sexta-feira, 5 de março de 2021

Caminhamos para 3 mil mortes diárias enquanto Bolsonaro zomba da dor do povo: 'Deixem de frescura, de mimimi'


Na manchete da primeira página do jornal Valor Econômico de hoje, o horror: a expectativa de que tenhamos três mil mortes por dia nas próximas duas semanas, em virtude das novas variáveis do vírus, que são mais contagiosas, e das condições locais, com leitos de UTI totalmente ocupados e filas de espera, equipes médicas e paramédicas no limite da exaustão, uma vacinação claudicante e mínima, um ministro da Saúde que não sabe a diferença entre Amapá e Amazonas e envia para um as vacinas que seriam para o outro, e, principalmente, um presidente genocida, que zomba da pandemia e tem a desfaçatez de declarar, diante do número crescente de mortes, que as pessoas "deixem de frescura, de mimimi. Vão ficar chorando até quando?".
 
Pergunta que rebato com outra: até quando vamos aguardar para interditar um sujeito que além de incompetente não tem a menor solidariedade com a dor do povo e está pouco se lixando para que morram aos borbotões, desde que ele garanta que não serão presos ele e sua famiglia, que zombam da Justiça, como mostra agora a compra da mansão milionária do filho Flávio em Brasília?
 
Nosso mais famoso neurocientista, Miguel Nicolelis também teme as três mil mortes diárias:
Nós podemos ter a maior catástrofe humanitária do século 21 em nossas mãos. A possibilidade de cruzar 2.000 óbitos diários nos próximos dias é absolutamente real. A possibilidade de cruzarmos 3.000 mortes diárias nas próximas semanas passou a ser real. Se você tiver 2.000 óbitos por dia em 90 dias, ou 3.000 óbitos por 90 dias, estamos falando de 180 mil a 270 mil pessoas mortas em três meses. Nós dobraríamos o número de óbitos. Isso já é um genocídio. [UOL]
#BolsonaroCoveirodoBrasil



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