda do Fórum das Centrais convoca para 31 de março - Dia Nacional de Mobilização Rumo à Greve Geral, movimento convocado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo em todo o paí. [Fonte: Vermelho]

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Messi pega quatro jogos de suspensão nas eliminatórias. E se a Argentina não se classifica para a última Copa do craque?


Por perder a cabeça num lance bobo no jogo da Argentina contra o Chile e xingar a mãe do bandeirinha, o craque Messi pegou inacreditáveis quatro jogos de suspensão, desfalcando a Argentina, que não está bem nas eliminatórias, de seu principal jogador.

Se todo mundo que xingar a mãe de um árbitro ou bandeirinha for suspenso pelo mesmo número de partidas que Messi, param os campeonatos. Não vai ter jogador para completar os times.

Filho da puta é praticamente vírgula no futebol. Por isso, a suspensão aplicada ao craque é totalmente absurda e desproporcional. Nem a mãe do bandeirinha, caso goste de futebol, deve concordar com ela.

O pior é que a seleção da Argentina não está nenhuma maravilha e corre o risco — pequeno, é verdade, mas real — de ficar de fora da próxima Copa do Mundo, na Rússia, que seria a última de Messi.

Já imaginaram que absurdo?

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Temer fugiu do Alvorada pro Jaburu com medo de fantasmas e agora pode ser expulso do Jaburu, cassado semana que vem


O golpista Temer corre contra o tempo. Tem que entregar a encomenda que o mantém e a sua camarilha de ministros no poder. Precisa aprovar as reformas trabalhistas e da Previdência, acabando com direitos duramente conquistados e consolidados dos trabalhadores. Mas, por mais que corra, ainda há quem o apresse.

O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Herman Benjamin, responsável pelo processo contra a chapa Dilma-Temer, entregou seu relatório final aos colegas de Corte e pediu ao presidente do Tribunal, Gilmar Mendes, para que o processo seja incluído na pauta de julgamentos. [Fonte: 360]

Há a possibilidade de o processo ser votado já na semana que vem e o voto do ministro responsável é quase certo pela cassação da chapa.

Saído do Jaburu e com a possível perda dos direitos políticos, Temer pode ficar na mira do juiz Moro onde poderá explicar, inicialmente, sobre os milhões que foram passear no escritório de seu amigo Yunes direcionados a ele.

Vade retro, golpista, e leve junto sua turma.

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Anvisa confirma ao TCU que não analisa medicamentos desde 2012



A Anvisa, aquela agência canivete suíço, ou bombril, de mil e uma utilidades ( é responsável pelo controle e vigilância sanitária de medicamentos, alimentos, cosméticos, sangue, produtos e serviços médicos, vendidos no país ou exportados) enviou relatório de atividades ao Tribunal de Contas da União (TCU), que constatou: “Análises de medicamentos não estão ocorrendo desde 2012”.

É o próximo escândalo anunciado, à espera de um delegado da PF com pretensões ao estrelato, que monte uma operação ainda mais espalhafatosa do que a Carne Fraca. Porque tanta inoperância assim não é sem querer, caso do acaso, é método - logicamente movido a malfeitos, como diria a presidenta golpeada.

Reportagem de José Casado em O Globo traça um diagnóstico da agência:

Auditores passaram um ano examinando informações da agência. Em outubro, confirmaram: “Análises de medicamentos não estão ocorrendo desde 2012”. Significa que há cinco anos os brasileiros consomem remédios sem controle ou fiscalização depois que chegam às farmácias. A rede estatal de laboratórios para testes é rarefeita (Alagoas, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí e Sergipe não têm). Onde existe, quase sempre “não está em funcionamento”.
As falhas da Anvisa começam na subnotificação de eventos adversos no uso de medicamentos. Países com população e consumo menores registram muito mais notificações que o Brasil — Chile três vezes mais e Peru, dez vezes mais. A agência opera com dois bancos de dados, incomunicáveis e desligados do sistema de São Paulo. Quem quiser saber por que 5.762 medicamentos novos, genéricos e similares tiveram seus registros cancelados desde 2011, precisará fazer pesquisa manual no acervo de 126.902.000 de páginas de documentos.
A Anvisa é um repositório de registros de remédios, mas não analisa mudanças no perfil de segurança dos produtos que possam motivar, ou não, alterações no registro do medicamento ou ainda, sua retirada no mercado. Dos 1.585 pedidos que recebeu em 18 meses de 2015 a 2016, só analisou dois.
Na prática, atua como guichê de renovação automática de registros. Há situações estranhas, como a do Cicladol, usado em terapia de dores agudas. Registrado em 2000, teve a renovação pedida em 2004. A Anvisa rejeitou, a empresa recorreu, e o caso foi suspenso para “análise de eficácia e segurança” do remédio. Mesmo com a desconfiança técnica, o registro foi renovado automaticamente duas vezes, e o medicamento segue em circulação.[Leia a íntegra em O Globo]

