segunda-feira, 15 de março de 2021

Corrupção, uma tradição passada de pai para filhos na família Bolsonaro, aponta UOL


Reportagem de Amanda Rosa, Flávio Costa, Gabriela Sá Pessoa e Juliana Dal Piva mostra que o esquema de corrupção das rachadinhas, quando funcionários de gabinete racham seus salários, passando a maior parte deles para o deputado empregador, é uma tradição na família Bolsonaro.

Nada que nos surpreenda, afinal Bolsonaro é réu confesso, quando foi flagrado recebendo verba para aluguel residencial em Brasília, mesmo tendo residência própria na cidade. Questionado por repórter, disse que usava o apartamento funcional para "comer gente", o tradicional rendez-vous.
 
Bolsonaro também até hoje não explicou por que Queiroz e esposa depositaram R$89 mil na conta de Michelle Bolsonaro. Nem porque  empregava a filha de Queiroz, Nathália, em seu gabinete em Brasília, quando ela nunca morou lá e trabalhava como preparadora corporal no Rio. Ah, e também a famosa Wal do Açaí, em Angra, que era registrada no gabinete de Jair como forma de pagar com dinheiro público os serviços do marido de Wal como caseiro de Bolsonaro naquela cidade.
 
Quanto a Flávio Bolsonaro, o Brasil inteiro conhece o esquema que alimentou seu gabinete por anos e que está dormindo na Justiça à espera de sua condenação, assim que os Bolsonaro perderem poder, porque as provas são inquestionáveis. Aqui mesmo no blog, há várias postagens sobre isso. Basta procurar lá embaixo na caixa de pesquisas.
 
Mas a reportagem do UOL teve acesso ao sigilo fiscal quebrado, agora recentemente proibido de ser usado na Justiça. Mas não como reportagem, e é o que foi feito.
A quebra de sigilos bancário e fiscal de pessoas e empresas ligadas ao senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) revela indícios de que o esquema da rachadinha também ocorria nos gabinetes do pai, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), quando este era deputado federal, e do irmão, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ). Os dados apontam ainda a existência de transações financeiras suspeitas realizadas pela segunda mulher do presidente, Ana Cristina Siqueira Valle.

O UOL teve acesso às quebras de sigilo em setembro de 2020, quando ainda não havia uma decisão judicial contestando a legalidade da determinação da Justiça fluminense, e veio, desde então, analisando meticulosamente as 607.552 operações bancárias distribuídas em 100 planilhas -uma para cada um dos suspeitos. O STJ (Superior Tribunal de Justiça) anulou o uso dos dados resultantes das quebras de sigilos no processo contra Flávio, mas o Ministério Público Federal recorreu junto ao STF (Supremo Tribunal Federal). O UOL avalia que há interesse público evidente na divulgação das informações que compõem estas reportagens.

Procurados desde quarta-feira (10) por email, telefone e mensagem de WhatsApp, Jair, Flávio e Carlos Bolsonaro não responderam aos questionamentos da reportagem. [Reportagem completa no UOL]




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