segunda-feira, 15 de julho de 2019

Não é de hoje que Glenn revela verdades inconvenientes. Em 2013, denunciou espionagem dos EUA: 'Brasil é o grande alvo dos EUA'

Glenn com a frase de que Brasil é grande alvo dos EUA

Muitos por má fé, outros por desinformação mesmo, acham que Glenn Greenwald caiu de paraquedas no meio da Lava Jato denunciando as sujeiras internas dos bastidores da Operação que, em nome do combate à corrupção, visava antes de mais nada prender Lula e colocar no poder alguém que desse uma guinada no país, que se insinuava independente, trazendo-o de volta ao colo dos Estados Unidos, o que fica evidente com o governo safadamente entreguista de Bolsonaro.

Glenn foi o jornalista escolhido por Edward Snowden para desmascarar e mostrar ao mundo a face oculta do governo dos EUA, que espionava não apenas adversários políticos, mas países amigos, entre eles o Brasil.

Reportagem de Guilherme Balza do UOL em 2013, mostra que o Brasil era o grande alvo da espionagem do Estados Unidos. Não só o governo Dilma, como a Petrobras.

Curiosamente, coincidentemente, muito convenientemente, a Lava Jato começou um ano depois, em cima da Petrobras, e em parceria com os Estados Unidos. É só ligar os pontos.
O jornalista norte-americano Glenn Greenwald, que revelou os documentos secretos obtidos por Edward Snowden, disse em entrevista por telefone ao UOL que o Brasil é o maior alvo das tentativas de espionagem dos Estados Unidos. "Não tenho dúvida de que o Brasil é o grande alvo dos Estados Unidos", disse o jornalista, que promete trazer novas denúncias. "Vou publicar todos os documentos até o último documento que deva ser publicado. Estou trabalhando todo dia."
Greenwald revelou esta semana, em reportagem em conjunto com o programa "Fantástico", da TV Globo, que o governo americano espionou inclusive os e-mails da presidente Dilma Rousseff e de seus assessores próximos.
Snowden era técnico da NSA, a agência de segurança americana, e revelou ao jornal britânico "The Guardian", onde Greenwald é colunista, o escândalo de espionagem norte-americano.

Na época, Glenn também sofreu pressão do governo dos EUA, como sofre agora. Ele contou na reportagem de 2013:
Tem muitos políticos que estão ameaçando, pedindo para que me prendam, falando que sou criminoso. Há debates na televisão sobre se eu sou jornalista ou criminoso. Meu advogado recomenda que eu ainda não volte para os Estados Unidos até que eles possam resolver tudo. Acontece com meu companheiro na Inglaterra, que ficou detido por nove horas. Quando você faz jornalismo contra facções mais poderosas eles vão te atacar. Eu sabia que iria acontecer, mas não vou parar nem um pouco por causa disso.
Glenn recebeu o Pulitzer por suas reportagens sobre Snowden.


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