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Por que o goleiro Bruno aguarda recurso em liberdade e José Dirceu não? Porque Moro quer

 

O goleiro Bruno foi condenado a quase 23 anos de cadeia por sequestrar o filho, matar e ocultar o corpo da ex-mulher Eliza Samudio. Depois de uma temporada na cadeia, aguarda em liberdade o julgamento de recurso à sentença. Como não foi condenado em segunda instância, o ministro do STF Marco Aurelio Mello concedeu liminar para que ele aguarde em liberdade seu julgamento. Por decisão do STF, o condenado só deve cumprir a pena de prisão após condenado em segunda instância.

O ex-ministro e guerrilheiro, ex-deputado e líder do PT José Dirceu está preso há três anos. Não foi condenado em segunda instância e poderia aguardar em liberdade, mas o juiz Moro não permite, usando, segundo Dirceu, subterfúgios legais.

Em carta publicada no blog Nocaute do escritor e jornalista Fernando de Morais, Dirceu expõe o drama que está vivendo e denuncia o juiz.

Contrariando o que costumo fazer, pois sempre acho que devemos remeter o leitor à fonte primária dos textos, vou publicar na íntegra a carta de Dirceu aqui, porque não abrem espaço a ele, e, se dependesse de boa parte das pessoas, José Dirceu poderia apodrecer esquecido na cadeia até a morte - de preferência em silêncio.

Mas ele não se cala e aqui está o que ele escreveu. Se preferir, leia no Nocaute aonde foi originalmente publicada a carta.

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Na sentença da minha recente condenação — processo Apolo-Petrobras, na qual me sentenciou, por corrupção e lavagem, a onze anos e três meses de reclusão —, Moro afirma “permanece preso”. Estou preso há vinte meses, embora condenado em Primeira Instância. Logo, com direito a responder em liberdade, até pela decisão do STF de trânsito em julgado em Segunda Instância para execução da pena.

Moro não cita, mas ele renova minha prisão de 27/7/15, executada em 3/8/15, quando da minha condenação em 19/5/16, pelas mesmas razões e motivos, no processo Engevix-Petrobras, em que me condenou a vinte anos e dez meses. Diz que a referida prisão cautelar é instrumental para aquela ação penal!

Apresenta seus argumentos, relata que o pedido de Habeas Corpus foi rejeitado e mantida a prisão na 4ª Região do TRF e no STJ. No STJ, diz que o ministro Teori indeferiu o pedido de liminar, mas, como sabemos, não entrou no mérito. Nós agravamos, e o ministro Fachin, substituto de Teori, negou o HC considerando ter havido supressão de instâncias, o que nos levou a agravar na Segunda Turma. Assim, meu pedido de liberdade, no HC, ainda será votado.

Como os ministros Fachin e Toffoli têm rejeitado as razões para as prisões preventivas de réus — como exemplo, os casos de Alexandrino Alencar, Fernando Moura e Paulo Bernardo —, e os ministros Marco Aurélio e Gilmar Mendes também têm se manifestado na mesma direção, Moro se antecipa e, na sentença, apresenta seus argumentos: os mesmos da prisão em 3/8/15 e da condenação em 19/5/16.

É importante frisar — porque essa é a base do meu argumento —, que se trata da mesma prisão. Portanto, meu pedido de HC não suprime instância e não tenho que recomeçar a cada “nova prisão” decretada por Moro. No TRF, porque seria uma “chicana” de autoridade coatora para me manter 20 meses preso sem culpa formada em última instância, uma negação da presunção da inocência.

Para manter minha prisão em 19/5/16, ele alegou: riscos à ordem pública, gravidade dos crimes, prevenir reiteração deletiva. Apresenta como fato, e prova, que durante julgamento da AP 470, que durou de agosto de 2006 a julho de 2014, “persistiu recebendo propina de esquema criminoso da Petrobras”. E finaliza afirmando que nem minha condenação na AP 470 serviu para me impedir de continuar … “recebendo propinas!”.

Ora, minha condenação no processo Engevix-Petrobras não transitou em julgado, logo tenho a presunção da inocência, não a culpabilidade. Ou Moro já a revogou? Mas Moro vai mais longe. Diz que “o produto do crime não foi recuperado, há outras investigações em andamento e ainda não foi determinada a extensão de minhas atividades”!!!

Então Moro já me condena sem sequer ter me investigado? Ousa ainda mais. Diz que tenho papel central nos contratos da Petrobras e era considerado responsável pela nomeação do ex-diretor Renato Duque. Moro não tem uma prova sequer de que eu tinha “papel central” na Petrobras. Não existe nenhum empresário ou diretor da Petrobras à época que o afirme; não há um fato, uma licitação, um gerente, um funcionário, que justifique ou comprove tal disparate.

Mesmo assim, eu não obstruí a instrução penal e estou cumprindo a pena. Logo, não ameaço a execução penal. Estou preso há três anos. Isso mesmo, três anos. Fui preso por Moro estando preso na AP 470, na qual já fui indultado pelo STF.

Para me manter preso, Moro alega ameaça à ordem pública, de forma genérica, e que o produto do crime não foi recuperado, expondo mais uma de suas razões sem base nos fatos. Estou sem renda há três anos e todos os meus bens estão sequestrados e arrestados e — com exceção de dois — confiscados.

A questão central é que não há base legal para a manutenção da minha prisão preventiva, a não ser para comprovar o ditado de que “os fins justificam os meios”, mesmo violando a Constituição. Por saber da fragilidade de suas razões — a única “prova” que Moro tem contra mim é a palavra dos delatores Milton Pascovich e Julio Delgado —, o juiz apela para pré-julgamentos e acusações genéricas de olho na opinião pública, como instrumento de pressão sobre o STF.

Vários ministros da Corte têm decidido que a prisão preventiva é uma exceção, só adotada em último caso, e têm destacado a alternativa do artigo 319 do Código do Processo Penal, a prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Esses ministros não têm aceito razões genéricas sobre ameaça à ordem pública e econômica para a instrução e execução penal, sem fatos concretos, como argumento para manter as prisões preventivas. E muito menos o próprio crime e sua gravidade de que é acusado o investigado e/ou réu, razão para a pena e seus agravantes e não para a prisão preventiva. No meu caso, insisto, estou preso há vinte meses!

Todos os votos dos ministros são públicos e sinalizam como o “método Moro” traz um entendimento próprio e casuístico sobre a prisão preventiva. Para não falar inconstitucional. Daí o apelo do juiz “`a opinião pública”, seus artigos nos jornais, onde, na prática, ele confessa que as prisões visam as delações e são fundadas em razões, supostamente éticas, acima e fora da lei!


Ministro do Meio Ambiente pede desculpas a frigoríficos por multá-los em milhões por usarem gado de área de preservação ambiental



O Ministro do Meio Ambiente do governo golpista Sarney Filho pediu desculpas aos donos de frigoríficos pelas multas que o Ibama lhes aplicou por comprarem gado de área de preservação ambiental. Segundo o ministro, a operação foi feita em "momento inoportuno" [Fonte: Poder360]

 JBS-Friboi: Depois da Carne Fraca a Carne Fria. JBS-Friboi leva multa de R$ 24 milhões por comprar gado de área de preservação

Realmente, bastante "inoportuno"... Logo após serem flagrados pela Carne Fraca adulterando a carne que é vendida aos consumidores, em seguida são atingidos pela operação Carne Fria do Ibama que os puniu por usarem gado de área protegida.

Mas a bronca do ministro deveria ser interna, para o Ibama, sob sua responsabilidade, por terem dado publicidade à notícia no mesmo momento da Carne Fraca. E não se desculpar com empresários fraudulentos, que desrespeitam leis trabalhistas, ambientais e a saúde do consumidor.

Ainda mais porque os empresários não questionaram a multa do Ibama, mas sua oportunidade. Diferentemente do que fizeram com a Carne Fraca, que foi uma Operação desastrada, comandada por um delegado que a própria PF considera sem capacitação para tanto, numa ação espetacular que visava muito mais o público interno (há uma guerra intestina na PF) que a população brasileira.

Ao se desculpar por uma ação legal do Ibama o ministro o enfraquece, quando errados estão os que continuam a desobedecer a lei que proíbe a compra de animais ilegalmente criados em áreas de proteção ambiental.

Coisa de governo golpista, que erra até quando acerta.

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Regina Duarte. Montagem da Folha induz a erro. Atriz não chamou Lula de vagabundo e Dilma de 'ladrona'


Uma diagramação malfeita causou maior rebuliço nas redes sociais. Tudo porque a posição errada de uma foto acabou atribuindo à atriz Regina Duarte uma frase que ela não pronunciou mas o ex-casseta Marcelo Madureira, mais um daqueles que hoje é referido pelo que foi, e é ressentido por isso.

Lendo a matéria, fica claro que a frase teria sido dita por ele (com o "ladrona" e tudo) e não por Regina.

Mas a culpa da informação errada não pode ser colocada apenas nas costas da Folha. Conhecido blogueiro da Globo teria espalhado a versão mentirosa pela rede, e viralizou.

É aquele problema da preguiça. Ninguém procura a fonte para confirmar se alguma coisa foi ou não dita, se aconteceu ou não de tal ou qual jeito. Se vai gerar views e likes, publica-se.

E assim temos fake news atrás de fake news. Num país onde tiram uma presidenta com um golpe de Estado sem que ela tenha cometido qualquer crime e colocam no poder uma quadrilha de delatados por receberem propinas.

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Por que uma cervejaria de Caxias, Baixada Fluminense, RJ, doaria R$ 1,7 milhão a campanha de Aécio ao Senado em Minas?


Que houve a doação e ela foi recebida pelo candidato Aécio Neves não se discute. Conforme se vê na imagem acima, que é uma reprodução da página do Facebook de Aécio, o próprio confirma ter recebido a doação, da qual teria inclusive passado recibo.

O que fica para a fértil imaginação de você que me lê é encontrar uma resposta para a pergunta que está no título da postagem.

Qual o interesse de uma cervejaria na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, a Leyroz de Caxias Indústria Comércio & Logística LTDA, em apoiar com quase R$ 2 milhões a campanha de um candidato ao Senado por Minas Gerais em 2010?

A resposta surgiu agora, em mais uma fase da delação da Odebrecht. A empresa usou várias vezes a cervejaria Itaipava, uma empresa sitiada no Rio de Janeiro, como ponte para fazer doações em dinheiro a candidatos pelo Brasil.

A Itaipava e cervejarias associadas a ela faziam a doação no Brasil a candidatos indicados pela Odebrecht e a Odebrecht as ressarcia no exterior.

Ou seja, sonegação, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha numa única doação — e Aécio passou recibo dela.

[ Fonte: Folha e Viomundo]

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O verdadeiro Judas vive em você


O VERDADEIRO JUDAS
Vive em você
E vendeu seus ideais
Por trinta moedas
- Um pouco menos
Ou muito mais.


Tinha duas crianças no meio do caminho. No meio do caminho tinha duas crianças



Segundo a ONU, há cerca de 800 mil refugiados do Sudão do Sul ou Sudão Meridional em acampamentos em Uganda. Em sua maioria, mulheres e crianças fugidos da guerra no país.

O Sudão do Sul é um dos países mais miseráveis da África, logo, do mundo.  

Melhor dizendo, não é o país que é miserável, mas sua população, que vive na miséria. O país é rico. Em petróleo. Isso basta para transformá-lo numa praça de guerra. Quem ganha com isso, é claro, não são os sudaneses.

Mas esta postagem é sobre outra coisa, uma reportagem excelente da Al Jazeera, em inglês, com alguns dos refugiados sudaneses contando suas histórias da guerra. Vou deixar o link para você conferir: http://www.aljazeera.com/indepth/features/2017/03/south-sudan-dead-bodies-170312061205916.html

Foi lá que apanhei para dividir com vocês esta foto linda que ilustra a postagem. São dois meninos , e já refugiados no mundo. Andam abraçados numa estrada poeirenta. Eles me lembraram Carlitos, que saía andando assim sozinho na estrada rumo ao horizonte, no final dos filmes.

O filme destes dois está apenas começando, e já nos trouxe esta bela imagem de amizade e ao mesmo tempo de solidão — a solidão destes pequenos amigos expulsos de seu país neste mundo absurdo.

No meio do caminho…



Sonegação tem nome: JBS-Friboi. Campeã em dívida com a Previdência. Mais de R$ 2,3 bilhões


Dois bilhões, trezentos e trinta e nove milhões, novecentos e vinte e um mil, quinhentos e trinta e quatro reais e cinquenta e seis centavos é o que deve a JBS à Previdência.

Como é que uma empresa consegue dever tanto? Como pode dever tanto e continuar funcionando?

Isso tem nome. E não é Friboi.

E ainda querem tirar o coro do trabalhador com a Reforma da Previdência. A Reforma começa por aí, cobrando dos devedores.